Pessoas que eram próximas da vereadora Marielle Franco, assinada na madrugada de 14 de março de 2018, não acreditam na versão do bolsonarista Ailton Barros sobre o crime.
Barros foi preso no início deste mês, durante operação da Polícia Federal (PF) que apura fraude no cartão de vacinação de Jair Bolsonaro (PL). Em mensagem interceptada pela corporação, o aliado do ex-presidente disse saber quem seria o mandante do assassinato.
Antes de ser preso, Barros afirmou a interlocutores que o mentor intelectual do assassinato seria um ex-deputado estadual do Rio de Janeiro. Essa hipótese já foi investigada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro.
Contudo, aliados de Marielle, como o deputado federal Marcelo Freixo, desconfiam do relato de Barros, informou o colunista Paulo Cappelli, no site Metropolis.
Ainda, vale ressaltar que, após a prisão, Barros voltou atrás e fora dos autos disse não ter informações sobre o crime, que também matou o motorista da vereadora, Anderson Gomes.
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Audiência especial
Nesta sexta-feira (26), o juiz Gustavo Kalil, da 4ª Vara Criminal do Rio, marcou uma audiência especial no próximo dia 26 de junho para organização e preparação do júri, com o Ministério Público, assistências à acusação e defesas de Ronnie Lessa e Elcio Queiroz, acusados de matar Marielle e Anderson.
A decisão do juiz Kalil considerou “a complexidade do feito, o grande interesse social e as inúmeras diligências administrativas” para instalar a sessão plenária, que irá definir a data de julgamento.
O magistrado não acolheu pedido da defesa dos réus de suspensão do júri até o julgamento final de mandado de segurança pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e manteve as prisões preventivas dos acusados.
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