Chefe de gabinete de Temer será ouvida sobre doação de R$ 10 milhões da Odebrecht


Foto: Presidência da República
 
Jornal GGN – Trabalhando há 21 anos como assessora, secretária, administradora de campanha, chefe de gabinete, administradora da Vice-Presidência e quase uma ministra de Michel Temer, Nara de Deus Vieira será ouvida pela Polícia Federal sobre a investigação de repasse de R$ 10 milhões da Odebrecht ao MDB em 2014.
 
Nara trabalha para Temer desde 1997, quando ele assumia a Presidência da Câmara dos Deputados. Até então, ela atuava na assessoria dos dois presidentes antecessores da Casa Legislativa. Mas ao contrário do que fez com os parlamentares anteriores, Nara decidiu seguir Temer desde então.
 
Reconhecida pelo bom trânsito que mantinha com os congressistas, chegou em 2014 a configurar como administradora da campanha do emedebista. Quando Michel Temer assumiu o cargo maior da Repúlbica, Nara foi promovida a chefe de gabinete da Presidência. 
 
Também nas prestações de contas de Temer a vice de Dilma na campanha eleitoral em 2014, ela foi apontada como a responsável pela movimentação financeira e a abertura de conta em nome do mandatário. É a pessoa de maior confiança para a administração de recursos do emedebista em sua vida política. 
 
Após o golpe que destituiu Dilma, além de chefe de gabinete, Nara de Deus passou a controlar a administração da Vice-Presidência da República, tendo a responsabilidade de, inclusive, exonerar e nomear pessoas no órgão, como para a pasta da Segurança. Nos três primeiros meses de 2017, por exemplo, a Vice-Presidência já havia gastado R$ 80 mil nas funções administrativas. Reportagem de O Globo a descreveu por seu prestígio de ministra.
 
Então, se as suspeitas da Polícia Federal ou do Ministério Público são contra contas e trânsito financeiro de campanhas ou de cargos políticos de Michel Temer, a testemunha indiscutível é Nara. 
 
De acordo com coluna de Andreia Sadi, Nara, que assumiu cargos importantes na administração de recursos de Temer em 2014, deverá ser ouvida pelos investigadores ainda neste mês de agosto. 
 
O inquérito pelo qual a PF quer avançar e esclarecer mais informações é o que acusao Temer de participar e consentir, durante um jantar no Palácio do Jaburu, em 2014, quando executivos da Odebrecht acertaram como os R$ 10 milhões doados ao MDB seriam repartidos. 
 
Além de Temer, também estavam presentes o atual ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha. O caso ainda tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) nas mãos do ministro Edson Fachin. 
 

Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor.

Assine e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Assine agora

Leia também:  Suicidando o Direito Penal, por Paulo Brondi

2 comentários

  1. Se vivo fosse

    Eliot Ness pesquisaria as posses dessa “doutora” Nara que tem mais olfato (decidiu seguir) que um urso.

    Dela e de sua “entourage” até a terceira geração. Duvidaria que são todos “pobrinhos”.

    Cana dura, sem direito à delação premiada.

Deixe uma mensagem

Por favor digite seu comentário
Por favor digite seu nome