5 de junho de 2026

Clésio Andrade presta depoimento ao Ministério Público em Minas

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O ex-senador Clésio Andrade prestou depoimento na tarde de ontem (19) ao Ministério Público em Minas Gerais (MP/MG) sobre seu envolvimento no esquema de desvio de recursos do Sistema Social do Transporte (Sest) e do Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (Senat), apontado pela Polícia Civil do Distrito Federal na Operação São Cristóvam. Havia um mandato de condução coercitiva de Clésio, que é ex-presidente da Confederação Nacional dos Transportes (CNT), mas ele não estava sendo encontrado para ser levado à delegacia.

O delegado adjunto da Divisão Especial de Repressão ao Crime Organizado (Deco), Luiz Fernando Cocito, disse à Agência Brasil que o teor do depoimento do ex-senador ainda não é conhecido pelos investigadores em Brasília. A reportagem tentou contato com a assessoria do MP/MG, mas não conseguiu ser atendida.

Segundo Cocito, com o depoimento de Clésio Andrade fica faltando apenas um mandado de condução coercitiva para ser cumprido, sobre uma pessoa em Brasília. Não há nenhuma outra medida contra Andrade até o momento. “Não existe nenhuma outra cautelar, a não ser essa de condução coercitiva. O que foi feito é uma solicitação de indisponibilidade de bens, que não foi apreciada ainda pelo Ministério Público e pelo Poder Judiciário. Aguardamos ainda a decisão sobre a medida para que esses bens não desapareçam”, disse o delegado.

De acordo com a polícia, o desvio de dinheiro ocorreu por meio de pagamentos elevados de gratificações a integrantes da diretoria e de contratações fraudulentas de serviços de autônomos. A Controladoria-Geral da União (CGU) constatou que os rendimentos e patrimônios das integrantes da diretoria do Sest/Senat são incompatíveis com os salários pagos. A justificativa apresentada pela direção da CNT é que o elevado valor recebido anualmente pelas diretoras deve-se ao pagamento de gratificações. A outra forma de desvio são serviços de fachada, contratados por valores superfaturados a pessoas com ligações na diretoria. Em muitos casos, os serviços sequer foram prestados.

Na operação, a polícia cumpriu 21 mandados de busca e apreensão, em Brasília e Minas Gerais. Inicialmente, foi presa Maria Pantoja, diretora executiva do Sest/Senat entre 1995 e 2013, que hoje trabalha em outra instituição vinculada à CNT. Também foram detidas Ilmara Chaves, coordenadora de Administração; Anamary Socha, assessora especial da Diretoria Executiva; e Jardel Soares, coordenadora de Contabilidade. Conforme a Polícia Civil do Distrito Federal, entre 25 e 30 pessoas podem estar envolvidas no esquema. Na operação, foram apreendidos 16 veículos, entre eles alguns carros de luxo, e dois cofres.

Leia mais sobre este tema no Jornal GGN:

Clésio Andrade é procurado pela polícia em desvio de dinheiro do Sest/Senat

Lourdes Nassif

Redatora-chefe no GGN

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6 Comentários
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  1. Francisco Antonio da Silva

    20 de setembro de 2014 1:16 pm

    E por incrivel que possa

    E por incrivel que possa parecer, ontem, o site uol/ Folha estava divulgando que o distinto Clesio Andrade faz parte da base de apoio do governo federal. Um absurdo. Este senhor Clesio tem coisas muito piores do que este caso aí. O Marco Aurelio Carone do Novojornal, que se encontra preso a mando da justiça mineira e do Aeromoço, sabe tudo sobre ele e seus pares.

  2. Adriano Arantes

    20 de setembro de 2014 2:08 pm

    Aí Tem!

    Ah! É! Sim! Tem mesmo!

  3. MarFig

    20 de setembro de 2014 2:58 pm

    Esse pode ficar tranquilo,

    Esse pode ficar tranquilo, tem ligações profundas com os tucanos mineiros, desde o mensalão até a lista de Furnas. Com o MP e justiça de Minas ele não precisa se preocupar.

    1. Taques

      20 de setembro de 2014 3:49 pm

      “Esse” pertence ao partido

      “Esse” pertence ao partido aliado que faz parte da chapa e da sustentação do atual governo.

      Não adianta chorar, definitivamente não há virgem na zona!

       

      1. MarFig

        20 de setembro de 2014 9:28 pm

        Mas fazer parte da base

        Mas fazer parte da base aliada não é motivo para ficar tranquilo, vide petistas condenados pelo STF. Mas ser parceiro de picaretagens com tucanos, isso sim, dá-lhe a tranquilade de impunidade, vide Eduardo Azeredo, Cláudio Mourão, Perrelas, Matarazzos, etc.

  4. alexis

    20 de setembro de 2014 3:34 pm

    Como é bom ser tucano

    Como é bom ser tucano ou amigo deles aqui no Brasil, particularmente em Minas Gerais.

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