21 de maio de 2026

Defesa de Lula quer saber o que o MP esconde sobre as propinas da Odebrecht

Foto: Divulgação

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Jornal GGN – A defesa de Lula pretende solicitar à Justiça todas as comunicações trocadas entre o Ministério Público de Curitiba e os procuradores da Suíça sobre o software que a Odebrecht diz que utilizava para fazer o controle de pagamentos de propina.

Os advogados do ex-presidente acreditam que, através da análise do software será possível produzir mais uma prova de que Lula nunca recebeu pagamentos da empreiteira. 

A Lava Jato em Curitiba afirmou, na semana passada, que nunca teve acesso ao sistema da Odebrecht, pois os dados estão retidos na Suíça. Após cobrança, a empreiteira entregou alguns arquivos que fariam parte do programa, porém, afirmou que é impossível acessar o conteúdo original porque a “chave” se perdeu.

Havia expectativa, por parte da Lava Jato, de que além de políticos e empresários, nomes do Judiciário fossem encontrados nas listas de propina da Odebrecht.

As informações são de Mônica Bergamo, na coluna desta sábado (12).

Por Mônica Bergamo

Na Folha

Os advogados de Lula estudam pedir acesso a toda a correspondência entre o Ministério Público Federal do Brasil e o órgão equivalente na Suíça que gire em torno do MyWebDay, arquivo-bomba da Odebrecht cujo conteúdo permanece, em parte, envolto em mistério.

FECHADO
O procurador Deltan Dallagnol disse há algumas semanas à Justiça que não conseguiu ter acesso direto ao arquivo já que autoridades da Suíça, onde ele ficava hospedado, não tinham entregue o material à Lava Jato.

ABERTO
Depois de provocado pelos defensores de Lula, que querem acessar o arquivo, o MP voltou à Odebrecht, que, nesta semana, entregou aos procuradores uma leva de documentos que integrariam o MyWebDay, como revelado nesta sexta (11) pela Folha.

EM PARTE
A empreiteira diz, no entanto, que as chaves do arquivo foram perdidas e que nem mesmo a Suiça conseguiu recuperar todo o conteúdo na sua integralidade.

MISTÉRIO
O dispositivo é considerado bombástico por conter toda a contabilidade das propinas que eram pagas pela empreiteira. Nele estariam nomes não apenas de políticos, mas também do Judiciário, de procuradorias, de tribunais de contas e até mesmo da diplomacia brasileira, que estariam até hoje preservados pelo mistério que cerca o arquivo.

Cintia Alves

Cintia Alves é jornalista especializada em Gestão de Mídias Digitais e editora do GGN.
alvesscintiaa@gmail.com

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1 Comentário
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  1. Jorge Fernandes

    12 de agosto de 2017 5:54 pm

    Não vão entregar.

    com certeza a bosta da republiqueta de CUritiba está ali.

     

     

    PS: Durante muitos anos o Vice Presidente financeiro da Odebrecht foi Jorge Alonso. 

    Ele sabe tudo.

     

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