Completando hoje 5 anos do assassinato de Marielle Franco, o ministro da Justiça, Flávio Dino, relembrou os 1.856 dias de impunidade do caso. “Até hoje é como se houvesse um homicídio por dia”, afirmou.
“Marielle foi assassinada e no dia seguinte políticos e autoridades, inclusive do Poder Judiciário, entre outros, se dedicaram a matá-la novamente. E até hoje é como se houvesse um homicídio por dia”, disse o ministro.
Para Flávio Dino, a paralisação da investigação de quem matou Marielle Franco, durante o governo de Jair Bolsonaro, deve servir “de referência para aquilo que o Brasil não deve ser”, “para aquilo que o Brasil não pode ser”.
As declarações foram feitas após Dino também ressaltar que a Justiça feita durante o governo Bolsonaro e anteriores teve como base “a hegemonia do ódio”.
“A manipulação de afetos é constituinte da luta política. E manipulação de afetos sobretudo na sua dimensão do ódio. O que foram os dez últimos anos da política brasileira? A hegemonia do ódio”, disse, durante palestra na Fundação Getúlio Vargas (FGV), “Liberdade de Expressão, Redes Sociais e Democracia”.
No final de fevereiro, o ministro determinou a abertura de inquérito da Polícia Federal, que comecem a colaborar com o Ministério Público Estadual e a Polícia Civil do Rio de Janeiro, para investigar as mortes de Marielle e de Anderson Gomes.
Ataques no RN: Dino diz atuar com o governo
Nesta terça (14), Dino também afirmou que está acompanhando os ataques às cidades do Rio Grande do Norte. Pelo menos 19 cidades do estado foram alvos de ataques nesta madrugada, por criminosos com armas de fogo e em prédios públicos.
As autoridades locais afirmam que os ataques são “ações de reclamação de organizações criminosas pelo tratamento dentro dos presídios”.
“Desde cedo, o Ministério da Justiça está em contato com o governo do Rio Grande do Norte, a fim de verificar o apoio possível, à vista da crise local na Segurança Pública”, afirmou o ministro da Justiça.
Flávio Dino telefonou para a governadora Fátima Bezerra (PT) para adotar medidas em conjunto com o governo federal contra os ataques.
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