21 de maio de 2026

Dodge está na disputa e Bolsonaro diz que pode escolher nome de fora da lista tríplice

Votação dos procuradores acontece nesta terça (18); dez candidatos concorrem à lista tríplice da ANPR

Jornal GGN – A Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) organiza na noite desta terça-feira (18) a votação para a lista tríplice a ser entregue ao presidente Jair Bolsonaro (PSL) para a escolha do novo procurador-geral da República.

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Por lei, o presidente não é obrigado a indicar alguém entre os três nomes mais bem votados. A lista tríplice foi criada em 2001, mas desde 2003 todos os presidentes indicam para o posto um dos três nomes mais votados pelos cerca de 1500 membros da ANPR aptos a votar na eleição.

Neste ano, dez procuradores do Ministério Público Federal se candidataram: seis subprocuradores-gerais, último nível da carreira, e quatro procuradores regionais. O mandato é de dois anos e o período de Raquel Dodge no carto termina em setembro.

A atual procuradora-geral decidiu não participar da eleição para a lista tríplice, mas no início do mês, ela disse estar “à disposição” para uma eventual recondução ao cargo. Na ocasião, a procuradora-geral disse ainda que não tem feito nenhuma articulação para se manter no posto, mas que a permanência seria bem vinda.

Dodge foi escolhida por Michel Temer, em 2017, quando foi a segunda mais votada para o cargo. O ex-presidente quebrou uma tradição que vinha desde 2003, quando os presidentes da República escolhiam os primeiros colocados.

Bolsonaro tem indicado várias vezes a disposição de escolher um nome fora da lista. Segundo apurações da Folha de S.Paulo, o nome da atual procuradora ganhou força no Planalto porque aliados do presidente temem que, caso Bolsonaro escolha outro nome, sofra resistência no Senado, onde o aspirante ao cargo é sabatinado, após a indicação do Presidente. Se o nome escolhido por Bolsonaro não for sólido o suficiente e não for validade na casa, a leitura será de derrota política do governo.

Como Dodge já foi sabatinada e aprovada no Senado, sua recondução ao cargo não exigiria o mesmo procedimento. Pela constituição, não há número limite de reconduções permitidas no mesmo cargo do Ministério Público, portanto, Dodge pode ser reconduzida não apenas essa vez, mas nas próximas, indefinidamente.

O procurador-geral da República é chefe do Ministério Público da União, órgão que engloba Ministério Público Federal, Ministério Público Militar, Ministério Público do Trabalho e Ministério Público do Distrito Federal e Territórios.

Ele representa o MPF junto ao Supremo Tribunal Federal e Superior Tribunal de Justiça, sendo responsável por denunciar e investigar políticos com foro especial, como deputados federais, senadores e o próprio presidente.

*Com informações da Folha de S.Paulo

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8 Comentários
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  1. André Lameira

    18 de junho de 2019 6:38 pm

    Se deu para conhecer alguma coisa do Bolsonaro, ele vai escolher o Conde Drácula para PGR.

  2. +almeida

    18 de junho de 2019 6:59 pm

    Eu não reconheço méritos em Raquel Dodge para se manter na PGR. Em minha avaliação ela falhou na defesa e na aplicação da constituição federal e também na manutenção soberana do estado de direito. A PGR vem diminuindo sua estatura a cada ano e acredito que seja difícil esperar que aconteça uma recuperação integral, no próximo mandato. Desconfio que se o escolhido não for um dos três nomes escolhidos pela ANPR, talvez a coisa possa piorar ainda mais.

  3. Anônimo

    18 de junho de 2019 7:01 pm

    Eu não reconheço méritos em Raquel Dodge para se manter na PGR. Em minha avaliação ela falhou na defesa e na aplicação da constituição federal e também na manutenção soberana do estado de direito. A PGR vem diminuindo sua estatura a cada ano e acredito que seja difícil esperar que aconteça uma recuperação integral, no próximo mandato. Desconfio que se o escolhido não for um dos três nomes escolhidos pela ANPR, talvez a coisa possa piorar ainda mais.

  4. Antonio Francisco das Neves

    18 de junho de 2019 7:03 pm

    Noblat diz que os 3 nomes já foram escolhidos pelos procuradores. E que Bolsonaro já pode escolher um deles para o MPF, se quiser.
    https://twitter.com/BlogdoNoblat/status/1141100960544174080

    Mário Luiz Bonsaglia, Luiza Cristina Frischeisen, e Blal Dalloul

  5. JOHN JAHNES

    18 de junho de 2019 7:27 pm

    O Brasil já viu acontecer o que o esse novo rebento hipócrita quer fazer, indicando o seu candidato a um cargo onde todos devem ter saber juirídico altíssimo;
    LEIAM:
    DEGRADAÇÃO DO JUDICIÁRIO
    (DALMO DE ABREU DALLARI)
    http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz0805200209.htm

    1. Gus

      27 de junho de 2019 5:51 am

      kaaaaaaaaaakakakakakakaka

  6. JOHN JAHNES

    18 de junho de 2019 7:29 pm

    O Brasil já viu acontecer o que o esse novo rebento hipócrita quer fazer, indicando o seu candidato a um cargo onde todos devem ter saber juirídico altíssimo e muito além disso ter probidade, honestidade e imparcialidade, acima de tudo;
    LEIAM:
    DEGRADAÇÃO DO JUDICIÁRIO
    (DALMO DE ABREU DALLARI)
    http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz0805200209.htm

  7. C.Poivre

    18 de junho de 2019 11:59 pm

    A longa história de corrupção deste ex-presidente pode ser conhecida através dos livros “A Privataria Tucana”, de Amaury Ribeiro Jr. e “O príncipe da Privataria”, de Palmério Dória que traça um perfil arrasador sobre quem ele é, verdadeiramente.
    O Marreco de Maringá já havia poupado este grande corrupto e seus amigos tucano$ no Caso Banestado que revela a lavagem do dinheiro obtido pela cúpula do P$DB durante a Privataria:

    https://www.youtube.com/watch?v=STrxqSA0p8E

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