Em crise do Metrô, Alckmin desiste de multa de R$ 116 milhões da Alstom

 
Jornal GGN – Devendo aos cofres públicos R$ 116 milhões, a multinacional francesa Alstom, investigada desde 2008 em esquema de cartel em governos tucanos, ganhou o perdão de sua dívida pelo governador Geraldo Alckmin. Ainda, o contrato que previa a entrega do sistema digital do Metrô já apontou perdas de mais de R$ 300 milhões, mas recebeu uma prorrogação adicional para a conclusão até 2021.
 
Com o novo prazo do governador do PSDB, o sistema que busca diminuir o intervalo entre os trens, agilizando o transporte de passageiros, serão um total de 10 anos de atraso. Contratado em 2008, ainda no governo de José Serra (PSDB) por R$ 780 milhões, para melhorar a eficiência das linhas 1, 2 e 3 do metrô de São Paulo, a entrega estava prevista para 2011. Até agora, contudo, apenas funciona na linha 2-verde.
 
Com os atrasos, o Metrô aplicou multas de R$ 78 milhões, ameaçando romper o contrato. A Alstom alegava que não havia obras físicas nas três linhas para que o sistema digital fosse implantado e que estava exigindo um produto mais sofisticado do que o previsto no contrato.
 
A multinacional francesa solicitou, então que a questão fosse resolvida judicialmente, tramitando na Corte Internacional de Arbitragem da Câmara de Comércio Internacional, desde janeiro de 2013. O caso sob sigilo foi solucionado em 27 de janeiro deste ano.
 
Representando Geraldo Alckmin, a Procuradoria-Geral do Estado (PGR) aceitou o perdão dos R$ 116 milhões e o prazo estendido para cinco anos mais. Ambas desistiram dos valores que reivindicavam, inclusive da multa de R$ 78 milhões ao Metrô, em período em que a companhia passa por grave crise financeira.
 
Questionado por reportagem da Folha de S. Paulo, a Secretaria de Transportes Metropolitanos, responsável pelo Metrô, afirmou apenas que os R$ 116 milhões “foram tratados como referência para discussão em arbitragem, algo natural nesse tipo de litígio”. A Alstom não quis se pronunciar. O gasto, tanto da multinacional, quanto do governo com o processo de arbitragem custou mais de R$ 2 milhões.
 

12 comentários

  1. De grão em grão….

    É sempre assim, qdo “Ele” perdoa em nome de algo maior. E lá se vão 2 milhões, fora os 116 milhões, e a  qualidade da merenda…., e o atraso dos trens….., e o povo, ora o povo, vota em massa e o elege em primeiro turno. Dizer o q???

  2. Em crise…

    Que país é este? Dizem de uma crise terrível onde falta dinheiro para tudo e o governo do estado de SP, na pessoa de Geraldo Alckmin, perdoa 120 milhões (120.000.000,00)  de uma multinacional. A mesma que fazendo acordo de leniência com o Poder Judiciario brasileiro, na surdina, liberou seus diretores para fugirem do país com a complacência de nossas autoridades. As empresas brasileiras e seus brasileiros diretores tiveram outro destino. Multas imperdoáveis e prisão inapelável até provarem sua inocência. Nos consideramos cidadãos de segunda classe até na trangressão. Pobre país limitado.

    • Enquanto perdoa de um lado….

      Ele vai vendendo o patrimônio público aos amigos empresários, seus eleitores. Pior, está pondo a venda centros de pesquisa que não podem ter o valor apurado sob critérios econômicos tão apreciados pelos economistas do tucanistão. Os tais “cabeças de planilha” denominados pelo nosso prezado anfitrião Nassif.

  3. Coisa pouca…

    Agora, se voce chegar na roletas do metro e não tiver o bilhete, voce poderá levar umas cacetadas da segurança!

    Agora, o que são 116 milhões se houver delação premiada?

    Sai mais caro emitir o boleto para cobrar estes 116 milhões…

    Muito sensato…

  4. Com uma mão e com a outra.

    De um lado, perdoa a dívida e de outro entrega o patrimônio público. 

    “A inclusão de 13 fazendas de pesquisas do Estado em um projeto mais amplo para se desfazer de áreas e equilibrar as contas públicas voltou a colocar a gestão Geraldo Alckmin (PSDB) em embate com a comunidade científica.”

    Quem calcula a vantagem da venda, nesse caso, devem ser os mesmos que aplaudem o dinheiro recuperado e poupado pela gangue do Moro na Petrobras. Se entrassem nas contas as perdas, apenas as imateriais, decorrentes da transferência do controle público para a iniciativa privada de centros de produção de conhecimento científico, a conclusão certamente seria outra.

  5. No ritmo da democracia tribal

    Democracia dá nisso. Povo é apenas voto, então que se danem. Que viajem no apêrto, se esbarrando, se encoxando, jogando o peso dos seus corpos uns sobre os outros a cada movimento brusco das composições do metro.

    Já notaram como o carro do metro é conduzido quando o condutor constata que há superlotação? Já perceberam a diferença de frenagem quando um carro anda em horário normal, lotação normal, para com a frenagem que esses filhos de uma puta destes condutores realizam quando sabem que os carros estão lotados, em horário de rush?

    E o tipo de problema que surge para postergar a melhora do sistema? Uma hora é a bitola do trem que está incompatível com o trilho. Noutra alega-se necessidade de revisão de orçamento devido alta dos custos, às vezes até por alta na cotação das moedas para aquisição de partes e peças ou pagamento de parcelas. Noutra, as indiscutíveis dificuldades técnicas não previstas nos projetos, noutra os atrasos no repasse de verbas às contrutoras e aos instaladores.

    A linha vermelha tem sido um tormento desde sua inauguração. A linha azul é a menos problemática porque foi concebida, construída e inaugurada em tempos de ditadura, quando ainda havia um mínimo de decência e origanização. A linha amarela optou por esta palhaçada de se utilizar trens sem condutor, sem priorizar a construção das estações. A verde, nasceu para servir os frequentadores da av Paulista e arredores, jamais chegará até a Lapa, pois prece que não desejam misturar seus usuários com a pobrada que usa a CPTM vinda do subúrbio oeste.

    Verdade cristalina é que nosso transporte público é uma droga, que caminha a passos de 1990. Precisamos de uma nova ditadura para atualizar estes trabalhos e evitar erros de projeto e de conceito. Na mão de democratas o negócio não sai.

  6. Em crise do Metrô, Alckmin desiste de multa de R$ 116 milhões

    Onde está o TCE ?

    Onde está o MP ?

    Onde está o PT ?

    Ninguem reclama ?

    Tudo é aceito ?

    Mesmo que a justiça seja parcial que se deixe claro essa parcialidade.

    Que o MPF engavete processos por dois anos sobre a roubalheira não quer dizer que deve aceitar o malfeito.

    Um empresa envolv ida em corrupção – o MP suiço sabe, agora beneficiada e nada se faz ?

    É um acinte contra os que pagam impostos – turma do CARF fora.

    Isso é legal, é ético ?

     

  7. Paulistas merecem o governo

    Paulistas merecem o governo que tem.  Quando abrirem os olhos verão que São Paulo foi todo vendido, até a punjante locomotiva foi vendida.  kkkkkkkkkkkkkkkkkkk  São Paulo já era!!!!!!!!!!!!!!

  8. E as panelas ?

    O que fizeram com as panelas, senhores ????

    Quando digo que o Brasil é um país de bandidos , que só pode ser governado por bandidos, ainda há quem se ofenda.

  9. QUEREMOS É CONGRESSO SEM BANDIDOS, JUSTIÇA SEM PARTIDOS, MÍDIA..
    Aqui caminhamos mesmo na contra-mão, com o GOLPE patrocinado e apoiado pelos trouxinhas golpistas! PRIMEIRAMENTE, #FORATEMER QUEREMOS É CONGRESSO SEM BANDIDOS, JUSTIÇA SEM PARTIDOS, MÍDIA SEM CANALHAS, GOVERNOS SEM A QUADRILHA SACANA,… PUTAQUEOPARIU!>> https://gustavohorta.wordpress.com/2016/07/26/queremos-e-congresso-sem-bandidos-justica-sem-partidos-midia-sem-canalhas-governos-sem-a-quadrilha-sacana-putaqueopariu/ ACREDITA NISSO? “Lembra do trensalão? Alckmin acaba de perdoar dívida de R$ 116 milhões de empresa envolvida no escândalo” – CERTEZA DA IMPUNIDADE NEM OS FAZ ENRUBECER…>> https://gustavohorta.wordpress.com/2016/07/25/acredita-nisso-lembra-do-trensalao-alckmin-acaba-de-perdoar-divida-de-r-116-milhoes-de-empresa-envolvida-no-escandalo-certeza-da-impunidade-nem-os-faz-enrubecer/ “A negociação, concluída em janeiro deste ano, ocorreu em um contrato com a multinacional Alstom no qual o Metrô, que enfrenta grave crise financeira, apontava perdas de cerca de R$ 300 milhões, afirma o jornal”

     

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