Enviado por Assis Ribeiro
do Viomundo
Minas Sem Censura: Carone preso, traficante de cocaína em liberdade

PRISÃO POLÍTICA NA MINAS TUCANA
Da judicialização da política à politização da justiça
Há quatro meses e nove dias preso, o diretor proprietário do blog “Novo Jornal”, Marco Aurélio Carone, teve hoje seu pedido de libertação julgado no Tribunal de Justiça de Minas Gerais, negado.
Sua advogada, Sandra Moraes Ribeiro, em memorial apresentado ao TJ, sintetizou – de forma equilibrada, porém contundente – o caráter político de seu encarceramento.
Primeiro, porque na peça acusatória apresentada pelo próprio Ministério Público, o caso foi considerado também como de ordem política, como se nota nos trechos destacados pela citada advogada:
“(…)
O caso possui, ademais, um inquestionável viés politico, dado que, pelo que indicam as investigações, a quadrilha também explorava o veio da politica, disseminando documentos falsos com nomes de pessoas conhecidas, tendo sido responsável pela contrafação do que ficou conhecido como Lista de Furnas.
(…)
Trocando em miúdos, a quadrilha poderia vir a prejudicar o PT da mesma maneira indevida como já estava prejudicando o PSDB.
De sorte que, também por tal motivo, se nos afigura conveniente a custódia cautelar, para que sejam prevenidos eventuais desdobramentos políticos ilegítimos, com o uso de informações falsas circulantes acerca caso os quadrilheiros, para tentar beneficiar indevidamente qualquer partido em detrimento de qualquer outro, principalmente por se tratar de ano de eleições presidenciais.
(…)”.
Não resta dúvida que a prisão preventiva não se destinava à apuração e investigação do suposto crime. Mas, “prevenir” ataques políticos!
Ora, se a moda pega, qualquer governante, parlamentar, ou mesmo juiz poderá solicitar a prisão de qualquer desafeto, sob o argumento de se evitar “acusações falsas”. No entanto, se as acusações forem falsas, têm – os acusados – muitos meios para se defender.
Em segundo lugar, argumenta Sandra Ribeiro, existem outras medidas prévias que tolheriam o acusado, de tentar ou perpetrar seus supostos ataques a eventuais desafetos: desde a limitação formal de seus contatos, de seu trânsito por determinados lugares e outras atitudes.
A rigor não se vê, na conduta de Carone, nenhum potencial ofensivo que não possa ser coibido pelos direitos legais e constitucionais dos supostos ofendidos.
Sexagenário, ele comparece às audiências em ambulâncias, sofre com sua condição de hipertenso, encontra-se debilitado por outras doenças.
Estranho é que, por exemplo, os pilotos que transportavam 400 quilos de cocaína, em aeronave de um deputado e um senador mineiros, foram presos em flagrante, e agora estão livres.
Pasmem: tráfico de drogas e prisão em flagrante…
São vários os casos em que sentenciados por crimes de morte ou lesões corporais estão livres em Minas e no Brasil. Centenas de inquéritos que envolvem queixas de calúnias e difamações aguardam anos para serem concluídos e nenhum, repetimos, nenhum acusado está em prisão cautelar. Carone é o único caso no Brasil!
Porém, o caso de Carone teve uma celeridade que comprova a suspeição: sua prisão é de claro interesse da cúpula tucana em Minas Gerais.
A politização do judiciário é uma ameaça à democracia!
Pedido de revogação da prisão do jornalista Marco Aurélio Carone by Conceição Lemes
Elvys
1 de junho de 2014 3:08 pmPerguntar (ainda) não ofende:
Perguntar (ainda) não ofende: na foto, o senador mineiro está fazendo o gesto de “me liga depois” ou o gesto ” dois dedos de alguma coisa”?
MarFig
1 de junho de 2014 3:36 pmÉ a ditadura do pó. Imagina
É a ditadura do pó. Imagina esse homem presidente do Brasil. Os blogueiros proguessistas e as vozes dissonantes vão ter que fugir, tal qual 1964.
Jair Fonseca
1 de junho de 2014 3:55 pmO deputado Rogério Correia
O deputado Rogério Correia fala sobre a prisão do jornalista Carone, quando ela ocorreu. Só ele e alguns poucos outros mobilizaram-se para investigar essa prisão política em Minas. Na sua fala, o deputado relaciona a lista de Furnas, a Alstom, o mensalão tucano, o judiciário e a censura da mídia em Minas.
[video:https://www.youtube.com/watch?v=Ouyjuu9yXcc%5D
Webster Franklin
1 de junho de 2014 4:01 pmLiberdade de expressão
A liberdade de expressão amplamente exercitada pelo senador Aécio Neves em ataques ao governo Dilma é negada ao jornalista Marco Aurélio Carone e ainda condenado e preso pela justiça Mineira por denuncias efetuadas através do seu blog. http://www.jornalggn.com.br/noticia/mesmo-com-tantas-provas-de-ilicitos-marinho-permanece-no-tce
José X.
1 de junho de 2014 4:03 pmDemorô pro Nassif colocar
Demorô pro Nassif colocar essa notícia hein…
hc.coelho
1 de junho de 2014 4:33 pmInacreditável
Quem disse que a justiça brasileira não é severa? É severissima. Só que…
Triste. Em que estado mesmo? Do … , deixa pra lá. É vergonhoso, é inacreditável.
E o sindicato dos jornalistas? Será que já chegaram no fundo do poço e perderam toralmente a vergonha? Estariam pedino à benção ao pig?
Inacreditável!!!
Ricardo CP
1 de junho de 2014 9:11 pmBomba semiótica
Pensando o quê? Blogosfera também sabe fazer bomba semiótica, sô!
Ricardo CP
1 de junho de 2014 9:13 pmÔpa, desmontaram a bomba!
Bomba semiótica desmontada com a retirada da foto do Ah, é sim!
alexis
1 de junho de 2014 9:19 pmA história se repete,
A história se repete, soltaram o Barrabás!!
Pedro Spagnol
30 de outubro de 2014 2:22 pmÉ realmente muito assustador
É realmente muito assustador e triste que ainda tenhamos presos políticos, porém, esses presos políticos ainda possuem – frente à uma grande parcela de pessoas – o “privilégio” de serem chamados de presos políticos. Brancos intelectuais de classe média que são perseguidos injustamente. Um negro preso sem motivo algum em uma favela também é um preso político, e não é assim chamado, e não é protegido pelas campanhas que tentam liberar estes outros presos políticos mais próximos de nós, classe média branca. O que me causa incomodo nessa matéria é achar que traficante é bandido e que tráfico se resolve prendendo traficantes, e não descriminalizando as drogas e dando respaldo social às pessoas que foram abandonadas pelo Estado e por isso recorreram a um comercio ilegal de um produto que todo mundo compra e que quem é preso nunca é um Aécio Neves que participa de tráfico de colarinho branco e de grande escala. “Prendam esses traficantes bandidos e soltem meus colegas blogueiros ou universitários”. O problema do tráfico é bem maior do que prender um cara aqui e outro acolá e não é com uma polícia mais militarizada e violenta que se resolve o problema do tráfico. A violência do tráfico é fruto da pobreza e da exclusão social, e não das drogas. Para além disso, penso que devemos tomar cuidado ao usar esse termo “preso político”, pois pobre de periferia é sempre estatística, enquanto intelectual branco é sempre preso político.