Empresas do Canadá souberam de extinção de reserva na Amazônia 5 meses antes

Foto: AFP

Jornal GGN – Cinco meses antes de lançar o decreto da extinção da Renca (Reserva Nacional do Cobre e Associados), na Amazônia, o governo Michel Temer antecipou a ação a empresas do Canadá que trabalham com mineração. É o que informa reportagem da BBC, publicada neste sábado (26).

“Em março, cinco meses antes do anúncio oficial do governo, o ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, anunciou a empresários do país que a área de preservação amazônica seria extinta, e que sua exploração seria leiloada entre empresas privadas”, diz a matéria.
 
“O Canadá é um importante explorador de recursos minerais no Brasil e vem ampliando este interesse desde o início do ano. Hoje, aproximadamente 30 empresas do país já exploram minérios em território brasileiro – especialmente o ouro, que teria atraído garimpeiros à área da Renca nos últimos anos, acrescenta.
 
Leia aqui a reportagem completa de Ricardo Senra.

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6 comentários

  1. lisurasubstantivo
    lisurasubstantivo feminino1.qualidade do que é liso, do que apresenta uma superfície plana, acetinada, polida.2.fig. integridade de caráter; honestidade nas ações; retidão.

     

  2. Quem dirige a mineração brasileira?

    Existe uma enorme assimetria no setor mineral do Brasil. Algumas instituições reclamam pela falta de recursos em pesquisa e dizem trabalhar em favor de aumentar o “interesse” de investidores estrangeiros. Procurar mais reservas para que? Elas contribuem apenas para abater ainda mais o preço das commodities, que deixaram no vermelho as verdadeiras mineradoras que ainda operam e dão emprego no Brasil. Quase 14 mil alvarás de pesquisa são liberados no Brasil a cada ano, em media, com quase 10% destes se transformando em licenças outorgadas. Mas, e depois disso? A mera detenção de direitos minerários converteu-se num jogo especulativo.

    Com ocasião das reclamações justas da população em relação à extinção de RENCA, o Presidente da Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa Mineral (ABPM), o geólogo Luiz Azevedo critica a Gisele Bündchen por esta ter comentado sobre o assunto: “Eu não me atrevo a falar sobre música. Fico impressionado como os artistas agora se atrevem a falar sobre mineração e sobre unidades de conservação”, diz, citando a modelo. Paradoxalmente, embora haja exceções, executivos de elite convivem com uma mineração bem mais “artística” do que a Gisele representa. O João Doria, por exemplo, organizou congresso de “mineração” em Belo Horizonte, no dia 05 de novembro de 2015 (por acaso, o mesmo dia do acidente da Samarco). O “opinador” da rede Globo Merval Pereira pilotou a mesa VIP no recente Congresso da EXPOSIBRAM 2015, momento em que dezenas de executivos tiraram selfie com ele e pediam autógrafo. Este ano de 2017, o “artista” parece que vai ser o William Waack. Haja tietagem!  

    No Brasil há minas, usinas concentradoras e metalúrgicas paradas, mineradoras de verdade deficitárias, enquanto há minério sobrando em projetos juniores. Apenas em ferro, Brasil possui reservas para quase três séculos, com Carajás produzindo abaixo de US$10 dólares a tonelada. Mais minério para que? São as mineradoras de verdade as que precisam de investimentos, incentivo, regulação, legislação (pequena, media e grande mineração – por exemplo). Voltar com Samarco a produzir, Mirabela, viabilizar a fase 3 de Minas Rio e outras, é mais relevante para o Brasil que continuar pesquisando.

    Os novos projetos de expansão ou de investimento real em produção que se vislumbram no Brasil são contados com os dedos da mão e há enorme desemprego na categoria. Os preços das commodities mal sustentam a produção nacional e, paradoxalmente, ao invés de melhorar a produtividade, de verticalizar e tentar aumentar o consumo das nossas próprias matérias primas (o caso do aço é gritante), há setores interessados em apenas continuar pesquisando e furando, aumentando reservas e, com isso, favorecendo a redução de preços das commodities, prejudicando ainda mais a mineração nacional real.

    São esses setores que representam a mineração brasileira? Quem dirige a mineração brasileira parece gostar mais dos “negócios” rápidos envolvidos na mineração do que minerar mesmo, ganhando rápido e acumulando, ao invés de gerar riqueza duradoura para a nação e para todos.

    Investidores estrangeiros já são donos ou acionistas de uma grande parcela da mineração nacional. Estes parecem não confiar no Brasil, nem na sua engenharia nem e gestão empresarial. Junto com a péssima imagem de corrupção temos agora a desconfiança técnica, que faz que grande parte desses investidores estrangeiros resolva, faça e mande tudo de fora, desde um alfinete, um teste, um relatório, um simples estudo, um projeto de engenharia ou até um sistema de controle.

    Brasil age como “colonizador” de sim mesmo e quer primeiro achar e depois pensar no que pode ganhar com isso, enquanto cai o preço do produto de outro brasileiro que já achou, mas que está produzindo e dando emprego. O Brasil deveria parar com esta entrega de recursos a preço de banana e começar a minerar de verdade, exatamente pelo lado contrário do aqui discutido, ou seja, pela criação de indústrias e polos de desenvolvimento, que gerem demanda de minério e emprego. Estas indústrias irão requerer matérias primas e metais. Temos tudo por fazer, a começar por um simples trilho de ferrovia, uma chapa para a indústria naval e um vergalhão para construção.

    A mineração brasileira tem sido historicamente dirigida principalmente por geólogos e advogados (a combinação perfeita entre o furo de sonda e a papelada pronta para vender). Acho que a atividade mineral teria mais sucesso se fosse dirigida por engenheiros ou empreendedores mais próximo da indústria, do emprego e da verticalização. O sucesso deste segmento passa obrigatoriamente pelo sucesso de toda a cadeia produtiva, começando pelas matérias primas. As mineradoras de verdade também irão procurar mais minério, embora com maior senso vertical e estratégico do negócio, na medida justa do mercado.

    Numa nação soberana e com planejamento o uso local do minério gera a atividade da mineração, e esta gera a pesquisa. Brasil age na contramão. Aliás, Brasil começa apenas na contramão e fica na metade do caminho, levando rapidinho o minério para o porto, em forma de Delivery ou (Brasil in Box”), como a VALE quer vender agora para o interior da China.

    Como muitas coisas no Brasil, parte da sua elite não gosta de sujar a mão com trabalho real, com a “atividade fim”, mas gosta muito da intermediação, da comissão, do lobby, do telefonema a um contato, e do “negócio” (mesmo paralelo) envolvido na mineração. Tanto é assim que querem terceirizar até a atividade fim

    • quem…..

      Nossas discussões são rasas e medíocres. Perpetuaremos nossa miséria financeira e intelectual por mais 500 anos. Não se preocupem com Canadá ou Noruega, países que mandam dinherio e onde estão as sedes de afamadas Ong’s pelo Meio Ambiente. Eles se preocupam com a nossa  Amazônia. Espera aí !! Não, é só mentira. Países que tem empresas dentro da Amazônia, apenas para explorar e exportar bens naturais básicos para suas Sedes, onde serão processados e onde estão seus melhores Empregos. Aqui deixaram poluição sobre território, rios e povo brasileiro. Como estes países, em especial o Canadá, um dos nossos maiores concorrentes em agropecuária, aeronáutica, mineração tem informações privilegiadas ao invés da nossa Indústria? Como Empresas destes países, em especial do Canadá, estão atoladas até o pescoço em corrupção, revelados em vários casos, principalmente Lava Jato, e não tem suas atividades embargadas, pedidos de indenizações bilionários aos cofres brasileiros e não tem Diretores e Executivos presos? Ou pedidos das sua prisões, pelo Mundo,enquanto fazemos isto com Brasileiros?  Por que seu dinheiro fica retido ditatorialmente em FGTS, que não rendem porcaria alguma, nem mesmo a desvalorização da inflação, ou em Cadernetas de Poupança, que também geram retornos medíocres, enquanto Empresas Internacionais se tornam donas do seu ouro, manganês, diamantes, petróleo… Das suas minas e mineradoras? Por que o dono não pode ser diretamente você e toda a sociedade brasileira? O retorno oferecido por dezenas de Hidroelétricas, por todo o país, não é excepcionalmente maior que este golpe ditatorial no seiu FGTS? A Energia Elétrica mais barata do Mundo, nas Usinas, se torna a mais cara do planeta, nas suas tomadas. Quem fica com este lucro todo? Por que você paga este lucro todo e não o recebe, mesmo sendo o Dono do Sistema todo? Vamos estender discussões tão tacanhas e medíocres até quando? Até quando aceitaremos ser tão roubados?  A Sociedade Brasileira sistematicamente estuprada continua quieta?Até quando?        

  3. O Canadá na setor mineral mundial

    O financiamento da atividade mineral tem como sua Meca a bolsa de valores de Toronto, com os respectivos índices base: a TSX e a TSX Venture Exchange. É nela que se levanta próximo de 60% do funding mundial para financiar as atividades prospectivas e explorativas desse setor. É lá onde se conformam as expectativas e os riscos da atividade. Grandes e médios projetos, inclusive brasileiros, estruturam-se por meio empresas, e respectivas governanças corporativas, para lançar ações em Torondo, angariar capital e dar início à atividade prospectiva. Nesse sentido, nada mais natural que no Canadá se concentre todo burburinho do setor.

    Outros que também buscam em Toronto o locus no levantamento de capital: setores de energia limpa, energia tradicional, real state, tecnologia, entre outros. https://www.tsx.com/listings/listing-with-us/sector-and-product-profiles

     

     

     

  4. E assim o princípio da

    E assim o princípio da publicidade se transforma no da venda de informações até então sigiliosas. Quando o sigilo passa a ser encarado como uma mercadoria lucrativa a legalidade já foi destruída e o Estado está prestes a cair. 

  5. EX

    O desmonte de um país.

    O desmonte de um país.

    O desmonte de um país.

    O desmonte de um país.

    Tem alguém aí?

     

     

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