
Jornal GGN – Durante a investigação de um esquema milionário de corrupção na Caixa Econômica Federal, entre 2011 e 2013, mais indícios são levantados contra aliados de Michel Temer e caciques do PMDB. O esquema investigado aponta para o período em que o ex-ministro do atual governo e um dos braços direitos de Temer, Geddel Vieira Lima comandava a vice-presidência de Pessoa Jurídica da Caixa.
Mensagens capturadas pela Polícia Federal mostram que Geddel e o ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha, buscavam a liberação de R$ 50 milhões para empresas do Grupo Constanino (da viação Gol Linhas Aéreas), a Oeste Sul Empreendimentos Imobiliários e a Comporte Participações.
Nessas mensagens, mais uma figura de Temer aparece: o atual vice-presidente de Governo da Caixa, Roberto Derziê de Sant’Anna, aliado do presidente Michel Temer. O executivo teria sido o responsável por intermediar o esquema que, de acordo com os investigadores, rendeu propinas ao grupo e aos políticos.
Em 2012, Derziê era diretor-executivo de Pessoa Jurídica da Caixa. “Depreende-se que Eduardo Cunha estaria informando Geddel que o empresário Henrique Constantino não estaria conseguindo comunicação com Roberto Derziê de Sant’Anna, diretor-executivo de Pessoa Jurídica da CEF”. Os investigadores registram ainda: “Logo em seguida, Geddel reporta a Eduardo Cunha que Derziê já ligou para ‘HC’ (Henrique Constantino) e verifica se o assunto se trata de R$ 50 milhões”, conclui relatório da PF.

O então diretor da Caixa foi nomeado por Temer, em 2015, secretário-executivo da Secretaria de Relações Institucionais, para fazer a articulação política com o Congresso. Em seguida, ocupou a vice-presidência de Riscos do banco, sendo exonerado em abril de 2016 por Dilma Rousseff.
Cunha e Geddel também teria atuado para a liberação de crédito para a J&F. Em uma mensagem apreendida, datada de 29 de agosto de 2012, Cunha pergunta a Geddel sobre o caso da empresa, e “Geddel confirma ainda que já estaria na pauta do Conselho Deliberativo (‘CD’), e brinca sobre sua eficiência em relação aos ministros que Eduardo Cunha teria indicado”, diz a PF.
O então vice-presidente de Pessoa Jurídica da Caixa, Geddel responde ao parlamentar que já “resolveu” o tema da liberação para a J&F e, sobre a sua “eficiência”, brinca com Cunha: “Vc tá pensando que eu sou esses ministros q vc indicou? Abs” [sic], envia. E obtem a resposta do deputado: “Ok rasrsrs” [sic].
Tratava-se de medidas para operações de crédito corporativo da vice-presidência da PJ do banco. A Operação é um dos desdobramentos da Catilinárias, que investiga a captação de recursos suspeita de empresas ligadas ao grupo JBS, Eldorado e J&F.
Mais um dos movimentos no esquema de corrupção envolve outro aliado de Temer, a então diretora executiva de Fundos de Governo e Loterias, Deusdina dos Reis Pereira, subordinada ao vice-presidente Fábio Cleto. Em maio de 2012, Deusdina liberava um empréstimo a BR Vias, também do Grupo Constantino.
Com o empréstimo liberado, a Polícia Federal identificou o pagamento de propina por meio de uma empresa de Lúcio Bolonha Funaro.
Desde que a ex-presidente Dilma Rousseff demitiu Fábio Cleto, Deusdina automaticamente ocupou o lugar do executivo. Michel Temer manteve a agora apontada por corrupção na vice-presidência de Fundos de Governo e Loterias.
Leia os documentos da Operação “Cui Bono?”:
Ivan de Union
16 de janeiro de 2017 3:49 pm“O então diretor da Caixa foi
“O então diretor da Caixa foi nomeado por Temer, em 2015”:
ANTES ou DEPOIS da carta do “vice presidente decorativo” a Dilma?
Alguem sabe?????
Alan Souza
16 de janeiro de 2017 3:54 pmComo não ouço panelas nem vejo protestos
Como não ouço panelas nem vejo protestos, concluo (novamente) que as pessoas que foram às ruas, bateram panelas e transformaram as redes sociais em campo de guerra só se incomodam com a corrupção do PT. O resto pode roubar à vontade que geral tá nem aí.
Lucinei
16 de janeiro de 2017 8:13 pmPois é, Alan, é
Pois é, Alan, é impressionante (embora, infelizmente, não seja nada surpreendente): acusam o PT, PT, PT de ter se associado aos picaretas do Congresso e, então, derrubam o PT, PT, PT pra…. ficarem com os picaretas do Congresso, rsrsrs.
Têm que bater é com a panela na cabeça, esses trouxinhas, rsrsrs.
Ivan de Union
16 de janeiro de 2017 4:23 pmA carta eh de 7 de dezembro
A carta eh de 7 de dezembro de 2015.
http://g1.globo.com/politica/noticia/2015/12/leia-integra-da-carta-enviada-pelo-vice-michel-temer-dilma.html
Se foi em dezembro, o cara ainda durou mais 4 meses antes de se exonerado por Dilma!
Ivan de Union
16 de janeiro de 2017 4:31 pmAlguem POR FAVOR pergunte pra
Alguem POR FAVOR pergunte pra Dilma se ela tem documentacao a respeito das ultimas 5 indicacoes de Temer que ela recusou ANTES da “carta”.
Tem tudo pra ser relevante.
Ivan de Union
16 de janeiro de 2017 4:57 pm(repetindo, nao deu pra saber
(repetindo, nao deu pra saber se entrou)
Alguem POR FAVOR pergunte pra Dilma se ela tem documentacao a respeito das ultimas 5 indicacoes de Temer que ela recusou ANTES da “carta”.
Tem tudo pra ser relevante.
peregrino
16 de janeiro de 2017 5:39 pmnova caixa…
poupe centavos, seja exponencialmente paciente com empresários bandidos golpistas e garanta a liberação de milhões para propinas até perder tudo
peregrino
16 de janeiro de 2017 5:55 pmjustifico o até perder tudo…
pela leitura e medição da propina centralizada em um governo caixa
quem não retirar seus resíduos financeiros de lá vai perder tudo
peregrino
16 de janeiro de 2017 6:23 pm4 governos trabalhistas…
3 sob imposições de bandidos de todos os partidos, principalmente os de apoio
e 1 tentando se livrar, demitindo corruptos safados, ou tentando evitar uma crise provocada a pedido ou para atender investidores paulistas de araque, de fachada, de especuladores e de sonegadores da pior espécie, incluindo nestes a mídia bandida
datas das demissões são as cortinas para a verdade, só abrir e confirmar