Ex-deputado pede para MPF do Rio investigar violência policial de Witzel

Vieira Barbosa é testemunha ocular da ação polícia contra manifestantes da Greve Geral; Ele conta que PMs encurralaram a população usando bombas de gás

PM atira contra manifestantes durante protesto | Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Jornal GGN – O advogado e ex-deputado federal, Vivaldo Vieira Barbosa, entrou com uma representação junto à Procuradoria-Geral de Justiça do Estado do Rio de Janeiro contra a violência policial no governo Wilson Witzel.

Barbosa é testemunha ocular da ação policial contra grupos de manifestantes no dia 14 de junho, enquanto participava dos atos da greve geral, organizada por movimentos em todo o Brasil contra a reforma da Previdência.

Ele conta que estava participando da marcha que acontecia na Av.Presidente Vargas, centro do Rio de Janeiro, em cima de um carro de som conduzido pelas centrais sindicais do Estado quando, ao se aproximarem da Central do Brasil, iniciaram os ataques da polícia.

“As manifestações transcorriam normalmente. Aproximando-se da Central do Brasil, integrantes da Polícia Militar começaram a soltar bombas de gás lacrimogêneo, levando os manifestantes a recuarem em correria pela Av. Presidente Vargas e ruas adjacentes. Ao mesmo tempo, na parte mais atrás, final das manifestações, integrantes da Polícia Militar soltaram idênticas bombas, provocando correria no sentido contrário, em situação de encurralamento das pessoas que pacificamente participavam das manifestações”.

O ex-deputado descreve que “o pânico foi enorme entre as pessoas”, que participavam de forma pacífica do ato e diz que a ação policial provocou “correrias, atropelamentos e ferimentos”.

“Havia pessoas idosas, homens e mulheres, presenciou o requerente uma senhora de muleta”, completa.

Vieira Barbosa ressalta que a ação da PM “violou as liberdades públicas” e direitos fundamentais de manifestação, protegidos pela Constituição Federal.

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O ex-parlamentar pede que seja apurada a responsabilidade dos comandos da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, “a partir da responsabilidade maior do Comandante Geral”. Veja a seguir o requerimento na íntegra.

WItzel, representação contra no MPF do Rio

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