21 de maio de 2026

Ex-diretor da PRF confirma ordens para fiscalizar veículos nas eleições de 2022

Djairlon Moura afastou a tese de que a motivação seria política e garantiu que a fiscalização tinha de evitar crimes eleitorais
Crédito: Reprodução/ Globonews

O ex-diretor de operações da Polícia Rodoviária Federal (PRF) Djairlon Henrique Moura confirmou ter recebido ordens do Ministério da Justiça para parar ônibus com destino ao Nordeste durante o segundo turno das eleições de 2022. 

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Em depoimento ao Supremo Tribunal Federal (STF), a testemunha de defesa do ex-ministro da Justiça Anderson Torres disse ter ordens para fiscalizar veículos de São Paulo e do Centro-Oeste, a fim checar se havia transporte irregular de eleitores e de dinheiro. 

“Foi solicitada a realização de uma operação antes da eleição dos ônibus que saíssem de SP e da região Centro-Oeste com destino ao Nordeste com votantes e recursos financeiros que já estavam em investigação pela PF”, disse o ex-diretor, que garantiu que a vistoria não levou mais de 15 minutos em mais de 60% dos veículos.

Moura refutou que o objetivo da operação seria dificultar o acesso de eleitores que tinham o perfil progressista e deveriam votar em Luiz Inácio Lula da Silva, como aponta a acusação. A finalidade da fiscalização seria a de evitar crimes eleitorais.

Tomar um lado

Em 19 de maio, o ex-coordenador de inteligência da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Adiel Pereira Alcântara, afirmou que ouviu uma ordem de Djairlon Henrique Moura para que a inteligência abordasse ônibus e vans durante as eleições de 2022. 

Apesar de questionar o porquê de tal determinação, o então diretor Silvinei Vasques, também réu no processo, não admitiu o favorecimento de Jair Bolsonaro na campanha de reeleição. Disse apenas que se tratavam de estados com alta incidência de acidentes. 

“Eu não me convenci, e transpareci que eu achei estranho aquela ordem. E aí ele falou, não sei qual foi contexto que ele falou, mas ele falou mais ou menos o seguinte, tem coisas que são e tem coisas que parecem ser. Está na hora da PRF tomar lado. A gente tem que fazer jus das funções de direção e aquilo era uma determinação do diretor geral”.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

1 Comentário
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  1. Rui Ribeiro

    28 de maio de 2025 2:28 pm

    “Há uma relação de vinculação e não de subordinação da Polícia Militar à Secretaria de Segurança Pública”. – Advogado Rafael Britto

    “Aqui, no Distrito Federal, como o doutor [Rafael] falou, existe uma vinculação da polícia militar à Secretaria de Segurança Pública, não há realmente essa subordinação direta como em alguns estados do Brasil”. – Rosivan Correa de Souza, tenente-coronel da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), que atuou como coordenador de eventos e atividades especiais na Secretaria de Segurança do DF (SSP-DF) durante a gestão de Anderson Torres

    “O que o senhor define como vinculação?”, perguntou, então, Moraes à testemunha.

    “Seria uma certa subordinação”, respondeu a testemunha Rosivan Corea de Souza.

    Eu presto atenção no que eles dizem mas eles não dizem nada

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