13 de junho de 2026

Gilmar Mendes cobra ministro da Justiça sobre inquérito contra professor da UFSC

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Jornal GGN – É destaque na coluna de Mônica Bergamo neste sábado (28) a reação do ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes frente a notícia de que a Polícia Federal abriu, há 5 meses, um inquérito contra um professor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) por suposta calúnia, difamação e ataque à honra da delegada Erika Marena, responsável pela prisão do ex-reitor Luís Carlos Cancellier – que acabou cometendo suicídio após ser alvo da operação Ouvidos Moucos.
 
“O ministro Raul Jungmann [da Segurança Pública] tem que se pronunciar”, disse Gilmar. “Um bom legado dele será instalar o Estado de Direito na PF”, endossou.
 
Segundo reportagem da Folha de sexta-feira (27), a PF usou um vídeo-reportagem dos alunos da UFSC sobre o aniversário de 57 anos da instituição para abrir uma investigação em favor de Marena. O professor Aureo Mafra Moraes virou alvo por ter aparecido na produção segundo a imagem acima: em frente a um cartaz que denunciava o “abuso de autoridade” das autoridades da Ouvidos Moucos, que teria levado Cancellier ao suicídio.
 
“Eles [PF] não têm nenhum cuidado com a honra alheia e são tão cuidadosos quando criticam os seus”, acrescentou Gilmar. “É de assombrar”, disse outro magistrado do STF, segundo Bergamo.
 
O criminalista Alberto Toron também teria feito crítica à investida da PF: “Não bastasse a truculência da operação que levou à prisão e, posteriormente, por conta dela, à morte do reitor, agora querem sufocar a liberdade de crítica numa demonstração ímpar de autoritarismo.”
 
A delegada Erika Marena solicitou a abertura oficial da investigação em janeiro deste ano, mas somente após agentes da Polícia Federal tê-la alertado sobre o vídeo ainda em dezembro de 2017, relatou a Folha.
 
O ministro da Justiça ainda não se manifestou sobre o caso, que vem gerando duras críticas sobre censura nas universidades. Mas a PF de SC, por sua vez, afirmou à coluna que recebeu representação “encaminhada por servidores públicos federais que se sentiram vítimas de possíveis crimes contra a honra em face de uso de faixas nas dependências da UFSC. Como em todos os inquéritos conduzidos pela PF, é pertinente esclarecer que são investigados fatos e não pessoas”.
 
A Ouvidos Moucos entregou um relatório parcial da operação há alguns meses, sem apresentar nenhuma prova de enriquecimento ilícito por parte de Cancellier. Ele foi preso por Marena sob a alegação de tentar obstruir as investigações. A operação suspeitava da existência de um esquema para desviar recursos da universidade que teria começado em 2008 – mas só Cancellier era o único reitor investigado por manter nomes supostamente envolvidos em irregularidades, apesar de só ter assumido o cargo em 2016, informou a Folha.
 
O professor Aureo é ex-chefe de gabinete de Cancellier e, na entrevista investigada, não citou o nome da delegada nem a PF.
 

Cintia Alves

Cintia Alves é jornalista especializada em Gestão de Mídias Digitais e editora do GGN.

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9 Comentários
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  1. anarquista sério

    28 de julho de 2018 2:29 pm

    E mais de 2 MILHÕES de

    E mais de 2 MILHÕES de assianaturas, inclusive a minha, pra tirar GM do S T F , a gente cobra quem ?

    Ah, e falando nisso , TOffoli depois da denúncia da revista Crusoé , já passa de 600 000—em um dia.

                           Again :

                  A gente cobra quem ?

    1. Flics

      28 de julho de 2018 10:21 pm

      sério?????

  2. André Oliveira

    28 de julho de 2018 3:31 pm

    É 100% abuso de autoridade.
    É 100% abuso de autoridade. Se se sentiu ofendida essa senhora deveria acionar a justiça. Não poderia usar a estrutura da PF para perseguir ninguém extrajudicialmente. Ela merece demissão a bem do serviço público.
    Nassif mesmo já foi processado pelo Gilmar. Imagine se o ministro fosse usar o poder de seu cargo para persegui-lo demandando do MP ou PF investigacao contra ele.

  3. Luciano Prado

    28 de julho de 2018 3:51 pm

    Esperar o quê de Jungmann? O
    Esperar o quê de Jungmann? O moço acabou de abrir as pernas no caso Favreto.
    Jungmann tem a seu favor uma torcida desorganizada e tola.
    O que se lamenta é que tenha que ser Gilmar Mendes a agir. Mas, antes ele do que a covardia dos omissos.
    E o tolo: “fora Gilmar, fora Gilmar”.
    Haja paciência!

    1. Jose Arimateia

      29 de julho de 2018 3:38 am

      Gilmar Mendes o inimigo necessario

      Parafraseando a biblia Gilmar Mendes é voz que clama no deserto diante das arbitrariedades do sistema juridico brasileiro e de uma esquerda acuada e pensando exclusivamente em eleições, incrivel este momento de desmobilização geral, cada puxando a corda pro seu lado, poucos se dando conta da situação de aprofundamento do golpe e ai Gilmar Mendes de dentro do golpe começa a gritar contra esse estado de coisas, do excesso de tudo que se vê e a esquerda continua achando que em outubro tudo se resolverá.

  4. Sergio Saraiva

    28 de julho de 2018 4:38 pm

    Doutor Roberto Marinho

    Ontem a Globo mandou um recado para a PF, no Jornal Nacional. Algo assim como: chegou.

  5. Francisco Vieira

    28 de julho de 2018 4:44 pm

    É preciso que os setores

    É preciso que os setores democráticos da UFSC não tolerem as tentativas de intimidação dos setores obscurantistas do judiciário e da pf. É partir para denúncia e responsabilização dos atos contra pessoas e contra o ambiente universitário adequado ao estudo e pesquisa. Professores, estudantes e comunidade universitária não deem arrego pra esses golpistas retrógrados, contrários à ciência e ao livre pensar.

  6. sabra arad

    28 de julho de 2018 4:52 pm

    A investida foi feita no dia da posse do novo reitor.

    Uma incrível coincidência, o professor e e chefe de gabinete do novo reitor, (também alvo no processo ) foi chamado a prestar depoimento exatamente no dia da posse do novo reitor, sexta feira dia 22.

  7. Schell

    28 de julho de 2018 6:19 pm

    Também entendo que aquela

    Também entendo que aquela operação dos poliças foi indevida, arbitrária e com ranço ditatorial. Por isso, o então reitor da UFSC foi induzido ao suicídio, crime, pois, como tipificado. E a indigitada delegada devia estar sendo processada administrativamente pelos atos degradantes que comandou. E penalmente, pela indução ao suicídio do então reitor.

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