5 de junho de 2026

Inquérito das Fake News promete denúncias em 2025, diz presidente do STF

Barroso afirma que a Corte terá um ano inteiro trabalhando com "as ações" desdobradas do inquérito das Fake News do governo Bolsonaro
Agência Brasil

O ministro Luís Roberto Barroso, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), disse que o inquérito das Fake News promete um “mar agitado ao longo de boa parte do próximo ano” em desdobramentos e denúncias. A fala foi feita durante um balanço do ministro com jornalistas sobre o ano judiciário.

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“Com a perspectiva de que as denúncias se transformem em ações penais, vamos ter um mar ainda agitado ao longo de boa parte do próximo ano”, disse Barroso, sobre o que esperar das investigações que tiveram início em 2019.

A jornalistas, o ministro admitiu que o inquérito das Fake News “salvou” a “democracia no Brasil” e que “estávamos indo para um abismo”.

“O inquérito, com todas as singularidades que, reconheço, ocorreram, foi decisivo para salvar a democracia no Brasil. Nós estávamos indo para um abismo”, disse. “Foi atípico, mas olhando em perspectiva, foi necessário e acho que foi indispensável para nós enfrentarmos o extremismo no Brasil. O inquérito está demorando porque os fatos se multiplicaram no decorrer do tempo”, continuou.

Dentro do próprio STF, o ministro disse que havia uma expectativa que as apurações se desdobrassem em denúncias e aberturas de processos ainda neste ano, o que não ocorreu.

“Até o fim deste ano, todo o material estaria com o PGR [Procurador-Geral da República]. De fato, está com o PGR. Mas, mesmo que ele faça alguns arquivamentos ou denúncias no início, ainda terá água para passar embaixo dessa ponte. Vamos ter ainda um ano lidando não com o inquérito, mas com as ações deles”, afirmou.

Quando foi aberto, em 2019, o inquérito investigou as ameaças ao Supremo Tribunal Federal (STF), feitas diretamente por aliados e apoiadores de Jair Bolsonaro e incitadas pelo ex-presidente, no chamado “gabinete do ódio” criado pelo então mandatário.

O avanço das apurações, contudo, conectaram o caso a outras investigações, como a invasão ao STF e à Praça dos Três Poderes de 8 de janeiro de 2023 e, mais recentemente tornada pública, à tentativa de golpe de Estado do ex-presidente com militares e membros do governo, em 2022.

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Patricia Faermann

Jornalista, pós-graduada em Estudos Internacionais pela Universidade do Chile. Coordenadora de Projetos. Repórter e documentarista de Política, Justiça e América Latina do GGN desde 2013.

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  1. evandro condé

    10 de dezembro de 2024 10:12 pm

    Nassif prtá precisando dar uma repensada nos conceitos sobre STF.

    A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal negou pedido do desembargador Washington Gutemberg Pires Ribeiro, do Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região (Bahia), e não reverteu decisão do Conselho Nacional de Justiça que a ele impôs aposentadoria compulsória por assédio e coação a magistrados para direcionar decisões conforme seus interesses privados. O Estadão pediu manifestação da defesa de Washington… – Veja mais em https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia-estado/2024/12/10/stf-aposenta-com-todos-beneficios-desembargador-do-trt-da-bahia-por-direcionamento-de-decisoes.htm?cmpid=copiaecola

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