Investigação contra interino e presidente da Alerj envolve sucessão do comando do Rio

Sem provas, o ex-secretário Edmar Santos delatou contra o governador interino do Rio, Cláudio Castro (PSC), e o presidente da Alerj, André Ceciliano (PT)

O governador do Rio, Wilson Witzel, ao lado de Edmar Santos - Foto: Carlos Magno / Governo do estado

Jornal GGN – O ex-secretário de Wilson Witzel, Edmar Santos, tornou-se delator, desde que foi alvo da operação que mirava os desvios nos contratos na área da saúde do Rio de Janeiro. Nos depoimentos, Edmar Santos delatou contra o governador interino do Rio, Cláudio Castro (PSC), e o presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), André Ceciliano (PT).

Mas, diferentemente das acusações que envolvem Witzel, as delatadas contra o então vice e o deputado estadual, além de não contar com provas que legitimam os supostos ilícitos, também podem guardar outros interesses: ambos estão na linha sucessória para assumir o comando do Estado, com o afastamento de Witzel.

Mesmo assim, os dois foram alvos de busca e apreensão na última sexta-feira (28). Desde que assumiu, Castro mostrou que estava disposto a se distanciar do PSC e assumir alianças com a família do presidente Jair Bolsonaro. Em grave crise financeira, o Estado depende do governo federal para renovar o ajuste fiscal.

Ao assumir o Palácio Guanabara, o vice-governador também teria informado a interlocutores de Bolsonaro que consultaria o governo a respeito da escolha do próximo procurador-geral de Justiça do Rio, que será nomeado no fim deste ano. A medida é vista como uma possível interferência da família Bolsonaro no Estado.

De acordo com reportagem da Folha de S.Paulo, as delações de Edmar, ligado a Witzel, apontavam Castro e Ceciliano como parte do esquema investigado de desvios na saúde, envolvendo o apoio de deputados estaduais. Entretanto, o ex-secretário não afirmou que se reuniu com os acusados, e tampouco há comprovações que levantam suspeitas nas movimentações financeiras dos dois.

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Caso as acusações contra o governador interino forem corroboradas, pelas apreensões feitas na última sexta (28), na Operação Tris In Idem, o novo governador seria escolhido pela Assembleia Legislativa, por meio de uma eleição indireta. E, enquanto isso, Ceciliano assumiria o posto.

 

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