Investigação sobre morte de Teori Zavascki vira sigilosa

Jornal GGN – O inquérito que investiga as causas do acidente aéreo que tirou a vida do ministro Teori Zavascki e mais quatro pessoas foi colocado sob segredo de Justiça, segundo informações do Uol, nesta segunda (23).

A queda do avião de pequeno porte aconteceu em Paraty, no Rio de Janeiro, na semana passada. O caso também é investigado pela Polícia Federal e Ministério Público Federal. O sigilo foi imposto pela Justiça de Angra dos Reis, em ação da Polícia Civil. Uma outra frente, ligada à Aeronáutica, também apura o caso.

Teori era o relator da Lava Jato no Supremo e trabalhava durante o recesso do Judiciário para acelerar a homologação das delações da Odebrecht, que prometem atingir em cheio o governo de Michel Temer. Agora, o STF terá de escolher um novo relator, que pode sair de um sorteio entre os membros da corte ou apenas aqueles que atuam na segunda turma, responsável por julgar as ações da Lava Jato ao lado de Teori.

Ainda de acordo com o Uol, a Força Aérea Brasileira (FAB) informou hoje que houve “danos na caixa-preta do bimotor. (…) No entanto, a corporação comunica que ainda não é possível precisar se a gravação de voz também ficou comprometida. O equipamento é dividido em duas partes. O espaço para a gravação de voz é de grande proteção, ressalta a FAB.”

“As conversas do piloto Osmar Rodrigues durante o voo são essenciais para apurar as causas do desastre aéreo em Paraty. Além de Teori e o piloto, morreram no acidente no mar o empresário Carlos Alberto Filgueiras, a professora Maria Panas e a massoterapeuta Maíra Panas.”

Leia também:  “Aras tem o dever de denunciar Bolsonaro”, diz Fonteles, ex-PGR, por Marcelo Auler

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44 comentários

    • “Caixa-preta avariada?”
      Pois

      “Caixa-preta avariada?”

      Pois é. A segundo com desastre aéreo aqui no Brasil?

      Parece que não fazem mais caixa-preta como antigamente.

      E o sigilo só faz aumentar as suspeitas de que “tem mais coisa no ar”.

       

    • Baixa altitude, baixa

      Baixa altitude, baixa  velocidade (para aviao):  eh impossivel que a caixa preta tenha se avariado.

      Ponto final.

      • Lhe apresento a “coisa” ( SSCVR )

               www.l3aviationproducts.com/cvr-mandate/   ( repare que ela possui um “localizador” maritimo ).

               Na imagem vc. verá a caixa de contenção onde encontran-se os “plugs” e o mostrador, já o que interessa é o conteudo ( a imagem destacada ), na qual a “caixinha” ( o cubo ), é a interface lógico-mecanica, a qual a resistência ao impacto e agua é relativa, mas os dados são preservados na parte “redonda”, onde até tem duas faixas ( as brancas horizontais ) reflexivas, a qual possui uma resistência estrutural e não permeabilidade bem maior que a “caixinha”.

              

  1. muito suspeito esse sigilo imposto as investigações

    O que justificaria a imposição desse siguilo às investigações? Se até agora, a mídia e os especialistas apontaram causas meteriológicas para o acidente. Esse sigilo não faz sentido. Sigilo só se faz necessário em investigações criminais. Já se tem indícios para realizarem uma investigação criminal? É o que podemos supor com essa medida. Ficamos com a impressão de querem esconder alguma coisa, com uma investigação feita no escuro. Acho que os políticos de oposição tem que tentar fazer uma CPI para investigar esse acidente, e solicitar a retirada desse sigilo no STF, imediatamente. Os suspeitos são da cúpula do governo e com ou sem sigilo, terão acesso aos meandros das investigações. Esse sigilo só portegem os suspeitos, mas nimguém. Não passa de uma cortina para negociarem um roteiro satisfatório para impor o roteiro de acidente.

  2. Resumo da ópera: não há

    Resumo da ópera: não há suspeitas nenhuma sobre petistas, porque se houvesse a mínima possibilidade de envolvimento de alguém do Pt, a investigação seria não só aberta a todos, como seria mostrado ao vivo todos os depoimentos. Amostra disso são os depoimentos do mp sobre o Lula . È ou não é ?

  3. Por que não suicídio?

    Por que não prosseguir – a fim de não exaurir a parca imaginação do pessoal que tomou o poder –  na tradição do golpe anterior? Aí pode bem ser que se “descubra” que os cinco no avião tentaram contra a própria vida. Tipo Herzog.

  4. alguém pode checar essa informação…

       ”    U-R-G-E-N-T-E

    O Delegado Orestes Leal da Polícia Federal encarregado das investigações da queda do avião que matou o Ministro Teori Zavaski está sendo afastado neste momento por ato do Superintendente Regional devido ao fato de ter chegado à indícios que demonstrem que a causa foi sabotagem em um dos flaps da asa do avião King Air que transportava o Ministro e mais quatro pessoas.

    Essa informação veio através de colegas da Associação de Delegados de Polícia Federal que deve providenciar ainda no plantão da Justiça Federal a impetração de mandado de segurança contra esse ato abusivo do Superintendente.
    De acordo ainda com a Associação, o interesse é colocar no caso um Delegado que não seja de classe especial e consequentemente mais fácil de direcionar as investigações de acordo com o interesse do Ministério da Justiça. “

    a fonte que me enviou é séria, …  mas precisamos confirmar, …. Stanley Burburinho, … cadê você ?

     

  5. Parece o mesmo script de

    Parece o mesmo script de sempre.

    Notícias estranhas, incongruentes, logo desmentidas com “fatos” mais estranhos ainda…

    Sigilo, substituição de agentes…

    A conclusão das investigações vai apontar falha humana e mau tempo.

    Como sempre.

  6. Caixa Branca

    O sigilo imposto ao acidente é a prova que ai tem truta, deveria ser justamente o contrário. Como acreditar na justiça e autoridades desse país? Meus Deus do Céu O Brasil virou um caos.

    • sem falar que é de interesse público ser tudo às claras…

      interesses dos que voam, dos que pilotam, dos que fazem manutenção, dos que colocam peças, dos que regulam, dos que “mixam” e dos que fixam 3 pontos de inclinação, tipo zero, vinte e quarenta e cinco

      bem…………………em aeromodelismo é assim que as coisas funcionam

  7. Num acidente que vitima entre

    Num acidente que vitima entre outros, um dos membros de um dos Poderes da República , que requer uma  investigação  pública e transparente, decreta-se o sigilo sem fundamentação legal. Onde há fumaça, há fogo e não apenas numa das asas do avião antes de cair. A justiça brasileira é farsesca, quando há interesse político partidário para divulgar fatos e ações, mesmo que de forma ilegal, assim se procede, como o fez Moro, interceptando sem poder para tal, ligação telefônica da presidenta Dilma com Lula e em seguida a remetendo para a pauta central do Jornal Nacional.  Quando o interesse político partidário requer sigilo e preservação de “santidades”, impõem-se de forma ilegal o sigilo, como assim procedeu Moro no que tange ao Propinão da Odebrecht. Agora a Justiça, que “não é cega, mas paga para não ver”,  no caso do acidente aéreo de Parati, vale-se mais uma vez do sigilo protetor, quando a sociedade brasileira clama por ação e transparência republicana.

  8. Existe algo que nunca poderá
    Existe algo que nunca poderá ficar em sigilo.

    Um jurista ético recusaria ser nomeado para o STF por Michel Temer antes do assassino de Zavascki ter sido preso.

    Caso contrário ele poderá ser tratado como suspeito de participar conspiração que liberou uma vaga no Tribunal.

  9. Essas nossas OTORIDADES !

    Determinação de sigilo pela Polícia Federal, Ministerio Publico Federal, Juizado de Angra dos Reis? Parece redundante essa demonstração  de vaidade e exibicionismo ridículo de barnabés em busca de holofote. Quem tem competência tecnica e institucional para a investigar qualquer acidente aéreo em territorio nacional é o CENIPA da Aeronáutica. E as investigações ocorrem obrigatoriamente em SIGILO até a conclusão.  

  10. flaps de superfícies sustentadoras…

    que saudade do meu tempo de aeromodelismo; que saudade da Hobbylândia

    sendo visto baixo e em curva

    será que foi visto passando parelelo à pista em manobra de saída elevada para pouso?

    ou passou em curva perdendo altitude e afastando-se da pista?

  11. mais um sigilo escandaloso

    A investigação sobre o suspeito acidente que vitimou o ministro Teori e as outras pessoas que estavam no mesmo voo ganhou o status de sigiloso pela desacreditada e muito mal vista justiça federal. Fizeram o mesmo com  Eduardo Campos, JK, PC Farias, Castelo Branco, Tancredo Neves, e outros.  Depois, ao final, o que se viu foram vergonhosas e indecentes incompetências, seguidas de esfarrapadas falta vontade em se chegar as verdades de cada caso. Nesta nova trama, sobre a suspeita tragédia que vitimou Teori, a teia da armação e a cortina de fumaça estão instaladas e prontas para seguir o enredo ditado por todos os interessados em que a verdade nunca chegue ao conhecimento da população.

  12. Já disse aqui, lembro quando

    Já disse aqui, lembro quando em 1987 caiu o avião do ministro da Reforma Agrária no Pará, Marcos Freire, na mesma 

    semana a Globo por meio do ridículo programa Fantástico veio com a matéria. – Os passaros que derrubam aviões.

    Eu tinha 17 anos e nunca esqueci isso.

  13. Agora pouco importa, o estrago já está feito

    Fatalidade ou assassinato, a esta altura pouco importa, tanto faz, a imagem do Brasil no exterior, que já era péssima, conseguiu piorar ainda mais. Assim que aconteceu o acidente, pensei em uma única coisa: como é que o mundo estava assistindo toda essa lambança. Por isso mesmo, mestre Jânio de Freitas na sua coluna de ontem aborda as consequências para o ambiente de insegurança jurídica, que já era horroroso por causa da Lava Jato, bem ao contrário do que Janot apregoou em Davos, e agora a morte do juiz. Não há nada que recupere a imagem do País. Perante o mundo já estávamos na sarjeta, agora caímos de boca no esgoto. 

  14. Será que essas matérias com

    Será que essas matérias com essas discussões sôbre o sexo dos anjos vai muito longe? Ou será que alguem por aí conhece algum caso de assassinato por queda de avião sabotado comprovado? Se não, é uma boa oportunidade prá para de gastar vela com defunto ruim!

  15. A defesa de Teori Zavascki por Eugênio Aragão

    STF só afastou Cunha depois de derrubar Dilma

    Teori desprezava Moro
    Imprimirpublicado 23/01/2017

    Primeiro, a gente derruba ela… (Crédito: DCM)

    O Conversa Afiada reproduz artigo do Blog do Marcelo Auler:

    Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) só concordaram em afastar Eduardo Cunha da presidência da Câmara, depois de verem concretizado o afastamento de Dilma Rousseff da presidência da República. Isso, apesar da insistência de Teori Zabascki, para que agissem antes.

    A informação consta do artigo que publicamos abaixo, de autoria do subprocurador-geral da República, Eugênio Aragão, em defesa da memória do ministro do STF, que faleceu dia 19/01 (quinta-feira) em um acidente aéreo, em Paraty, no litoral sul do Rio de Janeiro. Ao publicar esta nova colaboração de Aragão ao blog, entendi que esta informação, perdida no meio do texto, merecia o devido destaque. Afinal, muitas cobranças têm sido feitas ao ministro do STF, justamente por conta da demora no afastamento de Cunha.

    Destaco, por exemplo, um excelente artigo do delegado federal aposentado e advogado,  Armando Coelho Neto – Foi-se Teori. Um crime que não interessa ao PT -, publicado no JornalGGN, de Luís Nassif, no qual ele diz: “Teori Zavascki cumpriu sua parte no golpe e as ogivas que trazia no colo já não afetariam tanto o combalido PT, mas sim a caterva apoiada pelos patos da Av. Paulista. Se houve sabotagem, os investigantes não podem desprezar a mais primária das questões policiais: a quem interessa o crime?”.

    Certamente, ele se surpreenderá, assim como muitas outras pessoas, ao lerem Aragão – que tinha em Zavascki um interlocutor – trazendo a público algumas informações desconhecidas. A relutância dos ministros do Supremo – quantos teriam sido? – em afastar Cunha da presidência da Câmara, antes do afastamento da presidente Dilma Rousseff é uma dela. Confirma que o “esperto (e suspeito) político do PMDB”, ex-presidente daquela casa legislativa, se tornou um “mero instrumento” na organização do golpe do impeachment, logo desprezado depois que o objetivo maior foi atingido.

    Mas, Aragão nos informa mais. Conta que Zavascki, narra que Zavascki “sentiu-se mal por isso, mas não era dono das circunstâncias políticas que dominavam aquele momento”. Da mesma forma, testemunha que o relator do maior processo de corrupção que o país já viu, “não compactuava com os abusos no âmbito da Lava-Jato. Sempre lhe causou muito desconforto o modo de proceder do juiz Sérgio Moro, com sua promoção pessoal às custas da presunção de inocência de investigados e no limite do partidarismo”.

    Não preciso dar mais detalhes. O melhor é ler o original, que segue abaixo, em primeira mão aqui no Blog, motivo pelo qual agradeço a distinção.

    Teori Albino Zavascki merece respeito!

     

    Eugênio José Guilherme de Aragão (*)

    O passamento do Ministro Teori Albino Zavascki pôs a nu o estado de indigência moral do Brasil. O desavergonhado debate açodado sobre quem o sucederá, a cupidez dos sedizentes candidatos a ministro, que nem esperam o corpo esfriar, para formarem fila de pretendentes, no melhor estilo de “por que você não olha para mim”, da canção “Óculos”, dos Paralamas do Sucesso, causam náuseas e enrubescem qualquer um que tenha compostura.

    Dá gastura só de pensar como gente desse jaez se conduzirá, acaso escolhida para a elevada missão, que, longe de ser um galardão ou uma cerejinha glacê a enfeitar o currículo de Suas Excelências, deve ser uma batalha na trincheira de defesa da constituição e da democracia.

    No plano do discurso, o cenário não é mais confortador. Nenhuma das principais tendências políticas do País se sai bem num superficial exame de contrição.

    Incompreensão da esquerda – Pela direita, não se disfarçou o alívio pelo evento trágico que colheu o magistrado como relator do mais ruidoso caso de corrupção tratado no judiciário pátrio.

    A interrupção do intenso trabalho a que vinha se dedicando o disciplinado Teori dará, nas palavras do chefe da casa civil, um desafogo ao governo golpista, que terá mais tempo para absorver o impacto estrondoso das delações premiadas de diretores da Odebrecht, que fatalmente fará a malta em torno do Sr. Michel Temer perder o norte.

    Do mesmo modo, o “mercado”, segundo insuspeitas informações do grupo Globo, teria reagido “de forma otimista” à morte do ministro, pois o governo golpista poderia, com a redução do passo das investigações no Supremo Tribunal Federal, fazer passar no congresso medidas econômicas impopulares, antes da eclosão daquilo que promete ser a maior crise política do pós-golpe.

    Pela esquerda, infelizmente, o justificável ressentimento pela interrupção brutal e traiçoeira do processo democrático se traduz em incompreensão e até em falta de compaixão pelo nefasto que, nesta hora, atormenta muita gente que conviveu com Teori e está a sofrer o luto da perda. O que mais se ouve é que o magistrado, com seu tecnicismo, contribuiu decisivamente para o golpe, omitindo-se, nos momentos cruciais, de repeli-lo. Chamam-no de cúmplice e de figura central num processo que continua a ter por escopo inviabilizar politicamente o Partido dos Trabalhadores e destruir suas lideranças.

    O mais preparado do STF – Nem o cinismo da direita golpista e nem o “j’accuse” da esquerda ressentida fazem justiça a Teori Zavascki, uma pessoa humana extraordinária, de coração enorme e generoso, que dispensa os confetes post-mortem tão hipocritamente lançados sobre protagonistas da cena nacional que, em vida, foram controvertidos. Julgar o outro é algo a ser evitado para não se padecer do mesmo destino quando chegar a hora.

    Ninguém de nós se sentou na cadeira de Teori e nem ficou no meio da tempestade avassaladora que experimentou. Manter seu barquinho no prumo, num mar de tormentas não é fácil nem para os mais adestrados capitães timoneiros e, quanto mais, para aprendizes de mestres-arrais.

    Convivi com Teori e tive reiteradamente oportunidade de conversar sobre a crise política que assola o País. Era, de longe, o mais denso e mais preparado ministro do STF, sem querer diminuir os demais. Devo dizer que, no atacado, pensávamos igual, divergindo em alguns aspectos menores do varejo. Quando no governo da Presidenta Dilma Vana Rousseff, sempre me preocupei com a segurança pessoal do amigo que admirava.

    Por determinação da Presidenta, foi-lhe colocado à disposição, permanentemente, o transporte aéreo de autoridades da Força Aérea Brasileira. Oferecemos, no ministério, guarda-costas e segurança para si e sua família, ciente que estávamos das ameaças que vinham lhe sendo lançadas de todos os lados.

    Desconforto com Sérgio Moro – Mas Teori, na sua humildade e simplicidade, era avesso a esse tratamento diferenciado. Custou muito convencê-lo a usar o transporte. A segurança, ele dispensou. Conversei, então, com o Presidente do STF à época, Ministro Ricardo Lewandowski, e ficou acertado que agentes do tribunal se articulariam com a polícia federal para prevenir qualquer ataque a Teori ou seus familiares.

    Posso afirmar com certeza que o ministro Teori não compactuava com os abusos no âmbito da Lava-Jato. Sempre lhe causou muito desconforto o modo de proceder do juiz Sérgio Moro, com sua promoção pessoal às custas da presunção de inocência de investigados e no limite do partidarismo. Tinha repulsa pela falta de autocontenção daquele magistrado de piso.

    Não lhe agradava a propaganda corporativa da polícia e do ministério público. Não via nela nenhuma vantagem para a educação política da sociedade ou mesmo para a eficiência no desempenho da persecução penal. Era um crítico comedido, como lhe era próprio, da forma como a Procuradoria Geral da República lidava com a publicidade das ações da operação Lava-Jato. Tinha ojeriza aos vazamentos de delações e esperava de todos os atores do processo mais serenidade.

    O Ministro Teori Zavascki foi acusado, em blogs e matérias jornalísticas publicadas depois de sua morte, de ter falhado, ao afastar tardiamente Eduardo Cunha da presidência e de seu mandato. É verdade que se este afastamento tivesse se dado com maior brevidade, talvez o destino do governo democraticamente eleito de Dilma Rousseff tivesse sido outro. Mas era da personalidade prudente de Teori não tomar decisões de afogadilho, que pudessem ser revertidas e, assim, causassem mais estragos ao ambiente politicamente conflagrado do que se gestadas com cautela.

    Temos que lembrar que o Procurador-Geral da República só fez o pedido de afastamento às vésperas do recesso natalino do STF, como se querendo forçar o relator a resolver monocraticamente sobre a medida requerida.

    Agastou nosso amigo Teori o fato induvidoso de que esse pedido poderia ter sido feito muito antes, pois os elementos que o embasavam já eram conhecidos em fase anterior das investigações.

    Enxergou esse atraso como certa deslealdade da acusação, deixando-o exposto desnecessariamente.

    E tinha razão. É evidente que uma medida dessa natureza não poderia ser tomada solteira, sem consulta aos pares, pois, uma vez submetida ao plenário, não se poderia correr o risco de desmoralização do relator com o desfazimento de um eventual deferimento monocrático do pedido do procurador-geral. Essa desmoralização levaria fatalmente ao fortalecimento da posição de Eduardo Cunha no processo, o que seria muito pior.

    Preferiu, pois, Teori, esperar o fim do recesso para poder costurar com seus colegas, um a um, a decisão conjunta sobre o afastamento. Não é fácil ser determinado numa corte com tantas personalidades diferentes e de concepções tão contraditórias sobre a urgência da medida por tomar.

    Mas, sou testemunha de que Teori não descansou. Insistiu com os colegas semanas a fio na necessidade de se afastar Eduardo Cunha. Só logrou, porém, sucesso depois de consumado o afastamento processual de Dilma Rousseff no procedimento de impeachment que corria no congresso. Sentiu-se mal por isso, mas não era dono das circunstâncias políticas que dominavam aquele momento.

    Teori Zavascki era um juiz independente, no significado pleno da palavra. Sempre se pautou por seus estritos padrões éticos. Não tolerava conversa mole e “jeitinhos” no julgamento de causas de que participava. Estudava detidamente a pauta de cada sessão e tinha noção clara de cada voto que seria proferido.

    Era implacável quando assertivas lhe causassem estranheza e questionava seus pares sem se intimidar. Era respeitado por isso. Ninguém o engambelava.

    Tinha lá suas posições doutrinárias que alguns podem chamar de conservadoras. Votou contra a proibição de doações eleitorais por pessoas jurídicas porque estava convencido de que não era esta a causa do descalabro ético na política.

    Votou a favor da execução provisória da pena após confirmação da condenação em segundo grau. Tinha para si que o excesso de recursos era manejado frequentemente de má fé pela defesa de acusados endinheirados.

    São posições de que podemos legitimamente divergir, mas jamais impor a Teori a pecha de “atrasado”, “fascista” ou “ferrabrás”. Não foi nada disso. Era pessoa de convicções claras, bem embasadas e sem o “parti pris” hoje, em tempos de polarização partidária, tão comum entre expressiva gama de magistrados politiqueiros.

    Quando escolhido pela Presidenta Dilma Vana Rousseff para o cargo de ministro, dela ouviu só um pedido: que continuasse a ser esse magistrado sério, ético, independente que se revelara durante toda sua carreira. Nada mais. E era o suficiente.

    Sabe-se que a escolha é correta, quando recomendações e conselhos são dispensáveis, porque a pessoa a ser investida no cargo não sairá do caminho da retidão. E Teori não decepcionou. O carinho que a Presidenta legítima cultivou por ele até o final é prova cabal disso.

    Ele era sincero e direto. Não iludia ninguém. Dizia claramente o que pensava e nunca tergiversava.

    Faço questão dessa defesa de Teori Zavascki. Ele não a precisa. Não precisa de necrológios encomiásticos. Mas, em nome da admiração e do respeito que por ele sempre nutri, não me sinto bem com os julgamentos apressados e levianos que se tornaram frequentes depois que o amigo foi chamado por Deus. Que lhe demos as homenagens que merece, pois foi, com certeza, um grande brasileiro e um juiz que faz jus a esse nome.

    (*) Eugênio José Guilherme de Aragão é subprocurador-geral da República, professor de Direito na UnB e ex-miniistro da Justiça do governo Dilma Rousseff

     

     

  16. Pensando bem…  tem alguma

    Pensando bem…  tem alguma coisa de errado com esse item, Nassif.  A voz passiva (foi colocado) fica sem resposta no resto do item –  PELO JUDICIARIO???  Oras, QUEM decretou isso?

    Sem contar com o fato do Uol ser coff coff terceiro ou quarto escalao mediatico no Brasil, se nao for mais.

     

    Pensando bem…  por enquanto…  o item nao eh confiavel.

  17. Secretíssimo…

    Nassif: ouvi dizer que essa investigação é tão sigilosa, tão sigilosa que nem os da polícia do Intelectual Tardio conseguiram autorização para apurar alguma coisas. Parece que a CIA, assistida pelo M6 e o Mossad, esta á frente dos trabalhos. Lembra muito a fábula da raposa vigiando o galinheiro. E com eficiência.

    Aliás, eficiência, como dizia Millôr sobre nosso Congresso, é isso — “Ele mesmo rouba, ele mesmo apura e ele próprio decide”. Quem sabe os da Matriz, daqui a algumas décadas, liberem os arquivos? Fique atento.

    • Nao, em geral isso eh

      Nao, em geral isso eh prohibido em praticamente todo pais.  Nao se pode colocar leigos como -nao sei a palavra- inspetores/observadores.

  18. Sou realista, chato.

         O publico, a imprensa, policia, procuradores, o “capeta a quatro “, ficaram esperançosos pois esta aeronave possuia uma ” caixa preta de voz “, um SSCVR ( que não é na real uma “caixa preta” CVR ), que poderá resolver tudo, MAS não é assim que a realidade funciona, infelizmente.

          Preparem-se pois : Nas degravações deste equipamento, quando de um acidente, o que importa são os ultimos minutos, nos quais o piloto/comandante, ou não fala nada, ou os ruidos internos na aeronave ( gritos ), uma cacofonia de terror, suplantam/cobrem a possibilidade de uma analise técnica, portanto o que é analisado são os procedimentos, a “fraseologia” constante nos minutos, começando da aproximação ao SDTK ( Paraty ), a arremetida ( no show ), e a fase principal, o novo circuito, que poderá ter sido : 1. nova aproximação ou 2. derivar para alternativa, em ambas as possibilidades o circuito seria por sobre o loc do sinistro.

           Imaginem, não sei se foi assim, mas um comandante arremetendo de um aerodromo sem torre, enfrentando condições dificeis, não comunica nada, ele estara tentando manter a sustentação e o horizonte/altitude, escalando potencia, alterando o passe das hélices, dando mais potencia relativa ao motor da esquerda , visando compensar a curva que deveria cumprir para estibordo, ou para nova aproximação ou derivar para a alternativa ( Angra ou até SD ), portanto é tanta coisa a fazer em tão pouco tempo – segundos – que vc. não fala nada, toda sua concentração esta em permanecer no céu.

  19. O show de Truman (como no filme)

    O sigilo acima da investigação parece muito conveniente para os organismos de “segurança” considerando as diversas trapalhadas cometidas na tentativa de filtrar as noticias para o público.

    1.       Não estavam as mulheres na lista oficial de passageiros. Por conta disso, a informação oficial “filtrada” pelos órgãos de segurança apenas dizia: “Teori estava na lista….”, mas nunca divulgaram a tal lista na integra (procurem no Google pela “lista de passageiros”);

    2.       Passageiro não registrado é crime;

    3.       Por conta do anterior, criou-se um buraco negro nas noticias, entre as 14p0minh até as 17 ou 18 horas, do dia do acidente. Eram três vitimas; depois quatro, até concluir que eram cinco, sendo duas mulheres sem identificação;

    4.       A existência de novas pessoas veio a se conhecida pelo relato de pescadores e outras testemunhas, espalhadas por redes sociais, onde já não cabia filtrar.

    5.       A identificação das duas mulheres veio por conta da empresa hoteleira do dono do avião, que deve ter feito um enorme esforço em procurar pelos nomes e pelas características do “convite” que lhes foi oferecido para viajar, antes de comunicar este fato às autoridades, e logo ao público;

    6.       Uma mulher ficou viva entre 40 e 70 minutos e não conseguiram resgata-la. Tentativas de içar o avião e criar espaço para a moça respirar (inclusive com ajuda de bombeiros) foram abortadas em duas ocasiões;

    7.       Uma mulher resistiu ao “acidente”, mas a caixa preta não? Que caixa preta é essa?

    8.       Quando a Marinha tomou conta da situação resolveu não tirar o avião da água, deixando oculto o acidente.

    9.       Depois de tanta trapalhada, resolve-se deixar a investigação em sigilo.

    O sujeito era um mulherengo, réu no STF, em viagem para um condomínio grilado, com duas mulheres clandestinas. Que fazia o coitado do Teori naquele avião?

    A tese da conspiração não sugere apenas um atentado (acho improvável), mas, ilustra uma conspiração em relação ás noticias relativas ao mesmo fato, um tipo de conspiração como no filme “O Show de Truman”. A midia fez de Itamar Franco um “machão” e do Temer um Brad Pitt, apenas para citar os casos de impeachment.

  20. Nada demais, afinal a lei 12.970…

    A investigação da aeronáutica por força da Lei 12.970 torna sigilosa a investigação de acidentes aéreos feitos pela mesma, ela foi sancionada em 2014 pela presidente Dilma Rosseft; por isso ao ler a notícia deve-se pensar que o Juiz pode ter posto o sigilo por que partes dos documentos são conjuntos e só poderiam ser divulgados com autorização do Cenipa.

    Posso estar enganado,mas aqui mesmo quem criticou na época a lei por ser da Dilma, não teve boas respostas, agora pelo que vejo todos concordam que a lei é ruim por jogar sombras nas investigações, já que acidentes aeronáuticos tem grande impacto.

     

     

    • Não. A lei 12.970 trata da

      Não. A lei 12.970 trata da investigação pelo Sistema de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos, e não da investigação policial. De forma alguma isso é motivo para que a investigação policial seja sigilosa.

  21. A investigação começa escondendo o que deveria revelar

    A montanha vai parir um rato do mesmo porte do camundongo de Curitiba, segundo o qual a democracia em uma sociedade livre exige que os governados saibam o que fazem os governantes, mesmo quando estes buscam agir protegidos pelas sombras.

    Uma coisa é certa: Nenhum desses ratos tem escrúpulos. Eles vão esconder a podridão e faturar em cima do que é bom.

    Ou não estamos mais numa democracia, Toto?

  22. O sigilo explica a investigação, esta inexplica o ‘acidente’

    A investigação explica a causa do sigilo em vez de explicar a(s) causa(s) do acidente.

  23. + comentários

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