6 de junho de 2026

Jânio de Freitas: um nome guardado

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Da Folha
 
 
Jânio de Freitas
 
No dia em que for contada a história verdadeira dos fatos cuja versão predominante prestou-se ao chamado julgamento do mensalão, entre outros possíveis personagens novos estará ao menos um que, por si só, muda a configuração e a essência da história conhecida.
 
Duas observações urgentes aqui. A primeira é de que não me refiro a Lula, como o personagem de relevância especial.
 
A outra é a de que não conheço os fatos completos. A partir de duas inserções breves e bastante sutis, que me foram dirigidas em conversas diferentes há poucos meses, passei a rever muitas anotações feitas desde o começo do caso mensalão, interrogatórios, depoimentos e conversas memorizadas ou com pontos focais por mim registrados. Nada de excepcional no trabalho de jornalismo.
 
Como também consigo ser sutil às vezes, foi desse modo que testei minha constatação com um dos que poderiam derrubá-la. Sobreviveu. E, se não posso expô-la por motivo legal, basicamente falta de prova objetiva e firme, posso dizer com convicção: a cada vez que cruzarem a porta de sua reclusão, José Dirceu, José Genoino e Delúbio Soares estarão levando o segredo de um nome e de fatos que não quiseram mencionar. Ou, na linguagem vulgarizada pela ditadura, não quiseram entregar ou dedurar.

 
Os ministros do Supremo, como todos os juízes, julgaram o que foi submetido ao seu conhecimento jurídico e, mais ainda, às suas consciências. O mesmo não pode ser dito sobre a Procuradoria-Geral da República, que teve a responsabilidade de reunir e passar ao STF as informações e comprovações apuradas, as conclusões e suas acusações no caso. Ficou muito por apurar e muito por provar. A quem tiver curiosidade e paciência, sugiro começar pela leitura dos interrogatórios da CPI dos Correios, onde se encontra, ligeira e não explorada, uma pista (a primeira, creio) do que veio a ser um segredo por amizade, ou por companheirismo, ou por ética pessoal, com os mesmos ônus nas três hipóteses.
Civilização
 
Por falar no Supremo, sua sessão da semana passada sobre o mensalão não foi apenas uma das mais tensas nesse processo de divergências tensionantes. Voltou a ter ocasiões de hostilidade que desmoralizam o Judiciário e sobretudo o próprio Supremo. Além de não menos desmoralizantes posições como a recusa, com o argumento de que “é preciso acabar com este julgamento”, a reexaminar um erro grave: o réu Jacinto Lamas foi condenado a pena maior do que o chefe dos seus atos, este também autor de maior número das condenadas lavagens de dinheiro. Isso pode ser justiça emanada do Supremo? E aquele é à altura de ministros do Supremo?
 
Tão grande foi a balbúrdia da sessão do outrora dito “vetusto tribunal” que ao fim o ministro Joaquim Barbosa não conseguiu dizer o que fora decidido, e precisou adiar a proclamação. Impossibilidade e causa, provavelmente, sem ocorrência, jamais, no velho Supremo.
 
Nada disso sequer motivado por questões relativas a petistas, como em tantas vezes. Foi só desinteligência mesmo, em qualquer sentido da palavra. Com os níveis de civilidade, entre a melhor educação e o seu oposto absoluto.
 
OLÍMPICA
 
Uma exibição de eficiência real no Supremo. Na quarta-feira, a ministra Cármen Lúcia movimentou o processo penal movido contra Fernando Collor, passando-o ao revisor Dias Toffoli. Era um recorde. Na manhã daquele dia, o “Globo” publicara a manchete “Collor está próximo de se livrar da última ação no STF”. Isto porque “o processo está parado no gabinete da ministra Cármen Lúcia desde outubro de 2009 sem qualquer movimentação”. De quatro anos a algumas horas.
 
Tofolli não precisou de manchete, liberando prontamente o processo para votação. Mas a verdade é que a sem-cerimônia com que alguns ministros guardam determinados projetos, bem determinados, só é proporcional à rapidez com que as manchetes os apressam.
 
(A manchete do “Globo” por certo contrariou um terceiro ministro).
 
IMPUNES
 
Os comentaristas que veem, no caso mensalão, “o fim da impunidade” e outras maravilhas nacionais poderiam explicar o que se passa, então, com o mensalão do PSDB, que se espreguiça desde 1998, já com prescrições havidas e outras iminentes para seus réus. Também serve uma explicação sobre o jornalismo e aquele processo.

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150 Comentários
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  1. Ivan de Union

    18 de novembro de 2013 1:05 pm

    “José Dirceu, José Genoino e

    “José Dirceu, José Genoino e Delúbio Soares estarão levando o segredo de um nome e de fatos que não quiseram mencionar”:

    Qual sera o nome desse tucano mesmo?

    Perguntas, perguntas…

    Ta dificil responder.

    1. IV AVATAR

      18 de novembro de 2013 1:14 pm

      Tá difícil mesmo

    2. mchaiben

      18 de novembro de 2013 1:36 pm

      Seria tucano mesmo?

      Seria tucano mesmo? …

      “…sugiro começar pela leitura dos interrogatórios da CPI dos Correios, onde se encontra, ligeira e não explorada, uma pista (a primeira, creio) do que veio a ser um segredo por amizade, ou por companheirismo, ou por ética pessoal…”

       

      1. Ivan de Union

        18 de novembro de 2013 1:56 pm

        Bons olhos, eu perdi isso!

        Bons olhos, eu perdi isso!  Mas…

        Nao, Janio tem pouquissimos dados divulgaveis aas maos e esta errado na analise:  porque Dirceu e Genoino afundariam o PT por “amizade” ou coisa parecida com alguem?

  2. IV AVATAR

    18 de novembro de 2013 1:13 pm

    “Nome guardado”

     

     Os protegidos da República da Globo, por Gão:

      

    Os falsos justiceiros deixam soltos os verdadeios bandidos

      Carlinhos cachoeira, bicheiro envolvido em vários crimes  Demóstenes Torres Cúmplice de cachoeira  Dadá, outro cúmplice de cachoeira  Daniel Dantas, banqueiro preso na operação Satiagraha, entre outros crimes ofereceu suborno à um policial, fato gravado em vídeo, solto miraculosamente por dois HCs seguidos.   Naji Nahas tambem preso na Satiagraha   Mandante da morte da missionária Dorothy Stang , solto pelo STF   Adauto Rodrigues/Arquivo)  Antonio Marcos Pimenta Neves, assassino da jornalista Sandra Gomide   Roger Abdelmassih, Médico que abusava de pacientes  José Roberto Arruda, Governador preso por corrupção logo solto pelo STF, pretende se candidatar em 2014 CONF-01-IE-2289.jpg

  3. emerson57

    18 de novembro de 2013 1:13 pm

    quem?

    “A primeira é de que não me refiro a Lula”

    se não Lula, quem? quem mereceria tamanha deferência?

    o Papa?,  Buda? ou o próprio Deus pai?

    nem imagino……………

    1. Helio J. Rocha-Pinto

      18 de novembro de 2013 3:17 pm

      Vice

      O vice de Lula.

      1. Leandro X

        18 de novembro de 2013 5:29 pm

        Exato. O homem que abriu o

        Exato. O homem que abriu o meio empresarial para o diálogo com o PT, culminando na carta aos brasileiros. O homem que bancou Lula para os players do capital industrial, o grande avalista do projeto de poder do PT. E muito mais, e com recursos próprios, e abrindo portas… só que uma dessas portas deu no quintal do PSDB de Clésio Andrade, Dudu Azeredo e cia.

        Sem Zé, não haveria governo Lula. Não da forma que foi.

        1. emerson57

          18 de novembro de 2013 9:30 pm

          o homem está vivo?

          então, tá. 

          os homens vão em “cana” para preservar alguem.

          in memorian??????????????????????

          dentro do inexplicável, já especulando, terá sido essa mesma iminência obscura do além quem “fez a cabeça” da presidenta para privatizar tudo, desde os aeroportos até o pré sal?

          será ele, Getúlio Vargas psicografado? Mahatma Gandhi redivivo? Ayrton Senna depois da curva?

          vale um picolé quem adivinhar o nome do pavão misterioso!

  4. Marcinha

    18 de novembro de 2013 1:15 pm

    Quem será?

    Fiquei curiosa.

    1. Marly

      18 de novembro de 2013 4:34 pm

      Curiosa

      Somos duas, Marcinha. Hoje vou acompanhar todos esses comentários para tentar me encontrar. Quem sabe aparece um iluminado dando luz ao assunto!

  5. IV AVATAR

    18 de novembro de 2013 1:23 pm

    Entendo o medo de JF em revelar o “nome guardado”

    Fernando de Souza prevaricou no inquérito da AP 470

     O CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público) deve ao país uma investigação sobre a atuação d o ex-Procurador Geral da República Antonio Fernando de Souza na Ap 470. Souza escondeu deliberadamente investigações da Polícia Federal comprovando o pagamento da BrT – controlada na época pelo Banco Opportunity, de Daniel Dantas – para as agências de Marcos Valério. O pagamento – irregular, sem contrapartoda de serviços – era a comprovação cabal de que Dantas era dos principais financiadores do chamado “mensalão”. Ontem, o Conselho de Recursos do Sistema Financeiro Nacional (CRSFN) reafirmou a irregularidade do pagamento, ao aplicar multa irrisória de R$ 200 mil a dois ex-diretores da empresa, Carla Cico e Paulo Pedrõ Rio Branco – por “terem dispnesado procedimentos de controle interno da companhia”. O processo foi aberto pela CVM em 2006, devido a denúncias de que os pagamentos visavam mascarar contribuições políticas. Pelo inquérito da CVM, foram feitos em regime de urgência sem justificativa clara para a contratação das agências. Todos os elementos constituíam-se mais do que meros indícios de que os recursos destinavam-se a bancar o “mensalão”. Esses dados constavam do inquérito da Polícia Federal remetido para a PGR.  Antonio Fernando ignorou propositalmente todos os dados, não incluiu o Opportunity ou a BrT na AP 470. Tempos depois, aposentado, assumiu um escritório de advocacia que ganhou polpudo contrato da BrT. Clique aqui para mais dados sobre a atuaçãod o ex-PGR. CAPÍTULO I  DOS CRIMES PRATICADOS  POR FUNCIONÁRIO PÚBLICO CONTRA A ADMINISTRAÇÃO EM GERALPrevaricaçãoArt. 319 – Retardar ou deixar de praticar, indevidamente, ato de ofício, ou praticá-lo contra disposição expressa de lei, para satisfazer interesse ou sentimento pessoal: Pena – detenção, de 3 (três) meses a 1 (um) ano, e multa.  Do Valor Econômico 05/11/2013 às 05h00 Conselho multa BrT por contratar SMP&B Por Maíra Magro | De Brasília O Conselho de Recursos do Sistema Financeiro Nacional (CRSFN), mais conhecido como Conselhinho, aplicou uma multa somada de R$ 200 mil a dois ex-diretores da Brasil Telecom (BrT), por “descumprimento do dever de diligência” ao contratar as agências de publicidade SMP&B e DNA Propaganda, do empresário Marcos Valério, em 2003 e 2004. Os fatos ocorreram pouco antes da eclosão do escândalo do mensalão, no ano seguinte. Para o Conselhinho, os dois executivos dispensaram os procedimentos de controle interno da companhia ao fazer pagamentos às agências. As multas foram fixadas em R$ 150 mil para a ex-diretora presidente da BrT, Carla Cico, e em R$ 50 mil para o ex-diretor financeiro da companhia, Paulo Pedrão Rio Branco. Ontem, o conselho publicou um resumo da decisão. A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) havia multado os executivos em dobro, ao analisar o processo em 2009. Eles recorreram para o Conselhinho, instância administrativa final nesse caso, e conseguiram reduzir a quantia pela metade. Agora, só cabe questionamento no Judiciário. O processo foi aberto na CVM em 2005, motivado por denúncias de que companhias abertas teriam feito pagamentos a agências de Marcos Valério como forma de mascarar contribuições para campanhas políticas – e não para pagar por serviços de publicidade. A BrT aparecia como uma das empresas citadas. Um relatório de inspeção da CVM verificou, na época, que quatro pagamentos feitos pela BrT à SMP&B e à DNA, em 2003 e 2004, não seguiram os procedimentos formais internos da companhia para esse tipo de contratação. As notas fiscais questionadas totalizaram R$ 4,4 milhões. O documento diz que não houve cotação de preços e, em alguns casos, pagamentos foram adiantados em regime de urgência ou exceção. Também afirma que não houve justificativa clara para a contratação das agências. Como os dois ex-diretores aprovaram os pagamentos na época, eles foram considerados responsáveis. Já a defesa alegou que a contratação das agências observou o Manual de Compras da BrT, que previa a possibilidade de contratações especiais. Argumentou ainda que o relacionamento comercial com a SMP&B e a DNA foi suspenso assim que surgiram as denúncias de irregularidades. Ao julgar o recurso de Carla e Rio Branco, na semana passada, o Conselhinho entendeu que os dois descumpriram o dever de diligência exigido pela Lei das S/A ao “dispensar controles internos da companhia para contratação das agências de publicidade SMP&B e DNA Propaganda e aprovar pagamentos para tais agências”. O dever de diligência é a obrigação dos administradores de ter cuidado e atenção no exercício de suas funções, para não expor a empresa a riscos. A decisão foi tomada por seis votos a dois. O conselheiro Waldir Quintiliano, relator do caso, votou pela manutenção das multas definidas pela CVM. Outros conselheiros se posicionaram de diferentes maneiras, pelo arquivamento do processo, aplicação de advertência ou redução da multa pela metade. Com a disparidade de posicionamentos, a decisão foi tomada pelo procedimento de “votação múltipla”. Os conselheiros escolhem, sucessivamente, a penalidades adequada entre sugestões mais brandas e mais pesadas, até se chegar a um denominador comum. Em 2008, a BrT foi comprada pela Oi. Procurada pelo Valor, a Oi não quis se manifestar. Os advogados dos dois executivos não retornaram as ligações até o fechamento. Leia mais em: http://www.valor.com.br/politica/3327812/conselho-multa-brt-por-contratar-smpb#ixzz2jm3sPlQMSelect ratingNota 1Nota 2Nota 3Nota 4Nota 5 

     

    1. paulo toledo

      18 de novembro de 2013 1:32 pm

      A tal “amizade” seria com

      A tal “amizade” seria com Daniel ou Antonio Fernando?

  6. Wagner

    18 de novembro de 2013 1:29 pm

    Alguém pode falar sério e me

    Alguém pode falar sério e me informar quem é o personagem?

    1. Ivan de Union

      18 de novembro de 2013 1:36 pm

      O mensalao eh de Minas.  MV

      O mensalao eh de Minas.  MV trairou todo o PT -somente o PT, nada mais que o PT.  Portanto somente poderia ser um politico tucano, e graudo.  Nao eh peixinho pequeno nao, pois em geral o politico mineiro vaza dinheiro do estado…  (Minas eh uma peneira so.)

      Eu teria que saber mais a respeito do processo que JF menciona -e nao sei nada- mas um “acordo de cavalheiros” foi feito com MV, que tem certeza absoluta que sua vida esta em perigo se o assunto vier aa tona.

      Eu tambem.

    2. Marco St.

      18 de novembro de 2013 1:41 pm

      Resposta

      O personagem é o mesmo. Nome indissociável do real poder brasileiro. O cara que desde Collor controla e financia partidos, imprensa e judiciário. Um cara que aproveitou a Oportunidade, digamos assim…

      1. Ivan de Union

        18 de novembro de 2013 1:53 pm

        Nao eh.
        “Os ministros do

        Nao eh.

        “Os ministros do Supremo, como todos os juízes, julgaram o que foi submetido ao seu conhecimento jurídico e, mais ainda, às suas consciências. O mesmo não pode ser dito sobre a Procuradoria-Geral da República, que teve a responsabilidade de reunir e passar ao STF as informações e comprovações apuradas, as conclusões e suas acusações no caso. Ficou muito por apurar e muito por provar. A quem tiver curiosidade e paciência, sugiro começar pela leitura dos interrogatórios da CPI dos Correios, onde se encontra, ligeira e não explorada, uma pista (a primeira, creio) do que veio a ser um segredo por amizade, ou por companheirismo, ou por ética pessoal, com os mesmos ônus nas três hipóteses”:

        Janio erra na analise ai.  Os “ministros do supremo” NAO julgaram o que foi submetido, e muito menos “ao seu conhecimento juridico” -nem vou mencionas “consciencias”…  Eles teriam feito o que fizeram ate de graca, por fazer, pois o roteiro ja estava programado.  Isso eh, eles ja eram parte das condenacoes muito antes do julgamento, e as provas mediaticas a respeito disso sao contundentes.

        Aqui esta o erro:  Freitas afirma que Marcos Valerio, Dirceu, e Genoino tem esse segredo.  Nao tem.  Somente Marcos Valerio o tem.  Essa eh a razao que a vida dele esta em perigo.  Alias, vamos ser francos a respeito das prisoes e das acoes ilegais durante ela:  a morte de Genoino a esse ponto so abre espaco pra um ele disse-ele disse entre MV e Dirceu que previsivelmente livra MV e deixa Dirceu pendurado, pois Genoino eh testemunha do contrario.

        1. Marco St.

          18 de novembro de 2013 2:01 pm

          … todos já sabiam que no

          … todos já sabiam que no STF haveria “facilidades” . 

      2. Wagner

        18 de novembro de 2013 5:21 pm

        Thank you for the

        Thank you for the opportunity!

      3. SujeitoOculto

        19 de novembro de 2013 7:07 am

        É banqueiro e não é Daniel

        É banqueiro e não é Daniel Dantas. É do Rural ou Econômico.

  7. IV AVATAR

    18 de novembro de 2013 1:33 pm

    O orelhudo?

     

    * Novas provas produzidas pela PF e anexadas ao inquérito 2474 refutariam a denúncia contra os “40 mensaleiros” sobre fatos que constariam da AP 470.

    * O banqueiro Daniel Dantas, do Oportunity, seria um dos investigados  no inquérito 2474.

    Não é à toa que o 2474 ganhou o apelido de “gavetão”. Mais precisamente o “gavetão” paralelo do inquérito 2245, que deu origem à Ação Penal 470.

    Explico:

     

    Barbosa não responde a perguntas sobre o inquérito 2474

    publicado em 15 de agosto de 2013 às 14:23

    O ministro Joaquim Barbosa, relator da AP 470, e Antônio Fernando de Souza, ex-procurador-geral da República, faltaram com a verdade? Fotos: ABr

    por Conceição Lemes

    Na quarta-feira 14, o Supremo Tribunal Federal (STF) deu continuidade ao julgamento da Ação Penal 470 (AP 470), o chamado mensalão.

    Na segunda passada, o Viomundo encaminhou, via assessoria de imprensa, quatro perguntas ao ministro Joaquim Barbosa, presidente do STF e relator da AP 470. Todas sobre o misterioso inquérito 2474, mantido em segredo absoluto de justiça há seis anos e cinco meses:

    1. O inquérito 2474 foi aberto em março de 2007 e desde então está em segredo de Justiça. Por quê?

    2. Há dias, saiu na imprensa, que o senhor teria dito que nenhum inquérito ficaria em segredo de justiça no STF. Por que mesmo assim o 2474 continua em segredo de justiça?

    3. Um dos condenados [na verdade, são dois] na AP 470 solicitou acesso ao inquérito 2474, o ministro negou, alegando que não tinha nada a ver com o mensalão. Só que o laudo 2828/2006, do Instituto Nacional de Criminalística da Polícia Federal (PF), foi para o inquérito 2474 e não para o 2245, que deu origem à AP 470. Isso não é indício de que o inquérito 2474 tem a ver também com o chamado mensalão?

    4. Por que o 2828/2006 foi parar depois na AP 470 sem ter passado pelo inquérito 2245?

    No dia 7, a solicitação foi reiterada. No dia 9, fiz várias ligações para a chefe da assessoria de imprensa, que estava “em reunião”, depois “em curso”. Nessa segunda-feira 12, voltei a insistir. Até hoje, 15 de agosto, nem ministro nem a assessoria de imprensa deram qualquer resposta ao Viomundo.

    COMO NASCEU O INQUÉRITO 2474, O “GAVETÃO” PARALELO DO 2245

    O inquérito 2474 existe. Basta consultar o site do STF  e, na coluna Jurisprudência, buscar Inq2474.

    Mas muito pouco se sabe sobre ele (aqui e aqui). O ministro Joaquim Barbosa, seu relator até julho de 2013, decretou segredo de justiça tão logo o criou, em março de 2007.  O ministro Luiz Roberto Barroso assumiu a sua relatoria em 1º de agosto.

    Consequentemente, há várias especulações sobre o que motivou realmente Barbosa a manter o inquérito 2474 em sigilo:

    * Conteria documentos que mostrariam que a DNA propaganda, de Marcos Valério, teria pago à empresa Tom Brasil, com recursos da Visanet,  R$ 2,5 milhões. Em 2010, a Tom Brasil contratou Felipe Barbosa, filho de Joaquim Barbosa, para assessor de imprensa da casa de shows Vivo, no Rio de Janeiro, revelaram a Rede Brasil Atual  e  O Cafezinho, de Miguel do Rosário. Mais recentemente Felipe foi contratadopara trabalhar no programa de Luciano Huck, na Globo.

    * Lá também estaria o documento que demonstraria que o Banco Rural, cujos ex-diretores foram condenados por fazer empréstimos ao Partido dos Trabalhadores (PT), teria feito empréstimo semelhante à Globo.

    * Abrigaria o laudo 2828/2006 da Polícia Federal que contradiz a denúncia apresentada ao STF pelo então procurador-geral da República, Antônio Fernando de Souza, e aceita por Barbosa, contra alguns dos 40 denunciados no mensalão.

    * Novas provas produzidas pela PF e anexadas ao inquérito 2474 refutariam a denúncia contra os “40 mensaleiros” sobre fatos que constariam da AP 470.

    * O banqueiro Daniel Dantas, do Oportunity, seria um dos investigados  no inquérito 2474.

    Não é à toa que o 2474 ganhou o apelido de “gavetão”. Mais precisamente o “gavetão” paralelo do inquérito 2245, que deu origem à Ação Penal 470.

    Explico:

    * Em julho de 2005, o Congresso instalou a CPI dos Correios, para apurar denúncias de recebimento de propina por funcionário dos Correios, ligado ao então deputado federal Roberto Jefferson (PTB-RJ). A partir da entrevista- denúncia de Roberto Jefferson à Folha de S. Paulo, em 6 de junho de 2005, a CPI dos Correios acabou desembocando no mensalão.

    * Já nessa época a Polícia Federal começou a investigar o caso.

    *Ainda em julho de 2005, o STF abriu o inquérito 2245, o do mensalão. O ministro Joaquim Barbosa foi  sorteado como relator.

    * A CPI dos Correios teve dois relatórios. O preliminar, divulgado em 20 de março de 2006, que indicou o indiciamento de 126 pessoas. O final, publicado em 6 de abril de 2006.

    Estranhamente o procurador-geral não esperou que ficassem prontos o relatório final da CPI, assim como investigações da  Polícia Federal que estavam em andamento e eram mais amplas, pois envolviam muitas outras pessoas e empresas.

    Em 30 de março, ele concluiu que 40 indiciados eram culpados – número provavelmente escolhido para associar o “mensalão” à  fábula de Ali Babá — , e denunciou-os ao STF.

    * Em 9 outubro de 2006, Antônio Fernando pede a  Barbosa que “o procedimento [material de investigação da PF] que contém atos probatórios posteriores à denúncia [feita por ele em 30 de março de 2006 ao STF] seja autuado em separado e receba nova numeração”.

    Antônio Fernando alega que colocar no mesmo inquérito, o 2245, documentos que embasaram a denúncia e aqueles resultantes da investigação que prosseguia, “a par de gerar confusão, pode motivar eventual questionamento quanto à validade dos atos investigatórios posteriores à denúncia”.

    * No dia seguinte, 10 de outubro de 2006, Barbosa aceitou o pedido de Antônio Fernando.

    Em português claro: o procurador pleiteou e o ministro-relator aceitou que as provas sobre o mensalão, produzidas após a denúncia ao STF, não deveriam ir para o inquérito 2245, mas para um novo.

    Nascia aí o misterioso inquérito 2474. Em 6 de março de 2007, foi distribuído a Joaquim Barbosa, que passou a ser o seu relator e o inquérito até hoje permanece sob segredo de Justiça.

    LAUDO DA PF REVELA QUE O GESTOR DO VISANET NÃO ERA PIZZOLATO

    Até 31 de outubro de 2012, o inquérito 2474 era desconhecido até dos advogados dos acusados no mensalão.

    Ele só veio a público em 31 de outubro de 2012, a partir de matéria dos repórteres Matheus Leitão e Flávio Ferreira, da Folha de S. Paulo, sobre o caso de Cláudio de Castro Vasconcelos, que foi gerente-executivo de Propaganda e Marketing do Banco do Brasil até 2005.

    Cláudio, relembramos, é um dos quatro executivos do Banco do Brasil, que tiveram indicação de indiciamento solicitado pela CPI dos Correios.

    O procurador-geral mandou o processo contra Cláudio para a primeira instância. O inquérito foi aberto em agosto de 2006, na 12ª Vara da Justiça Federal de Brasília, por iniciativa de Antônio Fernando. O procurador que atua no caso, segredo de justiça, é José Robalinho Cavalcanti.

    Outros dois executivos do Banco do Brasil indicados pela CPI para indiciamento foram: Fernando Barbosa de Oliveira, diretor de Varejo, que  fazia parte do Conselho de Administração da Visanet; e Douglas Macedo, gerente-executivo da Diretoria de Varejo, que também integrava o Conselho da Visanet.  Não se tem notícia de qualquer procedimento tomado pelo procurador-geral  a respeito de ambos.

    O quarto executivo do BB que teve indiciamento pedido pela CPI é  Henrique Pizzolato, diretor de marketing de 17 de fevereiro de 2003 a julho de 2005.

    O procurador-geral denunciou-o ao STF, que o condenou.

    Detalhe 1: A Polícia Federal, como dissemos um pouco atrás, começou a investigar o mensalão em julho de 2005. Em dezembro, a PF deu início às diligências na Visanet, que se negava a fornecer informações. Diante disso, o procurador-geral da República, em 14 de junho de 2006, solicitou a Joaquim Barbosa um mandado de busca e apreensão na empresa. O ministro deferiu o mandado.

    Entre outras  medidas, os peritos da PF realizaram uma avaliação das relações comerciais e procedimentos contábeis envolvendo a DNA, o Fundo de Incentivos Visanet e o Banco do Brasil. E, aí, responderam dez perguntas do ministro-relator.

    O laudo, feito pelo Instituto Nacional de Criminalística da Polícia Federal e concluído em 20 de dezembro de 2006, recebeu o número 2828/2006. Ele tem 43 páginas e avalia de 2001 a 2005.

     Detalhe 2: Nas últimas páginas do laudo, os peritos responderam os dez quesitos de Joaquim Barbosa. O segundo era este:   A quem competia fazer o gerenciamento do Fundo de IncentivoVisanet, repassado à DNA?

    Resposta dos peritos. De 1 de junho de 2001 a 19 de agosto de 2002, o gestor era Leandro José Machado. E de 19 de agosto de 2002 a 19 de abril de 2005, Léo Batista dos Santos, que era também funcionário da diretoria de Varejo do BB. Foi nomeado pelo diretor de Varejo do BB à época, Fernando Barbosa, para ser o gestor. Léo Batista sequer foi indiciado no relatório final da CPI dos Correios.

    Ou seja, ao contrário do que diz a denúncia do procurador-geral da República ao MPF, Pizzolato, comprovadamente, nunca foi gestor do Fundo de Incentivo Visanet (Fundo de marketing).

    Essa e outras provas colhidas após 30 de março de 2006, quando foi feita a denúncia ao STF, foram colocadas por Antônio Fernando e Joaquim Barbosa no inquérito paralelo, o 2474, revelou a jornalista Maria Inês Nassif, em reportagem publicada no GGN e em Carta Maior e que reproduzimos. “Pelo menos uma delas, o laudo de número 2828, do Instituto de Criminalística da Polícia Federal, teria o poder de inocentar Pizzolato”, observa Maria Inês.

    – Se o laudo 2828 poderia absolver Pizzolato, o que aconteceu?

    Na prática, Barbosa e Joaquim esconderam-no no secreto 2474, ao qual ninguém tinha acesso.

    A cronologia dos fatos levanta indícios de que a operação-esconde pode ter sido proposital. Acompanhe:

    * Em 20 de dezembro de 2006, como dissemos há pouco, a PF concluiu o laudo 2828/2006.

    * Entre 22 e 28 de agosto de 2007, o STF julgou a aceitação da denúncia contra os 40 acusados.

    * Em 9 de novembro de 2007, o acórdão foi publicado no  Diário Oficial da União.

    * Em 12 de novembro de 2007, o inquérito 2245 foi convertido na Ação Penal 470.

    * Em 14 de novembro 2007, curiosamente,  o laudo 2828/2006 foi juntado na AP 470, encaminhado por Antônio Fernando.

    Ou seja:

    1. O laudo 2828, que poderia provar a inocência de alguns réus, só apareceu dois dias após o acórdão do inquérito 2245 ter sido publicado e virado a Ação Penal 470. Aí, Inês era morta.

    2.Se o laudo 2828 tivesse ido para o inquérito 2245, todos os advogados teriam acesso,  inclusive o de Pizzolato, para fazer a defesa com base em dados reais, e não em achismos. Na prática, acabou cerceando o direito de defesa de alguns condenados no julgamento da AP 470.

    – Mas, afinal, onde esteve o laudo 2828 entre 20 de dezembro de 2006 e 12 de novembro de 2007?

    No inquérito 2474, até hoje sob segredo de Justiça!!!

    “Nós só descobrimos o paradeiro do laudo 2828 quando tivemos acesso ao processo de Cláudio Vasconcelos na 12ª Vara da Justiça Federal, em Brasília”, revela Marthius Sávio Lobato, advogado de Pizzolato. “Isso aconteceu apenas em 25 de abril de 2013!!!”

    O delegado da Polícia Federal Eduardo de Melo Gama, que investigava Cláudio, solicitou ao procurador-geral da República o laudo sobre investigação do Fundo Visanet.

    Em 10 de maio de 2007, Antônio Fernando requisitou-o a Joaquim Barbosa. Também pediu que o ministro encaminhasse uma cópia do laudo 2828 ao delegado da PF.

    Em 15 de junho de 2007, o ministro deferiu as duas demandas.

    Atente bem aos dois documentos acima. Eles dizem respeito ao sigiloso inquérito 2474 e demonstram que:

    1. O mesmo laudo 2828/2006 foi usado tanto no processo de Cláudio Vasconcelos quanto na Ação Penal 470.

    2. A solicitação do procurador-geral e a concordância do ministro-relator ocorreram antes da aceitação pelo STF da denúncia “dos 40 mensaleiros”, em agosto de 2007.

    3.  Barbosa e Antônio Fernando já tinham conhecimento do laudo 2828/2006 antes de agosto de 2007.

    4. O procurador-geral e o ministro-relator violaram o direito de ampla defesa dos réus relacionados com a Visanet.

    Especificamente, no caso de Pizzolato, o laudo 2828 derrubava a acusação de que ele era responsável pelo gerenciamento do Fundo Visanet.

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    ANTÔNIO FERNANDO E JOAQUIM BARBOSA FALTARAM COM A VERDADE?

    Aliás, Henrique Pizzolato e Luiz Gushiken, que era secretário de Comunicação Social do 1º governo Lula, não são mencionados em nenhum momento no laudo 2828. Também não existe nenhum documento assinado enviado ou recebido por Pizzolato à Visanet.

    Só que no apenso 142 da Ação Penal 470, Antônio Fernando, em documento a Joaquim Barbosa, diz o que o laudo 2828 não diz: que ele confirmava a denúncia de que Pizzolato e Gushiken beneficiaram a DNA. Gushiken acabou absolvido.

    Em 2011, Breno Fischberg e Enivaldo Quadrado, também condenados na Ação Penal 470, pediram vistas ao inquérito 2474.

    Joaquim Barbosa negou, alegando: “os dados constantes do presente inquérito (2474) não serão utilizados na análise dos fatos objeto da AP 470,… não havendo, portanto, qualquer cerceamento do direito de defesa nos autos daquela ação penal (470)”

    Ao julgar essa demanda, o ministro Joaquim Barbosa deve ter sofrido “amnésia” transitória.  A prova cabal de que o inquérito 2474 tem a ver com a Ação Penal 470 é o laudo 2828/2006, da Polícia Federal.

    Barbosa menciona-o no 2474, usa-o no julgamento da Ação Penal para condenar, por exemplo, Pizzolato e depois diz  na sua decisão que os fatos apurados são diversos daqueles narrados na AP 470?

    Por que o procurador-geral, contrariando o laudo da Polícia Federal,  que não apontava nenhum relacionamento de Pizzolato com a Visanet, “escolheu-o” para acusar?

    Por que o procurador-geral, assim como Joaquim Barbosa e outros ministros do STF, citaram trechos do laudo 2828, imputando a Pizzolato atos e procedimentos referentes ao período anterior ao dele como diretor de Marketing do Banco do Brasil?

    A propósito, reitero mais uma vez ao ministro Joaquim Barbosa que responda ao Viomundo:

    1. Por que o inquérito 2474 está desde março de 2007 em segredo de Justiça?

    2. Por que mesmo o o senhor tendo dito na imprensa que nenhum inquérito ficaria em segredo de justiça no STF o 2474 continua em segredo de justiça?

    3. O senhor negou a dois réus da AP 470 o acesso ao inquérito 2474, alegando que não tinha nada a ver com o mensalão. O laudo 2828/2006, da PF) ter ido para o inquérito 2474 e não para o 2245,  não é indício de que ele tem a ver também como o chamado mensalão?

    4. Por que o 2828/2006 foi parar depois na AP 470 sem ter passado pelo inquérito 2245?

    Considerando-se que o inquérito 2474 é tão cercado de mistérios, uma quinta pergunta me veio à cabeça agora.

    Como não se tem notícia de qualquer procedimento tomado pelo procurador-geral da República  a respeito de Fernando Barbosa e Douglas Macedo, será que estariam sendo investigados no 2474?

    Na época, além de serem, respectivamente, diretor e gerente-executivo da diretoria  de Varejo do Banco do Brasil, eram conselheiros do Fundo Visanet, assinaram as notas técnicas que condenaram Pizzolato. Fernando nomeou o gestor do Banco do Brasil no Fundo Visanet, Léo Batista dos Santos, que era subordinado a ele.  Douglas também assinava documentos de solicitação de pagamento da Visanet  para a DNA. Isso sem falar que o laudo 2828/2006, da Polícia Federal, menciona ambos.

    Tudo isso o então procurador-geral da República não “viu”. Aliás, Antônio Fernando de Souza não “enxergou” os funcionários do BB mencionados no laudo 2828. Mas conseguiu “ver” duas pessoas que NÃO foram citadas no laudo 2828/2006: Pizzolato e Gushiken. Por quê?

    Laudo 2828/2006, do Instituto Nacional de Crimanlística da PF by conceicaolemes

    Link para o inqúerito

    http://www.viomundo.com.br/denuncias/joaquim-barbosa-e-antonio-fernando-de-souza-faltaram-com-a-verdade.html

     

     

    1. Ivan de Union

      18 de novembro de 2013 1:42 pm

      Nao, Avatar.  Ele ja ta

      Nao, Avatar.  Ele ja ta coberto pelo judiciario inteiro, inclusive o supremo -entre outros “protetores” que ele tem.

  8. Rodrigo Negrão

    18 de novembro de 2013 1:40 pm

    Bom texto Janio.
     
    ps. o

    Bom texto Janio.

     

    ps. o Janio é um esquerdista doente

  9. Ivan Arruda

    18 de novembro de 2013 1:42 pm

    Que é isso Jânio, o domínio

    Que é isso Jânio, o domínio dos fatos, adaptado pelos safos para uso doméstico, dispensa provas, rigor e isenção para apuração e condução de processos. Os jornalistas do PIG e outros profissionais sem pudor algum se manifestam sobre seus próprios enredos. E estes se tramsformam em provas robustas. A sonegação da rede golpe por ex, não noticiada pelo PIG, não há base base para a inicial. E o processo não fora roubado da RF.

    Quer dizer que o que tem bigodes, bom moço… escrito com z, não com s… que coisa. Só estão restando jornalistas sérios como você para acreditar.

  10. cirena

    18 de novembro de 2013 1:47 pm

    MAFIA

    O Janio de Freitas deve ter cautela sim! O Cid Benjamin irmão do execrável Cesar, foi ao Roda Viva e declarou que quem matou o César Daniel  foi a Máfia  !!! e ninguém se aprofundou em questioná-lo, também um cidadão muito superficial…

  11. dinis

    18 de novembro de 2013 1:54 pm

    já sei

    Vamos ser claros: o tal nome é do Daniel Dantas, sintomaticamente o procurador do mensalão o tal de Antonio, tão logo aposentou, foi ser empregado do Dantas. Eta cara poderoso sô! 

    1. Marco St.

      18 de novembro de 2013 2:04 pm

      Com sabemos nem é necessário

      Com sabemos nem é necessário se “aposentar” para ir trabalhar com o distinto. Tem gente no STF que sabe bem disto.

    2. Ivan de Union

      18 de novembro de 2013 2:09 pm

      O cara foi um carrasco para o

      O cara foi um carrasco para o governo:

      https://jornalggn.com.br/resultados?g=%22Ant%C3%B4nio%20Fernando%20de%20Souza%22

      Sem chance de “amizade” exceto entre ele e MV -ai sim.

  12. IV AVATAR

    18 de novembro de 2013 1:57 pm

    O “nome guardado” é poderoso

    Se há dias o presidente do STF não aparece para evitar que Genoino morra numa situação de prisão ilegal, Gilmar Mendes nem dormiu para ficar dando HC para o bilionário Daniel Dantas, o que fez duas vezes em 24 horas, enfim, aqui a história muda da água pro vinho, de preferência aquele vinho importado do Merval Pereira para festejar a prisão dos “Zés” antes do Natal

    [video:http://www.youtube.com/watch?v=KQAR3eax-Sg%5D

    1. Maria Luisa

      18 de novembro de 2013 2:17 pm

      Sofismador. 

      Sofismador. 

  13. stanley

    18 de novembro de 2013 1:59 pm

    Apenas um

    Apenas um questionamento………….. Se por um acaso, quando o STF tomar conhecimento do “apenso” , que o relator do mesmo excluiu da acao penal 470 ( joaquim barbosa) e ficar provado que ele inocentaria o Sr. Pizzolato, pergunto: o joaquim barbosa podera ser condenado pelo ” DOMINIO DO FATO” ? Gostaria de saber uma opiniao juridica.

    Obrigado!

    1. JB Costa

      18 de novembro de 2013 7:16 pm

      Pela minha “Teoria do

      Pela minha “Teoria do Domínios das Tripas”, oui, yes, sim. O relator da Ação seria o Lewandowski e o Revisor o Luiz Barroso. 

      Sua pena: passar três meses numa sala à prova de som a ouvir o voto do  ministro Fiat de Lux, ops. Luiz Fux.

       

  14. Alessandre de Argolo

    18 de novembro de 2013 2:04 pm

    Quem seria o nome guardado?

    Quem seria o nome guardado? Palocci?

    O texto trabalha com a hipótese de inocência dos petistas condenados, mas não de inexistência do mensalão.

    1. alexandre toledo

      18 de novembro de 2013 2:19 pm

      O burro voltou …sensacional

      O burro voltou …sensacional essa… são inocentes mas houve mensalão …

      1. Alessandre de Argolo

        18 de novembro de 2013 10:45 pm

        O idiota voltou!

        A hipótese não é minha, idiota. É do Jânio de Freitas!

        Foi ele que disse que os caras eram inocentes e que estavam acobertando o verdadeiro culpado!

         

    2. DanielQuireza

      18 de novembro de 2013 2:23 pm

      Acredito que não. Tudo indica

      Acredito que não. Tudo indica que o principal financiador foi Dantas. E Dirceu era mais ligado a ele do que Palocci.

      A não ser que surjam fatos novos, desconhecidos de todos.

      1. Roberto Amaral

        18 de novembro de 2013 2:48 pm

        Ok, Daniel, mas José Genoíno

        Ok, Daniel, mas José Genoíno iria submeter-se calado a todo esse sofrimento para preservar Daniel Dantas?

        Penso que não pelos motivos elencados pelo Jânio de Freitas (amizade, ética, …).

        Para justificar tal sofrimento, só se há algo muito mais grave do que todas as manipulações feitas pela mídia em torno do caso do “mensalão”, se o tal protegido tinha o governo Lula e a cúpula toda do PT nas mãos, de forma que a delação de seu “nome guardado” fosse capaz de ferir de morte a própria existência do partido e de acarretar inclusive o impeachment de Lula.

        Não é mesmo, Nassif???

      2. Adjutor Alvim

        18 de novembro de 2013 3:01 pm

        “A quem tiver curiosidade e

        “A quem tiver curiosidade e paciência, sugiro começar pela leitura dos interrogatórios da CPI dos Correios, onde se encontra, ligeira e não explorada, uma pista (a primeira, creio) do que veio a ser um segredo por amizade, ou por companheirismo, ou por ética pessoal, com os mesmos ônus nas três hipóteses”

         

        Acho que a relação dos 3 com Palocci e menos ainda Dantas justificaria as 3 hipóteses de Jânio.

        Imaginaria Gilberto Carvalho.

        1. Adjutor Alvim

          18 de novembro de 2013 3:07 pm

          Outra hipótese

          Poderia ser também Virgílio Guimarães que levou Marcos Valério ao PT…

    3. André Sousa

      18 de novembro de 2013 2:35 pm

      O bilionário é DD

      Palloci é peixinho, fora acusado de ter ganho uma graninha com serviços de assessoria e depois tudo foi provado ser lícito, nada de errado, o bilionário eh Daniel Dantes, há o inquérito que envolve o Oportunity do DD e que Barbosa e o PGR esconderam.

  15. Ivan de Union

    18 de novembro de 2013 2:13 pm

    Ah, e o segundo item:
    “Uma

    Ah, e o segundo item:

    “Uma exibição de eficiência real no Supremo. Na quarta-feira, a ministra Cármen Lúcia movimentou o processo penal movido contra Fernando Collor, passando-o ao revisor Dias Toffoli. Era um recorde. Na manhã daquele dia, o “Globo” publicara a manchete “Collor está próximo de se livrar da última ação no STF”. Isto porque “o processo está parado no gabinete da ministra Cármen Lúcia desde outubro de 2009 sem qualquer movimentação”. De quatro anos a algumas horas”:

    Ja vi isso um milhao de vezes…  Ja estava pre-combinado para dar a impressao que a media esta atraz do “movimento” do processo.

  16. Marcinha

    18 de novembro de 2013 2:15 pm

    Quem será (2)?

    Será que o Brasil247, cuja ligação com Dantas já foi aventada, divulgará esta coluna do Jânio?

     

  17. Maria Luisa

    18 de novembro de 2013 2:16 pm

    2474

    Não entendi. So agora o Jânio ficou sabendo que Daniel Dantas estava envolvido nisso tudo ? Isso parece fora do lugar. E guardar um segredo por amizade, companheirismo ou ética? Por quem ? Para proteger o governo Lula ? De toda forma, esta na hora de dar um basta nisso. Esse homem ja chantagiou demais a Republica.

    Ah, sim, Jânito, todos os ministros quero crer que não sabiam, mas o Relator, Joaquim Barbosa, sabia sim! Pergunte a ele onde esta o inquérito 2474. 

  18. pcaval

    18 de novembro de 2013 2:20 pm

    nomes recorrentes

    Freitas, Daniel

    Daniel Freitas – DNA – Marcos Valerio

    Daniel Freitas sobrinho de Zé Alencar

    Acredito que Janio de Freitas
    esta no dever moral dizer o nome

    Ou põe na roda Zé Alencar  ou cala-se
    e peça desculpas!

  19. André Sousa

    18 de novembro de 2013 2:40 pm

    2274 é o segredo guardado num cofre de segurança máxima

    Barbosa e Antônio Fernando prevaricaram, não serão punidos

    http://www.viomundo.com.br/denuncias/joaquim-barbosa-e-antonio-fernando-de-souza-faltaram-com-a-verdade.html

  20. IV AVATAR

    18 de novembro de 2013 2:45 pm

    A CPI do “Nome Guardado”

    Para proteger o “nome guardado” o presidente do STF Gilmar Mendes,a Demóstenes Torres e Veja  simularam aquela loucura do “grampo no STF” (sem áudio) e assim conseguiram instalar  a CPI do “Nome Guardado” que resultou na destruição da ABIN e numa sequência de vinganças contra os desafetos do “nome guardado”(leia-se Protógenes Queiroz), PF, etc, o “nome guardado” tem costas quentes no STF e enão é de agora não:

    Grampo sem áudio: a suspeita que não pode ser esquecida

    Atualizado às 10:25 do dia 23/03/2012

    1. No episódio do grampo dos Correios,  revista Veja se aliou a Carlinhos Cachoeira para expulsar uma quadrilha concorrente do bicheiro. No capítulo “O Araponga e o Repórter”, da série “O caso de Veja”, descrevo essas relações promíscuas.

    2. No caso do grampo sem áudio – o suposto grampo de uma conversa entre Demóstenes e o então presidente do STF Gilmar Mendes -, mostra-se a relação espúria Demóstenes-Veja.

    3. Agora, a operação Monte Carlo, mostra as relações de Demóstenes e Carlinhos Cachoeira, inclusive revelando que o bicheiro era informado sobre movimentos políticos de Demóstenes, conforme matérias de hoje.

    Insisto na questão: vai-se varrer para baixo do tapete uma suspeita de crime que envolveu todos os poderes da República, o do grampo sem áudio? Até onde foram as relações Veja-Demóstenes-Carlinhos?

    À medida em que vão sendo reveladas as influências políticas múltiplas do bicheiro Carlinhos Cachoeira, é hora de tirar outros fantasmas do armário. Especialmente enquanto vai se desnudando a imagem pública do senador Demóstenes Torres.

    Um deles talvez seja a mais grave suspeita a pairar sobre a política brasileira: a de que foi engendrada uma falsificação envolvendo o próprio presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), a maior revista do país, dando munição para uma CPI, servindo de instrumento de ameaça ao próprio presidente da República. Uma armação que, na história do país, tem o mesmo nível do Plano Cohen e das Cartas Brandi.

    Trata-se do grampo sem áudio da conversa de Demóstenes Torres com Gilmar Mendes divulgado pela revista Veja.

    A suspeita mais forte é a de que houve uma ligação de Demóstenes para Gilmar, acompanhada presencialmente por um repórter da Veja. O repórter teria anotado em detalhes as falas de Demóstenes; mas de Gilmar captou apenas frases curtas e soltas, conforme pode-se perceber na reconstituição do diálogo. Além disso, quem liga é Demóstenes, é ele quem dá o mote para a conversa. O que reforça a suspeita de que a transcrição só tinha acesso à fala de Demóstenes – por estar assistindo e anotando a conversa – e reconstituiu posteriormente a de Gilmar.

    Aparentemente, Gilmar foi o incauto nessa história e acabou endossando a farsa, inebriado que estava pela catarse montada em torno da Satiagraha, que o colocou no centro de todos os holofotes.

    É uma suspeita que não pode ser varrida para baixo do tapete. A CPI do Grampo foi prorrogada devido a esse episódio. Nem parlamentares, nem Ministério Público Federal nem Polícia Federal têm o direito de ignorar essa farsa.

    Aqui, a íntegra da conversa captada pelo suposto grampo:

    Gilmar Mendes – Oi, Demóstenes, tudo bem? Muito obrigado pelas suas declarações.

    Demóstenes Torres – Que é isso, Gilmar. Esse pessoal está maluco. Impeachment? Isso é coisa para bandido, não para presidente do Supremo. Podem até discordar do julgado, mas impeachment…

    Gilmar – Querem fazer tudo contra a lei, Demóstenes, só pelo gosto…

    Demóstenes – A segunda decisão foi uma afronta à sua, só pra te constranger, mas, felizmente, não tem ninguém aqui que embarcou nessa “porra-louquice”. Se houver mesmo esse pedido, não anda um milímetro. Não tem sentido.

    Gilmar – Obrigado.

    Demóstenes – Gilmar, obrigado pelo retorno, eu te liguei porque tem um caso aqui que vou precisar de você. É o seguinte: eu sou o relator da CPI da Pedofilia aqui no Senado e acabo de ser comunicado pelo pessoal do Ministério da Justiça que um juiz estadual de Roraima mandou uma decisão dele para o programa de proteção de vítimas ameaçadas para que uma pessoa protegida não seja ouvida pela CPI antes do juiz.

    Gilmar – Como é que é?

    Demóstenes – É isso mesmo! Dois promotores entraram com o pedido e o juiz estadual interferiu na agenda da CPI. Tem cabimento?

    Gilmar – É grave.

    Demóstenes – É uma vítima menor que foi molestada por um monte de autoridades de lá e parece que até por um deputado federal. É por isso que nós queremos ouvi-la, mas o juiz lá não tem qualquer noção de competência.

    Gilmar – O que você quer fazer?

    Demóstenes – Eu estou pensando em ligar para o procurador-geral de Justiça e ver se ele mostra para os promotores que eles não podem intervir em CPI federal, que aqui só pode chegar ordem do Supremo. Se eles resolverem lá, tudo bem. Se não, vou pedir ao advogado-geral da Casa para preparar alguma medida judicial para você restabelecer o direito.

    Gilmar – Está demais, não é, Demóstenes?

    Demóstenes – Burrice também devia ter limites, não é, Gilmar? Isso é caso até de Conselhão.

    (risos)

    Gilmar – Então está bom.

    Demóstenes – Se eu não resolver até amanhã, eu te procuro com uma ação para você analisar. Está bom?

    Gilmar – Está bom. Um abraço, e obrigado de novo.

    Demóstenes – Um abração, Gilmar. Até logo.

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  21. Helio J. Rocha-Pinto

    18 de novembro de 2013 3:05 pm

    Se é para palpitar…

    1. Daniel Dantas

    2. Palocci

    3. José Alencar

    4. Gilberto Carvalho

    1. MRE

      18 de novembro de 2013 3:11 pm

      Se é para palpitar…

       

       

      1. Daniel Dantas

      2. Palocci

      3. José Alencar

      4. Gilberto Carvalho

      5.Fernando Henrique Cardozo – venda de estatais e compra de reeleição

       

    2. pcaval

      18 de novembro de 2013 3:13 pm

      é chiste gente

      5. 

      1. Véio Zuza

        18 de novembro de 2013 7:57 pm

        Eh heheheheheeh
        Tem mais:

        Eh heheheheheeh

        Tem mais: PHA, Azenha e Rodrigo Viana…

        Deixemos o Brizolinha de lado…

    3. Marco Santo

      18 de novembro de 2013 3:30 pm

      Vc está de sacanagem, só pode

      Vc está de sacanagem, só pode ser. Dê os seus palpites na HUSTLER………

      1. Helio J. Rocha-Pinto

        18 de novembro de 2013 8:19 pm

        Calma, colega! Milito pelo

        Calma, colega! Milito pelo mesmo lado que você, apenas especulei com base no que o artigo comenta e nos nomes que conheço, sem qualquer juízo pejorativo.

  22. Malú

    18 de novembro de 2013 3:39 pm

    Daniel Dantas

    O nome guardado é o de Daniel Dantas. Quem guardou foi o Joaquim Barbosa e o Antônio Fernando. O Joaquim guarda a sete chaves o inquérito 2474. Por que será que o Joaquim tem tanto carinho e proteção com esse inquérito heim?

  23. Marco St.

    18 de novembro de 2013 3:55 pm

    Visanet e teles de Dantas

    Visanet e teles de Dantas depositaram para DNA

    27 de julho de 2005

     

     

     O levantamento feito pela CPI foi entregue à Reuters na noite de terça-feira por um parlamentar, com o compromisso de não ser identificado
    O levantamento feito pela CPI foi entregue à Reuters na noite de terça-feira por um parlamentar, com o compromisso de não ser identificado  

     

    Três empresas de telefonia ligadas ao Opportunity, de Daniel Dantas, e o consórcio controlador dos cartões Visanet foram identificados pela CPI dos Correios como origem de mais de dois terços dos depósitos de terceiros recebidos no Banco do Brasil pela DNA Propaganda Ltda.

     

    A DNA é uma das empresas com participação acionária de Marcos Valério Fernandes de Souza, acusado de ser operador do suposto pagamento de propinas a políticos conhecido como “mensalão”.

    Um levantamento feito pela CPI foi entregue à Reuters na noite de terça-feira por um parlamentar, com o compromisso de não ser identificado. O documento mostra que a conta 601.999 da DNA Propaganda na agência 3608 do Banco do Brasil (BB) recebeu no período analisado (últimos cinco anos) R$ 230 milhões em depósitos.

    A própria DNA abasteceu a conta com depósitos e transferências que somam R$ 71 milhões. Os demais R$ 159 milhões resultam de depósitos de 27 empresas, na maioria identificadas como clientes ou empresas de comunicação, e de órgãos do governo de Minas Gerais. O maior depósito individual de uma empresa para a DNA, no valor de R$ 44,217 milhões, tem como origem a Companhia Brasileira de Meios de Pagamento, segundo o relatório da CPI.

    Trata-se de uma associação criada em 1995 pela Visa Internacional, Banco do Brasil, Bradesco e Banco Real, responsável pelos cartões de pagamento eletrônico Visanet. A assessoria de imprensa da DNA informou que a agência detém, desde 1994, a conta publicitária dos cartões de crédito do Banco do Brasil, que operam pelo sistema Visanet.

    Outra operadora de cartões, a Servinet, depositou R$ 6,4 milhões. A Redecard fez dois depósitos que somam R$ 144 mil. A Telemig Celular e a Amazônia Celular, controladas pelo Opportunity, fizeram nove depósitos que somam R$ 61,3 milhões. Outra controlada do Opportunity, a Brasil Telecom, fez um depósito de R$ 823 mil.

    A estatal Eletronorte fez três depósitos que somam R$ 16,5 milhões. O governo de Minas Gerais fez depósitos na conta da DNA por meio de sua conta única, da Secretaria de Fazenda e da Secretaria de Saúde, no valor de R$ 2,7 milhões.

    Prestação de serviços
    A assessoria de imprensa da DNA disse à Reuters que os depósitos correspondem ao pagamento pela prestação de serviços a essas empresas, incluindo criação, produção e veiculação de publicidade. Segundo a assessoria, a DNA tem condições de provar a execução de todos os serviços.

    O levantamento da CPI também inclui três depósitos da Fiat Automóveis, totalizando R$ 4,6 milhões. A assessoria da DNA informou que a agência fez trabalhos de publicidade para a Fiat até abril deste ano. Dois depósitos da Construtora Norberto Odebrecht totalizam R$ 149 mil e também referem-se a prestação de serviços de publicidade, segundo a assessoria da agência DNA.

    O Sistema Pitágoras de Ensino depositou R$ 186 mil. A família do ministro do Turismo, Walfrido Mares Guia, é acionista da empresa, que também é cliente da DNA Propaganda.

    Empresas de comunicação
    O relatório da CPI identificou dois depósitos da TV Globo, somando R$ 3,6 milhões e dois da Globosat, que somam R$ 180 mil. A assessoria da DNA disse que nos dois casos os depósitos correspondem ao pagamento de comissões e bônus pela veiculação de publicidade em emissoras de televisão aberta e a cabo. A Editora Abril é identificada como responsável por um depósito de R$ 303 mil.

    O relatório da CPI demonstra que a DNA também fez transações bancárias com as empresas de comunicação Folha da Manhã (Folha de S. Paulo), Ogilvy Brasil, Grupo Três (IstoÉ), For Comunicação, Símbolo Editora e Editora JB (Jornal do Brasil e Gazeta Mercantil).

    O relatório informa que a DNA autorizou transferências eletrônicas (TEDs) para a Folha da Manhã, Editora JB e Grupo Três que, por algum tipo de erro, foram devolvidas à conta da agência e contabilizadas como depósitos. A assessoria da DNA informou que compra regularmente espaço publicitário dessas empresas para seus diversos clientes.
     

  24. Vânia

    18 de novembro de 2013 4:02 pm

    Olívio Dutra?

    Olívio Dutra?

    1. Ed Döer

      18 de novembro de 2013 4:36 pm

      Vânia,
      Qual seria a razão

      Vânia,

      Qual seria a razão para o chute?

      Por sinal, alguém lembrou do DD, que me parece mais adequado.

  25. Rudo Van Leuven

    18 de novembro de 2013 4:26 pm

    O empresariado brasileiro é o

    O empresariado brasileiro é o empresariado mais corrupto do mundo. Nao tem UM empresario que nao trabalha com caixa dois e quase todos tem conta em paraioes fiscais, quando nao é na Suica. Muitas empresas brasileiras vao a falencia aqui, com o cofre abarrotado la. Todos detestam o PT, porque todos os demais partidos (de medio para grande) nunca permitiriam grandes investigacoes nesta area e o pessoal do PT, sim, pode chegar a este ponto. O PIG, a maioria no STF e na PGR e ate a PF, formam uma verdadeira blindagem para este pessoal, absolutamente intocavel, porque sao todos interligados e um sabe do outro. Sao TRILHOES de dolares e agora tambem euros. O Janio esta no caminho certo, mas duvido que ele dara prosseguimento. Uma vida nao custa nada…

  26. IV AVATAR

    18 de novembro de 2013 4:29 pm

    O mensalão não existiu

    Numa palestra pública, se não me engano na década de 90, Dirceu aventou a possibilidade de o PT ter que usar o dinheiro do capitalismo(cujas engrenagens são, por natureza,  sujas, sabemos disso)  para mudar o Brasil, uma vez que concorrendo com candidatos endinheirados,  não teriam qualquer chance, talvez daí a aproximação com DD.  O jogo é pesado, tanto que, há dezenas de anos atrás, nos EUA,  Lincoln teve que comprar deputados para aprovar a abolição da escravatura. Está provado que houve caixa 2 e não mensalão mas cá prá nós, a população jamais entenderá que o mensalão não existiu, ainda mais depois dessa lavagem cerebral operada pela imprensa por anos e anos,  de forma que talvez a saída seja dizer que  “sem o mensalão tava todo mundo lascado”(é assim que o Sr. Clovis, uma pessoa do povo, vê o mensalão), como dizem, a voz do povo é a voz de deus. A burguesia sempre usou de meios sujos para manter o status quo, quando alguém que não seja da Casa Grande faz isso, é cadeia na certa. O mensalão não existiu (http://www.lexometro5.blogspot.com)

    1. Antonio Pereira

      18 de novembro de 2013 5:04 pm

      “Dirceu aventou a

      “Dirceu aventou a possibilidade de o PT ter que usar o dinheiro do capitalismo”. Esse é o ponto. Os pragmatistas maquiavélicos de plantão que me perdoem, mas não se trata aqui de desvio moral, traição moral ou corrupção moral, mas de traição CORRUPÇÃO POLÍTICA promiovida pela cúpula PT. Foram ingênuos? Talvez, mas ninguem abraça o diabo sem sair queimado. Neste jogo de aparencias, agora só nos resta esperar as próximas cenas:

      Copa do mundo

      Eleições 

      e Black Bloc

      Feliz 2014! 

      1. IV AVATAR

        18 de novembro de 2013 5:36 pm

        O problema é que o dinheiro não foi embolsado pelos “mensaleiros

        A burguesia sempre usou de meios sujos para manter o status quo, quando alguém que não seja da Casa Grande faz isso para melhorar a vida dos pobres, é cadeia na certa. O mensalão não existiu (http://www.lexometro5.blogspot.com)

      2. Andre Sousa

        18 de novembro de 2013 5:52 pm

        Neoudenismo

        Antônio, mas é a UDN que usa esse discurso do “mar de lama”, usou contra Vargas, Jango, Lula e Dilma.

    2. Lucinei

      18 de novembro de 2013 8:51 pm

      É por isso que odeiam tanto o

      É por isso que odeiam tanto o José Dirceu. Sempre supuseram que ganhavam as eleições por serem mais preparados; mais espertos; com uma visão mais sensata da realidade, etc.

      Nada. O José Dirceu provou que aúnica coisa que eles tinham mais era dinheiro. Por outro lado provou também que enquanto o PT ficasse de megafone na porta das fábricas não ia arrumar nada. Foi assim nas três derrotas do Lula.

      No entanto, é certo: ninguém abraça o diabo sem se queimar. Querer ser aceito no “clube” é que foi fatal. Pensou: “estamos eleitos; vão ter que nos aturar!”. Se deu mal. Que fique a lição para as novas gerações de petistas (o que ainda estou achando distante).

      1. IV AVATAR

        18 de novembro de 2013 10:47 pm

        A linha Zé Mujica?

        Lucinei, será que funciona a linha franciscana do Zé Mujica, como já comentaram?  Com todo o respeito ao prresidente uruguaio, mas o Paraguai é tão pequeno, tem uma economia  irrisória, dá prá adotar a linha dele, fazer campanha a pé, andar de fusquinha, etc.  Duvidodó que a bancada progressita tenha algum sucesso com campanha na base do distribuir santinho de bar em bar, isso funcionou na década de 80 mas não mais. A saída seria uma reforma politica,  mas o PMDB e PSDB não querem, não aceitam nem mesmo o fim do financimento privado, porta do caixa 2. Quando Dirceu defendeu o uso da grana do capitalismo não se referiu a se juntar ao PCC, mas captação que se faz à luz do dia. 

        1. Lucinei

          19 de novembro de 2013 11:28 am

          Pois é. Megafone na porta de

          Pois é. Megafone na porta de fábrica não funcionou nem tem mais chance de funcionar. Como eu disse, ele é hostilizado pelos dois lados.

          Mudança no financiamento de campanha é uma das coisas que mais insisto. Seja público, seja privado, o que mais importa pra mim é que empresas não posssam despejar dinheiro em campanhas de partidos ou candidatos (PJ não vota!). Se o dono do banco, do “agronegócio”, da indústria ou da farmácia ou da padaria quiserem participar com grana do processo eleitoral, que o façam em nome próprio, como pessoa física. Nesse caso, quem optou por receber ferz a opção pelo financiamento exclusivamente privado, jamais os dois juntos.

          Mas… não vai passar nunca algo parecido. Isso não está na agenda dos cidadãos bem informados.

    3. Francisco Ernesto Guerra

      18 de novembro de 2013 11:54 pm

      Ora, Avatar…

      Voce bota fé demais na lembrança do povo.

      Se assim fosse como voce pensa, jamais Paulo Maluf teria sido eleito democraticamente.

      Nada disso, o povo se esquece ou não dá importância a isso. Quero dizer ao mensalão. Prova, as últimas duas eleições presidenciais e a última para prefeitos.

      Por outro lado, Dirceu estava certo. Sempre esteve certo. No meu conceito, Dirceu é até maior que Lula.

       

  27. zuleica jorgensen

    18 de novembro de 2013 4:34 pm

    Acho esse tipo de coisa

    Acho esse tipo de coisa indigna de um jornalista como Jânio de Freitas. Se ele sabe de alguma coisa com um mínimo de base factual deveria informar seus leitores e o público em geral.

    Claro que existem inúmeras circunstâncias e fatos não revelados nessa história de mensalão. E defendo que os petistas condenados têm obrigação moral de  contar toda a história, seja ela qual for. O PT não pode conviver e seguir em frente com esse monte de dúvidas e insinuações. As prisões estão aí, pior do que está não pode ficar. Não há companheirismo, amizade ou o que for que justifique essa enganação.

    Que Daniel Dantas tem muito a ver com essa história, todo mundo sabe. E também sabem que os ministros do STF, especialmente Gilmar Mendes, fizeram de tudo para apagar o nome do banqueiro “brilhante” (segundo FHC) dos autos do processo. E, estranhamente, José Dirceu também fez isso. E olha que Dirceu tinha uma ligação muito forte com ele na época dos fatos.

    Eu tenho minha teoria: Daniel Dantas abastecia o mensalão e Dirceu fazia uma espécie de caixa 3 para uma futura eleição para presidente da república. Mas é apenas uma teoria que, me parece, explica muita coisa.

    Agora se existe alguém mais implicado nessa história a hora de falar é esta. Não dá mais para ficarmos de enganação, reféns de uma mídia vendida e de uma elite sem nenhum tupo de escrúpulo. O país precisa de calma e sensatez para seguir adiante. E isso só virá com a verdade.

    1. morallis

      18 de novembro de 2013 5:06 pm

      Teria o Jânio, “domínio do

      Teria o Jânio, “domínio do fato”?

    2. Flávio Faria

      18 de novembro de 2013 5:29 pm

      A verdade é uma quimera…

  28. morallis

    18 de novembro de 2013 4:41 pm

    Não creio  que seja um nome

    Não creio  que seja um nome ..mas façam suas apostas!

    Uma coisa me incomoda..parece tudo tão teatral..surreal..além da oposição, parece

    coisa de acordo firmado lá na “gringolândia” em uma época  onde uma possivel vitória

    pestista era alvo de chacotas ( lembram..) . Algo : furou! Ou furaram algo, talvez no sub-solo.

    1. André Sousa

      18 de novembro de 2013 5:05 pm

      No terreiro da Casa Grande

      No terreiro da Casa Grande não tem vez prá galo vermelho, o azul tucano é recomendado, que o diga o mensalão mineiro que, apesar de ter sangrado as estatais mineiras e enriquecido ilicitamente muitos réus, não vai dar em nada. E continuarão praticando o mesmo esquema, só de uma socialite do DF receberam recentemente mais de 8 milhões de reais.

      1. Marly

        18 de novembro de 2013 5:45 pm

        Mensalão Tucano

        André, é MENSALÃO TUCANO! 

  29. Carioca

    18 de novembro de 2013 4:48 pm

    O mordomo ?

    O mordomo ?

  30. Hélio Jorge Cordeiro

    18 de novembro de 2013 5:10 pm

    Camisetas à venda

     

     

    1. morallis

      18 de novembro de 2013 5:18 pm

      Troque por uma exclamação,

      Troque por uma exclamação, cai no abstracionismo, compro uma!

    2. pcaval

      18 de novembro de 2013 6:03 pm

      camisetas

      as camisetas sao da coteminas?

  31. André Sousa

    18 de novembro de 2013 5:12 pm

    No terreiro da Casa Grande

    Só sei que a grana do caixa 2, transformado em “mensalão” pela imprensa a partir da frase de Roberto Jefferson(esse teve direito a ficar em casa por estar doente, não é do PT), serviu para eleger muita gente que não tinha a menor chanche, como por exemplo o Olívio Dutra, o nosso qureido Zé Mujica dos pampas, foi isso que indignou a Casa Grande, em cujo terreiro não tem lugar prá carnizé avermelhado, o Demóstenes deve estar soltando foguetes, o Cachoeira tmbm.

  32. Lionel Rupaud

    18 de novembro de 2013 5:23 pm

    O segredo de Polichinello é que

    quem apresentou o Marcos Valerio ao Dirceu foi um político, e antes empresário, de Minas Gerais que já foi canonizado. Portanto é inimputável. E como este foi de uma fidelidade total ao Lula, os petistas acusados nunca poderiam citar seu nome.

    Com o mundo político é uma coisa muito estranha, o filho dele, financiador do famigerado “Instituto Millenium”, estaria cotado para um ministério da Dilma….

    1. Clever Mendes de Oliveira

      18 de novembro de 2013 9:43 pm

      Você está certo: os petistas não poderiam dizer o nome

       

      Lionel Rupaud (segunda-feira, 18/11/2013 às 15:23),

      Não se preocupe tanto com os institutos tais quais o Instituto Milenium. Eles sempre vão existir aqui e alhures. Perto do poder do Estado eles nada são. Sobrevivem para pedir menos impostos e apesar de sempre existirem, antes da Primeira Grande Guerra, a carga tributária no mundo era inferior a 10% e hoje é superior a 30%.Enfim não alcançam o objetivo a que se propõem. Enquanto se deblateram contra o tributo, o Estado só cresce.

      Talvez o que devesse atiçar sua preocupação seria a frase de Paul Valery: “S’il etat est fort, il nous écrase; s’il est faible, nous périssons”. Preocupar-se não significa combater a força do Estado. Para quem como a mim é a favor do Estado forte a preocupação deve ser em criar mecanismos que não venham tornar o Estado contrário aos interesses da maioria da população.

      E dê uma olhada no comentário de Chomsky (Que ele intitulou MISTERIOSA EQUAÇÃO) enviado segunda-feira, 18/11/2013 às 16:09. Ainda que ele tenha escolhido o nome errado, preste atenção, por exemplo, na oitava pergunta dele e que reproduzo a seguir:

      “8. Se DD financia PT e PSDB, pq esses não são aliados e dividem o poder?”

      A minha resposta é um pouco trocada. PT e PSDB mudaram o ditado e, na prática ou na política, dividiram-se para reinar.

      Não gosto do PSDB, pois sempre considerei um partido de intelectuais que não têm respeito pelo cidadão do povo. Sempre pregaram aquilo que não acreditavam, ou melhor, aquilo que por conhecimento sabiam ser falso. A turma de alto coturno do PSDB dizia que eles se colocaram como partido político para defender a ética mas sabiam que a política representativa não pode ser conduzida pela ética, pois a política é luta e é feita por representação e o representante não pode abrir mão do direito do representado. A turma de alto coturno do PSDB também se dizia contra o fisiologismo quando sabia que a única forma da democracia representativa funcionar é via o fisiologismo, isto é, via os conchavos, os acordos, as barganhas, o toma-lá-dá-cá, o é-dando-que-se-recebe. E no governo eles escolheram a política econômica errada para um país grande e pobre como o Brasil. São, entretanto, de esquerda. A desconsideração pelo povo é por imaginar que o povo é incapaz de fazer as escolhas certas e querem então tomar a decisão pelo povo, mas ainda que impregnados desta soberbia, vaidade e empáfia, são de esquerda, pelo menos os antigos líderes do partido. Ao se dividirem, PT e PSDB possibilitam que o cetro presidencial fique sempre na esquerda.

      Não considero que foi por pruridos de deferência que a turma do PT protegeu o canonizado. Protegeu porque o respingo se voltaria contra o próprio partido. E não só foi o canonizado que o PT protegeu. É só pesquisar na Agenda de Marcos Valério os principais locais de visitação que ele frequentou.

      Então o mundo político não é uma coisa estranha. É preciso primeiro dar a adequada dimensão fatos para que o mundo político pareça mais natural. Alinhar-se com Antonio Carlos Magalhães, com Paulo Maluf, etc. tem pouco valor. Ruim é adotar uma política econômica errada.

      Clever Mendes de Oliveira

      BH, 18/11/2013

  33. Fernando J.

    18 de novembro de 2013 5:24 pm

    Nãoa é preciso espremer as

    Nãoa é preciso espremer as meninges ou consultar uma bola de cristal paraguaia: DD

    1. morallis

      18 de novembro de 2013 5:33 pm

      Se for  ele Protogenes é (

      Se for  ele Protogenes é ( foi)  Perseu.

  34. mcn

    18 de novembro de 2013 5:30 pm

    Sujeito oculto

    Quem é o sujeito oculto capaz de chantagear PSDB e PT; fazer Marcus Valério ir para cadeia sem abrir o bico e Diogo Mainard se exilar na Itália, ambos com medo de morrer?

    PHA insinua que Pizzolato fugiu pelo mesmo motivo. A se conferir.

  35. Cláudio Freire

    18 de novembro de 2013 5:41 pm

    Não acho possível que seja Daniel Dantas

    “A quem tiver curiosidade e paciência, sugiro começar pela leitura dos interrogatórios da CPI dos Correios, onde se encontra, ligeira e não explorada, uma pista (a primeira, creio) do que veio a ser um segredo por amizade, ou por companheirismo, ou por ética pessoal, com os mesmos ônus nas três hipóteses.”

    Alguém acha mesmo que José Dirceu, Genoíno e Delúbio esconderiam o nome de Daniel Dantas por causa das razões apontadas no texto do Jânio?

    Acho difícil. Não acho que os três sintam, por Daniel Dantas, nem amizade nem companheirismo, por exemplo. E sabem que, para os negócios do DD, não existe ética pessoal.   

    1. W K

      18 de novembro de 2013 9:29 pm

      A chave de tudo deve estar

      nesta frase: 

      ” …  uma pista (a primeira, creio) do que veio a ser um segredo por amizade, ou por companheirismo, ou por ética pessoal, com os mesmos ônus nas três hipóteses.”

       

      Deixo para outras pessoas decifrarem o enigma. 

       

  36. Davi Sensu

    18 de novembro de 2013 5:46 pm

    “Muda a configuração e a essência da historia conhecida”

    Claro que o nome da pessoa pode ser a chave para se esclarecer que raios afinal o Janio está falando, lembrar apenas que mais importante do que o nome é como o que foi falado sobre o mensalão pode mudar de forma tão contundente. O PT afirma que era caixa 2 e a oposição diz que era corrupção. Essa mudança a que se refere o Janio seria uma terceira opção?

    “entre outros possíveis personagens novos estará ao menos um que, por si só, muda a configuração e a essência da história conhecida”

     

  37. Jose Saguy Tenorio

    18 de novembro de 2013 6:01 pm

    Nassif, pesso All, 
    Sendo a

    Nassif, pesso All,
     

    Sendo a Folha um jornal que, segunda ela mesma: “De rabo preso com o leitor.”, diante de um slogan desse, só podemos imaginar que o jornal, vai apurar minuciosamente tudo sobre esse mistério que envolve essa pessoa oculta, que o próprio o jornalista Jânio de Freitas, levantou suspeitas, aliás, Jânio de Freitas faz parte do Conselho Editorial do jornal.

  38. Chomsky

    18 de novembro de 2013 6:09 pm

    MISTERIOSA EQUAÇÃO

     

     

    Como montar a equação com os termos: Zé Dirceu, Daniel Dantas, PT, PSDB, Valerioduto.

     

    1. DD em acordo com ZD passa  a financiar o PT através do Valerioduto (premissa básica, se não for verdade, esqueça o resto).

    2. DD financiara anteriormente o PSDB com o Valerioduto.

    3. DD intimamente ligado aos tucanos.

    4. PT no poder federal, PSDB fora.

    5. PT e PSDB se digladiam, são inimigos (?).

    6. DD financiava jornalistas corruptos do PIG.

    7. PIG ataca PT diuturnamente.

    8. Se DD financia PT e PSDB , pq esses não são aliados e dividem o poder?

    9. Como PSDB vê DD financiando PT? Nosso amigo financia o inimigo??!!

     

    Por favor, alguém me explique.

     

    1. Cláudio Freire

      18 de novembro de 2013 8:55 pm

      DD não é amigo de ninguém

      Chomsky, nesse negócio Daniel Dantas não é amigo de ninguém.

      Ele faz o tipo mafioso profissional, daqueles que diz que “não é nada pessoal”.

      Nesse negócio, só conta o dinheiro. Não tem amizade nem ideologia não.

    2. SujeitoOculto

      19 de novembro de 2013 7:07 am

      É banqueiro e não é Daniel

      É banqueiro e não é Daniel Dantas, só ler o relatório da CPI.

  39. Carlos Dias

    18 de novembro de 2013 6:13 pm

    Ridícula postura do articulista

    Reprovo esse tipo de ficção! O articulista, se desconfia de algo, que o diga. 

    Se tem algum indício, então é um dever dizer.

    Se tem alguma prova, tem o imperativo moaral de dizer.

     

    Perdeu pontos comigo.

    Eu sou Carlos Dias, sou de esquerda. Não faço clima de teatro pra vender notícia. Eu sou militante independente. Não tenho medo nem rabo preso. Cara limpa, peito aberto.

    Que o Jânio seja macho e diga o que pensa. Não tenho paciência com covardes.

     

    1. Ccarvalho

      18 de novembro de 2013 7:30 pm

      Comentário sobre o post com a coluna do Jânio de Freitas

      Calma amigo. O próprio Janio diz na sua coluna que não diz o nome por falta de provas. Isso está claríssimo na coluna dele. Além disso, duas pessoas vão para a cadeia para pagar uma pena que não é pequena e ainda assim mantêm o silêncio. Isso no mínimo tem que ser respeitado. Eles estão em sil6encio por alguma deferência, companheirismo ou o que seja, conforme o próprio Jânio diz e pagando as consequências. O Jânio diz que têm indícios, mas não provas. Igual ao STF, mas diferente deste, não exibe o nome. Já o STF nós sabemos o que fez. Respeite o Jânio, ele não chegou ontem.

      Carlos Carvalho

      1. pcaval

        18 de novembro de 2013 7:47 pm

        se faltam provas

        CALADA

        se ele é velho no negocio

        ta ficando gaga!

  40. Jose Saguy Tenorio

    18 de novembro de 2013 6:26 pm

    Não passa nenhuma jaca

    Não tenho a menor ideia de quem seja, mas tenho certeza absoluta que o cabra é poderoso e mais malvado que o Lampião… Mata ou manda matar. Cuidado, eu mesmo vou até parar de postar textos aqui. Já ouvi alguns cometando que poderia ser Rebolla, Leønidas, Profana, mas não acredito nessas hipóteses.

    Tou aqui pianinho, não passa nenhuma jaca, no Fio… e se eu tivesse uma grana legal e pintasse uma OPORTUNIDADE, eu iria pra Itália, Veneza, acho Veneza legal.

  41. alexis

    18 de novembro de 2013 6:35 pm

    José de Alencar

    O esquema foi criado em épocas tucanas, pelo Valério e sob orientação do Pimenta da Veiga (Valério trabalhou no escritório deste, em Brasília, durante 2 anos). Empresas estaduais privatizadas na época, como Telemig Celular, eram as principais doadoras das campanhas tucanas. É muito possível que tenha sido o José de Alencar, do PL, quem tenha transferido este esquema de doações por caixa 2 para o PT. O PT tem sido solidário com a sua memória, embora o “crime” tenha sido apenas o caixa 2. José de Alencar era tio de Daniel de Freitas (falecido), ex-presidente da DNA, antes de Valério entrar a controlar a empresa. O prédio onde a DNA funcionava era de propriedade de José de Alencar.

    1. JB Costa

      18 de novembro de 2013 6:59 pm

      O primeiro nome que me veio à

      O primeiro nome que me veio à cabeça ao ler pela primeira vez este post, lá pelas dez horas. 

      1. alexis

        18 de novembro de 2013 7:35 pm

        Mantendo o respeito por ele

        Apesar disso, mantenho o respeito na memória dele e nos dirigentes do PT hoje injustiçados, ao meu ver, pois nenhum deles utilizou esse expediente para riqueza pessoal, mas apenas para fundos de campanha, onde os tucanos já estavam bem abastecidos, pelo mesmo esquema.

    2. pcaval

      18 de novembro de 2013 7:42 pm

      BINGO!!!

      BINGO!!!

    3. João L. B. Penharvel

      18 de novembro de 2013 7:58 pm

      Pensei nele também. Acho que

      Pensei nele também. Acho que é por aí.

    4. IV AVATAR

      18 de novembro de 2013 9:45 pm

      Daniel Freitas morreu em 2002

      O sobrinho de Zé Alencar morreu em 2002? Se o mesmo participou do esquema isto ocorreu no valerioduto tucano, via DNA.Mas a entrou na roda. Não entendo se haveria algum mistério  portanto, envolvendo o morto. Quem então seria o tal “nome guardado”.  Daniel Dantas? Como já comentaram, por aqui não passam relações de amizade que justificaasem o silêncio. O filho do Barbosa? Chamem a Mãe Dinah.

      “(…) Alencar se desligou do Partido Liberal (PL) em 29 de setembro de 2005, após a crise envolvendo o nome de seu sobrinho Daniel Freitas, um dos fundadores da DNA Publicidade e falecido em 2002. A DNA, que tem como sócio o empresário Marcos Valério Fernandes de Souza, foi investigada por suposto envolvimento no escândalo do mensalão. Ainda em 2005, juntamente com outros ex-membros do PL, Alencar participou da fundação de um novo partido: o Partido Republicano Brasileiro (PRB)(…)”

      http://www.eusouapolitica.com.br/index.php?pagina=1962537648

      “(…)Em seu interrogatório, Valério disse que a compra das propriedades foi feita por decisão do então presidente da DNA Propaganda, Daniel de Freitas, já falecido. Segundo Valério, Freitas queria investir em plantação de soja. Afirmou ainda não se recordar quanto assinou as escrituras e que acredita que a DNA foi vítima de um golpe. Seu advogado não quis comentar sobre o indiciamento da PF(…)

      http://oglobo.globo.com/pais/marcos-valerio-se-irrita-ao-depor-na-pf-sobre-mensalao-mineiro-7463984

       

      1. pcaval

        18 de novembro de 2013 9:57 pm

        DNA

        a familia Freitas continuou sócia da DNA

        1. IV AVATAR

          18 de novembro de 2013 10:19 pm

          Vc tem certeza?

          Com  a morte de Daniel Freitas, Marcos Valério tem domínio total sobre a DNA. Como postei acima, MV não era de confiança de Daniel Freitas. Abri com o Mozilla:

          São Paulo, domingo, 12 de junho de 2005

          O NOVO PERSONAGEM

          Marcos Valério domina mercado publicitário de MG

          DA AGÊNCIA FOLHA
          DA REPORTAGEM LOCAL
          DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

          O publicitário Marcos Valério citado por Roberto Jefferson é o empresário Marcos Valério Fernandes de Souza, que integra um grupo publicitário formado pelas agências DNA Propaganda e SMP&B Comunicação. Com sede em Belo Horizonte, o grupo detém cinco contas do governo federal, entre elas a do Banco do Brasil.
          Esse grupo já detinha, por meio da DNA, a conta do BB durante o governo de Fernando Henrique Cardoso (1995-2002). O grupo expande seus negócios e vê também crescer o número de processos na Justiça, nos quais é réu, e o de autuações fiscais por irregularidades.
          Em 1996, a SMP&B Publicidade, dos sócios Cristiano de Mello Paz e Ramon Hollerbach, estava em situação financeira precária. Então, em julho daquele ano, foi criada a SMP&B Comunicação, com o ingresso de dois novos sócios: Clésio Andrade (PL), atual vice-governador de Minas e presidente da CNT (Confederação Nacional dos Transportes), e Marcos Valério, um ex-servidor do Banco Central com fama de ter muito conhecimento da área financeira.
          A partir daí, a SMP&B Comunicação se associou à DNA Propaganda, criada em 1982 e que, hoje, é a maior agência de publicidade mineira. A DNA teve como presidente Daniel Freitas, sobrinho do vice-presidente da República, José Alencar (PL). Daniel morreu em outubro de 2002.
          Hoje a DNA detém as contas de publicidade do Banco do Brasil, da Eletronorte e do Ministério do Trabalho. A SMP&B Comunicação trabalha para os Correios e para o Ministério do Esporte. E trabalha também para a Câmara dos Deputados desde 2003. Foram os publicitários do grupo que fizeram a campanha do petista João Paulo Cunha para a presidência da Casa naquele ano.
          Das agências sócias, a DNA foi a que mais cresceu. E as duas SMP&B enfrentam agora processo na Justiça por um ato comercial realizado em 1996 -dois anos depois, em 1998, Clésio Andrade saía da sociedade para disputar o governo de Minas como vice na chapa de Eduardo Azeredo (PSDB).
          Em abril passado, conforme noticiou a Folha, o Ministério Público Estadual propôs ação de reparação de danos ao patrimônio público por conta de uma fazenda superavaliada ter sido doada ao então banco estatal Credireal para cobrir empréstimo feito pela SMP&B Publicidade. O prejuízo causado, segundo o Ministério Público, teria sido de R$ 8 milhões.
          Clésio Andrade nega participação nesse caso, porque alega que ele era sócio só da SMP&B Comunicação.
          Clésio e Marcos Valério hoje não se se falam. Após perder a eleição, surgiram rumores de que Clésio tentou voltar para a agência, mas que os sócios não se interessaram pelo seu retorno, pois as empresas já não precisavam mais dele. Clésio negou à Folha essa versão e disse que não se interessava mais pela sociedade, embora tenha dito que enfrentou dificuldades para reaver o dinheiro de sua parte. Após desistir de uma ação na Justiça, houve acordo.
          (PAULO PEIXOTO, MÁRIO CÉSAR CARVALHO E LEONARDO SOUZA)

          Texto Anterior: Frases
          Próximo Texto: “Se fizerem algo comigo, cai a República”
          Índice

          http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc1206200507.htm

  42. morallis

    18 de novembro de 2013 6:44 pm

    Penso que quiseram combinar

    Penso que quiseram combinar algo com o Dirceu ( o totem..) ele disse que ia..mas não foi e agora esta.. mas volta.

    Acho que o  Dirceu ainda é  chave, esta sendo retaliado , o Jânio esta  no caminho certo. DD é uma peça da

    engrenagem, bem azeitada mas não é a principal não…ufa! que filme chato ..é esse.,..o Brasil tem que ser

    maior que tudo isso..e é.

  43. Jose Saguy Tenorio

    18 de novembro de 2013 7:32 pm

    Luizinho vai por a boca no trombone

    http://www.cartacapital.com.br

     

    “Mensalão”

    “Tenho muita coisa a comentar”, diz Lula

    O ex-presidente disse, no entanto, que vai esperar o “julgamento total” dos recursos apresentados pelos réus do “mensalão” para se pronunciar sobre o caso

  44. almeid

    18 de novembro de 2013 7:33 pm

    Pode ser

    Pode ser este:

    http://advivo.com.br/blog/iv-avatar-do-rio-ooooooooo/sobre-o-delator-lucio-bolonha-funaro

    e mais outros que o governo Lula aceitou como herança, ??????

    ……………………………………………………………………………………………………………………………………..

     

    _______________________________

    Agora vamos abrir os dados do Banestado, e vamos descobrir quem são os que detêm e se perpetuam no poder !

     

  45. Hélio Jorge Cordeiro

    18 de novembro de 2013 7:43 pm

    Gente, é só ler o artigo de

    Gente, é só ler o artigo de Jânio de Freitas com a acuridade de um Sherlock Holmes, que vocês encontrarão cifrado o nome do dito cujo ou da instituição. uorevar o que “esse” seja

    1. Francisco Ernesto Guerra

      18 de novembro de 2013 10:39 pm

      Sim, li com acuidade e não

      Sim, li com acuidade e não descobri a quem o Janio se refere. Dizer que é o DD está óbvio demais.

      Confio que voce vai vai compartilhar conosco sua descoberta.

       

       

    2. Nivaldo Alves

      19 de novembro de 2013 8:18 pm

      Nome misterioso

      Jânio percebeu como funciona o STF. Teria o direito de fazer qualquer acusação a governistas sem necessidade de mostrar provas. O mesmo não vale para acusação contra a algum protegido da grande mídia. Se esse personagem poupado é governista e não pode ser revelado, logo também é ligado à grande mídia.

      Há algum governista ligado a algum grupo de televisão? Collor não vale.

      É muito estranho. Há um governista, ligado aos grandes meios de comunicação, que sempre controlou o Judiciário. Ao ponto de, numa mesma semana, conseguir a condenação de um casal de adversários por soma irrisória de dinheiro julgado ilícito e a absolvição de um aliado e ex-ministro a quem se envolveu de corpo e alma apesar do processo envolver milhões.

      Por que razão misteriosa esse senhor, todo poderoso, não retribuiu os aliados atuando junto a ministros pela libertação – ao invés da punição – política?

      Jânio de Freitas, num classificado, acusou o governo desse homem de beneficiar empreiteiras na construção de uma ferrovia.

      Esta é minha aposta quanto ao nome misterioso.

      -x-x-

      Jânio não perdoa também o Ministério Pùblico. Ele sabe muito e muito pode revelar, ainda, sobre a atuação dos Procuradores Gerais no caso.

      1. rita lelis

        24 de novembro de 2013 3:12 pm

        sarney?

        o poder de sarney ainda não acabou, ao contrário do que muita gente acha… muitas vezes “vejo” o dedo do coronel maranhense em alguns fatos da política nacional que, aparentemente, não têm nada a ver com ele. e não estou me referindo à perda de mandato dos capiberibe, nem à proibição do estadão de citar o nome de seu filho fernando.

        mas, se fosse sarney, jf não escreveria que dirceu não denunciou alguém por amizade. isto não existe. pode não ter denunciado por outros motivos. e só resta então alguém que entende de criptografia procurar os anúncios da folha…

  46. Vadlir

    18 de novembro de 2013 8:02 pm

    Jânio planta verde para colher maduro

    Acredito que o Mensalão do PT não saiu bem como as “Zelites” inicialmente imaginaram. Parece que este ser misterioso não é mais tão importante com “Dantes”. O verdadeiro script previa os Mensaleiros Petistas puxando para dentro do Mensalão PeTista o “Misterioso”, para que este, provavelmente, puxasse para dentro o Lula. Então estariam na cadeia Dirceu, Genuíno, Lula com direito a algemas e transmitido ao vivo no Jornal Nacional. 

    Ao preservar o ‘Misterioso” o petismo acaba por deixar as “Zelites” com a pulga atras da orelha, isto é, em vez de puxar Lula para dentro do Mensalão poderia, na minha imaginação, claro, puxar FHC para o Mensalão Mineiro, como gratidão por tê-lo preservado, o “Misterioso”. Já tá em cana o Valério e se ele, Valério é amigo do DD e se os dois se voltassem contra os emplumados, imaginaram? Melhor Valério e Dantas na cadeia fazendo parte da “Organização Criminosa” imaginada pelas “Zelites”.

    Mas as “Zelites” são preparadas, eles tem muita competência na coisa “pública”, além de envolver o “Misterioso” ainda puxaram para o lado deles …. O novo Presidente … primeiramente, ele é ingenuo, segundo, pensa que já faz parte da família e que já tem até quarto na Casa Grande, portanto não volta mais para a Senzala, é uma história inventada, tudo aqui é fictício, certo? Portanto o nosso Presidente … uma pessoa negra, honesta, corajosa, determinada, e principalmente, odeia desonestidade, não teria nenhum escrúpulo de colocar na cadeia DD também com os “Zés” e Valério.

    Ainda sairiam perdendo, pois o Lula ainda não estaria envolvido diretamente na Organização Criminosa imaginada por eles, “Zelites”. 

  47. Véio Zuza

    18 de novembro de 2013 8:03 pm

    Para refrescar a memória:

    Para refrescar a memória: esse pessoal de Minas não é fácil, não… Lembram do Tancreco, o avô do play-boy? Como foi a “eleição” dele no famigerado Colégio Eleitoral da ditadura? Li nalgum lugar que ele também tinha um “operador”, que visitava empresários, banqueiros e… deputados da ARENA/PDS dispostos a pular a cerca… sempre usando uma famosa maleta/mala de onde saía um “seguro de vida”, ou “salvo-conduto”, do tipo, se der m. e os milicos voltarem, vou pro exterior – a família vai antes prá se garantir… Si non è vero è bene trovatto…

  48. Nilva de Souza

    18 de novembro de 2013 8:08 pm

    Mas na época se falou que foi

    Mas na época se falou que foi o Virgílio Guimarães, do PT de Minas que apresentou o Marcos Valério pro Zé Dirceu.

  49. Nilva de Souza

    18 de novembro de 2013 8:19 pm

    Sempre pensei no Zé Alencar,

    Sempre pensei no Zé Alencar, mas pelo que saiu na época foi o Virgílio Guimarães que apresentou o MV para o Zé Dirceu. 

    1. nilccemar

      18 de novembro de 2013 9:30 pm

      À José Dirceu ?

      O que ficou claro e inconteste na CPI dos Correios foi que Marcos Valério foi apresentado ao PT através de Delúbio Soares. Eduardo Azeredo/PSDB, arrecadador da campanha eleitoral FHC/1998, conhecera MV dali, e apresentou-o, que era tesoureiro do PT, e da campanha Lula/2002. Esse foi o 1º contato. Depois disso, MV circulou normalmente, tendo conhecido vários petistas, talvez, inclusive, Dirceu, que estava fora do partido, pois era Ministro Chefe da Casa Civil de Lula.

  50. Marcos Chiapas

    18 de novembro de 2013 9:02 pm

    Digo: “Miro, você que é meu
    Digo: “Miro, você que é meu conterrâneo, diga ao Presidente Lula que está havendo esse “mensalão”. Que o Sr. Delúbio repassa através de um moço chamado Marco Valério, entregue a Líderes e a Presidentes de partido. Isso é um escândalo, vai pipocar, não tem como segurar, já tem bochicho na imprensa. Ele achou grave, registrou. Disse isso ao Ministro Palocci. Ele nega. “Mas, Palocci, Ministro, com todo o respeito, disse isso a V.Exa., olhando dentro dos seus olhos.”   =x=x=x=x=x=x=x=x  Infelizmente, o Plenário da Comissão não aprovou requerimento para afastamento de sigilo bancário, fiscal e telefônico, bem como a convocação do Sr. Ademar Palocci para prestar depoimento, prejudicando as investigações desta Subcomissão.  

     

  51. Rui Daher

    18 de novembro de 2013 9:42 pm

    Nome

    Dos que sobraram só Antônio Palocci precisa ser preservado para algum futuro.

  52. nilccemar

    18 de novembro de 2013 10:03 pm

    Realmente, ficamos sem saber, isso é fato

    Se os autos tivessem sido julgados como deveriam, como Caixa 2, chegaríamos a saber, exatamente, a culpa dos réus, e o que fizeram. Ninguém nunca, ao defendê-los, proclamou sua inocência total. Sempre dissemos serem inocentes pelos crimes que lhes foram imputados, ou, que certos crimes nem sequer haviam ocorrido. Mas, se tivessem sido julgados simplesmente pelo que cometeram, e admitiram, Caixa 2, ficaria esvaziada a acusação de uso do dinheiro público, estratégica na manipulação política do evento. De fato, não houve uso do dinheiro público, e não ficamos sabendo de onde veio o dinheiro com o qual o PT saldou os débitos dos empréstimos, que, parecem ter sido normais. Fez-se uma tempestade num copo d’água. O julgamento correto nos atenderia a nós, petistas, que também queríamos saber o que eles fizeram.

    Para mim, resultou que as fraudes nos autos e toda irregularidade flagrantes em todo seu encaminhamento, seriam ou são crimes bem mais graves do que o que os réus podem ter, cometido, mesmo incluindo essa personagem que ficou de fora. Porque, quanto à acusação de comprar partidos pequenos para s perpetuar no poder, só pode vingar em meios de pessoas absolutamente fora da realidade do contexto político e/ou interessadas nessa versão: é um absurdo, pois qual é o partido que não almeja o poder ? Se tem um projeto que demandaria 20 anos para instituição, normal é que quisessem esse tempo, e dai, qual o crime ? E a acusação de compra de votos corolário desta, também não se sustenta, não há prova alguma, eu não acho sequer plausível.

    Depurando toda fantasia politiqueira, ficamos sem saber o motivo da aproximação do financiador e a(s) negociação(ões) com este, se é que houveram mesmo, porque muitos desses tipos financiam com vistas a aproximações futuras, sem compromissos prévios.

  53. IV AVATAR

    18 de novembro de 2013 10:20 pm

    Daniel Freitas?

    Um informe para quem citou o Daniel Freitas, sobrinho de Zé Alencar:

    MORREU SEM SABERDaniel Freitas, sobrinho de José Alencar e criador da DNA, embora citado anteontem no relatório de Joaquim Barbosa, não teve nada a ver com o mensalão. Ele era doente terminal quando Marcos Valério e sócios da SMPB, aproveitando o vácuo de poder, passaram a dar as ordens na DNA, agência que já atendia o Banco do Brasil e então gozava da melhor reputação no mercado. Daniel morreu em outubro de 2002, sem saber que sua empresa estava prestes a virar base de uma engrenagem financeira para fins de corrupção. Foi poupado dessa dor.TESTEMUNHONão fosse a morte do seu líder, a DNA dificilmente teria sido usada no propinoduto do mensalão. Daniel Freitas não tinha confiança e apreço por Marcos Valério. Só o suportava porque a SMPB havia se tornado sócia da DNA após comprar as ações na agência do hoje senador Clésio Andrade. Meses antes de morrer, Daniel tentou minar a força de Valério em sua empresa. Mas, já estava fraco demais. Mal conseguia falar. Tudo isso foi visto e ouvido por Raquel Faria, que dá aqui seu testemunho em defesa da memória do grande publicitário mineiro.http://www.diariodeitabira.com.br/materia/3831/morreu-sem-saber 

    Com  a morte de Daniel Freitas, Marcos Valério tem domínio total sobre a DNA. Como postei acima, MV não era de confiança de Daniel Freitas. Abri com o Mozilla:

    São Paulo, domingo, 12 de junho de 2005 

    O NOVO PERSONAGEM 

    Marcos Valério domina mercado publicitário de MG

    DA AGÊNCIA FOLHA
    DA REPORTAGEM LOCAL
    DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

    O publicitário Marcos Valério citado por Roberto Jefferson é o empresário Marcos Valério Fernandes de Souza, que integra um grupo publicitário formado pelas agências DNA Propaganda e SMP&B Comunicação. Com sede em Belo Horizonte, o grupo detém cinco contas do governo federal, entre elas a do Banco do Brasil.
    Esse grupo já detinha, por meio da DNA, a conta do BB durante o governo de Fernando Henrique Cardoso (1995-2002). O grupo expande seus negócios e vê também crescer o número de processos na Justiça, nos quais é réu, e o de autuações fiscais por irregularidades.
    Em 1996, a SMP&B Publicidade, dos sócios Cristiano de Mello Paz e Ramon Hollerbach, estava em situação financeira precária. Então, em julho daquele ano, foi criada a SMP&B Comunicação, com o ingresso de dois novos sócios: Clésio Andrade (PL), atual vice-governador de Minas e presidente da CNT (Confederação Nacional dos Transportes), e Marcos Valério, um ex-servidor do Banco Central com fama de ter muito conhecimento da área financeira.
    A partir daí, a SMP&B Comunicação se associou à DNA Propaganda, criada em 1982 e que, hoje, é a maior agência de publicidade mineira. A DNA teve como presidente Daniel Freitas, sobrinho do vice-presidente da República, José Alencar (PL). Daniel morreu em outubro de 2002.
    Hoje a DNA detém as contas de publicidade do Banco do Brasil, da Eletronorte e do Ministério do Trabalho. A SMP&B Comunicação trabalha para os Correios e para o Ministério do Esporte. E trabalha também para a Câmara dos Deputados desde 2003. Foram os publicitários do grupo que fizeram a campanha do petista João Paulo Cunha para a presidência da Casa naquele ano.
    Das agências sócias, a DNA foi a que mais cresceu. E as duas SMP&B enfrentam agora processo na Justiça por um ato comercial realizado em 1996 -dois anos depois, em 1998, Clésio Andrade saía da sociedade para disputar o governo de Minas como vice na chapa de Eduardo Azeredo (PSDB).
    Em abril passado, conforme noticiou a Folha, o Ministério Público Estadual propôs ação de reparação de danos ao patrimônio público por conta de uma fazenda superavaliada ter sido doada ao então banco estatal Credireal para cobrir empréstimo feito pela SMP&B Publicidade. O prejuízo causado, segundo o Ministério Público, teria sido de R$ 8 milhões.
    Clésio Andrade nega participação nesse caso, porque alega que ele era sócio só da SMP&B Comunicação.
    Clésio e Marcos Valério hoje não se se falam. Após perder a eleição, surgiram rumores de que Clésio tentou voltar para a agência, mas que os sócios não se interessaram pelo seu retorno, pois as empresas já não precisavam mais dele. Clésio negou à Folha essa versão e disse que não se interessava mais pela sociedade, embora tenha dito que enfrentou dificuldades para reaver o dinheiro de sua parte. Após desistir de uma ação na Justiça, houve acordo.
    (PAULO PEIXOTO, MÁRIO CÉSAR CARVALHO E LEONARDO SOUZA)

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    http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc1206200507.htm

     

    1. pcaval

      18 de novembro de 2013 10:23 pm

      Familia Freitas

      a familia continou sócia da DNA

      1. IV AVATAR

        18 de novembro de 2013 10:38 pm

        Com a morte de Daniel, MV é que tomou de conta

        Com  a morte de Daniel Freitas, Marcos Valério tem domínio total sobre a DNA.

        São Paulo, domingo, 12 de junho de 2005 

        O NOVO PERSONAGEM 

        Marcos Valério domina mercado publicitário de MG

        DA AGÊNCIA FOLHA
        DA REPORTAGEM LOCAL
        DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

        O publicitário Marcos Valério citado por Roberto Jefferson é o empresário Marcos Valério Fernandes de Souza, que integra um grupo publicitário formado pelas agências DNA Propaganda e SMP&B Comunicação. Com sede em Belo Horizonte, o grupo detém cinco contas do governo federal, entre elas a do Banco do Brasil.
        Esse grupo já detinha, por meio da DNA, a conta do BB durante o governo de Fernando Henrique Cardoso (1995-2002). O grupo expande seus negócios e vê também crescer o número de processos na Justiça, nos quais é réu, e o de autuações fiscais por irregularidades.
        Em 1996, a SMP&B Publicidade, dos sócios Cristiano de Mello Paz e Ramon Hollerbach, estava em situação financeira precária. Então, em julho daquele ano, foi criada a SMP&B Comunicação, com o ingresso de dois novos sócios: Clésio Andrade (PL), atual vice-governador de Minas e presidente da CNT (Confederação Nacional dos Transportes), e Marcos Valério, um ex-servidor do Banco Central com fama de ter muito conhecimento da área financeira.
        A partir daí, a SMP&B Comunicação se associou à DNA Propaganda, criada em 1982 e que, hoje, é a maior agência de publicidade mineira. A DNA teve como presidente Daniel Freitas, sobrinho do vice-presidente da República, José Alencar (PL). Daniel morreu em outubro de 2002.
        Hoje a DNA detém as contas de publicidade do Banco do Brasil, da Eletronorte e do Ministério do Trabalho. A SMP&B Comunicação trabalha para os Correios e para o Ministério do Esporte. E trabalha também para a Câmara dos Deputados desde 2003. Foram os publicitários do grupo que fizeram a campanha do petista João Paulo Cunha para a presidência da Casa naquele ano.
        Das agências sócias, a DNA foi a que mais cresceu. E as duas SMP&B enfrentam agora processo na Justiça por um ato comercial realizado em 1996 -dois anos depois, em 1998, Clésio Andrade saía da sociedade para disputar o governo de Minas como vice na chapa de Eduardo Azeredo (PSDB).
        Em abril passado, conforme noticiou a Folha, o Ministério Público Estadual propôs ação de reparação de danos ao patrimônio público por conta de uma fazenda superavaliada ter sido doada ao então banco estatal Credireal para cobrir empréstimo feito pela SMP&B Publicidade. O prejuízo causado, segundo o Ministério Público, teria sido de R$ 8 milhões.
        Clésio Andrade nega participação nesse caso, porque alega que ele era sócio só da SMP&B Comunicação.
        Clésio e Marcos Valério hoje não se se falam. Após perder a eleição, surgiram rumores de que Clésio tentou voltar para a agência, mas que os sócios não se interessaram pelo seu retorno, pois as empresas já não precisavam mais dele. Clésio negou à Folha essa versão e disse que não se interessava mais pela sociedade, embora tenha dito que enfrentou dificuldades para reaver o dinheiro de sua parte. Após desistir de uma ação na Justiça, houve acordo.
        (PAULO PEIXOTO, MÁRIO CÉSAR CARVALHO E LEONARDO SOUZA)

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        http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc1206200507.htm

    2. alexis

      18 de novembro de 2013 10:26 pm

      Daniel de Freitas não participou

      Concordo, Avatar!

      Conheci pessoalmente ao Daniel de Freitas e confirmo o dito acima. Daniel estava com câncer e faleceu sem ter participado naqueles assuntos. Valério é que tomou conta do negócio e levou essa agência para o lado político. Daniel passou os seus últimos anos no piano, na bossa-nova e com o seu charuto. Era uma pessoa excelente.

    3. pcaval

      18 de novembro de 2013 11:06 pm

      Familia Freitas


      Canal direto – Para autoridades envolvidas nas investigações, também há
      indícios de que o publicitário tinha um canal direto com o PMDB, por intermédio
      do ex-líder do partido na Câmara, José Borba (PR). Suas relações com o partido começaram, anos atrás, com a ajuda do atual vice-presidente da República, José Alencar (PL-MG), ex-PMDB. O sobrinho de Alencar, Daniel Freitas, que morreu em 2002, foi um dos fundadores da DNA. Com sua morte, a participação foi transferida para sua mulher, Margareth Maria Queiroz Freitas, sócia de Valério até hoje. Os vínculos com o vice-presidente não param por aí. Uma outra sobrinha de José Alencar, Simone Freitas, é casada com Márcio Hiram Guimarães Novais, sócio
      de Marcos Valério na Estratégica Comunicação Ltda. Criada às vésperas das eleições de 2004, a empresa operou o financiamento de Marcos Valério às candidaturas do PT para as prefeituras de Osasco, Itabira, Petrópolis e São Bernardo do Campo. “O Márcio Hiram era o operador político de Marcos Valério”, disse a
      ISTOÉ a ex-secretária Karina. Valério adora um vice. Tanto que foi sócio na agência SMP&B do vice-governador de Minas, Clésio Andrade, dirigente da Sindical Patronal dos Transportes (CNT), hoje seu dileto inimigo.

      http://webcache.googleusercontent.com/search?q=cache:K7MSDjX3dvEJ:www.istoe.com.br/reportagens/7623_O%2BHOMEM%2BQUE%2BSABE%2BDEMAIS+&cd=17&hl=pt-BR&ct=clnk&gl=br

      1. IV AVATAR

        19 de novembro de 2013 8:48 am

        JF blefou?

        Nada de novo, a DNA entrou na roda do “mensalão”, e foi escancarada até demais, a viúva tinha participação menor, não era manda-chuva, e não teria motivo para ser poupada se tivesse alguma culpa, isso tá me parecendo blefe de Jânio de Freitas. Nomes existem aos milhões e, dizer que um foi ocultado para ser poupado, me parece pegadinha, vai ver que era Bento 16.

  54. IV AVATAR

    18 de novembro de 2013 10:24 pm

    Vejam isso, como é bom ser

    Vejam isso, como é bom ser tucano nesse pais, a blindagem é total

    ano de 1998, sob a administração das empresas SMP&B COMUNICAÇÃO LTDA, e DNA PROPAGANDA LTDA. DEMONSTRAÇÃO DE RECURSOS …

    http://www.cartacapital.com.br/wp-content/uploads/2012/07/arquivo_01.pdf

    1. Marcos Chiapas

      18 de novembro de 2013 11:19 pm

      Não entendi

      Parece um documento público, inclusive com registro em cartório, de uma prestação de contas de campanha, identificando inclusive os doadores.

      Por que “blindagem” ?

       

      1. Agente Semos Inútel

        18 de novembro de 2013 11:43 pm

        Inutilidade

        Se vc não entende e faz este tipo de pergunta, é inútil explicar.

        Ainda que vc entendesse…

      2. IV AVATAR

        19 de novembro de 2013 2:17 am

        Dinheiro público

        A sangria das estatais mineiras, ou seja, uso de recursos públicos, sendo que na AP 470 não ficou provado o uso deste tipo de grana, o Visanet é fundo privado, os serviços foram prestados, os empréstimos que o PT fez junto a rede privada foram quitados, o TCU aprovou tudo, o TSE aprovou. Crime mesmo foi praticado por tucanos mas estes são blindados pela imprensa e, consequentemente, pelas Instituições da República.

  55. destruidor

    18 de novembro de 2013 10:52 pm

    Jânio de Freitas: um nome guardado

    Só pode ser o DD.

  56. almeid

    18 de novembro de 2013 11:18 pm

    Nestes dois links pode-se

    Nestes dois links pode-se conhecer um pouco da história das agencias e seus idealizadores:

     

    http://www.vitoriaci.com.br/vdevitoria/

     

    Rui Rodrigues deixa a Loducca para se dedicar a marketing político e institucional na Vitória CI

     

  57. Maria Carvalho

    19 de novembro de 2013 1:24 am

    Um nome…

    Diante do exposto pelo jornalista, revelo uma preocupação que sempre me acompanha.

    Desde o iníco dos ataques da “velha mídia” aos governos do Lula e da Dilma, me questiono: por qual razão os dois não respondiam as acusações que lhes eram feitas? É como se a “velha mídia” soubesse que ambos não responderiam por serem reféns de algo ou de alguém.

    Não sei o que é ou quem é, e, portanto, não faço conjecturas.

    Só sei que alguém detém um poder incomensurável (dinheiro e informações). Tem a mídia do seu lado, impede o poder legislativo de trabalhar; indica ministros supremos e ministros de estados (os quais não entendemos bem suas atitudes e/ou omissões). E, ainda, cala a boca do PT!

  58. Alexandre Weber - Santos -SP

    19 de novembro de 2013 1:45 am

    Farinhas do mesmo saco. A PROVA

    Taí, eu não te denuncio se tu não me denuncias nesta conspiração contra o povo urdida nos porões das sociedades secretas que dilapidam sem dó o Brasil, explorando de forma pornográfica o povo e a Nação.

    Acorda, Dilma!

    1. Alexandre Weber - Santos -SP

      20 de novembro de 2013 2:09 am

      Lá como cá, tá tudo dominado
      “There exists in this country a plot to enslave every man, woman, and child. Before I leave this high and noble office I intend to expose this plot.”John F Kennedy, just before his Assassination

       

  59. Mauricio Salles

    19 de novembro de 2013 2:28 am

    E se ele revelou o nome nos classificados?

    Olha, eu respeito o grande Jânio de Freitas, mas isso de “não posso falar porque não tenho provas” beira à leviandade. Se você é jornalista e não tem provas, melhor ficar calado. Se tem uma fonte, que fale logo. Porém, devemos correr aos classificados da FSP da data da coluna do Jânio. Ele já fez isso uma vez…

    1. IV AVATAR

      19 de novembro de 2013 10:29 am

      Tiradentes ao oposto: Pegadinha boba.

      Tá me parecendo mais uma pegadinha, já tive que fechar até o nariz e ler a Veja à cata desse nome oculto e nenhum justifique ser poupado a ponto de justificar o martírio de dezenas de pessoas, como disse, uma Inconfidência Mineira ao contrário, isso não existe. Impossível haver combinação num grupo tão grande para poupar um “amigo” comum a todos eles. Ah, o nome “guardado” era amigos de três dos réus. Nada a ver, pois todos sabiam de todos, quem apresentava quem, dentre estas dezenas de pessoas,  pelo menos um deles teria abrido o bico se esse nome existisse, o  MV se indispôs com todo mundo, inclusive com seu sócio Clésio Andrade,  se tornou inimigos dos petistas ali por volta de 2005, não havia motivo para poupar o tal “Tiradentes ao Contrário”, uma pessoa que recebeu a complacência de todos ou de 3 dos réus. Todas as pessoas que tinham qualquer sinal de participação foram arroladas no processo, não escapou ninguém, entrou gente até para alcançar o número de 40 réus e assim se criar a fábula do “Ali Babá e os 40 ladrões”. Tá mais parecendo blefe ou pegadinha de JF. Ou então o tal nome guardado não é amigo dos réus e sim de alguém do STF, tá me parecendo mais isso, neste sentido só pode ser DD, inclusive o  Barbosa e o Fernando de Souza prevaricaram para poupar Daniel Dantas. É Daniel Dantas que põe medo nos jornalistas, em Gilmar Mendes, tanto que um juizes e policiais foram punidos por prendê-lo. Quem mais poderia ser esse Tirandentes ao contrário? Só pode ser Daniel Dantas, este sim, justificaria outro rumo para o processo, como vimos na Sarthiagaha.

        

  60. thewall

    19 de novembro de 2013 2:58 am

    Celso Daniel?

    Seria este o nome? Ou José de Alencar? 

  61. SujeitoOculto

    19 de novembro de 2013 6:58 am

    2 nomes

    Os nomes tem que ser do PT. Eu creio em Virgílio Guimarães, mas ele brigou com PT quando saiu candidato a Deputado avulso com Severino Cavalcanti. Mas não tem movimentação dele no valerioduto, apesar de ter sigo amigo de Marcos Valério. Mas lendo o relatório da CPI tem o nome de Sandra Cabral, assessora do José Dirceu.

    Marcos Valério diz:

    “Que em duas oportunidades utilizou o avião do Banco Rural, sempre na companhia do Dr. José Augusto Dumont, ex-vice-presidente do Banco Rural; Que as duas viagens foram para Brasília/DF, ambas para acompanhar José Augusto em encontro com o Diretor de Fiscalização do Banco Central; Que esses encontros foram intermediados pelo Deputado Federal Virgílio Guimarães; Que esses encontros foram realizados para discutir o relacionamento do Banco Rural com o Banco Central – BACEN…”

    1. IV AVATAR

      19 de novembro de 2013 8:59 am

      Essa aí não

      Eu conheço pessoalmente Sandra Cabral, uma mequetrefe, professora, foi dirigente do Sindicato dos Professores e também da CUT, pessoa honestíssima, não tem onde cair morta.

  62. SujeitoOculto

    19 de novembro de 2013 7:05 am

    “…QUE conheceu Junia
    “…QUE conheceu Junia Rabello, José Augusto Dumont, José Roberto Salgado, Sabino Correa Rabello e Guilherme Rocha Rabello, todos vinculados ao Banco Rural; QUE conheceu tais pessoas de relacionamentos comerciais que manteve com o Banco Rural;… QUE conheceu o presidente da Portugal Telecom, Sr. Miguel Horta e Costa, através de Ângelo Calmon de Sá (Banco Econômico); QUE foi apresentado a Ângelo Calmon de Sá por José Augusto Dumont, na época das discussões envolvendo o pedido de levantamento da liquidação do Banco Econômico; QUE como era de seu conhecimento que Ângelo Calmon de Sá possuía um relacionamento de longa data com o Banco do Espírito do Santo, do qual Miguel Horta e Costa é um dos principais acionistas, solicitou àquele que intermediasse um encontro com o empresário português; …” ” Vish, to achando que é banqueiro… 

  63. Léo.

    19 de novembro de 2013 7:16 am

    ROBERTO JEFFERSON (PTB-RJ) –

    ROBERTO JEFFERSON (PTB-RJ) – Foi. E lá no Rio se chamava mensalão. Quem inventou
    esse negócio foi o Bispo Rodrigues lá no Rio, na Assembléia Legislativa, que fazia uma arrecadação tanto
    do Detro, das empresas de transportes, como da folha de salários dos cargos de confiança e repartia entre
    os Deputados. Essa denominação mensalão vem da Assembléia do Rio. A imprensa carioca…

    HERÁCLITO FORTES (PFL-PI) – Do Waldomiro e do….?

    ROBERTO JEFFERSON (PTB-RJ) – Não, não. Com o Bispo Rodrigues.

    IDELI SALVATTI (PT-SC) – Desde quando, Deputado?

    ROBERTO JEFFERSON (PTB-RJ) – Desde quando Chico Alencar denunciou. Tem uns 6 anos.
    Quem denunciou isso pela primeira vez foi o Deputado Estadual Chico Alencar, hoje nosso colega Deputado
    Federal. Isso foi um escândalo no Rio, e arquivaram a CPI, não levaram adiante essa CPI. Mas posso pegar
    as memórias da CPI – do PL do Rio de Janeiro (pede-me para esclarecer o meu advogado) – não estou
    generalizando, PL do Rio de Janeiro. E posso pegar a memória dessa documentação e trazer. A prática é
    igualzinha: todo mês um aditivo salarial para os Deputados. E essa nomenclatura mensalão vem de lá, da
    Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro.
     

  64. IV AVATAR

    19 de novembro de 2013 10:32 am

    Achei!!!!!!!!!!

    Eureka!!!! Fim da pegadinha de Jânio de Freitas. Achei o sujeito, sim, ele não é amigo dos petistas mas o é de Barbosa et caterva.

    Paulo Moreira Leite: FHC, sujeito oculto

    FHC_Assustado01

    Paulo Moreira Leite em seu blog

    A entrada de Fernando Henrique Cardoso no debate sobre a Ação Penal 470 apenas confirma com pompa e circunstância aquilo que sempre se soube.

    O julgamento de réus que integravam o governo Lula, agora em sua etapa final, é um processo politizado, que mobiliza interesses que nada têm a ver com o distanciamento e frieza que se espera numa decisão com base nos fundamentos do Direito.

    No artigo “A Responsabilidade do STF”, FHC entrou no debate. O ex-presidente resolveu jogar para a multidão.

    Num momento em que se acumulam vários sinais de que a falta de consistência de determinadas acusações pode levar a uma diminuição das penas de 12 réus, o ex-presidente faz um chamado à velha ordem.

    Numa postura incompreensível do ponto de vista da democracia e dos direitos individuais, FHC critica o STF pela aceitação de um benefício legal, os embargos infringentes, que seu governo tentou sem sucesso extinguir em 1998. É uma atitude arbitrária.

    Implica em sustentar que um direito confirmado pelo Congresso brasileiro em 1998, tão líquido e certo como qualquer outro, inclusive uma simples carta de motorista após exames de praxe, deve ser sonegado a determinadas pessoas, mesmo que não exista nenhuma justificativa legal para isso.

    O receio de Fernando Henrique é que alguns condenados sejam capazes, agora, de convencer uma maioria de juízes de que receberam penas injustas e, dessa forma, modificar seu regime prisional. Como aquele cidadão zeloso que não foi capaz de impedir o filho de fumar, FHC agora quer impedi-lo de tragar.

    Ex-presidente da República, personagem presente nas lutas contra o regime militar, Fernando Henrique sabe qual é o debate quando os direitos de cada indivíduo se encontram em discussão. O ex-presidente admite, lucidamente, que há temas que é complicado resolver em estádios de futebol.

    Imagine se o aumento de salário mínimo fosse resolvido em estádios de futebol. Ou se o casamento entre homossexuais fosse submetido a plebiscito. Ou se a pena de morte fosse definida pela internet. Falando sobre a concessão dos embargos, o ex-presidente admite: a concessão dos embargos pode “parecer razoável às pessoas mais afeitas às garantias e direitos individuais e menos movidas por sentimentos de vingança”.

    Diante da Ação Penal 470, contudo, sua prioridade é outra, Trata-se de “evitar a percepção popular de que tudo não passou de um artifício para livrar os poderosos da cadeia.” Essa argumentação pode ser reproduzida de várias formas, para sustentar vários raciocínios – FHC não desperdiça nenhuma delas.

    Num trecho, explica que não quer que a população alimente “sentimento de dúvida, quando não de revolta, com os resultados ainda incertos do julgamento. Afinal, para a maioria dos brasileiros, trata-se de uma das poucas vezes em que habitantes do ‘andar de cima ‘como se os qualifica no falar atual, estão no pelourinho.” Em outro, FHC fala da “sensação de impunidade”.

    Falando sobre a hipótese – legítima – de que determinados réus obtenham uma redução das penas, Fernando Henrique evita debater se a possibilidade tem algum respaldo jurídico. Ressalta seu efeito sobre a visão da população:

    “Se essa hipótese vier a se confirmar, estará consagrada a percepção de que “os de cima “são imunes e só os ‘de baixo’ vão para a cadeia.”

    Sujeito oculto num guarda-chuva

    Como se não estivesse exprimindo uma opinião pessoal, que traduz uma vontade política de uma parte interessada, de garantir que adversários políticos sejam colocados na cadeia, mesmo que seus direitos legais permitam outra solução, Fernando Henrique recorre a um guarda-chuva. A utilização de expressões “para o povo”, “para a maioria da população,” “percepção popular”, torna possível esconder o sujeito da ação. Diante de expressões como “a maioria dos brasileiros,” fica-se com a impressão de que o ex-presidente não fala pela própria voz, mas faz sociologia pura. É apenas o portador da opinião do homem das ruas, aquele autor que traduz o pensamento da multidão.

    Lembra que o julgamento dos embargos irá levar meses e diz “para o povo nada disso é compreensível ou justificável. Por que demorar tanto?”

    É difícil deixar de enxergar, nesta argumentação, uma postura que Octavio Ianni, antigo colega de Fernando Henrique na Universidade de S. Paulo, definiria como populista. Não gosto do conceito, mas ele ajuda a entender o que quero dizer.

    Decalques sociológicos

    Nós sabemos que, em geral, as pessoas de posses tem maiores facilidades para escapar da Justiça. É assim em sociedades divididas em classes, em especial naquelas onde a desigualdade é um traço profundo e perpétuo. Por exemplo: os diretores do antigo Banco Nacional, do qual uma antiga nora de FHC era sócia, e mesmo assim sofreu intervenção do Banco Central durante seu governo, até agora não começaram a cumprir penas entre 17 e 12 anos de prisão a que foram condenados por formação de quadrilha, gestão fraudulenta e outras práticas, num processo que teve início em 1995, ou seja, 18 anos atrás.

    Mas, quando se trata de processos políticos, a situação costuma ser muito diferente. O decalque sociológico pode ficar subordinado a outras prioridades. Aliado de João Goulart, um dos homens mais ricos do Brasil de 1960, Mário Wallace Simonsen, foi perseguido de todas as formas pelo regime militar. Perdeu inclusive a TV Excelsior, a campeã de audiência, na época. José Ermírio de Moraes, pai de Antônio Ermírio, empresário que seria um dos principais patrocinadores do PSDB, foi cassado e perseguido, também. O deputado e empresário Rubens Paiva, aluno da Universidade Mackenzie, com estatura para disputar obras públicas, foi torturado e executado como tantos estudantes e trabalhadores que participaram da resistência à ditadura. Apesar do prestígio que possuía – era amigo pessoal de Fernando Henrique, que duas décadas depois se tornou presidente da República – a família de Rubens Paiva não conseguiu, até agora, nenhuma notícia confiável sobre seu paradeiro. O país se democratizou, o regime civil é uma realidade, os amigos chegaram ao Palácio, e nada. Os restos daquele pai de família amoroso, membro da “elite”, do “andar de cima”, continua desaparecido há 43 anos. A condição social dos herdeiros de Rubens Paiva torna seu pleito menos legítimo ou urgente do que o dos filhos do operário Virgílio Gomes da Silva ou dos familiares do estudante Honestino Guimarães?

    Numa observação incrivelmente comprometedora, FHC ignora o debate jurídico sobre a qualidade das provas para apontar a atividade política de determinados réus como agravante que deveria impedir a redução de suas penas:

    “Tal abrandamento implicará mudança de regime prisional apenas para membros do “núcleo político”.

    Quando um ex-presidente da República convoca o elemento “povo” como elemento retórico tão importante, parece difícil esconder uma verdade cada vez mais evidente – o enfraquecimento dos argumentos jurídicos da acusação, fato já apontado de forma clara por um número cada vez maior de advogados e juristas importantes.

    A dura realidade: as provas são fracas

    Oito anos depois da denúncia de Roberto Jefferson, que iria desvendar o “maior escândalo de corrupção da história”, surge uma dura realidade. Se é possível apontar falhas nas denúncias contra os publicitários Ramon Hollerbach e Cristiano Paz e erros clamorosos no caso do diretor do Banco do Brasil Henrique Pizzolato, para citar dois exemplos particulares, as provas contra o “núcleo político” já não servem tão bem assim para animar o espetáculo. Era ali que se encontravam os troféus políticos da Ação Penal 470 e é ali que, juridicamente, se situa o grande debate que envolve os embargos infringentes.

    Com honestidade, ninguém seria capaz de alegar que os réus do “mensalão” foram beneficiados por uma investigação indulgente nem por uma denúncia generosa. Todos tiveram sua vida pessoal, profissional e financeira devassada. Enfrentaram investigações paralelas, acumuladas mais tarde, por parte do Ministério Público e da Polícia Federal. Nem todos tiveram acesso a provas que poderiam beneficiá-los no momento adequado e sequer foram informados de dados incluídos em inquéritos mantidos em segredo durante o julgamento. Auditorias oficiais de valor inestimável foram desprezadas. Várias conclusões da Polícia Federal, testemunhos idôneos, inclusive de executivos de grandes empresas privadas, como a TV Globo, foram ignorados. E apesar de tudo isso, de toda essa imensa vontade de punir e castigar, verifica-se uma dura realidade: as provas contra o “núcleo político” são fracas, tem pouca consistência. Geram dúvidas. Justamente a acusação de formação de quadrilha foi rejeitada por quatro ministros. Pode, teoricamente, ser rejeitada por mais dois na fase dos embargos, o que pode ter duas consequências. A primeira, para os réus. Eles continuarão condenados em outros crimes, mas poderão cumprir pena fora do regime fechado. A outra é que a noção de que havia “uma quadrilha” em atividade no governo será abandonada. É isso, do ponto de vista político, que está em jogo.

    Num debate civilizado, entre “pessoas mais afeitas às garantias e direitos individuais e menos movidas por sentimentos de vingança”, como escreveu FHC, a situação seria vista sem aflições nem sobressaltos. Quem achou muito natural que, com outros ministros, o STF chegasse a determinado resultado em dezembro de 2012, não deveria ver motivos para contestar uma possível mudança nos próximos meses, em função dos embargos. Deveria até reconhecer que, de seu ponto de vista, poderia ser muito pior se os réus tivessem tido direito ao desmembramento do processo, como aconteceu com os integrantes do mensalão PSDB/MG e também do mensalão do DEM/DF. Neste caso, a chance de uma revisão completa estaria assegurada por lei. Na Ação Penal 470, os embargos que tanto incômodo causaram é um troco, quase uma esmola, uma moedinha, comparado direito à dupla jurisdição, o que torna ainda mais constrangedora, nefasta, e até vergonhosa, a campanha contra sua aceitação.

    No entanto, num comportamento que politiza decisões que deveriam ser jurídicas, Fernando Henrique argumenta:

    “Numa sociedade já tão descrente de seus líderes, com um sistema político composto por mais de 30 partidos, num ambiente corroído pela corrupção, com um governo com 40 ministérios, uma burocracia cada vez mais lenta e penetrada por interesses partidários, não teria sido melhor evitar mais uma postergação, reforçando a descrença na Justiça?”

    Nem quero comentar a frase “numa sociedade já tão descrente de seus líderes”. Por incrível que pareça, a afirmação se refere a “uma sociedade” onde o governo é aprovado por mais de 50% da população, a presidente conta com 38% de intenções de votos para disputar a reeleição e seu principal aliado político, Luiz Inácio Lula da Silva, é o mais popular presidente em 124 anos de história republicana. Vamos combinar que é muito sujeito oculto numa frase menor que os 140 caracteres do Twitter, certo?

    Quem acompanhou o julgamento com atenção sabe que a Teoria do Domínio do Fato teve seu momento de deslumbramento e glória passageira antes de entrar num regime de esquecimento forçado. Parecia o instrumento perfeito para assegurar a denúncia contra vários acusados, a começar por José Dirceu, contra os quais sempre se soube que nunca havia prova material, bastando ler o relatório da Polícia Federal para se descobrir isso. A teoria seria útil mais tarde para condenar José Genoíno que, no início, era acusado de ter assinado empréstimos fraudulentos em nome do PT. Na medida em que se demonstrou que os empréstimos eram verdadeiros, só era possível condenar Genoíno por seu papel em encontros de governo e de partido que foram descritos como atividade do “núcleo político.”

    Depois que um dos autores da teoria deixou claro que discordava de sua apropriação pelo ministério público brasileiro, lembrando que ela se aplicava para organizações militarizadas, com disciplina compulsória, ela foi deixada de lado na argumentação final, sem que ninguém se perguntasse por que. Fernando Henrique registra: “independentemente da teoria do domínio do fato, formou-se na opinião pública a convicção de que os mais notórios personagens, por menos rastros que tivessem deixado, foram, sim, responsáveis “.

    Domínio do fato levaria ao PSDB

    Ao longo do julgamento, ficou claro que, se a teoria do domínio do fato fosse aplicada a todos os envolvidos, poderia trazer complicações surpreendentes para figurões do governo Fernando Henrique que também se envolveram no esquema. Não estou falando do mensalão PSDB/MG. Não.

    Ficou demonstrado por uma auditoria no Banco do Brasil que Henrique Pizzolato, condenado (absurdamente, a meu ver) a 12 anos de prisão como responsável pelo desvio de R$73 milhões, não agiu nem poderia ter agido sozinho. Suas decisões foram assinadas, rubricadas e partilhadas por cinco diretores e gerentes do Banco do Brasil, com grau até maior de responsabilidade. E ele estava subordinado a executivos que nada tinham a ver com o PT nem com Delúbio Soares, mas eram dirigentes indicados e empossados no governo de Fernando Henrique Cardoso. Foram eles, como homens de confiança do PSDB, que antes da posse de Lula assinaram o primeiro contrato do Banco do Brasil com a DNA, a agencia de Marcos Valério que servia tanto ao esquema financeiro do PT como ao similar original do mensalão PSDB/MG, e que foi apenas prorrogado no início do governo Lula. O responsável por todos pagamentos feitos a DNA – e que eram “fraudulentos”, “criminosos” “simples desvio” segundo a denúncia – chamava-se Leo Batista, foi escolhido no governo FHC e mantido no posto depois da posse de Lula. Como se sabe, nenhum desses executivos foi sequer indiciado na Ação Penal 470. Não digo que eram culpados. Eram inocentes como Pizzolato. Mas se houve um crime, deveriam ser considerados cúmplices, não é mesmo? Nem precisa falar em domínio do fato para saber disso.

    O mundo impessoal, mais uma vez

    De novo, voltamos ao mundo impessoal, das responsabilidades ausentes, da realidade automática. “Formou-se” na opinião pública a “convicção de que os mais notórios, por menos rastros que deixaram, foram responsáveis.”

    Quem formou-se?

    A “opinião pública” de um país não é um produto espontâneo de homens livres, que discutem os assuntos do dia em ambiente de pluralismo e liberdade no café da manhã. Nós sabemos o que acontece com o “percepção popular” quando uma sociedade é alimentada por uma cobertura tendenciosa e facciosa, como escreveu mestre Janio de Freitas. Há países que discutem uma situação desse tipo como uma forma de “publicidade opressiva,” que se define quando uma das partes é massacrada de modo unilateral pelos meios de comunicação, numa intervenção que tem influência direta sobre uma decisão da Justiça.

    Quando assume um tom unificado dessa maneira, a opinião publicada, aquela que pertence aos editores e donos de jornal, é transformada em opinião pública, como se fosse a voz de todos – exercício que me foi explicado, há mais de 20 anos, quando o próprio Fernando Henrique me recebeu em seu apartamento, em São Paulo, para esclarecer sobre uma denúncia injusta que fora publicada numa revista onde eu trabalhava. Numa distinção inesquecível, o sociólogo explicou que não era correto invocar o interesse da opinião pública para justificar a publicação de uma notícia mas apenas a “opinião publicada.”

    O acúmulo de incidentes, desculpas e retratações envolvendo o presidente do STF Joaquim Barbosa e diversos jornalistas, demonstra os riscos, perigos e recompensas da confusão entre “opinião pública” e “opinião publicada” na cobertura do julgamento.

    Um pouco de teoria política

    Esse culto “para o povo”, o discurso em nome da “percepção popular” me leva a pensar em Hanna Arendt, uma das mais aplicadas estudiosas das ditaduras do século 20.

    Para Arendt, que produziu a maior parte de sua obra nos anos 1950 e 1960, o conceito de “ralé” que mais tarde assumiu uma conotação pejorativa, e mesmo preconceituosa, envolvia uma categoria social específica, de cidadãos deserdados e sem raiz, que perderam identidade de classe, muitas vezes foram afastados de sua realidade nacional, tornando-se disponíveis para diversos tipos de aventura política.

    Hanna Arendt distinguia “ralé” de “povo” – para definir os cidadãos de várias camadas que, com um lugar reconhecido na vida social, tem compromissos com a defesa dos valores democráticos.

    Avaliando a emergência das grandes ditaduras da primeira metade do século passado, em As Origens do Totalitarismo, Hanna Arendt escreveu:

    “O que perturba os espíritos lógicos é a indiscutível atração que esses movimentos [totalitários] exercem sobre a elite da sociedade e não apenas sobre a ralé.”

    Logo a seguir, ela acrescenta: “Essa atração da elite é um indício tão importante para a compreensão dos movimentos totalitários quanto sua ligação com a ralé. Denota a atmosfera específica, o clima geral que propicia o surgimento do totalitarismo.”

    Hanna Arendt observa, no mesmo texto, que um dos elementos essenciais da construção de regimes totalitários foi a percepção de que “o mal, em nosso tempo, exerce uma atração mórbida”. Ela acrescenta: “Para a ralé, os atos de violência podiam ser perversos, mas eram sinal de esperteza.”

    O mal, para ela, não tinha nenhum sentido religioso. Implicava no comportamento de cidadãos que abrem mão de seus princípios políticos e morais, de convicções, para acomodar-se burocraticamente dentro de uma nova ordem, mesmo que isso contrarie sua formação e suas crenças pessoais.

    Já vivemos este processo em outras épocas. Este é o debate do Brasil atual.

     

     

  65. Jose Saguy Tenorio

    19 de novembro de 2013 11:31 am

    Gilmar Mendes

    Para mim, o nome o nome a ser jogado no ventilador é o do ministro do STF, o Sr. Gilmar Mendes e aquela briga pública entre ele o Presidente do STF, Sr. Joaquim Barbosa tem tudo a ver.
    O Henrique Pizzolatoque está na Itália, enviou documentos para seus advogados que comprometem o andamento do processo aqui no Brasil:

    http://www.viomundo.com.br/denuncias/pizzolato-carta-mentirosa-de-tucano-hoje-consultor-da-globo-foi-decisiva-para-moldar-acusacao-contra-ele.html

  66. Alex Dalpino

    19 de novembro de 2013 3:36 pm

    Amigo(a) do peito de Delúbio,

    Amigo(a) do peito de Delúbio, Dirceu e Genoíno? Só pode ser alguém “histórico” do núcleo paulista para merecer tal sacrifício.

  67. Nilva de Souza

    19 de novembro de 2013 8:07 pm

     
    Patrus?

     

    Patrus?

    1. André Sousa

      21 de novembro de 2013 12:25 pm

      Não revelou

      E o Jânio de Freitas terminou não revelando o “nome guardado” que, se revelado, teria livrado a cara dos réus do mentirão. O jornalista abordou outro tema:

      Os erros nas prisões dos condenados, por Janio de Freitas

      Da Folha

      O show de erros

      Janio de Freitas

      No primeiro plano, o espetáculo criado para a TV (alertada e preparada com a conveniente antecedência) mostrou montagem meticulosa, os presos passando pelos pátios dos aeroportos, entrando e saindo de vans e do avião-cárcere, até a entrada em seu destino. Por trás do primeiro plano, um pastelão. Feito de mais do que erros graves: também com o comprometimento funcional e moral de instituições cujos erros ferem o Estado de Direito. Ou seja, o próprio regime de democracia constitucional. Os presos na sexta-feira, 15 de novembro, foram levados a exame de condições físicas pela Polícia Federal, antes de postos em reclusão. Exceto José Genoino, que foi dispensado, a pedido, de um exame obrigatório. Experiente, e diante de tantas menções à saúde inconfiável de José Genoino, o juiz Ademar Silva de Vasconcelos, a quem cabem as Execuções Penais no Distrito Federal, determinou exame médico do preso. Era já a tarde de terça-feira, com a conclusão de que Genoino é portador de “doença grave, crônica e agudizada, que necessita de cuidados específicos, medicamentosos e gerais”. José Genoino não adoeceu nos primeiros quatro dias de sua prisão. Logo, deixá-lo esses dias sem os “cuidados específicos”, enquanto aqui fora se discutia se é o caso de cumprir pena em regime semiaberto ou em casa, representou irresponsável ameaça a uma vida -e quem responderá por isso? A rigor, a primeira etapa de tal erro saiu do Supremo Tribunal Federal. A precariedade do estado de José Genoino já estava muito conhecida quando o ministro Joaquim Barbosa determinou que o sujeitassem a uma viagem demorada e de forte desgaste emocional. E, nas palavras de um ministro do mesmo Supremo, Marco Aurélio Mello, contrária à “lei que determina o cumprimento da pena próximo ao domicílio”, nada a ver com Brasília. O que é contrário à lei, ilegal é. O Conselho Nacional de Justiça, que, presidido por Joaquim Barbosa, investe contra juízes que erram, fará o mesmo nesse caso? Afinal, dizem que o Brasil mudou e acabou a impunidade. Ou, no caso, não seria impunidade? Do mesmo ministro Marco Aurélio, além de outros juristas e também do juiz das Execuções Penais, veio a observação que localiza, no bojo de mais um erro gritante, parte do erro de imprevidência temerária quanto a José Genoino. Foi a já muito citada omissão da “carta de sentença”, que, se expedida pelo ministro Joaquim Barbosa, deveria anteceder o ato de reclusão. E só chegou ao juiz competente, para instruí-lo, 48 horas depois de guarda dos presos. Com a “carta de sentença”, outra comunicação obrigatória deixou de ser feita. Só ocorreu às 22h de anteontem, porque o destinatário dissera às TVs não ter o que providenciar sobre o deputado José Genoino, se nem fora comunicado pelo Supremo da decisão de prendê-lo. Presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves vai submeter a cassação do deputado ao voto do plenário, e não à Mesa Diretora como uma vez decidido pelo Supremo. Faz muito bem. Mas o Ministério da Justiça tem mais a dizer. E sobretudo a fazer. O uso de algemas durante o voo dos nove presos transgrediu a norma baixada pelo próprio ministério, que só admite tal imobilização em caso de risco de resistência ou fuga. Que resistência Kátia Rabello, Simone Vasconcelos, José Genoino poderiam fazer no avião? E os demais, por que se entregariam, como fizeram também, para depois tentar atos de resistência dentro do avião? Além de cada um ter um agente no assento ao lado. O uso indevido de algemas, que esteve em moda para humilhar empresários, é uma arbitrariedade própria de regime policialesco, se não for aplicado só quando de fato necessário. Quem responderá pela transgressão à norma do próprio Ministério da Justiça? Com a prisão se vem a saber de uma violência medieval: famílias de presos na Papuda, em Brasília, precisam dormir diante da penitenciária para assegurar-se, no dia seguinte, a senha que permita a visita ao filho, ao pai, marido, mulher. Que crime cometeram esses familiares para receberem o castigo desse sofrimento adicional, como se não lhes bastasse o de um filho ou pai na prisão? Medieval, é isso mesmo a extensão do castigo à família. Na Brasília que diziam ser a capital do futuro. Assim até fazem sentido a viagem ilegal dos nove para Brasília, as algemas e outros castigos adicionais aplicados a José Genoino e outros. E que vão continuar.  

       

  68. jc.pompeu

    19 de novembro de 2013 10:33 pm

    há zé e zé no julgamento do mensalão

    há zé e zé no julgamento do mensalão, mas o zé guardado a sete chaves o zé sujeito oculto na sentença ap 470 levantado pelo articulista da folha no papel de jornalista investigativo jânio de freitas é [josé alencar].

    se o blog ggn luis nassif fosse um blog de jornalismo investigativo seguiria a deixa “nos classificados folha” indicada pelo puro sangue jornalista jânio de freitas e investigaria na chave jornalismo histórico, sociológico, político-econômico, antropológico o perfil, a vida, a cabeça política pensante operante do bom burguês mineiro que representou o “burguês detentor dos meios de produção” de fora do sistema econômico-financeiro hegemônico brasileiro em que o lulopetismo confiou e se aliou como seu praxis Homem Econômico, com seu estilo de vida próprio e uma ideologia peculiar que correspondia a certas conotações marxistas a serem instrumentalizadas na causa e missão socialista no poder. não era à-toa que lula e o núcleo duro tinha um carinho, gratidão, confiança, respeito e lealdade pelo “seu empresário burguês industrial” que falava a língua franca, dura, simples, coloquial, objetiva do sindicalismo operário, o berço de lula e do pt.

    [josé alencar] é o elo perdido ou gene mutante da dna do modus operandi comum entre o pioneiro mensalão tucano mineiro e o copiado melhorado mensalão lulopetista. ele trouxe para o governo de aliança petista  “a engenharia político-partidária-financeira caixa 1,2,3,4…” para servir à estrutura político-ideológica do lulopetismo na transformação social do país. [josé alencar] foi um entusiasmado romântico político pragmático operante que agiu nas sombrias interfaces da política e do poder para peitar o establishment  que sufocava o neófito pt nos operantes negócios da política e do estado, no velho costume viciado corrupto impune, de como se faz na política e na elite de mando brasileira. [josé alencar] usou seu poder industrial-financeiro caipira de fora do mainstream tradicional e seu entusiasmo político progressista para avalizar e ajudar o pt no governo e, por isso, ganhou do partido como prova de “aliado leal da causa socialista” a vice-presidência do brasil e o silêncio de lealdade e gratidão dos envolvidos no julgamento do mensalão.

    ILÍCITO, de Moisés Naím, 2006.

    “Nos roteiros convencionais de filmes de suspense, detetives aplicavam uma fórmula que os ajudava a elucidar os crimes: “Cherchez la femme”. Procure a mulher. Um comportamento atípico da parte de um homem sempre tinha como principal motivação a paixão despertada por uma mulher. Encontre a mulher, e o quebra-cabeça se resolve sozinho. Um instinto semelhante costuma guiar os pensadores e os homens de decisão nas relações internacionais. Para eles, quando algo acontece no mundo, é caso de “cherchez l’État”. Procure pelo Estado por trás do problema, e você estará no caminho certo para entender a situação.

    A rápida expansão global das redes de comércio ilícito sugere algo bem diferente. Todas as evidências do comércio de armas, drogas, seres humanos, falsificações, lavagem de dinheiro, órgãos, animais, lixo tóxico e tudo o mais – para não mencionar o terrorismo internacional – apontam sempre para a força que as redes internacionais exercem na erosão da autoridade dos Estados, corrupção de empresas e governos legítimos, e usurpação de suas instituições e, até mesmo, seus propósitos.

     Sim, os Estados estão envolvidos.”

    Cherchez la femme, cherchez l’État e agora, cherchez le bourgeois – siga os passos políticos empresariais do bom burguês oriundo da burguesia industrial mineira no imaginário da historiografia marxista (os historiadores sociais realmente encontraram a classe industrializante dinâmica e autoconsciente imaginada pelo marxismo), siga o mineiro josé alencar gomes da silva – e se chegará a história total, baseada num modelo de causalidade com três níveis: o econômico, o social e o cultural. Quanto mais profundo o nível, mais poderosa a força. Assim, as transformações econômicas produzem transformações na estrutura social e, em última instância, nos valores e ideias. Entre os marxistas, uma tendência gramsciana atribuiu alguma autonomia às forças ideológicas na formação de “blocos” sociopolíticos hegemônicos. 

     

     

     

    1. Neotupi

      25 de novembro de 2013 7:05 pm

      Não creio.

      Não tem muita lógica. Se o Zé Alencar tivesse papel importante nisso, o Marcos Valério teria atuado já em 2002 no primeiro turno quando ele já era um atuante candidato a vice. Até outubro de 2002 o chamado núcleo publicitario atuou para os tucanos. Ramon Hollerback disse que fez parte da coordenação de campanha de Aécio em 2002. A CPI dos correios rastreou dezenas de telefonemas do Cristiano Paz para o comitê de campanha de José Serra em 2002. Pimenta da Veiga recebeu pagamentos das agências Marcos Valério, e foi quando ele foi ministro das Comunicações que a agencia de publicidade entrou nos Correios. Os contratos com o BB e Ministério do Trabalho também foram no governo FHC.

  69. Neotupi

    25 de novembro de 2013 6:36 pm

    Mares Guia?

    Do PTB mineiro com bom trânsito em todos os partidos, hábil articulador, despontou como secretário de Helío Garcia (primeiro herdeiro político de Tancredo), ex-vice de Eduardo Azeredo de 1995 a 1999, foi acusado pelo mensalão tucano em 1998 (deixou de ser réu por prescrição ao completar 70 anos). Esteve na campanha  presidencial de Ciro Gomes em 2002, então pelo PPS com apoio do PTB. No segundo turno apoiou Lula junto com o PTB e Ciro. Ali já houve um trânsito de dinheiro do mensalão passando pelas mãos do atual prefeito de BH, hoje no PSB, para um dos tesoureiros que atuaram na campanha de Ciro (está na CPI dos Correios). Foi aí que começou a relação ruinosa de Marcos Valério com os petistas. Mares Guia foi indicado pelo PTB para o Ministério do Turismo no primeiro governo Lula, ou seja participou dos acordos entre o PTB e o PT, das reuniões com o Martinez. Se é ele ou não, não sei. Mas ele esteve muito próximo de todos os acontecimentos.

    Não que eu ache que ele seja “o vilão”. Como os demais, o  maior problema era o caixa-2. Só que me parece que ele se dava bem com todo mundo, tinha segredos com muita gente de todos os lados, e não interessava a nenhum grupo específio colocá-lo na fogueira.

  70. Carlo Zardinni

    25 de novembro de 2013 11:37 pm

    What’s in a name Mr. Watson?

    Jânio de Freitas: um nome guardado.

    Guardar, verbo regular. Custodiar….

    Quem guarda um nome dele tem o seu custódio, sentido figurado, não é mesmo Jornalista JF?

    Quem se habilita em  aprofundar este “lead” ? Quem não chegaremos no novo Senhor X?

  71. Doney

    28 de novembro de 2013 2:05 am

    Um prêmio

     

    Um doce para quem acertar qual é o nome do ministro contrariado com o andamento do processo contra Collor de Mello. 

     

  72. André Sousa

    2 de dezembro de 2013 1:12 pm

    Os protegidos de Babosa

    Os nomes escondidos por Joaquim Barbosa

    Alguns poucos frequentadores do GGN talvez tenham acompanhado a pesquisa que fiz a respeito das centenas de processos penais que aguardam julgamento no Supremo Tribunal Federal, numa postagem intitulada “Os processos penais parados no STF”, que está temporariamente fora do ar devido à minha falta de disponibilidade de tempo para mantê-la adequadamente atualizada (estou fazendo um esforço para trazê-la de volta assim que possível). Ao desenvolver essa pesquisa, descobri que muitos desses processos tramitam sob segredo de justiça e nesses casos o site do STF não informa a identidade dos réus ou investigados. Entretanto, cruzando os dados disponibilizados pelo tribunal com outras fontes, consegui chegar à identidade dos políticos que respondem a quase todos os processos que faziam parte da minha amostra (que incluía todas as ações penais autuadas até 2010 e todos os inquéritos autuados até 2008), conforme explicado naquele artigo.

    O único mistério que permaneceu sem solução foi o inquérito nº 2474, um processo que, segundo os dados do STF, possui 78 volumes, 100 apensos e quase 14 mil páginas. Recentemente, informações a respeito desse inquérito passaram a circular pela “blogosfera”, onde se tornou famoso – ou infame – pelo apelido de “Inquérito do Gavetão” (verhttps://jornalggn.com.br/blog/luisnassif/as-questoes-sobre-o-inquerito-2474), devido ao fato de ter sido mantido sob segredo de justiça durante anos pelo relator, ministro Joaquim Barbosa, além do fato de que pouquíssimas informações acerca do processo têm chegado à população brasileira. Após ficar sob a relatoria de Barbosa durante anos, entre 06/03/2007 e 01/08/2013, o processo foi redistribuído ao ministro Roberto Barroso. Pouco tempo depois, em 03/09/2013, há pouco menos de três meses, foi redistribuído ao ministro Ricardo Lewandowski. Desde então, o site do STF não registra mais nenhuma movimentação do processo.

    Fiquei muito tempo fuçando atrás de informações a respeito do caso para incluí-las entre os dados que apresentei na minha lista de processos. Após muito esforço, finalmente consegui encontrar o que procurava: os nomes dos políticos investigados no caso. Deparei-me com o documento que apresento abaixo, na íntegra, que é um relatório da polícia federal a respeito do caso, endereçado a Joaquim Barbosa.

     

    http://www.cartacapital.com.br/wp-content/uploads/2011/04/Doc_Parte_1_60WEB.pdf

    http://www.cartacapital.com.br/wp-content/uploads/2011/04/Doc_Parte_2_61_100.pdf

    http://www.cartacapital.com.br/wp-content/uploads/2011/04/Doc_Parte_3_101_140.pdf

    http://www.cartacapital.com.br/wp-content/uploads/2011/04/Doc_Parte_4_141_180.pdf

    http://www.cartacapital.com.br/wp-content/uploads/2011/04/Doc_Parte_5_181_220.pdf

    http://www.cartacapital.com.br/wp-content/uploads/2011/04/Doc_Parte_6_221_260.pdf

    http://www.cartacapital.com.br/wp-content/uploads/2011/04/Doc_Parte_7_261_300.pdf

    http://www.cartacapital.com.br/wp-content/uploads/2011/04/Doc_Parte_8_301_Fim.pdf

     

    O documento encontra-se no site da revista Carta Capital. Segundo os dados do site, está disponível para download desde abril de 2011, ou seja, há mais de dois anos e meio. Recomendo a quem tiver interesse em obter informações mais profundas a respeito do Mensalão que leia o documento na íntegra, ele traz uma grande quantidade de informações adicionais a respeito do caso. Em resumo, o inquérito investiga pagamentos suspeitos feitos pelas empresas de Marcos Valério a dezenas de políticos e empresas, na mesma época dos repasses que resultaram em condenações por corrupção passiva e lavagem de dinheiro na AP-470. Por alguma razão, os repasses investigados no INQ-2474 ficaram de fora da AP-470, o Mensalão nº 1, e também não estão incluídos na AP-536, o Mensalão nº 2. Trata-se, portanto, de uma terceira investigação acerca das granas que rolavam pelas empresas de Marcos Valério, de forma que considero adequado chamar o caso de Mensalão nº 3. Embora não tenha feito a soma dos valores apresentados em várias tabelas ao longo de todo o extenso relatório, é bastante óbvio que o volume total de dinheiro investigado nesse terceiro caso é bem superior ao dos outros dois processos. O leitor poderá conferir por conta própria.

    Os nomes dos políticos mencionados no texto como prováveis destinatários de dinheiro das empresas de Valério encontram-se entre o finalzinho da parte 6 e o início da parte 7 do documento. Compilei abaixo uma lista com esses nomes. Antes de apresentá-los, gostaria de fazer algumas observações. Em primeiro lugar, quero explicar que optei por listar apenas os políticos mencionados no texto, deixando de lado nomes de cidadãos comuns e de empresas que também estão mencionados no relatório. Creio que o motivo é óbvio: ao procurar por essas informações, eu estava exatamente atrás dos nomes dos políticos, para incluí-los na minha lista relacionada à outra pesquisa acerca dos processos penais no STF. De qualquer forma, estou apresentando o documento na íntegra e qualquer um pode perfeitamente esquadrinhá-lo à busca de outras informações. Em segundo lugar, embora isso seja óbvio, faço questão de lembrar aqui que a simples citação do nome de um cidadão num inquérito não significa que essa pessoa seja culpada de nada. Por outro lado, é de evidente interesse público divulgar que o nome de um político foi mencionado num inquérito que investiga crimes contra o sistema financeiro nacional e crimes contra a administração pública, a sociedade tem todo o direito de obter informações a respeito de seus representantes.

     

    Os nomes escondidos durante anos no Gavetão de Joaquim Barbosa são os seguintes:

     

    – José Mentor (PT-SP) – deputado federal

    – Aracely de Paula (PR-MG) – deputado federal

    – Milton Monti (PR-SP) – deputado federal

    – Luiz Piauhylino (PSDB-PE) – deputado federal

    – Rodrigo Maia (DEM-RJ) – deputado federal

    – Pedro Pinheiro Chaves (PMDB-GO) – deputado federal

    – Nair Lobo (PMDB-GO) – deputada federal

    – José Militão (PTB-MG) – ex-deputado federal

    – Inocêncio Oliveira (PR-PE) – deputado federal

    – Átila Lins (PSD-AM) – deputado federal

    – Paulo Delgado (PT-MG) – ex-deputado federal

    – Moacir Micheletto (PMDB-PR) – ex-deputado federal, falecido em 2012

    – Olavo Calheiros (PMDB-AL) – ex-deputado federal

    – Gilmar Machado (PT-MG) – ex-deputado federal

    – Gerson Gabrielli (DEM-BA) – ex-deputado federal

    – João Magalhães (PMDB-MG) – deputado federal

    – José Thomaz Nonô (DEM-AL) – ex-deputado federal

    – Carlos César Bandeira (DEM-MA) – ex-deputado federal

    – Vou abrir uma única exceção na lista para anotar que um dos sacadores identificados foi um secretário parlamentar da liderança do Partido Verde (PV), embora não tenha sido possível vinculá-lo a algum político individualmente.

    – Gonzaga Patriota (PSB-PE) – deputado federal

    – Cláudio Cajado (DEM-BA) – deputado federal

    – Benedito Lira (PP-AL) – senador

    – Eduardo Cunha (PMDB-RJ) – deputado federal

    – João Paulo Cunha (PT-SP) – deputado federal

    – Lincoln Portela (PR-MG) – deputado federal

    – Eduardo Azeredo (PSDB-MG) – deputado federal

    – José Carlos Martinez (PTB-PR) – ex-deputado federal, falecido em 2003

    – Gérson Salviano Campos (PSDB-PA) – ex-prefeito de Porto de Moz

    – Luiz Gushiken (PT-SP) – ex-ministro do governo Lula, falecido em 2013

    – Antônio Andrade (PMDB-MG) – ministro do governo Dilma

    – Romeu Queiroz (PTB-MG) – ex-deputado federal

    – Emídio de Souza (PT-SP) – ex-prefeito de Osasco

    – Vicentinho (PT-SP) – deputado federal

    – Pimenta da Veiga (PSDB-MG) – ex-ministro do governo FHC

     

    Por fim, a título de curiosidade, gostaria de incluir aqui um interessante trecho que se encontra no início da segunda parte do documento:

     

    “3.1.2.1.3 – DOS PAGAMENTOS ÀS EMPRESAS INDICADAS NA TABELA DE CONTROLE GERENCIAL ELABORADA PELA DNA PROPAGANDA LTDA EM 2003.

     

    Com o objetivo de analisar se as empresas relacionadas na planilha de controle de fato forneceram bens e serviços vinculados a ações de marketing para incentivar a aquisição e uso dos cartões com a bandeira VISA, objeto necessário de qualquer repasse realizado pelo FUNDO DE INCENTIVO VISANET, foram realizadas diligências para a obtenção dos documentos de suporte dos respectivos pagamentos, tais como contratos, notas fiscais, registros contábeis, dentre outros, cujos resultados serão a seguir apresentados:

     

    1) TV GLOBO: para o pagamento recebido pela empresa foi emitida a nota fiscal-fatura nº 2003067681.0, datada de 16/08/2003, com valor faturado de R$ 3.600.000,00 desconto de agência de R$ 720.000,00 e valor final de R$ 2.880.000,00. A nota emitida pela empresa de comunicação destaca-se por sua natureza fiscal de adiantamento, “PUBLICIDADE FUTURA”, isto é, a nota por si só não traz qualquer prestação de serviços, como também não há elementos que vinculem os valores adiantados ao FUNDO DE INCENTIVO VISANET.

     

    Foram solicitadas à GLOBO COMUNICAÇÕES E PARTICIPAÇÕES S/A, através do ofício nº 533/2010 – DFIN/DCOR/DPF, informações a respeito do pagamento realizado pela DNA PROPAGANDA LTDA no valor de R$ 2.880.000,00 tais como contratos, notas fiscais, registros contábeis e dentre considerados necessários. Analisando-se a documentação enviada pela empresa de comunicação, comprovou-se apenas que o valor foi recebido e contabilizado pala empresa e que o pagamento se refere a “veiculação de publicidade do BANCO DO BRASIL”. Entretanto, os documentos de suporte da operação não fazem qualquer menção a ações de divulgação do CARTÃO VISA, sendo que também não foi apresentado qualquer documento que comprove a efetiva veiculação de publicidade.”

     

  73. Na Planície

    17 de agosto de 2015 7:20 pm

    O terceiro ministro

    Gente, o terceiro ministro a quem Janio de Freitas se refere, não está no governo federal, no poder executivo, mas sim no poder judiciário, mais especificamente no Supremo Tribunal Federal. Será que tá tão difícil interpretar o texto acima ?

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