O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) promoveu um café da manhã com a imprensa, a fim de estreitar a relação com a mídia. Mas questionado sobre sua avaliação a respeito das correições da Lava Jato, Lula preferiu não comentar o caso.
Mesmo que tenha sido vítima de uma clara campanha para tirá-lo do pleito de 2018, levando-o à prisão, o presidente disse que emitir um posicionamento enquanto chefe de Estado poderia ser visto como interferência no processo de investigação e julgamento dos lavajatistas. “Eu provei o que precisava provar e estou de volta à presidência da República para fazer o que acho que tem de ser feito neste país.”
Para Lula, a investigação sobre a Lava Jato é um processo histórico, que não se resolve em uma década. “A verdade é a seguinte: se você tem gente que tentou transformar os autores daquele episódio em herois, as pessoas têm dificuldade de voltar atrás. Então, leva um tempo de maturação para muita gente acordar do que aconteceu nesse país, descobrir o que foi feito nesse país, descobrir os benefícios e os malefícios desse país.”
Sem dar palpites, o presidente comentou apenas que espera que a verdade venha à tona “antes que a natureza lhe dê um final de vida”. “Para o povo brasieiro não ser vítima de uma mentira, que talvez seja a maior mentira contada na história da República desse país. Tem coisas que demoram muito para vir à tona. Um dia vem.”
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