Juiz Danilo Pereira está “nas mãos de Moro”, diz Tony Garcia em “denúncia” ao ministro Barroso

Revoltado com decisão do CNJ em manter Pereira na 13ª Vara de Curitiba, Tony expõe passado com o juiz

Revoltado com a decisão do plenário do Conselho Nacional de Justiça, que revogou o afastamento do juiz federal Danilo Pereira da 13ª Vara Federal de Curitiba – principal palco da Lava Jato -, o empresário e ex-delator Tony Garcia fez uma publicação em rede social expondo seu passado com Pereira e sustentado que o magistrado está “nas mãos de Moro”.

Na “denúncia” endereçada ao ministro Luís Roberto Barroso – que deu o voto que puxou a vitória parcial de Danilo Pereira e Gabriela Hardt no plenário do CNJ no último dia 16 – Tony Garcia diz que o magistrado não tem “conduta ilibada” e que, no passado, foi “chantageado” por Sergio Moro para forjar o depoimento que teria implicado o empresário no caso Consórcio Garibaldi.

Segundo Tony, Danilo Pereira foi funcionário do departamento jurídico do Consórcio Garibaldi e, em meados da década de 1990, teria sido suspeito de usar a esposa como laranja em um esquema que lesou o consórcio. Moro passou a investigar o caso e teria usado Danilo Pereira para fisgar Tony Garcia, que depois veio a se tornar, na condição de delator, um “agente infiltrado” para Moro obter provas contra outros figurões do Paraná.

Em troca da ajuda para pegar Tony Garcia, Danilo Pereira e sua esposa foram poupados por Moro, diz o empresário que hoje colabora com o Supremo Tribunal Federal, que recebeu a denúncia do uso de agente infiltrado por Moro, feita primeiro à juíza Gabriela Hardt – que não tomou providências a respeito do caso.

Atualmente, Hardt e Pereira, cada um por motivos diferentes, são alvos de reclamações disciplinares que serão analisadas pelo CNJ. Ela por ter homologado indevidamente o acordo feito pelo time do ex-procurador Deltan Dallagnol com a Petrobras, na tentativa de criar uma fundação privada com 2,5 bilhões de reais. Já Danilo teria atuado em processos no TRF-4, ao lado de desembargadores que desacataram decisões do Supremo.

Leia, abaixo, a publicação de Tony Garcia.

Por Tony Garcia, no X (antigo Twitter)

D E N Ú N C I A !

Aos senhores do STF, Polícia Federal, PGR, CNJ e Ajufe.

QUEM É O JUÍZ DANILO PEREIRA JÚNIOR TITULAR DA VARA DA LAVA JATO EM CURITIBA?

Acompanhei atentamente a sessão do CNJ onde o ministro Salomão apresentou o brilhante relatório da correição no TRF-4 e na vara da Lava Jato de Curitiba. Observei que o ministro Barroso desconhece por completo quem é este senhor à frente da vara, e como pediu vistas do relatório para poder formar opinião, espero contribuir com esse pequeno relato que trago.

Danilo Pereira Júnior foi FUNCIONÁRIO do CONSÓRCIO NACIONAL GARIBALDI no departamento jurídico dessa empresa por muitos anos. Eu era dono de uma empresa de seguros RAMO que prestava serviços a essa empresa, como também uma outra empresa da minha família fornecia bens a essa empresa. Pois bem – em 1994 o BACEN determinou intervenção nessa empresa e enviou o relatório conclusivo da liquidação extrajudicial ao juiz SERGIO MORO.

Na lista dos denunciados pelo BACEN, constava o nome de MAURITÂNIA BOGUS como BENEFICIÁRIA de duas CONTEMPLAÇÕES FRAUDULENTAS. QUEM É MAURITÂNIA BOGUS? PASMEM: ESPOSA DO JUÍZ DANILO PEREIRA JÚNIOR que, como funcionário do consórcio Garibaldi, usou sua esposa como LARANJA para surrupiar dinheiro da empresa com contemplações FALSIFICADAS em claro CRIME CONTRA O SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL.

O que fez o juiz Sergio Moro diante da denúncia do BACEN? N A D A, absolutamente nada, mesmo diante de todas as provas documentais enviadas pelo BACEN e do depoimento do representante da empresa confessando os crimes e a veracidade dos documentos que indicavam o caminho do dinheiro desviado. SERGIO MORO PREVARICOU com segundas intenções.

Esse juiz, ministro Barroso, nada tem de CONDUTA ILIBADA, pois na época, CHANTAGEADO pelo também ‘NADA PROBO’ Sergio Moro, buscou um “companheiro” do consórcio Garibaldi, Agostinho de Souza, levando-o até Moro para uma delação OFICIOSA FORJADA onde me acusou de ser dono do consórcio. O QUE NUNCA FUI!

Em troca, MAURITÂNIA não foi sequer ouvida e DANILO PEREIRA JÚNIOR ficou nas mãos de MORO ad aeternum. O que denuncio senhores e senhoras, está consubstanciado em PROVAS INEQUÍVOCAS em autos oficiais hoje em posse do ministro Dias Toffoli com inquérito em andamento sob sigilo absoluto. São fatos GRAVÍSSIMOS que desnudam o modus operandi CRIMINOSO de Moro, DELTAN DALLAGNOL e toda a súcia da República de Curitiba na Lava Jato 10 anos antes da instalação da malfadada operação quando, SEQUESTRARAM-ME e PRENDERAM-ME por algo que nunca fiz, ato contínuo, usaram de TORTURA por anos a fio no intuito de obtenção de informações totalmente fora do escopo do meu acordo assinado sob COAÇÃO.

Transformaram-me em AGENTE INFILTRADO por quase 20 anos. Isso está demonstrado claramente em autos oficiais. A chave do cofre com todos os ESQUELETOS DA LAVA JATO estão hoje nas mãos de Danilo Pereira Junior como também estiveram nas mãos de Gabriela Hardt que, na tentativa de ACOBERTAR criminosamente essas denúncias que levei a ela, me oportunizou trazer à luz do sol o que guardo inconformado durante 20 anos.

Bons juízes não podem pagar por erros dos que usam o cargo para cometerem crimes, é preciso separar o joio do trigo cortando na carne, por isso ser imperioso o afastando de DANILO PEREIRA JÚNIOR como também de GABRIELA HARDT para que não pairem dúvidas quanto à isenção da justiça em investigar seus pares. Pau que dá em Chico tem que dar em Francisco EXEMPLARMENTE!

Abaixo os documentos comprobatórios da minha denúncia em posse do STF.

Veja a publicação original na rede social:

Leia mais:

Redação

5 Comentários

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  1. Pelo aparente modo operante dessa gente que trabalha com informações para posterior chantagem, há de se pensar se o citado ministro possa estar sendo chantageado

    1. Ontem assisti o filme “Enigma – O Jogo da Imitação” (tem lá no YouTube).
      A possibilidade do ministro estar sendo chantageado existe.

  2. Parece que as rajadas Tony Garcia podem atingir gravemente ao ministro Luís Roberto Barroso e a juíza Gabriela Hardt. A denúncia mostra uma omissão imperdoável e criminosa para ambos e que a prática da omissão consciente diante de denúncias gravíssimas é sim, uma falta grave e imperdoável. Qual o prejuízo que o erário público está tendo desde a denúncia inicial até o momento? Quem vai pagar tudo isso, que já poderia estar solucionado faz tempo, caso as autoridades envolvidas não se desviassem de suas condutas e obrigações, para favorecer o lado delinquente da questão, em prejuízo dos lados da lei, do Poder Judiciário e das partes que foram seriamente prejudicadas pelas imperdoáveis omissões das autoridades togadas?

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