O ex-presidente Jair Bolsonaro teria pleno conhecimento do esquema de venda de presentes oficiais recebidos por delegações estrangeiras, como sinalizam mensagens encontradas no celular do tenente-coronel Mauro Cid.
Segundo informações do portal G1, a defesa do militar tem afirmado que Mauro Cid seguiu as determinações de Bolsonaro para vender um relógio Rolex nos Estados Unidos e, depois, recompra-lo para devolver à União.
Essa linha também foi citada pelo advogado de defesa de Cid, Cezar Bittencourt – contudo, Cid não trabalhava mais para Bolsonaro, ou seja, não tinha mais a necessidade de atender ordens do então presidente.
Desta forma, investigadores da Polícia Federal acreditam que Bolsonaro e Mauro Cid se uniram para comercializar as joias ilegalmente no exterior, o que também poderia incluir bens que o militar teria recebido.
Isso faz com que a estratégia adotada pela defesa do ex-presidente – de que o tenente-coronel teria autonomia para agir – não se sustente, uma vez que ele poderia ter assumido de forma direta que estava com os bens, os vendeu e posteriormente recomprou para atender à determinação do Tribunal de Contas da União (TCU).
Vale lembrar que as regras que permitiam a comercialização das joias foram revogadas pelo próprio Jair Bolsonaro no ano de 2021.
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