Militar preso com cocaína em comitiva de Bolsonaro continuou a receber remuneração por quase 3 anos

O ex-sargento Manoel Silva Rodrigues continuou a receber remuneração da FAB até a semana passada

Foto: Reprodução/Redes Sociais

Preso na Espanha por tráfico de cocaína dentro da comitiva do presidente Jair Bolsonaro em 2019, o ex-sargento Manoel Silva Rodrigues continuou a receber remuneração da FAB (Força Aérea Brasileira) até a semana passada.

Em junho de 2019, quando viajava em comitiva de 21 militares com o presidente Jair Bolsonaro a Tóquio, no Japão, para reunião do G20, foi preso no aeroporto de Sevilha, Espanha, carregando 37 kg de cocaína.

No Brasil, foi condenado em fevereiro deste ano a 14 anos e 6 meses de prisão por tráfico internacional de drogas, pela Justiça Militar.

Relembre: Militar é preso com 39 kg de cocaína em avião da FAB, da comitiva de Bolsonaro

Mas ele só foi expulso da Aeronáutica na última quinta (12). E nestes quase 3 anos, continuou recebendo o salário militar, pago pelo Orçamento. No total, o custo foi de R$ 290,7 mil dos cofres públicos, segundo cálculos do jornal Metrópoles.

O jornal confirmou no Portal da Transparência que o segundo-sargento recebia, mensalmente, entre R$ 7.298 a R$ 8.109, além de benefícios, como décimo terceiro, até fevereiro de 2022. Entretanto, sendo expulso da FAB em maio, ele ainda recebeu mais dois meses, pelo menos, de remuneração.

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