Ministros do STF dizem que devem barrar flexibilização defendida por Bolsonaro

"Não vai passar nenhuma medida, no Tribunal, que seja uma ameaça à saúde das pessoas", disse um dos ministros ao Valor Econômico

Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF

Jornal GGN – Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) vêm mostrando preocupação com a postura do presidente Jair Bolsonaro, que minimiza a gravidade da pandemia do novo coronavírus. Reportagem do Valor conversou com ministros, mantendo o sigilo de seus nomes, que manifestaram que se Bolsonaro continuar a flexibilizar o isolamento social, o Supremo deve barrar.

“Não vai passar nenhuma medida, no Tribunal, que seja uma ameaça à saúde das pessoas”, falou um dos ministro à reportagem. Para outro ministro, Bolsonaro é a “voz isolada quanto à retomada da normalidade”.

Publicamente, ministros do Supremo já vêm tomando medidas a favor das recomendações sanitárias a nível internacional para controlar o coronavírus. Como exemplo, Luís Roberto Barroso proibiu, por meio de decisão, que o governo faça qualquer campanha publicitária no sentido contrário ao que recomenda a Organização Mundial da Saúde (OMS).

O ministro Marco Aurélio Mello também solicitou à Procuradoria-Geral da República (PGR) um posicionamento sobre um pedido que chegou à Corte de afastamento de Jair Bolsonaro.

Alexandre de Moraes determinou que Jair Bolsonaro preste informações sobre as medidas que vêm adotando para combater o avanço do Covid-19 no país, que foi um pedido de ação da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

Dias Toffoli, também, vem adotando a defesa do isolamento social, apesar de mostrar preocupação com os impactos econômicos e que, frente a qualquer medida radical, o STF servirá de moderador, ou seja, poderá controlar o poder Executivo.

 

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2 comentários

  1. Por mais idiota que seja a vontade do sujeito que ocupa a presidência da República, cabe ao executivo a determinação destes atos.
    Ao STF,que tudo fez para que uma figura sinistra como essa alcançasse o poder,cabe,quando muito, o direito de autoimolação .

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