O Ministério Público de Alagoas (MP-LA) solicitou a abertura de um inquérito policial a fim de apurar possível crime falimentar cometido durante a recuperação judicial da Organização Arnon de Mello (OAM), grupo de empresas de comunicação da família Collor de Mello em Alagoas.
Em ofício enviado à Justiça na última terça-feira (11), o MP apontou uma série de irregularidades no processo, entre elas “empréstimos” feitos pela TV Gazeta de Alagoas, afiliada da Globo no estado, aos sócios durante o período da recuperação, que totalizam o valor de R$ 6,4 milhões.
A suspeita sobre os valores “emprestados” é de que se trate de uma retirada de lucro simulada, mas essa distribuição não é permitida em fases de recuperação, informou a coluna de Carlos Madeiro, no Uol.
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No parecer, o promotor Marcus Aurélio Gomes Mousinho, pede que uma nova assembleia geral de credores seja feita e a anterior, que aprovou o plano de recuperação, em 13 de julho, seja anulada.
O MP também pede a mudança da empresa designada para administração judicial da recuperação, que teria sido negligente diante de eventuais ilegalidades cometidas pelo grupo.
A denúncia do MP tem como plano de fundo um dossiê com uma série de irregularidades produzidas pelos credores, após a aprovação de um plano que previa até quase 99% de desconto nos débitos do grupo.
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