MPF troca procurador que não viu crime de Dilma e reabre investigação

Foto: Ricardo Stuckert Filho

 
Jornal GGN – O parecer em que o procurador da Repúblico Ivan Cláudio Marx apontou que não há “crime comum” nas pedaladas de Dilma Rousseff e sugeriu o arquivamento da investigação foi parcialmente ignorado pela Justiça Federal que, por sua vez, enviou o caso para análise da 5ª Câmara de Coordenação e Revisão do Ministério Público Federal.
 
O resultado disso foi que o órgão do MPF decidiu trocar tirar o processo das mãos do procurador Marx e enviá-lo a um novo investigador, que será responsável por buscar eventual crime de Dilma em relação às pedaladas que envolvem o Plano Safra e os atrasos nos repasses de valores devidos pela União aos estados e Distrito Federal.
 
“Apreciando a quesão, o colegiado não acolheu a promoção de arquivamento formulada pelo procurador oficiante [Ivan Marx] e determinou a devolução do processo à Procuradoria da República no DF para que outro procurador prossiga com a persecução penal”, explicou a Procuradoria Geral da República. O novo procurador ainda não foi definido.
 
Em julho de 2016, quando Dilma já estava afastada do poder, aguardando a conclusão do processo de impeachment, Ivan Marx, que analisava as pedaladas fiscais, emitiu um parecer afirmando que os atrasos em repasses do Tesouro aos bancos públicos não configurariam “crime comum”, mas poderiam ser investigados como crime de improbidade administrativa. Por isso, ele sugeriu que o caso, do ponto de vista penal, deveria ser arquivado, mantendo apenas a apuração no âmbito cível.
 
A 12ª Vara Federal do Distrito Federal analisou a decisão de Ivan Marx e decidiu reformá-la. Arquivou apenas as investigações criminais quanto as pedaladas envolvendo os valores devidos ao FGTS da Caixa e aos gastos com programas sociais, incluindo o Bolsa Família.
 
Mas indeferiu o arquivamento da investigação envolvendo o Plano Safra e dívidas com os estados.
 
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21 comentários

  1. Infelizmente o Ministério
    Infelizmente o Ministério Público está claramente envolvido na conspiração criada por vários setores contra o partido dos trabalhadores. Essa de desarquivar o processo contra a presidenta Dilma serve apenas para prorrogar o julgamento do golpe até 2018 e no caso da presidenta Dilma impedí-la de concorrer a presidéncia.
    O Ministério Público está completamente desviado das suas funções para as quais foi criado.

  2. heróis são perseguidos até o

    heróis são perseguidos até o fim pelos canalhas.

     comum e esperado.

    e eles, se eembolam cada vez mais em suas proprias pernas.

    não investiga temer, ‘deixa pra depois…pq se olhar vai achar,.’

    ‘Dilma? mulher? lutadora da redemocratização brasileira? ixi, manda pro pau de arara q to indo pra loja ‘

    so prova a força dela e o medo deles.

    eles temem

    eles tombarão.

    Ela volta. sem crime não há impeachment.

  3. prova de que a perseguição política sem limites…

    sempre acaba em rebelião

    ou com gente investigando até o que já foi resolvido, fazendo da vontade de punir a vítima algo irresistível

    acontecia muito entre torturadores

  4. É o método do Cunha. 
    Se não

    É o método do Cunha. 

    Se não consegue no primeiro procedimento, passa por cima da lei e dos escrúpulos e abre o processo de novo, e vai assim até conseguir o resultado que se quer. Hoje em dia no Brasil não precisa mais mesmo agir, nem com a lei nem com um mínimo de honestidade.

  5. Justiça Tucana

    Se fosse algum tucano, tinha sido o contrário, caso MP condenasse, o PGR e  a justiça teriam mandado arquivar.

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