9 de julho de 2026

O MP vs Dirceu. Quem vigia os vigias?, por Miguel do Rosário

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O MP vs Dirceu. Quem vigia os vigias?

21 de março de 2015 | 05:06 Autor: Miguel do Rosário

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Temos um problema grave no Brasil.

O ex-procurador da república, Sepúlveda Pertence, cunhou a frase famosa, referindo-se ao ministério público que viria a ser gestado, com sua colaboração, na Constituição de 1988.

“Criei um monstro”, disse.

Pois é, Pertence. O monstro não pára de crescer.

Uma instituição que investiga, acusa e participa do julgamento, com o procurador-geral sentado, impávido como um Richelieu, ao lado do presidente do Supremo Tribunal Federal, não pode ser considerada, nem de longe, democrática.

Nesta sexta-feira, o procurador Santos Lima dá entrevista ao Estadão acusando José Dirceu.

Quer dizer, não o acusa de nada. Apenas lança suspeitas ao vento, com a leviandade de uma noviça rebelde.

A sua fala contém tantas arbitrariedades quantas estrelas há no céu.

Em primeiro lugar, ele especula pela imprensa, à céu aberto, sobre a vida e a morte de um cidadão.

Sem prova de nada, ele afirma que “a situação está difícil” para Dirceu.

Daí enumera uma série de especulações que, por si só, já constituem uma condenação midiática e política.

O linchamento continua.

Pensávamos que o “domínio do fato” seria o ápice do arbítrio, que o julgamento do mensalão seria uma exceção, um ponto fora da curva, e que tudo voltaria ao normal.

Não voltou. Ficou pior.

Quis custodiet ipsos custodes?

A frase de Juvenal, satírico latino, nos leva a um problema fundamental de uma república.

Quem vigia os vigias?

Na teoria de Sócrates/Platão, os guardiões vigiariam a sociedade. O problema sobre quem, por sua vez, os vigiariam, seria resolvido com uma mentira contada a eles.

Diríamos aos guardiões que eles são melhores que os outros cidadãos, e por isso coube a eles a responsabilidade pela ordem pública.

Claro que a república de platão nunca deu certo, ou pelo menos não numa democracia.

Os nossos promotores, todavia, parecem se achar realmente melhores que todos. Tornaram-se verdadeiros mandarins, soberbos, implacáveis como magistrados do último estágio da revolução francesa.

Semideuses com poder de acusar, julgar e ser porta-vozes, na mídia, do clamor público.

Na operação Lava Jato, buscam destruir todas as empresas que prestam serviços à Petrobrás, inclusive a indústria de navegação, que tínhamos conseguido reerguer após ter sido devastada durante o pesadelo neoliberal.

Por pouco não pediram o fechamento da Petrobrás.

Tudo em nome da luta contra a corrupção, claro.

Na operação contra o trensalão, o MP pediu ontem a “dissolução” de quase todas as empresas importantes do setor ferroviário que operam no país.

Em nome da luta contra a corrupção, naturalmente.

E quem é o procurador Carlos Santos Lima, que agora persegue Dirceu sob os holofotes da mídia?

Uma reportagem da Istoé, de setembro de 2003, intitulada “Raposa no galinheiro”, nos dá uma ideia sobre a figura.

A matéria da Istoé foi escrita por Amaury Ribeiro, anos antes dele virar o menino maldito da mídia neoliberal por seu clássico “A Privataria Tucana”.

A primeira frase do artigo provoca calafrios: “A proverbial raposa volta a tentar tomar conta do galinheiro.”

A raposa, no caso, é Santos Lima, o mesmo procurador que agora persegue Dirceu com especulações.

Especulações que, veiculadas na imprensa, provocam o frisson político tão desejado por quem pretende reacender o clima de linchamento e arbítrio, que vem caracterizando a parceria entre mídia e MP, nos últimos tempos.

Parceria que se tornou um problema, a bem da verdade, não só no Brasil, mas sobre isso falaremos mais tarde.

E sempre, sempre, voltamos à “República do Paraná” e ao caso Banestado.

Voltamos aos mesmos promotores (Santos Lima, Vladimir Aras), ao mesmo juiz (Sergio Moro), ao mesmo doleiro (Youssef).

Trecho:

“É que entre os procuradores estava Carlos Fernando dos Santos Lima. Santos Lima, quando servia em Curitiba, foi quem recebeu e manteve engavetado, desde 1998, o dossiê detalhadíssimo sobre o caso Banestado e uma lista de 107 pessoas que figuram na queixa-crime sobre remessa de dólares via agência em Nova York. No episódio houve aquilo que em termos jurídicos se chama de “instituto da suspeição”, já que o procurador é parte interessada no caso. Sua esposa, Vera Lúcia dos Santos Lima, trabalhava no Departamento de Abertura de Contas da filial do Banestado, em Foz do Iguaçu. Agora, na Big Apple, Santos Lima fez um tour de force para que a documentação da quebra de sigilo de várias contas, realizada pelo escritório da Procuradoria Distrital de Manhattan, também não viesse à luz, enveredando por um labirinto burocrático que, como sempre, tem seu final em pizza.”

É incrível a disposição destes procuradores, de manter engavetados processos por anos a fio.

Assim como também é notável a sua disposição para se posicionar na frente dos holofotes e acusar, levianamente, cidadãos brasileiros, com denúncias do seguinte quilate:

“A situação parece insustentável em termos de versões, ataca o procurador, que já atuou nas investigações do caso Banestado e em outros rumorosos escândalos de corrupção.”

“Parece” insustentável? “Ataca” o procurador?

O tucano Pimenta da Veiga, recebeu R$ 300 mil de Marcos Valério. Nunca foi investigado, tanto que se sentiu confiante o suficiente para ser o candidato do PSDB ao governo de Minas em 2014.

Não apresentou um documento. Apenas disse que prestou um serviço “oral”.

Já Dirceu apresenta todos os documentos referentes aos serviços prestados, tem todos os seus sigilos fiscais e bancários quebrados, e o procurador diz que sua situação está difícil, porque está achando “confuso”.

Isso é que dá a mesma pessoa investigar, a mesma pessoa acusar, a mesma pessoa participar do processo judicial, a mesma pessoa sugerir a prisão ou a liberdade.

O MP deixou de ser apenas o monstro citado por Sepúlveda Pertence.

Está se tornando uma verdadeira ameaça às liberdades individuais, à segurança jurídica de pessoas e empresas, à nossa democracia.

É por essas e outras que os mesmos dementes que saíram às ruas, no dia 15 de março, empunhando faixas pedindo “militar intervention”, também trouxeram um cartaz com os dizeres:

“Fora Supremo, Fora Dilma. Queremos só Ministério Público e Polícia Federal”.

Ou seja, nada de justiça, nada de soberania popular, essas frescuras humanistas e democráticas.

O que um fascista legítimo quer é apenas ouvir o assobio de acusação.

Um longo e interminável assobio de acusação, ecoando num mundo sombrio, num mundo sem direitos, sem liberdade.

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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17 Comentários
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  1. Joel Neto

    21 de março de 2015 1:28 pm

    Afirmo e reafirmo

    O judiciário é o mais corrupto dos poderes – por enquanto -, o Ministério Público está chegando no mesmo patamar.

    1. rl

      21 de março de 2015 2:11 pm

      Corrupção no judiciário

      Repararam que o “pacote” sobre corrupção não tem uma só linha sobre os corruptos do ministério público e do judiciário? Enquanto os comuns dos mortais vão pegar penas de até 25 anos de prisão, os promotores e juizes continuarão sendo punidos com aposentadoria e vencimentos integrais. Que tal demitir e botar na cadeia os que usam os cargos com finalidades políticas, ou para beneficiar os interesses de potências estrangeiras?

      1. naldon

        21 de março de 2015 2:26 pm

        MP propor lei fora de suas

        MP propor lei fora de suas atribuições é um disparate em genero numero e grau, só mostra a casa da mãe joana que se transformou o Brasil, e um projeto com um rombo desses que o senhor citou é bazófia das grandes.

  2. DjalmaSP

    21 de março de 2015 1:44 pm

    Pro,otores Globelezas

    Caro Nassif,

     

    esse é só mais um promotor globeleza, que simplesmente jogaram no lixo a seriedade do cargo ocupado. Diante dos holofotes soltam frases de efeito que serão difundidas via uma mídia de péssimo nível e totalmente descompromissada da finalidade de informar com isenção.

    Esse se bobear tem a roupa do super homem por baixo do terno.

  3. gaúcho

    21 de março de 2015 2:06 pm

    O que assusta nos ministérios

    O que assusta nos ministérios públicos estaduais e federal é a distância de seus membros dos interesses do povo, das pessoas comuns.

    Em uma frase: o MP é uma instituição elitista. 

  4. José C Lima

    21 de março de 2015 2:07 pm

    E o bobinho aqui pensando que

    E o bobinho aqui pensando que o STF fosse nossa Suprema Corte

    1. José C Lima

      21 de março de 2015 2:15 pm

      O STF não pode se opor a

      O STF não pode se opor a pedido de arquivamento de noticia crime do mensalão do aecio neves mesmo que hajam provas de que a propina tenha corrido solta…os coxinhas nao precisam se preocupar pq o STF ja nao apita em mais nada…quem manda eh o acusador o MPF

      1. José C Lima

        21 de março de 2015 2:40 pm

        Os nobres concurseiros que

        Os nobres concurseiros que nunca receram um voto sequer na vida ainda acham pouco: Querem substutuir o TSE e tornar proscrito o PT

        http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2015/03/21/mpf-quer-fechar-os-partidos-o-pt/

  5. Jorge Luis

    21 de março de 2015 2:12 pm

    Uma característica muito

    Uma característica muito comum dos monstros é que eles acabam se voltando contra seus criadores. A mídia vem alimentando o MP, fez a campanha contra a PEC 37, com manifestantes que nem sabiam o que era, mas uma hora dessas, vão acabar entrando pelo cano também. E aí, quem vão chamar para defendê-los? A OAB? O Chapolin?

  6. Marco St.

    21 de março de 2015 2:12 pm

    Promotores achando que são

    Promotores achando que são celebridades, falando o que dá na telha para a velha mídia, acusando na base do achismo, engavetando os B.O.  dos amigos, pedindo extinção de empresas, fim de partidos., construção de ciclovias.

    E ainda tem gente preocupada com “intervenção militar”….

  7. Pedro Penido dos Anjos

    21 de março de 2015 2:29 pm

    ISTO È N° Edição:  1770 |
    ISTO È N° Edição:  1770 |  03.Set.03 – 10:00 |  Atualizado em 21.Mar.15 – 11:22

    Raposa no galinheiro

    Procurador Santos Lima, casado com ex-funcionária do Banestado, tentou barrar quebra de sigilo de contas suspeitas

    Osmar Freitas Jr. ? Nova York

     

    Resultado de imagem para Carlos Fernando dos Santos Lima 

    A proverbial raposa volta a tentar tomar conta do galinheiro. Desta vez aconteceu nos EUA. No sábado 23 de agosto, uma comissão de autoridades brasileiras embarcou para um périplo por cidades americanas. A missão era verificar in loco investigações feitas pelos procuradores daquele país, que poderiam ser ampliadas nos casos de remessas monetárias ilegais e lavagem de dinheiro feitas por brasileiros. Estavam na turma os senadores Antero Paes de Barros (PSDB-MT) e Magno Malta (PL-ES) e os deputados Dr. Hélio (PDT-SP) e José Mentor (PT-SP), todos da CPI do Banestado, dois procuradores da República, uma delegada, um perito da Polícia Federal e consultores da Câmara dos Deputados. A viagem seria um sucesso, mas o trem quase descarrilou por causa de uma disputa insólita, cujos motivos até então ocultos se revelaram, no mínimo, de má-fé. É que entre os procuradores estava Carlos Fernando dos Santos Lima. Santos Lima, quando servia em Curitiba, foi quem recebeu e manteve engavetado, desde 1998, o dossiê detalhadíssimo sobre o caso Banestado e uma lista de 107 pessoas que figuram na queixa-crime sobre remessa de dólares via agência em Nova York. No episódio houve aquilo que em termos jurídicos se chama de “instituto da suspeição”, já que o procurador é parte interessada no caso. Sua esposa, Vera Lúcia dos Santos Lima, trabalhava no Departamento de Abertura de Contas da filial do Banestado, em Foz do Iguaçu. Agora, na Big Apple, Santos Lima fez um tour de force para que a documentação da quebra de sigilo de várias contas, realizada pelo escritório da Procuradoria Distrital de Manhattan, também não viesse à luz, enveredando por um labirinto burocrático que, como sempre, tem seu final em pizza.

    ISTOÉ recebeu informações de autoridades americanas de que
    os procuradores Santos Lima e Vladimir Aras, do Paraná, tentaram amarrar a entrega dos preciosos documentos. Alegaram que os quatro membros da CPI não tinham autoridade para processar o caso e só
    ao Ministério Público caberia a tomada de medidas legais. Insistiram também que só aceitariam os resultados da quebra de sigilo bancário
    se a Promotoria Distrital nova-iorquina remetesse a papelada para
    o Departamento de Justiça americano e este colocasse o crivo do
    MLAT – o acordo de cooperação entre os ministérios da Justiça dos
    dois países. O impasse causou constrangimento não apenas a quem forneceria a papelada como também aos parlamentares presentes.
    “Foi insólito”, disse um dos americanos.

    O impasse só seria resolvido através de uma manobra que frustrou Santos Lima. Os promotores distritais nova-iorquinos enviariam os documentos da quebra de sigilo para a filial do Banco Itaú em Nova York – instituição que comprou o Banestado na privatização, herdando o imbróglio – e o banco daria tudo aos senadores e procuradores. Com essa posse, os papéis seriam “consularizados”, ou seja: o Consulado do Brasil na cidade atestaria a autenticidade da documentação. De funcionários do Itaú ISTOÉ recebeu informações que houve nova investida de Santos Lima para que os membros da CPI não recebessem o que esperavam. A jogada, porém, não deu certo, e as provas obtidas pelo escritório do promotor Robert Morgenthal já estão nas mãos de quem promete dar continuidade ao caso. O senador Antero Paes de Barros (PSDB-MT), que encabeçava a missão parlamentar, disse: “No final da reunião com o District Attorney, a história do Brasil começou a mudar. Dou minha palavra de que esta CPI não vai acabar em pizza.” Mas, se depender do procurador Santos Lima, pode-se esperar uma mezzo-a-mezzo.

    Vera Lúcia, esposa de Santos Lima, trabalhava no Banestado quando, em 1998, o procurador recebeu em Curitiba o dossiê sobre as atividades ilegais do banco. No dia 17 de setembro daquele ano, ele tomou o depoimento de Heraldo Ferreira – ex-gerente de câmbio da agência do banco em Foz do Iguaçu –, em que fazia denúncias sobre as atividades da instituição financeira. O caso Banestado saiu da gaveta do procurador somente depois que ISTOÉ investiu nas apurações do escândalo. Apenas em 21 de março de 2003 é que o procurador Santos Lima enviou esse depoimento à PF, sendo que na Assembléia do Paraná havia sido instaurada uma CPI sobre o assunto quatro dias antes.

    A invasão ao galinheiro não seria feita apenas por uma única raposa. Junto a Santos Lima estava nos EUA Neide de Alvarenga – ex-chefe-geral da Divisão de Repressão ao Crime Organizado da PF (DCOIE). Era ela quem insistia para que a primeira equipe de agentes da PF – mergulhada nas investigações em Nova York, em fevereiro deste ano – voltasse ao Brasil. Isso a despeito de o chefe do grupo, o delegado José Castilho, insistir que as investigações avançavam e que o grupo tinha ganhado importante aliado no escritório do promotor distrital de Manhattan. Os faxes que Neide mandava para o Consulado do Brasil em Nova York, onde os agentes se reuniam, eram de conhecimento público, já que não vinham protegidos pela confidencialidade. Batia-se sempre na mesma tecla: a da interrupção dos trabalhos e a volta da equipe, o que acabou acontecendo em abril. Não foi por falta de convites que a delegada deixou de verificar no local os progressos – que hoje são provados pelas 270 caixas de documentos que o District Attorney pôs à disposição das autoridades brasileiras. Mas ela só decidiu viajar em companhia do procurador Santos Lima.

    Nem tudo, porém, foi refrega na viagem desta comissão de parlamentares e procuradores. A primeira escala do grupo foi Washington. Na capital americana, a visita rendeu frutos inesperados: o adido da Receita Federal na Embaixada do Brasil entregou à comissão uma lista com 170 nomes
    de pessoas que possuem imóveis em território americano, não declarados ao Fisco brasileiro. Da lista, fazem parte artistas, empresários e políticos. No total, existem 660 nomes de pessoas com imóveis, mas apenas 170
    o fazem de modo criminoso. Destes, o preço mínimo de imóvel é de
    US$ 800 mil – o que vale um apartamento de um dormitório em Manhattan, mas é soma suficiente para se adquirir um condomínio de
    luxo em partes da Flórida e de outros Estados americanos. Entre os nomes –que estão sendo mantidos em sigilo pela CPI e pela Receita –
    está o de Fábio de Oliveira Catão.

     

     Rastros de CatãoEm setembro de 1994, o megalaranja pernambucano Fábio de Oliveira Catão, 39 anos, saiu do anonimato ao denunciar ao MP e à PF dois caciques de peso da política nordestina: o então vice-presidente da República, Marco Maciel, e o ex-governador de Pernambuco, Joaquim Francisco. Catão trabalhara no setor de transportes do comitê de campanha que, em 1990, elegeu Maciel para o Senado e João Francisco para o governo do Estado. Em depoimento à PF, ele disse que parte dos recursos do comitê de campanha foi doada por “fantasmas” ligados ao esquema de PC Farias. Segundo Catão, ele mesmo ia buscar o dinheiro na agência do Itaú de Boa Viagem. As denúncias nunca chegaram a ser provadas. Catão, que namorou a filha de Maciel, Maria Cristina, havia se apossado do cartão 24 horas da namorada para fazer saques sem autorização. Depois, sumiu de Pernambuco. De acordo com sua irmã, Alexandra, viajou para os EUA e para a Europa. Há sete anos, ele não dá notícias. Seu sumiço está com os dias contados.

    Documentos da Promotoria do distrito de Nova York acusam Catão de lavar dinheiro de corrupção nos EUA. De acordo com as investigações, ele seria o administrador de uma conta de US$ 1,5 bilhão no Merrill Lynch, de Dallas, movimentada por políticos e empresários brasileiros. Ele deixou recentemente rastros na cidade de Calgary, no Canadá, onde morou por seis meses com a namorada Viviane Sperb. O casal saiu do país no dia 8 de agosto rumo a São Paulo num vôo de classe executiva. Catão comprou por US$ 5.855 as passagens na agência Atlas. Foi atendido pela brasileira Patrícia Lefebre, a quem pagou a fatura com um cheque de uma conta encerrada do Nationsbank de Dallas. “Como éramos brasileiros, tínhamos uma boa convivência, e ele me disse que administrava uma conta de políticos em Dallas”, contou ela a ISTOÉ. Após se hospedar em agosto no hotel Best Western Regent, em São Paulo, mudou-se para Santa Catarina, onde estaria trabalhando para políticos locais. Viviane retornou para a casa da família em Gramado (RS).“Ele me disse que trabalhava para os bancos e que o nome do chefe dele era Gabriel Halaban”, contou ela, que garante ter rompido o namoro com Catão.

    Amaury Ribeiro Jr. e Osmar de Freitas Jr.

    Procurador Santos Lima, casado com ex-funcionária do Banestado, tentou barrar quebra de sigilo de contas suspeitas

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  8. Juliano Santos

    21 de março de 2015 3:04 pm

    Esses paneleiros e

    Esses paneleiros e marchadores querem cada coisa. Querem um país sem STF, sem governo e sem legislativo eleito pelo povo. A “pauta” desse movimento é uma aberrção.

    Além disso, entre outras coisas, tinha um cartaz defendendo o feminicídio e contra o combate a fome, carregado por uma mulher! Outra reivendicação é matar comunista. Outra bandeira é a do nazismo, sem que se saiba se incluiu o extermínio de judeus, ou se seriam os petistas a irem para as câmaras de gas. Tem também a proposta de beatificação, em vida, de um ex-torturador. Isso sem contar o renascer das cinzas dos integralistas e as propostas do TFP que pretendem enviar o Brasil para a idade média. E olha que os “gladiadores do altar” ainda não aderiram!

    Jandira tem razão, um circo dos horrores, Nassif

  9. Andre Araujo

    21 de março de 2015 3:31 pm

    O Procurador da “força

    O Procurador da “força tarefa” propõe NOVA LEI ANTI CORRUPÇÃO muito mais dura do que a que a Presidente anunciou.

    Questões:

    1.Desde quando o Ministerio Publico propõe leis? Sua função é ser fiscal da lei e não legislador.

    2.Quem fala pelo Ministerio Publico Federal é supostamente o Procurador Geral da Republica. Se cada Procurador Federal, são 2.200, puder propor leis em cima de um caso que ele trata o caos juridico será de que tamanho?

    3.Precisamos terminar com a mania de propor novas leis para cada fato novo que acontece, lei é um mandamento geral,

    não pode ser modificada a cada novo fato que ocorre na vida.

    4.Tornar hediondo a cada dia novos crimes, vamos chegar ao ponto que TODOS os crimes serão hediondos, a banalização do conceito HEDIONDO perde todo sentido, corrupção é um crime comum, não é hediondo.

  10. Messias Franca de Macedo

    21 de março de 2015 3:56 pm

     
    “Bebê” de Fernando Henrique

     

    “Bebê” de Fernando Henrique nasceu sob o governo dele, nos anos 90; esquema do trensalão tucano foi repetido na Petrobras

    Por conspícuos jornalistas Luiz Carlos Azenha e Conceição Lemes

    publicado em 21 de março de 2015 às 10:05

    “Essa corrupção não é uma senhora idosa, é uma mocinha, um bebê quase”

    Fernando Henrique Cardoso, em entrevista à Globo News

    Da Redação

    A mídia corporativa nunca apresentou o trensalão tucano da mesma forma que o fez com o mensalão petista. Não contextualizou as informações, nem usou gráficos ou detalhou os grupos políticos envolvidos no escândalo. Não publicou cadernos especiais.
    Foi preciso um partido político interessado no caso, o PT, para fazê-lo.
    Segundo uma apresentação organizada pelos petistas da Assembleia Legislativa de São Paulo, o esquema teve início no governo Fleury, entre 1990 e 1994. Aloysio Nunes era o vice-governador, cargo que acumulou com o de secretário de Transportes Metropolitanos. Mas o cartel das empresas fornecedoras decolou mesmo no primeiro mandato de Mário Covas, 1995-1998.
    O cartel envolveu contratos de R$ 40 bilhões. O Ministério Público busca reaver R$ 2 bilhões.
    Como denunciou Conceição Lemes neste espaço, há um nexo entre o esquema do trensalão, a Operação Castelo de Areia (que foi anulada) e a Operação Lava Jato.
    Acrescente-se a isso a Lista de Furnas.
    (…)

    FONTE [LÍMPIDA!]: http://www.viomundo.com.br/denuncias/bebe-de-fernando-henrique-nasceu-sob-o-governo-dele-nos-anos-90-esquema-na-petrobras-foi-repetido-no-trensalao-dos-tucanos.html

  11. JB Costa

    21 de março de 2015 4:37 pm

    Não afirmo, apenas questiono:

    Não afirmo, apenas questiono: será que noutras democracias há umas instituição assim, digamos, tão “solta”? Absolutamente desprovida de qualquer vínculo hierárquico, funcional ou político com as demais instituições da República? Se na dimensão do individual, dos agentes, sobra empáfia, demonstração de autoridade e poder, institucionalmente se tornou uma espécie de Poder ah hoc da República, amparado que é pelas suas garantias, funções e prerrogativas constitucionais, 

    Os poderes Executivo e Legislativo se constituem pela voto(soberania popular). O primeiro é severamente fiscalizado e de certa maneira até pautado pelo segundo. O Legislativo é, por excelência, o “Poder”, porque além de serem(os congressistas) representantes da população e das unidades federativas, é dele que emana toda s super estrutura jurídica do país via elaboração das Leis, 

    Já o Judiciário, merce de seus integrantes não serem eleitos pela população, mas, no caso dos tribunais superiores, indicados pelo Executivo, e um Poder passivo e totalmente “escravo”, submisso à Constituição e às leis inferiores, o que não deixa de ser um espécie de “constrangimento”. 

    O Ministério Público, que surge a partir da Carta de 1988, conforme bem salienta o articulista é um Poder de fato, mas não de Direito. Não se constitui da soberania popular e muito menos é passivo. Para alguns, sua atual arquitetura jurídica e funcional se constituiu num dos maiores avanços na Constituição já citada. Sua natureza jurídica é uma salada: é o fiscal da Lei, ou seja, cuida da sua observância, mas não faz parte da sua elaboração. Nesse sentido, não é vinculado ao Legislativo. Por sua vez não se subordina ao Poder Executivo, mas seus atos são de natureza administrativa. É o titular da Ação Penal Pública, mas é independente do Judiciário. 

    O Ministério é, assim, na realidade, mas não formalmente, um quarto poder que no entanto, eis o nó da questão, não está sujeito como os demais ao chamado checks and balances pelo qual os três poderes se contrabalançam. Aí entra a famosa indagação inserida no texto: Quem vigia os vigias?

    Ninguém vigia os vigias, por exemplo, quando esses nos últimos anos optaram claramente por um lado na disputa política. Nada a ver com militância ou partidarismos explícitos, mas o uso de dois pesos e medidas e as manifestações isoladas de procuradores hostis ao Partido dos Trabalhadores. Isso é fato.

    Só que essa máxima só valeu para os últimos doze anos. Nos oito que antecederam a dita Era PT, quem vigiou, e bem esses vigias, responde pelo nome de Fernando Henrique Cardoso, então Chefe de Governo Pelo menos o vigia mais graduado: o Procurador Geral da República Geraldo Brindeiro, carinhosamente alcunhado de “engavetador geral da República”. 

     

    1. helcio dias de sa

      21 de março de 2015 6:06 pm

      Não afirmo ,apenas questiono.

      Passado de Mulher,vida de juiz,democracias/ditaduras e COZINHA DE RESTAURANTE,se voce conhecer voce não come.

  12. Morvan

    22 de março de 2015 2:14 am

    Quem Nos Protege De Nossos Não-Eleitos Protetores?

    Boa noite.

    Carissimi del GGN:
    Publiquei, no meu blogue, sobre a Judiciocracia Brasileira, Nova Modalidade do Golpe. Ficou melhor para os Estados Unidos: mais barato e mais, bem mais sutil.
    Neste artigo, falo ainda sobre linguagem subliminar, pois o artigo-base, no PIG, fala em crime e traz a imagem de Dilma.
     

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