Procuradores-gerais de Justiça de São Paulo, Santa Catarina e Espírito Santo se reuniram com o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Alexandre de Moraes, na tarde desta terça-feira (8), para tratar das investigações sobre os atos antidemocráticos que bloquearam rodovias em todo país na última semana.
Participaram do encontro na sede do TSE, em Brasília, Mario Luiz Sarrubbo (MP-SP), Fernando da Silva Comin (MP-SC) e Luciana Gomes Ferreira de Andrade (MP-ES). Eles entregaram a Moraes informações que colheram ao longo dos protestos de teor golpista.
Segundo os procuradores, os movimentos são na verdade uma “organização criminosa, que atentam contra a democracia” e apontam que, nos três estados, existem empresários por trás do financiamento dos atos.
De acordo com o site Metrópoles, esses empresários – que não tiveram os nomes revelados para não atrapalhar as investigações – estruturam os movimentos com barracas, banheiros químicos, alimentação, entre outros.
Moraes busca esclarecer quem são os financiadores das manifestações. Ontem (7), determinou que as polícias civis, polícias militares e a Polícia Rodoviária Federal (PRF) encaminhem ao Supremo Tribunal Federal a identificação de todos os caminhões e veículos que participaram das manifestações.
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Os atos
Desde a madrugada de domingo (30), bolsonaristas passaram a comandar manifestações de teor golpista contra o resultado do segundo turno das eleições, que declarou a derrota de Jair Bolsonaro (PL) e declarou Lula (PT) presidente.
Os bloqueios perderam força após uma decisão do STF que ordenou que os governos dos Estados tomassem providências, por meio das polícias, para liberar as vias.
Os apoiadores de Bolsonaro, no entanto, passaram a coordenar atos em frente a quartéis das Forças Armadas, onde pedem “intervenção federal” e carregam faixas com palavras de ordem contra a Suprema Corte.
José de Almeida Bispo
8 de novembro de 2022 9:55 pmNa minha cidade, hoje, rolava um grupinho com ônibus fretado (por quem?) para assediar um grupamento militar próximo e em região extremamente nevrálgica.
E todo mundo da Lei e da ordem relativizando essa loucura. Olhai Argos, 370 a.C..
Fábio de Oliveira Ribeiro
9 de novembro de 2022 5:19 amEsses empresários precisam ser responsabilizados criminal e civilmente pelo que estão fazendo. Caso contrário, eles continuarão a incentivar e a financiar a bestialidade antidemocrática dos fanáticos e vagabundos que aderiram ao culto da personalidade do capitão genocida.