20 de maio de 2026

Ramagem nega envio de conteúdo golpista a Jair Bolsonaro

Texto que contesta vitória de Lula seria apenas um rascunho, nunca enviado ao ex-presidente; ele também negou usar a Abin para monitorar autoridades
Crédito: Reprodução/ TV Justiça

O deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) também foi interrogado nesta segunda-feira (9) no Supremo Tribunal Federal (STF), enquanto réu envolvido na tentativa de golpe de Estado para manter o ex-presidente Jair Bolsonaro no poder após derrota nas eleições de 2022. 

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Entre as declarações de Ramagem, que no governo Bolsonaro respondia pela diretoria da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), está a de que o documento que contesta a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa pela Presidência da República naquele ano era apenas um rascunho pessoal que nunca foi enviada ao então chefe de Estado. 

O ministro relator Alexandre de Moraes, do STF, chegou a questionar o conteúdo do texto, que parecia ser direcionado a Bolsonaro. No entanto, Ramagem afirmou que se tratava de um diálogo interno, que ele utiliza para organizar reflexões pessoais. E reafirmou que o rascunho não foi enviado ao ex-presidente. 

Ramagem afastou ainda a tese de que atuou para disseminar mentiras sobre o processo eleitoral, uma vez que o vídeo compartilhado com Bolsonaro de testes públicos de segurança das urnas eletrônicas era apenas uma exposição técnica sobre a segurança das urnas, realizada em uma audiência pública no STF. 

Outra tese rechaçada pelo deputado é a de que teria usado a estrutura da Abin para monitorar autoridades públicas. 

Ele também explicou que a contratação do sistema FirstMile, usado para monitorar autoridades por meio do sinal de celulares, foi feita ainda no governo de Michel Temer e que não foi renovado porque o então diretor da Abin julgou que não seria necessário.

Questionado ainda sobre o pedido da assessoria de Carlos Bolsonaro sobre inquéritos da Polícia Federal relacionados ao clã, Ramagem alegou que a denúncia não fazia parte do processo. Ainda assim, quis elucidar que os pedidos não foram atendidos. 

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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6 Comentários
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  1. João

    10 de junho de 2025 6:20 am

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  2. emerson57

    10 de junho de 2025 8:44 am

    Ele diz que é um santo homem.
    Ele se chama Mestre Jonas.
    https://youtu.be/JZkH0ILuQ5A

  3. ERNESTO

    10 de junho de 2025 9:00 am

    Provavelmente não mentiu ao dizer que estava apenas pondo no papel idéias com as quais não comunga mais. Isso de fraude eleitoral era enredo pro gado acéfalo. Estava na verdade construindo mentiras pra embasar a narrativa e repassar à quadrilha golpista. O importante era garantir prestígio no futuro governo de exceção. Zero convicção, 100% ambição. Resta saber a proporção de agentes públicos dessa natureza instalados nos quadros da PF. E não só da PF. Ou não, talvez melhor não saber.

  4. ERNESTO

    10 de junho de 2025 9:01 am

    Provavelmente não mentiu ao dizer que estava apenas pondo no papel idéias com as quais não comunga mais. Isso de fraude eleitoral era enredo pro gado acéfalo. Estava na verdade construindo mentiras pra embasar a narrativa e repassar à quadrilha golpista. O importante era garantir prestígio no futuro governo de exceção. Zero convicção, 100% ambição. Resta saber a proporção de agentes públicos dessa natureza instalados nos quadros da PF. E não só da PF. Ou não, talvez melhor não saber.

  5. Rui Ribeiro

    10 de junho de 2025 10:31 am

    “Eu não sei qual vai ser o humor dos ministros, do PGR. O golpe não existiu”. -Bolsonaro.
    Todo mundo já sabe que não existiu golpe, existiu a tentativa de golpe, o qual não se consumou por circunstâncias alheias à vontade dos golpistas.
    Nihil novi sub sole

  6. AMBAR

    10 de junho de 2025 2:05 pm

    Esse Ramagem se esconde na própria ramagem pra ser cínico, liso e vaselinado. Por certo as idéias dele, como as de um amante apaixonado ficavam numa folha escrita debaixo do travesseiro, o conhecimento delas, porque houve, ou foi uma fatalidade ou comunicação telepática. Ramagem é um “inocente” de terno, que sabe defender-se tergiversando.

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