5 de junho de 2026

Se não há estupro, por que há dinheiro, pergunta Cabrini a Feliciano

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Jornal GGN – O último Conexão Repórter sob o jornalista Roberto Cabrini retratou o escândalo envolvendo o deputado Marco Feliciano (PSC) e a suposta tentativa de estupro contra a estudante Patrícia Lélis, 22. O caso ganhou destaque no início do mês, quando o UOL revelou mensagens de texto com indícios de que o parlamentar teria abusado de Patrícia em seu apartamento funcional, em Brasília.

Nas últimas semanas, o assunto sofreu uma reviravolta: a delegacia de polícia em São Paulo onde Patrícia registrou uma denúncia contra Talma Bauer, chefe de gabinete de Feliciano, agora estuda indicar a jovem por falsa comunicação de crime. Isso porque surgiram imagens de Talma e Patrícia negociando até R$ 50 mil para colocar “uma pedra” sobre o escândalo envolvendo Feliciano.

Cabrini foi direto ao ponto com Feliciano, e quis saber por que houve negociações e pagamentos à Patrícia por Bauer, se o deputado alega que não houve crime de estupro. Na reportagem veiculada no SBT, Feliciano gaguejou um pouco e respondeu que não sabe dizer. “É o que também quero saber”, tangenciou.

“Eu queria saber, me conte [que dinheiro é esse]. Eu não autorizei [pagamentos à Patrícia]. É tudo mentira. Pode vasculhar minhas contas. Bauer não tinha autorização porque ele não deu! É mentira. Não aconteceu nada. Esse dinheiro nunca saiu dele. Alguém está por trás disso”, disse Feliciano.

O deputado conseguiu emplacar no programa mais um indício a seu favor. A reportagem criou um obstáculo ao relato que Patrícia fez ao Ministério Público Federal, sobre como teria sido a tentativa de estupro. Nele, a jovem afirma que foi ao apartamento funcional de Feliciano em Brasília, por volta das 9h do dia 15 de junho. Lá, Feliciano teria lhe oferecido um cargo alto dentro do PSC em troca de relações extraconjugais. Diante da negativa, ele teria partido para a agressão.

Mas Feliciano alega que entre 8h55 e 10h daquele dia, esteve em reunião com o ministro do Trabalho. Conexão Repórter conseguiu as imagens que comprovam que o deputado entrou e saiu do prédio no horário e dia informados.

O assessor de Feliciano disse à reportagem que o parlamentar não sabia das negociações financeiras com Patrícia, que tudo teria sido feito por iniciativa do próprio Bauer, para evitar que o escândalo fugisse do controle. “Eu, como chefe de gabinete, tinha que tomar minhas atitudes e não comuniquei a ele essas negociações porque achei que estava tudo bem. Eu peguei das minhas economias e fiz o que ela queria”, disse Bauer, relatando que entregou R$ 20 mil a Patrícia, fora outros pagamentos para manter a jovem em São Paulo.

Dias após a tentativa de estupro em Brasília, Patrícia não buscou imediatamente uma delegacia. Ela disse ter procurado a cúpula do PSC, incluindo o pastor Everaldo, dirigente nacional, para tratar da denúncia contra Feliciano. Na versão da jovem, os políticos apenas lhe ofereceram um saco de dinheiro para remediar a situação. Na visão do PSC, Patrícia mente e tem “compulsão” por denunciar estupros que nunca conseguiu provar.

Patrícia diz que foi aí que um assessor político chamado Emerson teria entrado em cena com o interesse de assessorá-la. Ele teria, diversas vezes, tentado vender a denúncia contra Feliciano para veículos da grande mídia. Emerson relatou a Cabrini que Patrícia só aceitou negociar com Bauer quando percebeu que não conseguiria receber nada de veículos de comunicação em troca de entrevistas. O assessor afirmou que a partir daí, ele decidiu filmar os movimentos de Patrícia e Bauer, já prevendo que a história poderia parar na delegacia.

https://www.youtube.com/watch?v=xC1695UAGUM width:700 height:394]

Em determinado momento da reportagem, a câmera do SBT já não está mais na mesma sala em que estavam Cabrini e Emerson. E, então, o jornalista pergunta ao assessor político se ele achava que Feliciano tinha conhecimento de que Bauer tentava comprar o silêncio de Patrícia.

“Olha, ele era o assessor do deputado. Veio para resolver o caso. Então, com certeza, ele sabia de tudo. Toda hora eu via o celular dele [Bauer] sendo chamado pelo Marco. Eu não lia as mensagens, mas ele [Feliciano sabia o que estava acontecendo.”

Emerson entregou ao SBT um video rápido em que só é possível ver Bauer passando seu celular para Patrícia falar com Feliciano em viva voz. “Eu peguei o telefone e falei ‘o que você quer’. Ele disse: ‘Minha querida, me ajuda aí. Eu tenho três filhas. Eu tenho igrejas. Me ajuda”, relatou Patrícia, sobre a ligação.

Na internet, corre um vídeo em que Patrícia aparece surpresa ao descobrir por Bauer que ele teria separado R$ 50 mil para ela, mas que o dinheiro foi entregue a um tal de Arthur, que seria o responsável por intermediar o pagamento. O homem teria dito à jovem que ela ficaria com R$ 10 mil, mas ao que tudo indica, ele desapareceu com todo o dinheiro.

Bauer disse a Cabrini que Patrícia, ao final, teria aceitado R$ 20 mil, e que ele pagou “para evitar mal maior”. “Eu achei que o escândalo era muito maior.” Ao UOL, a mãe de Patrícia admitiu que a filha pediu uma conta com CNPJ emprestada. A defesa de Patrícia alega que não houve nenhum pagamento.

Além de entender porque houve a tentativa de calar a boca de Patrícia se Feliciano afirma que não cometeu nenhum crime, falta descobrir o que exatamente motivou Patrícia a ir à delegacia denunciar todos os personagens envolvidos nessa história.

Foi só no dia seguinte ao encontro entre Patrícia e Bauer onde foi citado os R$ 50 mil que ela recorreu à Polícia para denunciar o chefe de gabinete por tentativa de cárcere privado. O assessor foi preso temporariamente e, hoje, o delegado acredita que Patrícia não era exatamente vítima de uma espécie de sequestro. “Fomos vendo que ela não estava cerceada, porque ela saia, ia a restaurantes, inclusive na companhia de Emerson e de Bauer”, disse o delegado na reportagem.

Em São Paulo, ela deve ser denunciada por falsa comunicação de crime. Feliciano e o PSC também afirmaram que vão mover uma ação por calúnia e difamação.

Em Brasília, contudo, falta a Procuradoria Geral da República decidir quando e se vai levar o pedido de investigação por tentativa de estupro contra Feliciano adiante.

 

 

 

Cintia Alves

Cintia Alves é jornalista especializada em Gestão de Mídias Digitais e editora do GGN.

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16 Comentários
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  1. Marcos Antônio

    15 de agosto de 2016 9:49 pm

    Os tempos são outros…

    E outro fato surpreendente é que quem foi o MAIOR DEFENSOR DO ACUSADO FOI A POLÍCIA!

    Divulgando o vídeo para mídia –  NUNCA VI ISSO DE RETRATAÇÃO DA POLICIA COM PETISTAS!

    Policia e mídia defendendo o Feliciano, é pouca coisa?

    Tambem aconteceu com o Perrela e o helicóptero e quase 500 quilos de cocaina…

    Alguem já foi preso?

    Tempos modernos…

  2. Octavio

    15 de agosto de 2016 9:54 pm

    Conclusão

    A conclusão é a seguinte: no PSC ninguém vale nada!!!! É um partido de aluguel.

  3. Homero Pavan Filho

    15 de agosto de 2016 11:29 pm

    Rapá…

    No mínimo a assessoria do Feliciano deveria ser demitida em peso, pqp.

    Bandidagem é pouco…

  4. Almeida

    15 de agosto de 2016 11:34 pm

    Atenção senhores candidatos nas eleições de outubro!

    Taí uma boa fonte para financiar suas campanhas. Corram para a fila na porta do gabinete do deputado, que ela vai ficar enorme. Ouvi dizer que o filho do Boçalnaro, que é candidato no Rio, já baixou lá de plantão

    Basta dizer que foi estuprado pelo Feliciano, para ele providenciar um cala boca de 300 mil.

     

  5. OBS

    15 de agosto de 2016 11:58 pm

    4 quartos.Venda de

    4 quartos.Venda de imóveis.

    Sou a favor de que, estes ambientes sirvam inclusive ao judiciarío. STF, STJ, MPF, e outros.

    E que cada um pague a sua conta quando for morar em outra moradia.

     

    Quanto custam os seus ap?AP? CASA? 18 mil por mes?. Sei lá…estou calculando.)

     

     

    __________________________________

     

    Onde foi que ocorreu o encontro?

     

  6. maria rodrigues

    15 de agosto de 2016 11:59 pm

    SBT não tem sido um canal de

    SBT não tem sido um canal de televisão confiável. Como na Globo, os interesses comerciais se sobrepõem ao jornalismo de verdade. E Cabrini sabe disso. Vez em quando, sem conciliar o sono, tento ver seus programas, que se passam no final da noite de domingo. São programas recheados de sensacionalismos, e muita pegada compromotedora que tornam o apresentador muito menor. 

    Não se vai muito, Cabrini entrevistou bispo Macedo. Embora nada mais recorde, em detalhes, sei bem que foi uma entrevista direcionada, daquelas que mais parece que o entrevistado pagou caro para ter visibilidade. Eu, que estou longe de ser jornalista, teria todos os meios para pautar aquela entrevista de tal modo que o bispo farsante não encontraria lugar pra enterrar a mente mentirosa. 

    Como se não bastasse essa Patrícia estar embrulhada numa situação que ela mesma não soube agir para sair no lucro,  desde o início, temos que considerar que nas últimas divulgações o que se vê é a própria mãe dela desmentindo-a. Aí, pode ser que a mãe, evangélica radical, pra variar, idólatra do Maldito, prefira ser contra a filha a ferir os brios do malandro; se não tiver levado aguma grana pra isso, porque, nesses antros de neo-pentecostais impera o desejo de enriquecer.

    Por fim, depois que a família de Sílvio Santos passou a se declarar evangélica, temos sentido uma mistura grande entre jornalismo e tudo mais que envolve esse povo. Por isso, e sabendo do que são capazes os jornalistas vendidos, pra mim essa entrevista foi plantada pra salvar Feliciano e a igreja dele. Cabrini também saiu no lucro.

  7. Edi Passos

    16 de agosto de 2016 12:16 am

    Pois é,

    na primeira vez que li sobre isso comentei que quem acabaria presa seria a moça. Agora já podemos ver que tudo se encaminha rapidamente para isso, com a polícia e a imprensa correndo atrás de provas contra ela para defender o “pastor”.

    A bandidagem ladra,  usurpadora e falso moralista apoderou-se do Brasil. Pobres dos nossos filhos e netos!

     

  8. Gilson AS

    16 de agosto de 2016 1:45 am

    Ontem eu comecei vendo o

    Ontem eu comecei vendo o programa. Quando esse babaca de pastor de merda  começou falar em família e chorar, foi demais para o meu estômago, troquei de canal.

    Tive receio de contrair uma úlcera nervosa.

    Safado, hipócrita, sepulcro caiado !

  9. Renato Lazzari

    16 de agosto de 2016 1:47 am

    Firma de TV tendenciosa.

    Firma de TV tendenciosa. Apresentação dos “personagens”: no primeiro take já mostra a moça como “a gostosa” (a câmera viaja dos pés ao rosto lenta, languidamente e depois dá uma “secada” federal em sua bunda). Depois apresenta Feliciano, o sóbrio família mas jovial religioso, em seu espartano apartamento funcional onde, óbvio, sempre houve uma reprodução da Monalisa. Blá, blá, blá, uma inconsistência daqui prá lá, outra de lá prá cá e finaliza com uma mensagem do pudico Feliciano.

    Alguém já disse que a manchete orienta o texto… mesmo um texto apontando para cima, se a manchete apontou prá baixo é prá lá que vamos. A propósito onde me parecem estar a firma, Feliciano e Patrícia: no mais baixo patamar de seriedade. Grassa solta a baixaria.

  10. Joao Luis

    16 de agosto de 2016 2:06 am

    Impressionante a operação de

    Impressionante a operação de salvamento do Feliciano comandada pela polícia de São Paulo. Há grandes interesses envolvidos nessa história. Talvez o Feliciano saiba de muita coisa dos meandros da polícia e tenha uma razoável capacidade de chantagem.

    A cada dia se revela que aquela Brasil grande, moderno, transparente e democrático, legado dos governos petistas, nunca passou de um sonho e que vivemos um golpe de estado que nada deixa a dever ao de 1964.

     

  11. Vieira

    16 de agosto de 2016 4:08 am

    Fala com bolsonaro
    Castração química, com a palavra o milico Bolsonaro. Mas neste caso será, Mateus primeiro os teus.

  12. João de Paiva

    16 de agosto de 2016 1:35 pm

    Acredite quem quiser.

    Prezados leitores,

    Todo esse arranjo para livrar a cara do Marco Feliciano não me convence. Tauma Bauer é ex-meganha, além de assessor do deputado denunciado. Para os que temos acompanhado o que a SR/DPF/PR tem feito para incriminar e tornar réus o agente Dalmey Werlang –  a quem uma delegada ordenou instalar grampos ilegais numa cela e numa área de circulação da carceragem da PF, em Curitiba – e o delegado Mário Fanton, designado para investigar e relatar essa e outras ilegalidades criminosas cometidas pela FT da Farsa a Jato, esse uso do aparato da polícia paulista e dos veículos de mídia para desacreditar completamente Patrícia Lelis e as denúncias que fez contra Marco Feliciano parecem suspeitíssimos. Aliás, essa tática de criminalizar uma possível vítima, principalmente se mulher, não é novidade. Há menos de dois meses, no Rio, a polícia quis construir uma versão de que uma jovem vítima de abuso sexual e estupro coletivo, na ZO da cidade, era a ‘culpada’ pela violência sofrida.

    Patrícia Lelis pode ser uma vigarista? Sim, claro que pode. Mas os antecedentes de Marco Feliciano e das polícias brasileiras recomendam extrema cautela, antes de emitirmos juízos a respeito. O lado mais fraco é o da jovem jornalista. 

     

  13. bastiahth

    16 de agosto de 2016 1:59 pm

    extorsão

    Patricia lellis de 2010 a 2016 diz que foi por 3 vezes vitima de estupro, primeiro caso um técnico de manutenção de máquina de lavar roupa que ela descreve no video abaixo, o segundo foi um membro do PSV, terceiro foi de Marco feliciano também do PSC. 

    http://www.metropoles.com/distrito-federal/patricia-lelis-a-universitaria-que-desafiou-feliciano-coleciona-historias-mal-contadas-veja-video

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=FU_NDf8BXDs%5D

  14. Jonathan D.

    17 de agosto de 2016 6:52 am

    Imparcialidade

    Impressionante como a maioria dos comentários tem a posição contrária ao pastor Feliciano mesmo com evidências inconstestáveis ao seu favor, ou seja o intento da estudante, da esquerda e da mídia suja de manchar a imagem do pastor foi um sucesso.  

    Analisando o caso:

    Marco Feliciano – é um Pastor à muitos anos e hoje um deputado que luta pela família. Se houvesse algum antecedente em sua historia provavelmente não seria deputado e muito menos teria a fama que tem no meio evangélico.

    Patrícia Lélis – Uma estudante de 22 anos que tem muitos depoimentos de pessoas que conviveram com ela contando as suas inúmeras mentiras, pessoas da igreja dela, pessoas que estudaram com ela, entras essas pessoas o diretor da faculdade que ela estudava em Brasília. 

    No depoimento de Patrícia havia sinais de mentira na linguagem corporal como o desvio do olhar e nervosismo.

    Não há registro da entrada dela no prédio de feliciano do dia que ela disse. 

    As imagens de conversas por whatsapp com o Pastor apresentadas por ela não mostraram nada sobre ‘a relação’ existente segundo ela entre eles, e sim depois de ter ‘ocorrido o crime’, algo muito suspeito, quem iria conversar como ela conversavou novamente com o seu ‘suposto estuprador’. 

    Ao oposto do que mostra as imagens do whatsapp de Feliciano onde ela mandou fotos sensuais a ele, para tentar o seduzir. 

    Patrícia não foi a delegacia no tempo devido. 

    No facebook alguns dias depois de ter ‘ sido estuprada’ ela estava no shopping, sem nenhum machucado andando de mãos dadas feliz com seu namorado. 

    Os vídeos do celular do Biazon do hotel e de restaurantes mostram que ela não estava em cárcere privado. 

    Imagens compravam que Feliciano estava em um prédio em hora e data que disse com um Ministro, e portanto não cometeu o suposto crime.  (essa é inquestionável). 

    A única lapse solta é do dinheiro oferecido a ela, que foi oferecido para evitar toda essa exposição negativa, como mostram os videos de Biazon. 

    Se a imparcialidade fosse um valor moral, não haveria tanto preconceito e manipulação de massa. 

    1. Edi Passos

      18 de agosto de 2016 1:42 am

      Quá, quá, quá…

      “Marco Feliciano – é um Pastor à muitos anos e hoje um deputado que luta pela família.”

      O Lobo Mau também só comeu a vovozinha por caridade e amor à família, na verdade queria mesmo era a Chapeuzinho Vermelho!

    2. Gabriel G

      18 de agosto de 2016 9:14 am

      IMPARCIALIDADE?? HAHAHA

      “Marco Feliciano – é um Pastor à muitos anos e hoje um deputado que luta pela família. Se houvesse algum antecedente em sua historia provavelmente não seria deputado e muito menos teria a fama que tem no meio evangélico”

      Me explica ai onde a imparcialidade começa porfavor? Diria o mesmo do lula ou de qualquer deputado de esquerda? O resto a gente nem se dá ao trabalho de ler, porque já sabe que só vai ter babação de ovo. Pra evangélico pouco importa se o cara é estuprador ou não. Na igreja evangélica tem todo tipo de pastor. Basta se converter no presídio.

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