5 de junho de 2026

Senadores divergem sobre significado da Lava Jato, que completa 3 anos

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Da Agência Brasil

Na mesma semana em que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, remeteu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a lista com nomes de 83 pessoas com foro privilegiado para serem investigadas, a Operação Lava Jato completou três anos. Entre os senadores, a avaliação a respeito do aniversário da operação foi diversificada. Para alguns, como o presidente nacional do Democratas, senador José Agripino Maia (RN), as investigações promovidas são “um marco” importante na história do país.

“A Lava Jato foi um marco em matéria de procedimentos e inibidora de comportamos inadequados”, afirmou à Agência Brasil. Na opinião dele, a operação colocou “um freio” em políticos que achavam que, ao estar no poder, podiam agir cometendo irregularidades.

Além disso, Agripino avalia que a Lava Jato, embora ainda não tenha chegado ao fim, já trouxe consequências. “A primeira é o fim do financiamento privado de campanha. Isso aí acabou. É a primeira grande consequência. Agora, o próximo passo é saber como vai se fazer campanha para que o eleitor conheça os candidatos e os partidos sem esse tipo de recurso”, pontua.

A campanha eleitoral de 2018 é considerada decisiva para saber se a operação de fato provocou mudanças profundas no país, na opinião da senadora Rose de Freitas (PMDB-ES). Uma da mais experientes parlamentares em atividade no Congresso, Rose não considera ser possível dizer ainda se a Lava Jato mudou o jeito de fazer política no país. Para ela, a pauta de reação que vem sendo levantada no Congresso, em especial a de anistiar a prática de Caixa 2, mostra que é cedo para dizer que as práticas mudaram.

“Só vai ser aferido se tivemos mudanças quando o povo votar e observarmos que tipo de político será escolhido. Só vamos saber se teve efeito se o Congresso Nacional e as assembleias que forem eleitos refletirem essa limpeza ética e novos paradigmas de comportamento da classe política – desde a retórica e os discursos, até às votações sobre as reformas que forem necessárias”, avalia.

Críticas

Na opinião da oposicionista Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), a Lava Jato foi importante para trazer à tona práticas que eram comuns, porém erradas. No entanto, ela acredita que aqueles que comandam a operação pecaram por praticarem atos excessivos e ilegais.

“Acho que a Lava Jato produz muita coisa boa, mas produz muita coisa que precisa ser corrigida imediatamente. Eu me recordo que, logo no começo, grande parte dos representantes políticos tentaram utilizar essa operação incentivando muito, aplaudindo inclusive atos não legais, excessivos. Sem saber que o feitiço, não demora, se volta contra o feiticeiro”, afirmou.

Outra questão que Vanessa levanta é o que ela chama de “seletividade”. “Esse não é o problema de um partido político, de uma liderança política, é o problema de um esquema político que funciona no Brasil. Então, que ela não criminalize A ou B, mas trate do problema como ele tem que ser tratado”, aponta.

Patricia Faermann

Jornalista, pós-graduada em Estudos Internacionais pela Universidade do Chile. Coordenadora de Projetos. Repórter e documentarista de Política, Justiça e América Latina do GGN desde 2013.

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3 Comentários
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  1. CB

    18 de março de 2017 12:58 pm

    Há muit tempo, num país de

    Há muit tempo, num país de terceiro mundo qualquer, uma republiqueta de bananas daquelas bem atrasadas, colocaram em prática uma nova versão da Inquisição, para:

    1 – derrubar o governo legítimo e arruinar o principal partido trabalhista do maior país do continente e membro de uma nova organização internacional que adotou um política externa, inclusive comercial, soberana;

    2 – Inviabilizar que o maior líder popular daquele país voltasse à presidência;

    3 – Favorecer a entrega do controle do petróleo e outras riquezas às multis;

    4 – Favorecer a entrega de empresas e do patrimônio público a grupos econômicos estrangeiros;

    5 – Quebrar as grandes empresas nacionais que faziam concorrência às estrangeiras pelo mundo.

    Mas este é só o argumento de filme que um roteirista de Hollywood está pensando em escrever…

    1. jossimar

      19 de março de 2017 12:16 pm

      Tudo isto que você escreveu é

      Tudo isto que você escreveu é visível até para cegos.

      A desgraça é que todos aqueles que tem alguma representatividade se borram de medo de falar a verdade sobre a lava jato e serem atacados pela globo.

      Aliás, até canais esportivos concorrentes tem pavor de criticar a globo, aquela empresa que destrói o futebol brasileiro há tempos.

      Quando a lava rato destruir toda economia do país do que viverá a globo? dos juros que recebe no mercado financeiiro?

      Estes juros já representam cerca de trinta por cento do lucro dessa desgraça. será que vai chegar aos 100%?

       

  2. jossimar

    19 de março de 2017 12:11 pm

    Hua hua hua. Agripino Mais

    Hua hua hua. Agripino Mais dando lições de ética na política.

    A coisa está mais feia do que e pensava.

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