STF diz que Aloysio Nunes e Mercadante não são investigados na Lava Jato

Da Agência Brasil

O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF) informou hoje (9), que, atendendo solicitação do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, o presidente do STF, ministro Ricardo Lewandowski, ordenou a redistribuição do pedido de abertura de inquérito contra o ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, e contra o senador Aloysio Nunes (PSDB-SP). Os pedidos não têm relação com a Lava Jato, mas sim com um possível crime eleitoral. 
 
Anteriormente, os documentos haviam sido enviados ao ministro Teori Zavascki, que devolveu o processo para redistribuição, já que os fatos apontados pelo Ministério Público não tinham relação com aqueles apurados em inquéritos da Operação Lava Jato. Na verdade, ao contrário do que foi divulgado no fim de semana, o STF não determinou abertura de inquérito para investigar Mercadante e Aloysio Nunes.

 
Segundo o ministro Celso de Mello, relator do processo, ainda não há qualquer decisão sobre o pedido de abertura de inquérito. Caberá ao ministro decidir se há elementos mínimos para abertura de inquérito para apurar supostas doações ilegais para as campanhas políticas de ambos.
 
O pedido, assinado pelo procurador Rodrigo Janot, chegou ao STF semana passada e está baseado em depoimentos de delação premiada do presidente da empreiteira UTC, Ricardo Pessoa, investigado na Operação Lava Jato e que cumpre prisão domiciliar.Iniciamente, o pedido foi encaminhado ao ministro Teori Zavascki, relator dos inquéritos da Lava Jato no STF,
 
No entanto, Janot solicitou que o processo fosse distribuído a outro ministro por não se tratar de investigação com ligação com os desvios na estatal.
 
Nos depoimentos, Pessoa citou o nome de 18 pessoas que receberam contribuições dele, entre eles Mercadante e Aloysio. Os trechos da delação começaram a ser divulgados em junho.
 
Na ocasião, Mercadante confirmou dois pagamentos de R$ 250 mil, da UTC e da Constran, para sua campanha, em 2010, ao governo de São Paulo. De acordo com o ministro, o dinheiro foi recebido de forma legal e declarado à Justiça Eleitoral.
 
Aloysio Nunes também reconheceu que recebeu R$ 200 mil para sua campanha eleitoral ao Senado, em 2010, mas ressaltou que o dinheiro foi legalmente declarado à Justiça Eleitoral. O senador disse que não conhece o empreiteiro e que não tem nada a esconder.

 

8 comentários

  1. Seriam situações de Caixa 2?…vide Ana Paula no Bom Dia Brasil

    Peraí, se foram doações em Caixa Dois, com o se corrigiu agora cedo no Bom Dia Brasil a âncora Ana Paula Araújo e nada teria a ver com “o minucioso e imparcial” trabalho da Força Tarefa liderada pelo Juiz Sérgio Moro, como parece ter concluído o Ministro Teori Zavaski, ainda que os dois casos que envolvem os Aloísios, Mercadante Oliva e Nunes Ferreira, tenham sido claramente incluídos por Ricardo Pessoa em sua “colaboração premiada” como doações efetuadas em nome da UTC.

    Imediatamente o Senador Aécio Neves da CUNHA, apressadamente assumiu a defesa de Nunes Ferreira declarando-o íntegro e honestíssimo parlamentar, mesmo sem esperar a decisão posterior do Ministro Teori que retitou os dois senhores do emaranhado da Lava Jato, por se tratarem de supostos processos de Caixa Dois em camapnha eleitoral de 2010…remetendo os dois casos ao Ministro Lewandovski para designação de outrro relator…agora já escolhido o Ministro Celso de Melo para cuidar dos dois rumorosos casos Mercadante & Nunes Ferreira.

    Cabe então perguntar, se não é caso para Sérgio Moro, portanto apesar de denunciados por Ricardo Pessoa como sendo doações da UTC em campanhas de 2010, supondo não se tratar de recurso financeiro desviado da Petrobrás, qual seria a obra ou contrato usado nestas “doações travestidas de caixa dois?”

  2. Seriam situações de Caixa 2?…vide Ana Paula no Bom Dia Brasil

    Peraí, se foram doações em Caixa Dois, com o se corrigiu agora cedo no Bom Dia Brasil a âncora Ana Paula Araújo e nada teria a ver com “o minucioso e imparcial” trabalho da Força Tarefa liderada pelo Juiz Sérgio Moro, como parece ter concluído o Ministro Teori Zavaski, ainda que os dois casos que envolvem os Aloísios, Mercadante Oliva e Nunes Ferreira, tenham sido claramente incluídos por Ricardo Pessoa em sua “colaboração premiada” como doações efetuadas em nome da UTC.

    Imediatamente o Senador Aécio Neves da CUNHA, apressadamente assumiu a defesa de Nunes Ferreira declarando-o íntegro e honestíssimo parlamentar, mesmo sem esperar a decisão posterior do Ministro Teori que retitou os dois senhores do emaranhado da Lava Jato, por se tratarem de supostos processos de Caixa Dois em camapnha eleitoral de 2010…remetendo os dois casos ao Ministro Lewandovski para designação de outrro relator…agora já escolhido o Ministro Celso de Melo para cuidar dos dois rumorosos casos Mercadante & Nunes Ferreira.

    Cabe então perguntar, se não é caso para Sérgio Moro, portanto apesar de denunciados por Ricardo Pessoa como sendo doações da UTC em campanhas de 2010, supondo não se tratar de recurso financeiro desviado da Petrobrás, qual seria a obra ou contrato usado nestas “doações travestidas de caixa dois?”

  3. Será que me enganei?

    Tempos atrás não teria corrido notícia dando conta de que o juiz, aquele, admoestou os arrependidos que tentaram incluir na expiação da culpa fatos diversos não relacionados com a Petrobrás, afirmando que não aceitaria hipóteses outras de malfeitos, inclusive aqueles envolvendo Minas Gerais e o playboy alteroso das alterosas?

    E essa história agora desses dois novos personagens, não envolvidos com a petroleira?

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