4 de junho de 2026

TJ de Brasilia absolve Arruda

Arruda é absolvido em 2ª instância no DF e mantém direitos políticos

Ex-governador do DF respondia por dispensa indevida de licitação em 2008.
Julgamento sobre o caso havia sido suspenso e voto final saiu nesta quinta.

 

Do G1 DF

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A justiça de Brasília absolveu o ex-governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (PR), e o ex-secretário de obras, Márcio Machado, dos crimes de dispensa indevida de licitação para a reforma do ginásio Nilson Nelson, em 2008.

A decisão é da 3ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do DF (TJDF).

O Mininistério Público do DF ainda pode recorrer, porém, em outra instância.

O julgamento sobre o caso havia sido suspenso no último dia 12, depois que o desembargador João Batista Teixeira pediu mais tempo para analisar o processo. O magistrado decidiu nesta quinta-feira (19) votar pela absolvição, seguindo o relator do caso, Jesuíno Rissato.

Com a absolvição, Arruda mantém seus direitos políticos, já que não foi condenado por órgão colegiado. Caso venha a ser condenado nesta circunstância, por outro crime, ele poderá ser enquadrado na lei da ficha limpa e, em tese, não pode concorrer a cargo eletivo.

Em abril, Arruda foi condenado a 5 anos e 4 meses de prisão em regime semiaberto e ao pagamento de multa de R$ 400 mil. O ex-secretário de obras foi condenado a 4 anos e 8 meses de prisão em regime semiaberto e multa de R$ 300 mil.

Os réus negaram as acusações do Ministério Público, alegando que a dispensa foi justificada por causa de exigências feitas pela Fifa e o pouco tempo para realização das obras.

Na sessão do último dia 12, o relator na segunda instância, desembargador Jesuíno Aparecido Rissato, entendeu que Arruda e Machado eram inocentes. Já o desembargador revisor, Humberto Ulhôa, votou pela permanência da condenação dos réus. Para ele, houve “falha e má intenção” do governo.

“Mesmo sabendo que a cidade não tinha condições de abrigar o evento internacional, o então governador Arruda deixou para iniciar os procedimentos burocráticos para a reforma do ginásio Nilson Nelson, onde seriam realizados os jogos, em fevereiro de 2008. Por conta da demora, vários contratos foram firmados na forma direta, com dispensa de licitação”, consta na denúncia do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios.

O advogado de Arruda, Nélio Machado, afirmou que o campeonato era uma possibilidade, mas que não havia confirmação sobre a realização do evento.

“Na realidade houve uma disputa, Brasilia só foi confirmada. Os documentos provam isso, há toda uma evidência”, disse. “Havia a mera intenção, intenção essa que poderia ou não se converter em realidade.”

O advogado de Machado, Edson Smaniotto, afirmou que o crime pelo qual o ex-secretário responde não implica em prejuízo.

“O crime que eles estão respondendo é um crime que exige prejuízo, e nem a denúncia fala em prejuízo”, disse. “Como é que podemos imaginar que alguém terá a liberdade privada, vá para a cadeia e tenha os direitos políticos suspensos quando a conduta não significa crime?”

A reforma do ginásio Nilson Nelson custou R$ 9.998.896,70. As multas aplicadas aos réus correspondem a 4% da obra para Arruda e a 3% para Machado.

O processo para a reforma do ginásio teve início em fevereiro de 2008. O local foi usado para jogos do Campeonato Mundial de Futsal, em outubro de 2008. Brasília foi escolhida uma das sedes ao lado do Rio de Janeiro, em dezembro de 2005. A formalização do termo de compromisso com o Comitê Organizador do evento aconteceu em 2007.

 

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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17 Comentários
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  1. Ivan de Union

    19 de dezembro de 2013 8:28 pm

    E os outros crimes?

    E os outros crimes?

    1. Lionel Rupaud

      19 de dezembro de 2013 9:26 pm

      Quais crimes? Crimes?

      Gente de bens cometem no máximo, mas bem no máximo, infrações, e por um deslize totalmente perdoável.

      Crimes são coisas de lulo-petistas.

       

  2. MarFig

    19 de dezembro de 2013 8:30 pm

    Qua qua qua! Prancheta cadê

    Qua qua qua! Prancheta cadê você?

    1. Zanchetta

      19 de dezembro de 2013 9:00 pm

      Como dizia meu avô… O que é

      Como dizia meu avô… O que é uma flechada a mais para São Sebastião…

      Inocentaram ele de um caso…

  3. RACS

    19 de dezembro de 2013 8:38 pm

    Ãham, agora conta uma

    Ãham, agora conta uma novidade.

  4. lenita

    19 de dezembro de 2013 8:44 pm

    Na proxima encarnação quero

    Na proxima encarnação quero nascer PSDBista ou Demo. É uma beleza …….

  5. Maria Rita

    19 de dezembro de 2013 9:40 pm

    Já que se falou em justiça (o

    Já que se falou em justiça (o que é isso?), prestem atenção à nova linha de atuação de JB, o candidato. Agora fala que os presídios são uma calamidade e que falta vontade e empenho do poder executivo. Mote de sua campanha: segurança e combate à corrupção. Se o primeiro era  Collor contra os marajás, agora é,,, Acuma? Combate ao quê?!! 

  6. Maria Luisa

    19 de dezembro de 2013 9:52 pm

    Ultrajante

    Espero que José Dirceu, Genoino e Delubio Soares tenham muita força e calma, porque essa noticia é da deixar qualquer um que tenha acompanhado o julgamento da AP 470, descrente em qualquer possibilidade que se faça justiça no caso deles.

  7. P.R. Plexo

    19 de dezembro de 2013 10:31 pm

    Não PPPP absolvido?

    Nããããããããããããããããããããããããããããããããããoooooooooooooooooooooooooo!

    Mesmo?!

    Nããããããããããããããããããããããããããããããããããoooooooooooooooooooooooooo!

    Porque estou tão surpreso?!

  8. MThereza

    19 de dezembro de 2013 10:40 pm

    Devia ter excesso de provas e

    Devia ter excesso de provas e eles não sabem o que fazer com isso. Muito papel, datas. Melhor absolver logo. Os outros crimes daqui a pouco prescrevem, Pronto. tudo resolvido. Como diz uma advogada amiga: a pressa é inimiga da prescrição.

  9. peregrino

    19 de dezembro de 2013 11:10 pm

    e JB empenhado em acabar com a impunidade…

    mas ainda convivendo com o velho sistema do judiciário:

    criminosos bem estabelecidos ou compreendidos não se pune

     

    toma na cara, JB

     

     

     

     

    1. peregrino

      19 de dezembro de 2013 11:24 pm

      são por coisas desse nível, baixíssimas e ordinárias…

      que sigo com a certeza de que a mídia segue a  perseguir réus já definitivamente condenados só para proteger os que, culpados, nunca são julgados de verdade

      1. peregrino

        19 de dezembro de 2013 11:42 pm

        5 dias caídaço, sim…

        mas foi o suficiente para voltar com a certeza de que certos TJs ainda funcionam como o “Nosso Lar” para crimes de amigos protegidos e de direita

        1. peregrino

          19 de dezembro de 2013 11:50 pm

          quer brincar comigo nesse tipo de justiça?

          em “Nosso Lar”, quer?

  10. Antonio Carlos Silva - RJ

    19 de dezembro de 2013 11:41 pm

    ministrins do pj brasileiro nunca punirão a oposição demotuca

     

    O panetoneteiro José Arruda sempre acreditou neste judiciário, vejam :

    [video:http://youtu.be/BBAq0t5quaw%5D

     

  11. IV AVATAR

    20 de dezembro de 2013 12:14 am

    PPPP

    Uma podrdão só o judiciário brasileiro, classista até dizer chega, reserva a cadeia para PPPP puta, pobre, preto e petista, o que não é o caso de Arruda

  12. Nelson Quintanilha

    20 de dezembro de 2013 2:37 am

    TJ de Brasilia absolve Arruda

    P { margin-bottom: 0.21cm; }

    Então a AP 470 seria a baliza, a nova jurisprudência.

    Onde foi parar o tal do DOMINIO DO FATO?

    A magoa do Judiciário e o PT e seus aliados, eles querem a cabeça do Lula e da Dilma e não descansarão até não conseguir.

    Vai no tapetão mesmo já que nas urnas nada conseguem.

    Enquanto a direita dominar o Judiciário e essa imprensa marom reinarem o Brasil não irá para frente nunca.

    Eles debocham, zombam do povo e dos que (esquerda) ousem ocupar um cargo publico de relevância.

    Nem o Chapolin Colorado poderá nos ajudar.

     

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