21 de maio de 2026

TJ-SP planeja ampliar varas especializadas em crime organizado nos próximos anos

A previsão é que todas as unidades sejam instaladas na capital paulista para garantir maior segurança aos magistrados responsáveis por julgar organizações criminosas
Crédito: Fernando Frazão/ Agência Brasil

TJ-SP planeja expandir varas especializadas em crime organizado para atuar em todo o estado nos próximos dois anos.
Atualmente, há duas varas na capital; previsão é criar seis varas com dois juízes cada, todas em São Paulo.
Medida visa proteger juízes, ampliar varas de garantias e violência doméstica, e aumentar eficiência do Judiciário.

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O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) pretende expandir, nos próximos dois anos, a atuação de suas varas especializadas em crime organizado. Segundo o presidente da corte, desembargador Francisco Eduardo Loureiro, essas unidades passarão a julgar processos de todo o estado, e não apenas da capital.

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Atualmente, o tribunal conta com duas varas especializadas nesse tipo de crime, ambas com atuação restrita à cidade de São Paulo. De acordo com Loureiro, está em elaboração um estudo técnico para definir o número necessário de varas e magistrados, mas a estimativa inicial é de que seis varas, com dois juízes cada, sejam suficientes para atender à demanda.

A previsão é que todas as unidades sejam instaladas na capital paulista. A medida, segundo o presidente do TJ-SP, busca garantir maior segurança aos magistrados responsáveis por julgar organizações criminosas.

“O juiz que julga organização criminosa no interior fica extremamente visado porque ele é conhecido na região. Isso torna o juiz muito vulnerável. Por isso, estando na capital, nós conseguimos dar uma proteção maior a ele”, afirmou Loureiro durante palestra realizada nesta segunda-feira (2), em almoço promovido pelo Instituto dos Advogados de São Paulo (Iasp).

Na mesma ocasião, o desembargador informou que sua gestão também pretende criar novas varas de garantias e ampliar o número de unidades especializadas em violência doméstica.

A ampliação da especialização, segundo Loureiro, será uma diretriz para outras áreas do tribunal. Um dos focos são os Núcleos de Justiça 4.0, que devem ser expandidos tanto no primeiro quanto no segundo grau. Esses núcleos concentram processos com características que permitem julgamentos mais rápidos, contribuindo para dar maior agilidade à tramitação das ações.

Em 2025, o TJ-SP julgou cerca de nove milhões de processos — uma média de 750 mil por mês ou aproximadamente 25 mil por dia. Para o presidente da corte, a especialização tem sido fundamental para lidar com esse volume.

De acordo com Loureiro, o tribunal já possui alto grau de especialização em áreas do Direito Privado. O próximo passo, segundo ele, é aprofundar esse modelo em outros ramos, com a criação de mais câmaras especializadas, como as de Direito Empresarial, com o objetivo de acelerar os julgamentos e aumentar a eficiência do Judiciário paulista.

*Com informações do Conjur.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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