Obra de Picasso

Enviado por Felipe A. P. L. Costa
Eu sou Ninguém! E você é quem?
Por F. Ponce de León, do blogue Poesia contra a guerra
Entre nós, diversos poetas e tradutores profissionais já se debruçaram sobre a poesia da estadunidense Emily Dickinson (1830-1886). Não é de estranhar, portanto, que alguns de seus poemas já tenham sido traduzidos várias vezes. (Um guia detalhado das versões em português está disponível em página do sítio eletrônico da Unesp, São José do Rio Preto SP – ver aqui.)
No que segue, ofereço uma nova versão para o poema n. 288 – ver The poems of Emily Dickinson, v. 1 (Belknap Press, 1955, p. 206-7), de Thomas H. Johnson. O original é reproduzido logo em seguida.
EU SOU NINGUÉM! E VOCÊ É QUEM?
Emily Dickinson
Eu sou Ninguém! E você é quem?
Você é – Ninguém – também?
Então há dois de nós!
Não diga! eles nos baniriam – você sabe!
Quão triste – ser – Alguém!
Quão notório – qual um Sapo –
Dizer o próprio nome – o vitalício Verão –
Diante de reverente Brejo!
I’M NOBODY! WHO ARE YOU?
Emily Dickinson
I’m Nobody! Who are you?
Are you – Nobody – too?
Then there’s a pair of us!
Don’t tell! they’d banish us – you know!
How dreary – to be – Somebody!
How public – like a Frog –
To tell your name – the livelong June –
To an admiring Bog!
[Nota: referido às vezes como ‘Little Nobody’, este poema já foi publicado com variações: 4. banish us/advertise e 7. your/one’s ou 7. June/day; ou mesmo com um verso adicional: ‘Who would be a Somebody? – Nobody and I’.]
Deixe um comentário