1.
carregar os poemas aos entulhos
no revérbero de estradas e atropelos
pisar os corpos como fossem gelos
e as estradas como fossem muros.
2.
o anjo da morte me chega, olho de cobra
sua pupila ardente me retalha
meu foro íntimo é um corte de navalha
o mundo por inteiro é uma dobra.
romério rômulo
Maria Luisa
19 de março de 2014 5:54 pmFragmento
E a gente as vezes se sente como uma mola encolhida nesse mundo de atropelos.
Abraços.
Maíra
22 de março de 2014 2:33 pmAdmiro quem persiste na
Admiro quem persiste na escritura de poesias. Decidi abandonar tal exercício, me desgasta e me retira da realidade muito mais que outros escritos. Entao, comecei a escrever o que chamo de “discussao e investigaçao poéticas de uma antipoetisa” (acho que romério rômulo iria gostar de ler). E mesmo sem escrever versos, às vezes, a poesia continua dentro da gente, ela é forte. E quando a apartamos, o mundo parece muito sem graça, e duro demais. Mas ser poetisa não, aí já é demais.
jrmessi
24 de março de 2014 9:01 pmFragmento
Realidade intensa, traduzida pela dureza exata das palavras.