
Do Blog da Boitempo
Cultura inútil: Sobre Deus, religião, fé e outras coisas que se dizem afins
Por Mouzar Benedito
Jesuis aprometeu que havéra de sarvá
A todos fiéis que o pé da cruiz bejá.
Bejemo, rebejemo, tornemo a rebejá,
Que é pra Jesuis querê nos sarvá.
(Música cantada por beatas na periferia paulistana no final dos anos 1960)
A igreja do Senhor qual será pararapapá.
A igreja do Senhor qual será pararapapá.
Será a que cura os enfermo
E que espanta o capetá.
(Música cantada por um pregador evangélico e seus seguidores no Largo da Concórdia, no final dos anos 1960)
Antes de entrar nuns ditados populares e frases de famosos (ou nem tanto) sobre o assunto, umas considerações. A palavra fé vem do latim, fides, e do grego,pistia. É a confiança absoluta em algo. É uma opinião firme de que algo é verdade, sem qualquer prova.
Para muita gente, todos têm que ter uma “fé”, no caso confundida com religião. Quem não tem é mau.
Segundo dizem, Deus é bom (ou justo?)… Todas as religiões pregam o bem… Será?
Mata-se muito em nome de Deus e das religiões. E isso não é de hoje: basta lembrar alguns episódios históricos. Por exemplo:
1. Sócrates foi condenado à morte em Atenas, e um motivo que pesou muito para essa condenação foi que ele cultuava deuses que não eram atenienses.
2. Leiam o Velho Testamento da Bíblia, na parte que trata das pragas contra o povo egípcio: o faraó queria deixar o povo hebreu se mandar do Egito, para se livrar de pragas mandadas pelo Deus desse povo. Mas, para mostrar poder, Deus “endurecia o coração do faraó” para que ele não permitisse a saída dos hebreus, e depois castigava o povo todo, de forma cruel, inclusive matando os filhos primogênitos de cada família.
3. Roma perseguia e matava os cristãos, colocavam nos circos para serem comidos por leões, sob o aplauso daqueles que professavam a religião dominante naquele império. Também decapitava, queimava, martirizava… Estudem um pouco a vida dos santos católicos e verão. Depois a coisa se inverteu: Roma se tornou cristã e passou a perseguir os não cristãos.
4. A “Santa” Inquisição matava na fogueira quem ela julgava que não era católico e/ou cometia heresias contra o cristianismo.
5. A colonização da América tinha como base de apoio a conversão dos povos dominados à fé cristã, e para isso era permitido matar, estuprar, roubar, fazer o que fosse preciso. E isso valeu para a colonização de outras partes do mundo.
A crueldade dos colonizadores espanhóis era tanta que vale sempre lembrar a história do cacique Hatuey, nascido no Haiti, que foi a Cuba de canoa, no início do século XVI, prevenir os povos indígenas de lá sobre a maldade dos espanhóis. Ele foi pego lá e condenado à morte na fogueira. Um padre disse que se ele se convertesse ao cristianismo iria para o céu. Hatuey perguntou ao padre se espanhóis também iam para o céu, e ele disse que sim. Então o cacique disse algo mais ou menos assim: “Então quero ir para o inferno. Não quero ir para um lugar com gente tão ruim”.
6. Os colonizadores (inclusive os portugueses aqui) demonizavam os deuses dos colonizados, diziam que eram demônios. Impuseram o cristianismo na marra. Hoje em dia ainda há “cristãos” com a mesma mentalidade. Certas seitas evangélicas consideram demônios, por exemplo, todos os deuses das religiões africanas e indígenas.
7. As guerras do Oriente Médio atualmente têm justificativas religiosas, embora por trás esteja também a riqueza do petróleo. De qualquer forma, a intolerância é uma marca das religiões dali, a fé alheia é considerada sempre maligna. Estão aí os exemplos exacerbados do Estado Islâmico e do Boko Haram. Mas mesmo dentro da mesma religião mata-se gente por discordâncias internas, com atos terroristas horrorosos.
Li em algum lugar que as religiões monoteístas são as piores, têm deuses mais, digamos, “vaidosos” e impiedosos, que não aceitam a existência de outros deuses, seus seguidores têm que ser exclusivamente deles. As politeístas pelo menos têm deuses que não são exclusivos. Achei interessante.
Eu mesmo andei escrevendo algumas abobrinhas sobre religião, fé etc. Aí vão elas:
Sou materialista desde a outra encarnação.
* * *
Quando alguém abre a alma, o que encontra dentro dela?
* * *
De que religião são as pessoas de boa-fé?
* * *
Há pessoas que passam a vida cantando “Hosanas ao Senhor”, para poder ir para o céu, onde passarão a eternidade cantando “Hosanas ao Senhor”.
* * *
É fundamental
A quem não tem fundamento
Ser fundamentalista
* * *
Deus é fiel!
Mas tem uns arautos…
Deus do céu!
* * *
Para os fundamentalistas, a vida não é fundamental.
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Nas forças do inferno
O capitão
É um capetão
* * *
Cometeu pecados,
O motivo eu sei:
A necessidade não tem lei
* * *
Que caráter bélico
Tem o pastor
Que se diz evangélico
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Deus é amor.
O diabo
É o atravessador.
* * *
Mulher que “dá” aos pobres empresta o quê a Deus?
* * *
Quem sobe no Dedo de Deus vê os anéis de Saturno?
* * *
Deus é contraditório nos ditados populares: não dá asas a cobra, mas dá nozes a quem não tem dentes.
* * *
No uso da mitologia romana com produtos de limpeza, a arte ganhou mais statusque a ciência: o deus das artes, Phebo, virou um sabonete perfumado enquanto o das ciências, Minerva, virou sabão em pó.
* * *
Se a voz do povo é a voz de Deus, Deus anda muito reclamão.
* * *
Contradição de protestante é aceitar sem protestar tudo que o pastor lhe diz.
* * *
A fé remove montanhas. Mas para fazer isso, precisa contar com a ajuda de grandes máquinas de terraplenagem e, às vezes, até dinamite.
DITADOS POPULARES:
Muitos ditados relacionados a Deus são “edificantes”, conformistas. Há o clássico “Deus dá o frio conforme o cobertor”, usado na bela música Saudosa Maloca, de Adoniran Barbosa. Dizem que “o homem põe e Deus dispõe”, ou “se Deus é por nós, quem será contra nós?”, ou “o futuro a Deus pertence”. Ou ainda que “o pouco com Deus é muito e o muito sem Deus é nada”. E tem aquela: “Quem não morre, não vê Deus”.
Mas há outros não tão piegas assim. Aí vão alguns:
Deus é bom, e o diabo não é mau.
* * *
O diabo não é tão feio como o pintam.
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Se o diabo morresse, poucos se importavam com Deus.
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De dinheiro e santidade, a metade da metade.
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O diabo é o outro.
* * *
Deus é grande, mas o mato é maior.
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O homem põe, e Deus dispõe.
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Oração curta depressa chega ao céu.
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O diabo ajuda os seus.
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O diabo reza também.
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O diabo sabe muito, porque é velho.
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Quem é besta pede a Deus que o mate e ao diabo que o carregue.
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Sacristão novo cospe fora da igreja; sacristão velho mija no altar.
O QUE DISSERAM ALGUNS INTELECTUAIS, ARTISTAS ETC.
Isaac Asimov: “Todas as religiões são a verdade sagrada para quem tem a fé, mas não passam de fantasia para os fiéis das outras religiões”.
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Anatole France: “A religião prestou ao amor um grande serviço, fazendo dele um pecado”.
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Simone Weil: “A religião como fonte de consolação é um obstáculo à verdadeira fé; nesse sentido, o ateísmo é uma purificação”.
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Afonso Schmidt: “O catolicismo é uma revolução comunista que fracassou”.
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Menotti Del Picchia: “Deus está dentro da imaginação que cria e que crê”.
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Simone de Beauvoir: “Eu passava muito bem sem Deus. E, se utilizava seu nome, era para designar o vazio que tinha, a meus olhos, o clarão da plenitude”.
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William Shakespeare: “O diabo pode citar as Escrituras quando isso lhe convém”.
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Voltaire: “A religião mal entendida é uma febre que pode terminar em delírio”
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Clóvis Ernesto Correia: “Foi Deus quem fez o Céu alto para lá não ir ninguém”.
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Nietzsche: “Não posso acreditar num Deus que quer ser louvado o tempo todo”
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Schopenhauer: “Não nos deixar cair em tentação é o mesmo que dizer: não nos deixar ver quem realmente somos”.
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Medeiros de Albuquerque: “Os crentes chamam ‘Deus’ à causa ignorada de tudo que se conhece.
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Medeiros de Albuquerque, de novo: “O ateísmo sereno, a certeza de que só conosco devemos contar, dá mais tranquilidade ao espírito do que qualquer religião”.
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Rubem Alves: “Deus nos deu asas do pensamento para voar, os homens nos deram as gaiolas da religião”.
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Vincent van Gogh: “Quando sinto uma terrível necessidade de religião, saio à noite para pintar as estrelas”.
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Marquês de Maricá: “A religião é como a pátria, sempre nos parece melhor a nossa própria”.
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Bakunin: “Religião é demência coletiva”.
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Karl Marx: “O primeiro requisito da felicidade dos povos é a abolição da religião”.
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Sophie Arnaud: “As mulheres se dão para Deus quando o diabo já não quer mais nada com elas”.
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Padre Manuel Bernardes: “Que é o inferno? Reino da morte viva”.
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Aldous Huxley: “O céu que vá para o diabo”.
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Aldous Huxley de novo: “E se este mundo for o inferno de outro planeta?”.
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Renato Kehl: “Místico é aquele que não consegue manter-se no domínio das realidades, perdendo-se em devaneios sem fim”.
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Dante Alighieri: “No inferno os lugares mais quentes são reservados àqueles que escolheram a neutralidade em tempo de crise”.
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Gregor Samsa: “O inferno só existe onde existe religião”.
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Clarice Lispector: “Quando de noite ele me chamar para a tração do inferno, irei. Desço como um gato pelos telhados. Ninguém sabe, ninguém vê. Só os cães ladram pressentindo o sobrenatural”.
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Francisco de Bastos Cordeiro: “A oração contemplativa é o monólogo em êxtase. A oração imperativa, uma forma de suborno”.
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Gustave Le Bon: “Se o ateísmo se propagasse, tornar-se-ia uma religião tão intolerável como as antigas”.
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Eduardo Galeano: “O corpo não é uma máquina como nos diz a ciência. Nem uma culpa como nos fez crer a religião. O corpo é uma festa”.
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Luís Freitas Rodrigues: “O papel da igreja no plano espiritual dever ser o de dar e não o de pedir, e muito menos o de exigir”.
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Bob Marley: “Não tenho religião, eu sou o que sou. Eu sou um Rastafári… E isso não é religião, isso é vida”.
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Camilo Castello Branco: “As religiões, prometendo infernos além deste mundo foram mais inventivas que Deus”.
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José Saramago: “O problema não é um Deus que não existe, mas a religião que o proclama”.
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Eurípides: “O dinheiro é a religião do homem de bom senso”.
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Afrânio Peixoto: “A religião é um tropismo humano”.
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Raquel de Queiroz: “Quanto ao ateu, a diferença que faz do deísta, é que ele próprio é o seu Deus”.
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Robert M. Pirsig: “Quando uma pessoa sofre um delírio, isso se chama insanidade. Quando muitas pessoas sofrem um delírio, isso se chama religião”.
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Miguel Couto: “Vinte séculos de cristianismo não fixaram o homem na humanidade”.
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Joracy Camargo: “Deus é o único que perdoa os ateus”.
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Joracy Camargo, de novo: “O homem crê porque tem medo de não crer”.
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Ivan Lins: “A crença em Deus, até mesmo quando se trata de sacerdotes e Papas, nem sempre concorre para melhorar os homens”.
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Olavo Bilac: “O medo é o pai da crença”.
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Guerra Junqueiro: “A razão é um verme, mas a crença é asa”.
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Jean-Paul Sartre: “Não há necessidade de grelhas, o inferno são os outros”.
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Fernando Pessoa: “Haja ou não deuses, deles somos servos”.
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Gorki: “A mentira é a religião dos escravos e dos senhores”.
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Rui Barbosa: “Um povo cuja fé se petrificou, é um povo cuja liberdade se perdeu”.
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Augusto de Lima: “A crença é pretensão de ver em plena treva”.
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Jô Soares: “No Brasil, quando o feriado é religioso, até ateu comemora”.
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Winston Churchill: “Se estiver passando pelo inferno, continue caminhando”.
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Ieda Graci: “No coração dos maus há sempre um pouco de boa fé”.
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John Lennon: “Eu acredito em Deus, mas não como uma coisa, não como um velho no céu. Creio que o que as pessoas chamam de Deus é algo que está em todos nós. Acredito que o que Jesus, Maomé, Buda e outros disseram está certo. São as traduções que foram erradas”.
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Charles Darwin: “Não consigo acreditar que alguém deseje que o cristianismo seja verdadeiro: porque se for, o texto da Bíblia deixa claro que os que não acreditam nela, e isso incluiria meu pai, meu irmão e quase todos os meus melhores amigos serão eternamente punidos. E essa é uma doutrina abominável”.
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Leoni Kaseff: “O fanatismo é um estado d’alma, em que a paixão do crente se converte em alucinações”.
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Antero de Figueiredo: “As superstições são o vício mísero dos espíritos mesquinhos”
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Josué de Castro: “O beato fanático traduz a vitória da exaltação moral, apelando para as forças metafísicas a fim de conjurar o instinto solto e desacordado”.
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Sigmund Freud: “Um homem que está livre da religião tem uma oportunidade melhor de viver uma vida mais normal e completa”.
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Humberto de Campos: “Se a religião pode fazer o santo, a descrença pode fazer o justo”.
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Walther Waeny: “As grandes religiões nascem, muitas vezes, de uma heresia”.
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Charles Baudelaire: “Quem docemente nosso espírito consola (…) é o Diabo que nos move e até nos manuseia”.
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Stanislaw Ponte Preta: “Se o diabo entendesse de mulher, não tinha rabo nem chifre”.
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Napoleão Bonaparte: “A religião é aquilo que impede os pobres de matarem os ricos”
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Autor desconhecido: “Jesus é o caminho. Edir Macedo é o pedágio”.
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Stendhal: “Todas as religiões são fundadas sobre o temor de muitos e a esperteza de poucos”.
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Júlio Dantas: “Deus, se tivesse de ouvir os pecados de uma mulher, ouvia-os sorrindo”.
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Albert Einstein: “A religião do futuro será cósmica e transcenderá um Deus pessoal, evitando os dogmas e a teologia”.
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Machado de Assis: “O maior pecado, depois do pecado, é a publicação do pecado”.
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Jonathan Swift: “Nós temos a religião suficiente para nos odiarmos, mas não a que baste para nos amarmos uns aos outros”.
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Roberto das Neves: “O pior pecado é nunca ter pecado”.
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Autor desconhecido: “O fanatismo é para a religião o que a hipocrisia é para a virtude”.
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Christopher Marlowe: “Considero a religião um brinquedo infantil, e acho que o único pecado é a ignorância”.
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Mahtama Gahdhi: “Eu seria cristão sem dúvida, se os cristãos o fossem 24 horas por dia”.
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Guimarães Rosa: “Deus come escondido, e o Diabo sai por toda parte lambendo o prato”.
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Guimarães Rosa, de novo: “E, outra coisa, o Diabo é às brutas; mas Deus é traiçoeiro.! Ah, uma beleza de traiçoeiro – dá gosto! A força dele, quando quer me dá o medo pavor! Deus vem vindo: ninguém não vê. Ele faz é na lei do mansinho, assim é o milagre”.
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Bernardo Guimarães: “Dos grandes pecadores fazem-se os grandes santos, como da imundície e da podridão brotam por vezes as mais lindas e viciosas plantas”.
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Mário Quintana: “O milagre não é dar vida ao corpo extinto, ou luz ao cego, ou eloquência ao mudo… Nem mudar água pura em vinho tinto. Milagre é acreditarem nisso tudo”.
PARA TERMINAR…
Um causo que publiquei no livro Santa Rita Velha Safada
Sá Donana ficou muito irritada no domingo de manhã, quando saía para a missa e deu de cara com o Micuim dormindo bêbado bem em frente a sua porta. Mas, como estava indo para a igreja, em vez de fazer um esporro, resolveu demonstrar seu espírito cristão, tentando recuperar o Micuim com conselhos — que era o máximo que se dispunha a dar a quem quer que fosse.
Cutucou o bêbado com o pé, até ele acordar mal-humorado.
— Seu Micuim, o senhor não tem vergonha de viver bêbado todos os dias? O senhor parece que não gosta da vida, que não acredita em nada, que não tem fé…
— Péra aí… fé eu tenho. Gosto muito de dois Santos!
Animada, pensando que afinal ele tinha salvação e que sua boa ação ficaria um pouco mais fácil, ela prosseguiu:
— É!? E quais são os dois santos que o senhor gosta?
— São Risal quando tô de fogo e São Duíche quando tô com fome.
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Mouzar Benedito, jornalista, nasceu em Nova Resende (MG) em 1946, o quinto entre dez filhos de um barbeiro. Trabalhou em vários jornais alternativos (Versus, Pasquim, Em Tempo, Movimento, Jornal dos Bairros – MG, Brasil Mulher). Estudou Geografia na USP e Jornalismo na Cásper Líbero, em São Paulo. É autor de muitos livros, dentre os quais, publicados pela Boitempo,Ousar Lutar (2000), em co-autoria com José Roberto Rezende, Pequena enciclopédia sanitária (1996) e Meneghetti – O gato dos telhados (2010, Coleção Pauliceia). Colabora com o Blog da Boitempo quinzenalmente, às terças.
Maria Luisa
15 de maio de 2015 3:29 pmMas sera o Benedito!
O mais engraçado e cruel é dizer a um evangélico apegado que se é ateu. Eles olham com olhos de bebê – esses são curiosos – eles apenas não entendem. Sem reação outra que escojurar a pessoa. Sai pra la satanas 🙂
Alan Souza
15 de maio de 2015 4:48 pmAh, é? Então diga que é espírita…
Experimente dizer que é espírita, então. Aí você vai ver o que é esconjuro e olhares que te ameaçam com o açoite e a fogueira…
Anna Dutra
15 de maio de 2015 7:50 pmPura verdade
Infelizmente Alan, o que temos visto é uma crescente intolerância religiosa, promovida e fomentada por quem está em busca de controle social e poder político. Não sinto isso nos católicos e nem em outras denominações religiosas. É uma pena. Os evangélicos são pródigos em ajudar, na caridade, mesmo fazendo dela um instrumento de doutrinação – o que já não me agrada tanto. Eu como espírita universalista me entristeço de ver esta crescente separatividade, que é justamente contra o que deveríamos estar unidos, independente da crença individual de cada um.
Que tenhamos todos um final de semana de Paz.
Abraço.
Waldomiro Pereira
15 de maio de 2015 3:44 pmRealmente, inutil
Realmente, inutil CULTURA…..
Gilson AS
15 de maio de 2015 4:16 pmO que muitos pensam o que é
O que muitos pensam o que é Igreja, na verdade é templo.
A Igreja pode ser formada em qualquer lugar a qualquer momento.
Basta que duas ou mais pessoas estejam falando e orando em nome de Jesus que a Igreja já está formada.
Na Igreja primitiva não havia templos, a Igreja era formada na casa das pessoas.
Quem quiser saber ais detalhe sobre Igreja leia o livro de Atos dos Apostolos.
Anna Dutra
16 de maio de 2015 1:44 amPaulo
Paulo e Estevão
Paulo é provavelmente o Apóstolo sobre o qual o Ocidente mais escreveu, estudou; dissecado por sua importância na disseminação do Cristianismo. Já li algumas obras sobre ele, sobretudo históricas.
Em relação à iglesia, esta igreja comunitária, primitiva, de convivência mais do que de ritos e cultos em que se transformou a ICAR: neste livro a vida apostólica de Paulo (Saulo, o fariseu romano) é contada de forma a podermos entender um pouco melhor como se constituiu esta igreja primitiva. Além de ser um livro belíssimo a contar o que é um testemunho de conversão.
Saulo somos todos nós e a queda do cavalo é um episódio cheio de significados e simbolismos.
Recomendo a leitura para entendimento do que era a Iglesia nos primórdios do Cristianismo e por análise e comparação entender as transformações que culminaram na ICAR (Igreja Católica Apostólica Romana).
Há outros excelentes livros – técnicos, históricos e religiosos também – que relatam a vida do apóstolo e a expansão do Cristianismo entre os gentios (não judeus) fora da Judéia.
Ficha Técnica
Título: Paulo e Estêvão
Autor: Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel
Páginas: 488
Formato: 16×23 cm
Edição: 1ª, julho de 2012
ISBN: 978-85-7328-696-0
FABIO PLACIDO
15 de maio de 2015 4:45 pmC.S. Lewis – UM EX ATEU CONVICTO
Chega uma hora em que as pessoas que ficam brincando com a religião (“a famosa busca do homem por Deus”), de repente, voltam atrás: “Já pensou se nós o encontrássemos mesmo? Não é essa a nossa intenção! E, o pior de tudo, já pensou se ele nos achasse?”
Um ano com C.S. Lewis*, Ed. Ultimato.
*Escritor das Crônicas de Nárnia
roberto quintas
26 de maio de 2015 10:56 pmcontrovérsias
1. Socrates foi condenado por outor motivo que não o de não cultuar deuse atenienses.
2. Vamos tomar mitos como fatos históricos?
3. Roma não perseguia os Cristãos. O Império Romano tinha como característica tolerar diferentes religiões. Se fosse verdadeiro essa falácia cristã, o Cristianismo não teria se tornado a religião oficial.
4. Católicos vão discordar, pois quem mais condenou os hereges e bruxas foram os governos. Pena que eram governos católicos movidos por ideais católicos, o que torna a Igreja autor intelectual desse massacre.
5. As civilizações da América Latina tinham religiões onde haviam sacrifícios humanos. Mesmo as civilizações da Europa tinham religiões que praticavam algum tripo de sacrificio em sangue. Mas antes de condenar estas religiões, é necessário entender a função social de um ritual.