Um ciclone extratropical atingiu as regiões Sul e Sudeste na madrugada deste sábado. O sistema provocou ventos de mais de 100 km/h e se deslocou para o litoral.
O impacto mais concentrado foi registrado no Centro-Sul do Paraná, onde o encontro do ciclone extratropical com uma frente fria gerou uma supercélula que evoluiu para um tornado.
Dados da Defesa Civil do Paraná confirmaram 4 mortes e 432 feridos. O epicentro foi registrado na cidade de Rio Bonito do Iguaçu, com cerca de 14 mil habitantes – onde mais de 10 mil pessoas tenham sido afetadas.
Mais de 50% da área urbana de Rio Bonito do Iguaçu sofreu danos, com inúmeros destelhamentos totais, colapsos estruturais de edificações (residenciais e comerciais), danos à rede elétrica e comprometimento da malha viária, além de deixar 28 pessoas desabrigadas e 1 mil pessoas desalojadas.
Outras cidades na região também foram afetadas e as equipes da Defesa Civil paranaense acompanham estas ocorrências:
– Quedas do Iguaçu: 02 desalojados, destelhamento de posto de saúde e alagamentos
– Espigão Alto do Iguaçu: Prefeitura parcialmente destelhada
– Três Barras: falta de energia
– Guaraniaçu: 03 casas atingidas
– Foz do Iguaçu: duas residências com telhados severamente danificados, mais cerca de 10 moradores necessitaram de lonas, cerca de 15 árvores/galhos quebrados, cabos de energia rompidos e alguns postes da rede elétrica quebrados
Danos estruturais em SC e RS
Além do Paraná, o ciclone atingiu os estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul e foram colocados em alerta vermelho pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
As previsões da Climatempo e os alertas do Inmet indicavam rajadas de vento que poderiam ultrapassar 100 km/h em áreas serranas e litorâneas, além de chuvas volumosas com potencial de alagamentos.
Em Santa Catarina, o ciclone e a formação de tempestades severas causaram deslizamentos de terra (como em Pescaria Brava), queda de árvores (como em Orleans e Lauro Müller) e danos a cerca de 60 residências em Dionísio Cerqueira, onde também houve feridos e interrupção de vias. Foram contabilizados três desalojados na região de Tubarão e Criciúma.
No Rio Grande do Sul, os alertas foram mantidos para ventos acima de 90 km/h, risco de alagamentos e o temor de vendavais perigosos na Grande Porto Alegre e no Litoral Norte.
Efeitos na região Sudeste
Ao se deslocar para o oceano, o ciclone extratropical continuou afetando o clima na região Sudeste, o que levou a Defesa Civil de São Paulo a emitir alertas para fortes tempestades, raios, queda de granizo e rajadas de vento de até 115 km/h no litoral paulista (Baixada Santista e Vale do Ribeira), e de até 100 km/h em regiões metropolitanas, como a região metropolitana e Campinas.
A previsão é que o centro do ciclone no mar, até o domingo (9), ainda mantenha o litoral do Rio de Janeiro e do Espírito Santo sob agitação marítima e risco de ressacas e ventos fortes até domingo.
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