26 de junho de 2026

COP29 termina com acordo sobre ajuda a países em desenvolvimento

Nações ricas deverão pagar US$ 300 bilhões anuais em financiamento climático; países vulneráveis ao clima chegaram a abandonar reunião
COP29 após um dia de atraso, países concordam em US$ 300 bi para financiar combate às mudanças climáticas. Negociações estavam previstas para terminar na sexta-feira (22), mas só neste sábado (23) negociadores chegaram a acordo. Ambientalistas classificam resultado alcançado em Baku como "desastre". Foto: RS/Fotos Públicas

O Ocidente concordou com o pagamento anual de US$ 300 bilhões para o financiamento da redução de emissões e adaptação climática dos países em desenvolvimento a partir de 2035, apesar das críticas em torno do valor e do período em que o acordo foi feito.

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Segundo a Euronews, a reta final da COP29, realizada em Baku (Azerbaijão), foi marcada por dias tumultuados onde a possibilidade de as negociações fracassarem pareceu próxima.

Na última sexta-feira (22), os países em desenvolvimento consideraram “uma piada” a oferta de US$ 250 bilhões a partir de 2035 feita pelos países industrializados ricos, incluindo a União Europeia, Japão e Estados Unidos.

O valor foi revisado para US$ 300 bilhões, mas o grupo de “países menos desenvolvidos” considerou o montante inaceitável antes mesmo que a Aliança dos Pequenos Estados Insulares (AOSIS) se juntasse a eles para abandonar o encontro – em um sinal de que a paciência estava se esgotando, embora não tivessem desistido totalmente das negociações financeiras.

O grupo G77+China, que compreende a maior parte da América Latina, África e Ásia, apontou um aceite de US$ 500 bilhões para a “nova meta quantificada coletiva” (NCQG) em substituição à atual meta de financiamento anual de US$ 100 bilhões, mas os países ricos não aceitaram.

As negociações prosseguiram a portas fechadas, e o martelo em torno da nova meta foi batido nas primeiras horas deste domingo – embora ambientalistas tenham considerado o valor destinado “um desastre”.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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