Especulação sobre a catástrofe que assola o litoral brasileiro, por Gustavo Gollo

O ineditismo do acidente, a espantosa extensão da poluição, sugere haver algo inusitado nesse acidente, além da quantidade estrondosa de material vazado.

Especulação sobre a catástrofe que assola o litoral brasileiro

por Gustavo Gollo

A disparatada ação de decretar sigilo ao relatório da Petrobrás, que parece ter como propósito apenas confundir, sugere que especulemos sobre a possível origem do óleo que continua emporcalhando extensa área do litoral brasileiro.

A imensa quantidade de petróleo despejada nas águas do Atlântico Sul evidenciada pelos mais de 2 mil quilômetros de extensão da lambança, sugere ter ocorrido um vazamento de proporções gigantescas, descartando acidentes de navios que pudessem ser encobertos. A inexistência de notícias de naufrágio de navio petroleiro na área, ou de que algum deles tenha sofrido fortes avarias, descarta por completo tal hipótese.

Impõem-se então a premissa de que o vazamento seja oriundo de poço de petróleo. O ineditismo do acidente, a espantosa extensão da poluição, sugere haver algo inusitado nesse acidente, além da quantidade estrondosa de material vazado.

A imensa extensão da mancha de óleo sugere que ela tenha brotado em local distante da costa, ou a sujeira teria sido restrita a amplitude menor. A sugestão aponta para explorações do pré-sal, distantes da costa e realizadas em águas extremamente profundas. Uma busca no mapa de correntes marinhas no litoral brasileiro elege a região do pré-sal na bacia de Santos como candidata a local do acidente:

O mapa acima revela em negro as três rotas que o petróleo jorrado teria seguido:

A primeira delas vem sendo omitida nas reportagens sobre o assunto; decorre da notificação oriunda de Maraú, sul da Bahia, ocorrida em 31 de agosto. A ocorrência foi relativamente leve, causando muito menos estragos que as outras.

A maior delas, a segunda, desce desde o Rio Grande do Norte até a cidade de Salvador, onde chegou ontem e prossegue se estendendo. Todos os estados intermediários foram intensamente atingidos.

A terceira e mais distante foi, de fato, a primeira a chamar atenção ao acidente. Vai do Ceará ao Maranhão.

A especulação desconsidera, naturalmente, as sugestões de que o petróleo seja oriundo da Venezuela.

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