Giro GGN Queimadas: Pará é o estado com maior número de focos de incêndios

Com altos e baixos nos números observados pelo satélite do Inpe, o país ainda mostra um quadro preocupante de devastação por incêndios.

Jornal GGN – Enquanto o país se encaminha para o segundo turno em várias cidades, as queimadas continuam seu caminho iniciado há mais de cinco meses. Com altos e baixos nos números observados pelo satélite do Inpe, o país ainda mostra um quadro preocupante de devastação por incêndios. Acompanhe a situação pelos gráficos e tabelas a seguir.

O Pantanal é o bioma que muito sofreu este ano, com um aumento expressivo no número de focos de 2019 para 2020. Em 2019 foram 10.025 focos e, em 2020, 21.858. Mais que dobrou na comparação com o ano passado.

A Amazônia teve seu pior momento em época de queimadas em 2004. Neste ano, foram 218.637 focos observados. Em 2020 foram 99.067 focos identificados pelo satélite do Inpe.

O Cerrado viu seu pior momento em 2007, com 137.918 focos. Este ano, o bioma apresentou 61.862 focos.

O Pampa teve 1.644 focos identificados neste período de seca.

2003 foi, de longe, o pior ano do bioma Caatinga. Foram 32.773 focos identificados naquele período. Em 2020, um recuo em relação a 2019 foi observado. 14.960 focos em 2019, contra 12.011 focos em 2020.

2003 também foi um ano trágico para a Mata Atlântica, com 44.433 focos. Em 2020, o Inpe identificou 17.130 focos, também com ligeiro recuo na comparação com 2019.

Setembro foi um mês complicado para o Brasil, mas também para outros países da América do Sul. Novembro apresenta algum recuo no Brasil e Argentina, por exemplo, mas um grande salto de focos para o Equador.

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Nos últimos cinco dias, é possível observar a movimentação de focos de incêndio. Um dia cai muito, no outro aumenta demais. O fogo brota. Observe que o Equador saltou 3.367% do dia 24 para o dia 25, indo de 3 para 104 focos em 24 horas.

Na tabela abaixo é possível ver a situação nos estados nos últimos cinco anos. Observe que Mato Grosso e Pará tiveram os maiores saltos na comparação com o ano anterior.

Nos últimos cinco meses a mesma oscilação é observada. Agora, em novembro, Pará e Maranhão estão com o maior número de focos identificados pelo Inpe.

Do dia 24 para o dia 25 de novembro, o Pará observou um aumento de 16.700%, saltando de 1 para 168 focos de queimadas.

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