No Congresso, votação ameaça floresta no Pará

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Foto: Neil Palmer/CIAT
 
Jornal GGN – 660 mil hectares da Amazônia, localizados no oeste do Pará, estão em risco devido à uma manobra aprovada no relatório da comissão mista do Congresso. O relatório aprovado do deputado José Priante (PMDB/PA) analisou a Medida Provisória 756, propondo alterações nos limites da Flona do Jamanxim e criando a Área de Proteção Ambiental (APA) do Jamanxim.
 
A área fica em Novo Progresso, uma região que ficou conhecida pelos crimes ambientais. Em uma Flona, só pode ocorrer corte seletivos das árvores da floresta e mediante plano de manejo, além da proibição da venda de terras. No caso de uma Área de Proteção Ambiental, são permitidos o corte raso das árvores e também a venda de terras.

 
Para o biólogo Ciro Campos, do Instituto Socioambiental (ISA), a diminuição da proteção em área estratégica para manter a Amazônia como uma floresta única é “um crime contra o Brasil”. 
 
Ele alerta que a floresta poderá se fragmentar em pedaços que não terão a capacidade de manter sua função climática de transportar as chuvas para o centro-sul do país, “comprometendo a agricultura, a geração de energia e o abastecimento de água nas cidades”.
 
O Ministério do Meio Ambiente afirmou que, caso o texto seja aprovado, irá pedir veto do presidente Michel Temer. 
 
A área tem problemas desde sua origem, em 2006, quando o governo tentou proteger a floresta na área de influência da BR-163, criando diversas unidades de conservação.
 
No sul do Amazonas, um movimento similar dos deputados pode reduzir mais de 1 milhão de hectares em áreas protegidas. Hoje, poderá ser votado o relatório do deputado José Reinaldo (PSB-MA) à MP 758, que muda os limites do Parque Nacional de Jamanxim para abrir espaço às obras da ferrovia Ferrogrão. 
 
Com informações do Valor
 
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