19 de junho de 2026

Reconhecendo desconhecer dados, Mourão pede explicações ao Inpe

O general disse que desconhecia que os dados sobre queimadas e desmatamento são públicos e qualquer pessoa pode acessar. No dia anterior afirmou que alguém no Inpe faria oposição ao governo de Jair Bolsonaro
Foto: Agência Brasil

Jornal GGN – O general vice-presidente Hamilton Mourão fez duras e sérias críticas aos dados noticiados sobre queimadas fornecidos pelo Inpe para toda a imprensa. Mourão acusou presença de ‘inimigos’ dentro do Instituto. A declaração não pegou bem.

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Informado posteriormente sobre a competência do Inpe – Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, aliás com reconhecimento internacional, o vice-presidente reformulou seu discurso, em partes.

O general disse que desconhecia que os dados sobre queimadas e desmatamento são públicos e qualquer pessoa pode acessar. No dia anterior afirmou que alguém no Inpe faria oposição ao governo de Jair Bolsonaro e só divulga dados negativos sobre queimadas. Não explicou em que sentido uma queimada teria lado positivo.

“É o seguinte: eu também desconhecia isso — os dados estão em fonte aberta. Isso aí faz parte da transparência. Então, qualquer um de vocês que for no site lá do Inpe vai pegar o dado que está lá”, afirmou o vice após reunião com o diretor do instituto, Darcton Policarpo Damião, no gabinete da Vice-Presidência.

Então, agora ciente e há tempos presidente do Conselho Nacional da Amazônia Legal, Mourão pediu ao diretor do Instituto um relatório qualitativo desses dados.

Disse, Mourão, que a ele não interessa o dado quantitativo, não precisa saber quantos focos de queimadas ou quantos quilômetros desmatados. Disse que precisa de uma análise de inteligência.

O general disse que na análise quantitativa os dados abertos não devem entrar por se tratar de uma informação de inteligência a ser utilizada para combater os crimes ambientais. E quer dados que o habilitem a fornecer dados da situação da Amazônia para a comunidade internacional e imprensa.

No fim da fala, o general diz que esses dados são para responder à comunidade internacional, mostrar a realidade para não ficar ‘aquela característica de que é algo totalmente descontrolado’.

Mourão pediu ao diretor do Inpe que no sistema do instituto constem os números e o que cada dado disponível significa.  “Eu conversei com ele [para] que o Inpe coloque explicações sobre o que é o foco, o que é ‘pixel’ para que o camarada leigo que for pegar aquilo. Não vai mexer em nada. Isso tem que ficar muito claro. É só explicar o que é cada um”, disse ele.

Por fim, Mourão declarou que não deseja esconder os dados ou modificar a forma de divulgação. Que tudo tem que ser mostrado, bom ou ruim. Disse que sua responsabilidade é mostrar a realidade para a população mas que não vai perder de vista a honra, a lealdade e a honestidade.

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9 Comentários
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  1. Evair

    17 de setembro de 2020 8:11 pm

    Ele descobriu que é um zero à esquerda e totalmente desinformado!

    1. Fernando Simplício

      17 de setembro de 2020 9:06 pm

      Depos dois anos, de várias aberrações por parte do desgoverno, temos que considerar, embora do vice, que é um grande avanço.

      No tocante a população, carente é claro, recuamos 15 anos em 5.

      Foi pra tudo isso, somado ao aumento de tudo, que tiraram a Dilma.

      Agora, só nos resta fazer arminha pra ver se tudo pelo menos volta,l à época de Dilma.

  2. peregrino

    17 de setembro de 2020 9:41 pm

    Mais um indício de que todos os que foram chamados são Bolsonaro cuspidos e cagados…
    cuspidos e cagados no sentido de estarem todos ainda enraizados na década de 60

    Pelas palavras, salvo engano, tudo indica que mais à frente teremos barreiras cibernéticas e jagunços no espaço a cuidar da divulgação de dados ambientais do Paraíso

    ou novas proibições de se divulgar desmatamentos e queimadas

  3. peregrino

    17 de setembro de 2020 9:53 pm

    Com toda esta destruição, por onde andará Marina Silva?
    será que alistou-se no serviço militar de proteção ao silêncio e à cegueira?

  4. Schell

    17 de setembro de 2020 10:03 pm

    Impressiona a burrice, ignorância, soberba e arrogância desses egressos militares: impossível que as academias militares deem por formados tão despreparadas pessoinhas. Nada sabem e tudo arrotam. Sem contar a obviedade das ameaças que lançam pra todos os lados. Envergonham o país. Será que todos os ditos altos oficiais são iguais a esses que acercam o bolsonauro? Se forem, também como o usucapista do ministério da saúde, por exemplo, que praga lançaram sobre este país de merrecas. Haja nojo.

  5. CST command

    18 de setembro de 2020 12:56 am

    É estranho que ele não soubesse das coisas que deveria saber. Mas suas palavras parecem razoáveis ​​o suficiente. Pelo menos ele parece muito mais sensato do que seu chefe.

  6. claudio marcos

    18 de setembro de 2020 8:35 am

    Eu fico imaginando se um dia a defesa da nação ficasse nas mãos de nossos generais.

  7. Curto e grosso

    18 de setembro de 2020 10:37 am

    Não acho que seja ignorância.
    O governo deu mostras diversas de que não está se importando com preservação ambiental dezenas de vezes, por qual motivo insistir nessa conversa?
    Para as queimadas, poderia se deslocar tropas e forças militares para o controle, por exemplo. Não é uma solução-cloroquina, uma panaceia, mas é uma possibilidade.
    O governo sempre anda com problemas com os dados e com os fatos que representam. Com o caso exemplar do INPE e a precarização constante dos serviços de fiscalização, controle ambiental.
    Há, ainda, funcionários de carreira, que sabem de cor e salteado como as coisas funcionam. Então, o problema está no andar de cima.
    Pedir, agora, explicações, é aquela história. Você vê a coisa acontecendo, mas demora dias, vai protelando, criando falsos problemas e vai enrolando, até que não dá mais e toma uma ação, depois protela mais, cria falsos problemas e vai enrolando…
    Não há fatos que não possam ser usados do modo mais canalha possível. Com as queimadas, haverá quem dirá “oba, agora temos mais território para plantar alimentos”.

  8. João Ferreira Bastos

    18 de setembro de 2020 1:13 pm

    a declaração do nosso caboclo ariano só reforça a afirmação de que os nossos integrantes das ffaa, são chamados de camarão:

    Tem o casco duro, merda na cabeça e vivem nas costas do Brasil

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