
Jornal GGN – O sistema Cantareira, principal reservatório de abastecimento de água da Grande São Paulo, desceu a 39,7% de sua capacidade, e chega a um índice pior do que no período da pré-crise hídrica, em 2013. Os dados são desta segunda, dia 30.
De acordo com os parâmetros da Agência Nacional de Água (ANA), o reservatório saiu da faxia de atenção, aquela em que se opera entre 40% e 60% de sua capacidade total, e entrou em estado de alerta. A partir deste momento, a Sabesp só poderá retirar 27 metros cúbicos por segundo do Cantareira.
Dados da Sabesp apontam que o atual volume do reservatório está bem abaixo do apurado em 2013, quando o sistema registrava 53,6% de sua capacidade ocupada no dia 30 de julho daquele ano.
Especialistas já alertaram sobre o risco de a Grande São Paulo entrar em uma nova crise hídrica, pois que Sabesp e governo de São Paulo nada fizeram para o enfrantamento dos períodos de seca na capital. Neste mês, a pluviometria acumulada no Cantareira foi de apenas 2,1 milímetros de chuva, enquanto a média de julho é de 48 milímetros.
WG
30 de julho de 2018 5:48 pmQue ironia, nesse caso de
Que ironia, nesse caso de incompetência e do neoliberalismo aquático do psdb de SP., a lava-jato não poderá ajudar seus amigos de partido.
Afonso Arinos
30 de julho de 2018 5:49 pmQue recomece o drama!
Governo do PSDB: que recomece o drama!
Fábio de Oliveira Ribeiro
30 de julho de 2018 5:49 pmQuantos bilhões de reais a
Quantos bilhões de reais a Sabesp enfiou nos bolsos dos investidores gringos em 2017? E nos anos anteriores?
Anabi Resende Filho
30 de julho de 2018 6:18 pmhttps://jornalggn.com.br/comment/reply/1412997/1243916
Essa é a pergunta.Fiz mestrado nessa área na USP, e sei: em 2013 foram 500 mi de dólares para os “investidores”, em detrimento do necessário investimento, indicado pelos engenheiros da própria Sabesb, de adução a partir do Rio Iguape.
Pois bem, quando a coisa ficou preta, o Alckimin correu a Brasília para pedir – e levar – 200 mi para obras emergenciais (lei-se bombeamento do volume morto). Aí eu fiquei pensando: o Santander, ex-Banespa, que eles venderam mais a Telefônica, ex-Telesp, que eles venderam e a AES, ex-Cesp, que eles venderam, tinham divulgado seus lucros que, somados, deram 20 bilhões, então foi pra isso que eles venderam? Pra ficar sem dinheiro até pra emergências?
E também não me esqueço que ele, o Alckimin foi na televisão, bravo, falar do porquê ter ido de pires na mão a Brasília. Cara -de-pau!
Isso tem de ser cobrado dele na campaha, senhores candidatos.
peregrino
30 de julho de 2018 9:23 pmdrama repetido…
mais uma vez o problema será entregue para o setor financeiro
e mais uma vez o trabalho de profisionais, da engenharia, será substituído pela caríssima seleção de notícias com objetivo principal de culpar a natureza e multar os consumidores que, muito satisfeitos por atendidos com a propaganda caríssima, continuarão votando em tucanos de mercado, financistas.
peregrino
30 de julho de 2018 9:39 pmem tempo…
os índices de Wall Street não prevêem falhas de fornecimento………………………….
e não prevêem justamente porque a caríssima seleção de notícias esconde
até índices futuros os tucanos mascaram, como se estiagem acontecesse da noite para o dia
Luís Henrique Donadio Baptista
30 de julho de 2018 9:52 pmAlquimista…
Parece que teremos algo inédito na história do planeta: uma candidatura presidencial que se dissolve, não na água, mas na falta d’água…
É o governador de São Paulo fazendo juz ao sobrenome.
observador1
30 de julho de 2018 11:27 pmEm curso, a privatização do “precioso” líquido,,,
Nassif, apesar do apoio do Centrão e do maior horário político, quem entra em estado de Alerta ou Emergência é a candidatura de Geraldo Alckmin, que há um quarto de século governa o estado mas há 36 anos vinha prometendo despoluir o rio Tietê e livrar São Paulo em definitivo da falta d’água. Ou seja, após passar uma dúzia de anos prometendo livrar a cidade do colar de esgoto a céu aberto que a circunda, Alckmin e o PSDB gastaram US$ 6 bilhões para limpar o Tietê e este continua mais sujo do que nunca, muito embora sua vazão de 33 metros cúbicos por segundo seja mais do que suficiente para abastecer a Região Metropolitana. Contando com o silêncio conivente da mídia e do Ministério Público, Alckmin preferiu captar mais água do Paraíba do Sul (que abastece mais de dois milhões de moradores no vale a que dá nome em SP e outros 10 milhões de moradores do RJ, aonde desemboca no Atlântico) através da reversão do rio Paraibuna, bem como reverter um dos principais formadores rio Ribeira de Iguape, o São Lourenço-Juquiá, acarretando a deterioração do sistema lagunar de Iguape-Paranaguá. Mesmo assim, o candidato à Presidência continua blindado:todos atribuem o racionamento à vista aos 104 dias de estiagem deste ano, sem lembrarmos que há uma ação civil pública que há oito anos tramita na Justiça, exigindo a limpeza do reservatório Billings, que, quatro vezes maior que o reservatório de Guarapiranga (que abastece três milhões de pessoas no ABCD), também poderia abastecer a RMSP, se não fosse a cloaca da EMAE, empresa metropolitana de águas e esgotos que viabiliza o lançamento periódico dos esgotos Pinheiros/Tietê em seus 127 quilômetros quadrados de área. Apesar desse desperdício colossal, a população paulistana segue sujeita a multas de R$ 250,00 caso desperdice água em jardins e calçadas, embora a Justiça nada faça contra os 40% de perdas de água potável na rede da Sabesp, por falta de manutenção da rede e reparos e prevenção de vazamentos subterrâneos que – misturados à rede de esgotos – obrigam a Sabesp a utilizar cada vez mais cloro no produto que vende à população, sob pena do cheiro e gosto de merda chegarem à Bolsa de Valores de Nova Iorque, aonde os investidores de quase metade do valor da Sabesp são mais implacáveis que os paulistas e paulistanos. Como no colapso hídrico de 2014, espera-se uma desvalorização de mais de 30% de suas ações nos próximos pregões, assim que o estado de alerta ora declarado chegar ao conhecimento dos investidores, de nada adiantando nesse caso a Sabesp argumentar que só desperdiça 20% de sua matéria prima e para tanto utilizar os dados do Instituto Trata Brasil, pois todos sabem que o mesmo pertence a um dos co-responsáveis pela semi-privatização da água de São Paulo, Gesner Oliveira, e que os vazamentos consomem e contaminam 40% dessa mesma água que, em caso de desperdícios superiores aos 10% toleráveis em Tóquio, demonstram incompetência gerencial ou tentativas de forçar sua privatização por completo a empresas como a Nestlê, que o Governo Temer acaba de considerar apta a assumir abastecimento público e cobrar pela água encanada o mesmo que cobra pela água engarrafada. Caso esses detalhes sejam apresentados em horário eleitoral, as chances de Bolsonaro aumentam exponencialmente, apesar do mesmo não esconder ser adepto da privação total de água para cativos sob seu domínio, como é o caso do eleitorado que nele votar; apesar dessa água contaminada ter provocado o internamento de 340 mil pessoas em 2013,das quais mais de duas mil morreram, como admite o Governo federal, sem contestar os especialistas que estimam em mais de um milhão de vítimas de doenças infecciosas causadas pela água mesclada às descargas sanitárias que mais cedo ou mais tarde acabarão desencadeando a privatização por completo do produto…