Era início de pandemia, e a Luiza enfrentava problemas familiares. E Vinícius, o nosso Vinão, resolveu enviar-lhe uma carta. Com a letrinha caprichada, ele inventou a palavra “sente tristes” para reforçar o “sentimentos”.
Quando entrou na escola, menino com síndrome de Down, a professora autorizou que escrevesse em letra de forma. Ele não aceitou. Treinou, treinou e treinou até controlar a escrita cursiva. Ler a escrita de Vinão passava o mesmo sentimento de ternura que era receber um abraço dele.

A Livia, mencionada na carta, era a namoradinha dele, também criança com Down. Ambos se conheceram com 5 anos de idade, no lançamento de um livro sobre inclusão de Eugênia, mãe do Vini e pioneira na luta pela inclusão.
Imediatamente estabeleceram conexão forte. Vinão estava vestidinho de terno e gravata. Namoraram até os 17 anos. Depois, por alguma razão da vida, Vini rompeu o namoro e Livia nunca mais perdoou. Bem que Vinão tentou reatar algumas vezes, mas Livia batia o pé: “só amigos”.
Só amigos, sim, mas para sempre.
O último encontro entre ambos foi em uma praia do litoral norte. Chegamos, fomos para a praia. Livia já estava lá, com seus pais. Ao se verem sairam correndo, ambos, e se abraçaram.
Montamos na Internet, o album do Vini. Nele, uma mensagem da Livia.





Ivana
2 de maio de 2025 9:03 pmQue lindo! Que Vinícius esteja na Paz Celestial! Fica o amor de todos vocês.
fabricio coyote
2 de maio de 2025 9:43 pmA esperança é quando a dor presente nos faz tentar outra vez.
Chico Science
Anselmo Ernesto Ruoso Júnior
3 de maio de 2025 7:43 pmUauuu…
Legal dividir isso…
A divisão às vezes é multiplicação.
Frederico Firmo
6 de maio de 2025 12:22 pmVini se foi, mas, enquanto aqui esteve, viveu intensamente. Vamos festejar!!!
Laura
9 de maio de 2025 8:28 amGratidão pelo compartilhamento da pérola acima. Coisa linda