16 de junho de 2026

A morte de Elifas Andreato

Quem o conheceu pessoalmente sabe de outra características sua: o caráter, a personalidade ímpar, que o colocavam acima das quizilas comuns à classe jornalística.

A música brasileira teve grandes ilustradores desde priscas eras. Nenhum como Elifas Andreatto. Seu traço, a capacidade de captar a personalidade do músico, o senso de detalhe, há muito o transformaram em um clássico.

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Quem o conheceu pessoalmente sabe de outra características sua: o caráter, a personalidade ímpar, que o colocavam acima das quizilas comuns à classe jornalística.

Elifas acaba de falecer, após um infarto do qual se recuperava.

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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3 Comentários
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  1. vanderlei b. nascimento

    29 de março de 2022 12:35 pm

    Muito com essa notícia… uma cara que nos representou demais e aflorou crítica e plasticamente nossa maneira de resistir.
    Valeu Elifas!!

  2. Raquel Ornellas

    29 de março de 2022 2:20 pm

    Vira estrela um homem que brilhava e era imensamente bondoso e generoso. Não esqueço de uma exposição: de um lado Andy Wharol do outro Elifas …. espaço pro primeiro e espacinho pro segundo. E eu só me derretia pra obra do Elifas, era do meu Brasil que eu via em cores, estrelas, melancolias contras as muitas Marinlyns Monroes , repetições cansativas figuradas em todos os livros de estética da Arte.

    Salve, Elifas

    Estamos ficando com vácuo de nossos amados anciões…

  3. Carlos Botazzo

    29 de março de 2022 8:34 pm

    Nem só capista foi Elifas. Se tivesse sido, já nisto seria um clássico. Todavia, ele ultrapassou este primeiro patamar por onde vem sendo lembrado. Elifas foi o ilustrador do movimento sindical, das grandes lutas sociais e da presença firme das oposições e comissões de fábrica; foi o ilustrador da arte que chamava ao teatro que então enfrentava a ditadura; Elifas foi o ilustrador do movimento pela anistia, e não apenas quando fez a mais vigorosa e vibrante arte para celebrar a memória de Wladimir Herzog e apontar seus assassinos. Elifas foi um militante e um dos nossos grandes ativistas políticos. Que jamais seja esquecido!

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