A música brasileira teve grandes ilustradores desde priscas eras. Nenhum como Elifas Andreatto. Seu traço, a capacidade de captar a personalidade do músico, o senso de detalhe, há muito o transformaram em um clássico.
Quem o conheceu pessoalmente sabe de outra características sua: o caráter, a personalidade ímpar, que o colocavam acima das quizilas comuns à classe jornalística.
Elifas acaba de falecer, após um infarto do qual se recuperava.








vanderlei b. nascimento
29 de março de 2022 12:35 pmMuito com essa notícia… uma cara que nos representou demais e aflorou crítica e plasticamente nossa maneira de resistir.
Valeu Elifas!!
Raquel Ornellas
29 de março de 2022 2:20 pmVira estrela um homem que brilhava e era imensamente bondoso e generoso. Não esqueço de uma exposição: de um lado Andy Wharol do outro Elifas …. espaço pro primeiro e espacinho pro segundo. E eu só me derretia pra obra do Elifas, era do meu Brasil que eu via em cores, estrelas, melancolias contras as muitas Marinlyns Monroes , repetições cansativas figuradas em todos os livros de estética da Arte.
Salve, Elifas
Estamos ficando com vácuo de nossos amados anciões…
Carlos Botazzo
29 de março de 2022 8:34 pmNem só capista foi Elifas. Se tivesse sido, já nisto seria um clássico. Todavia, ele ultrapassou este primeiro patamar por onde vem sendo lembrado. Elifas foi o ilustrador do movimento sindical, das grandes lutas sociais e da presença firme das oposições e comissões de fábrica; foi o ilustrador da arte que chamava ao teatro que então enfrentava a ditadura; Elifas foi o ilustrador do movimento pela anistia, e não apenas quando fez a mais vigorosa e vibrante arte para celebrar a memória de Wladimir Herzog e apontar seus assassinos. Elifas foi um militante e um dos nossos grandes ativistas políticos. Que jamais seja esquecido!