
Conheci Alberto Dines quando, no começo de meu trabalho no Jornal da Tarde, implantando o chamado “jornalismo de serviços” – economia com foco no consumidor – ele me convidou para assinar uma coluna em uma das revistas femininas da Abril, sob o título “Seu Nassif”, se não me engano. Foi a primeira pessoa que me deu a chance de sair do anonimato das redações para as colunas assinadas. A segunda foi o inesquecível amigo Aloisio Biondi, que me ofereceu uma coluna no Shopping News.
Crítico acerbo do jornalismo, Dines sempre foi um incentivador generoso dos jovens que ingressavam na carreira.
Na Folha, sua coluna de ombudsman da mídia marcou época. E provocou ressentimentos esperados, em uma categoria pouco acostumada com a crítica interna. Mas sua biografia, e o período histórico à frente do Jornal do Brasil, lhe conferiam a autoridade necessária.
Rigoroso nas críticas, no plano pessoal era uma pessoa extremamente sensível.
Em seus tempos de Observatório da Imprensa, uma pesquisa da Fernando Pacheco Jordão, com os 50 maiores influenciadores que apareciam nos jornais, me colocou na ponta, ao lado do Roberto Campos, como influenciador dos influenciadores.
Dines me convidou para um programa no Observatório da Imprensa, na época ancorado na TV Cultura. Pediu que levasse meu bandolim. No ar, me pediu uma música. Enquanto tocava, via lágrimas escorrendo de seus olhos, lembrando da infância, se não me engano em Vila Isabel.
Perdendo espaço na imprensa tradicional, transformou o site do Observatório em uma referência inestimável de bom jornalismo. E sempre com o apoio total da esposa Norma Cury.
Foi um dos jornalistas históricos do país.
Rui Ribeiro
22 de maio de 2018 4:51 pmEconomia com foco no consumidor
Em regra, é a classe exploradora que (super)-consome, enquanto a classe trabalhadora é quem (super)-produz. Em razão disso, a economia deverá ser focada não no consumidor, mas no trabalhador, pois ao focar a economia nos consumidores, privilegia-se a classe que já é privilegiada.
Maria Luisa
22 de maio de 2018 4:57 pmAdeus ao camarada Dines, que
Adeus ao camarada Dines, que do seu modo fez Jornalismo competente, que sempre mostrou um amor enorme à sua profissão e uma certa tristeza de ver o jornalismo brasileiro no estado de ruina moral e fisico em que se encontra.
Jackson da Viola
22 de maio de 2018 5:01 pm………………….
Marly
22 de maio de 2018 6:35 pmExatamente!
Demitiu o presidente da EBC. Não mais assisti a TV Brasil. Fazem falta o Brasilianas, Observatório da Imprensa, Ver TV, Mama África e outros. O Vampiro drstruindo tudo! Que ele se destrua também! Que haja a lei do retorno!
Marly
22 de maio de 2018 6:43 pmRepórter Brasil!
Saudade do Guilherme que tão bem conduzia o Repórter Brasil!Das informações de Nassif sobre a economia e do Emir Sader falando dos assuntos Internacionais! E o Vampiro destruiu tudo isso! Que o inferno o aguarde!
Roberto Monteiro
22 de maio de 2018 7:56 pmMeus cumprimentos?
Só faltou dar os parabéns à família.
Não que esteja errado, mas cumprimento é vago. Meus pêsames, meus sentimentos pela perda… seriam mais adequados. O vampirão ou sua equipe não acertam uma.
Spin GGNauta
22 de maio de 2018 5:12 pmTanta gente que partiu…há
Tanta gente que partiu….há aqueles que morreram de desgosto após um ataque súbito como se sucedeu com Dona Marisa….. hå os que não querem mais viver e resolvem partir…
….os que resistem, como Lula, estão sendo silenciados com prisões injustas e desproporcionais numa estratégia de imobização e amodaçamento das massas e desmonte das organizações sociais e partidos que tenham programa anti-imperialismo e de desenvolvimento nacional com inclusão social…
….outras lideranças, como Mariele Franco e tantas outras, são assassinadas nessa estratégia do silenciamento e imobilização impostos….
….da pra ver que, apos a prisão de Lula, a Globo jå não tem mais um contraponto perante as massas, o que era o sonho de consumo para o regime golpista…
…esse pais estå uma paz só: a paz dos cemitėrios imposto pelos coveiros anti-povo e anti-democracia: o presidente postiço tem cheiro de morte….
….descanse em paz amigo Dines…
Marly
22 de maio de 2018 6:15 pmAlberto Dines!
Estou muito triste ao saber que Alberto Dines se foi! Ha’ poucos dias comentei sobre a falta que faz Nassif, Dines, Lalo e outros que faziam parte dos excelentes programas que costumava assistir na TVBrasil, logo após o Repórter Brasil. Tinha uma empatia com aquele rosto meigo de Alberto Dines! Que Deus o receba com amor!
Paulo P Ribeiro
22 de maio de 2018 8:15 pmCom a partida de Alberto
Com a partida de Alberto Dines, o Céu torna-se cada vez mais um espaço mais agradável do que a Terra. Ao chegar, Dines será recepcionado por Dona Marisa, Luiz Gushiken e Marco Aurelio Garcia, que vão se reunir e contar ao Mestre todas as calúnias e infâmias que receberam da imprensa golpista. Em poucos dias, Alberto Dines terá material suficiente para lançar o Observatório do Além. Vai-se o homem ético, íntegro e capaz, ficam os frias, reinaldos&marinhos. Pobre Brasil…Adeus, Mestre!!
Webster Franklin
22 de maio de 2018 8:49 pmEnorme falta ao Observatório
Enorme falta ao Observatório da Imprensa e ao jornalismo nacional
http://observatoriodaimprensa.com.br/
Fernando J.
22 de maio de 2018 9:16 pmAlberto Dines ensinou uma geração a ler jornais
Dines forma ao lado dos maiores, como Samuel Wainer, Mino Carta e Luís Nassif. No começo da internet, para mim em 1999, quando ainda não havia blogues, acessar o Observatório da Imprensa era um bálsamo, e o programa nas terças à noite, acho que às 22 horas, uma obrigação.
Emma
22 de maio de 2018 9:36 pmDines me fazia pensar
Sei que o Dines já estava com 86 anos, mas vai dando uma tristeza a morte dos grandes jornalistas, dos seres pensantes e críticos sobre a profissão… Em tempos de tantos medíocres com espaço nos grandes veículos, dá mesmo um desânimo.
joel lima
22 de maio de 2018 10:28 pmAmanhã os jornais falarão da
Amanhã os jornais falarão da morte de Dines em suas páginas. Páginas que gente da qualidade dele tinha estado há anos banida dos jornalões oficiais – como o Nassif também está. Esse é o preço de quem pensa diferente da manada nesse país = ser ‘morto’ em termos de aparição nos veículos de comunicação de maior alcance.
joel lima
22 de maio de 2018 10:28 pmAmanhã os jornais falarão da
Amanhã os jornais falarão da morte de Dines em suas páginas. Páginas que gente da qualidade dele tinha estado há anos banida dos jornalões oficiais – como o Nassif também está. Esse é o preço de quem pensa diferente da manada nesse país = ser ‘morto’ em termos de aparição nos veículos de comunicação de maior alcance.
Cristiana Castro
23 de maio de 2018 3:37 pmNotícia muito triste,mesmo.
Notícia muito triste,mesmo. Durante muito tempo, o Observatório da Imrensa foi meu ponto na Internet. Começava pelo OI minha navegação. Dines, vai fazer muita falta ao jornaliamo decente e, aos leitores que ainda tem esperanças num jornalismo, digno pro Brasil
vera lucia venturini
23 de maio de 2018 4:54 pmGrande parte da credibilidade
Grande parte da credibilidade que eu tinha no jornalismo brasileiro veio da coluna Jornal dos Jornais do Dines. Me fez acreditar que o jornalismo era coisa séria no Brasil.
Jus Ad Rem
24 de maio de 2018 6:05 am#
Dines fará muita falta ao escasso jornalismo honesto deste país. Principalmente nestes tempos de fake news galopante.
Descanse em paz, Alberto. Você merece.
Fernando Zornitta
25 de maio de 2018 6:33 pmHomenagem ao Alberto Dines
Todos vamos algum dia, mas alguns deixam além de saudades bons exemplos, como o Dines, que sempre respeitou e considerou as opiniões – os “pitacos” dos seus telespectadores como eu. Os bons exemplos daqueles que contribuem para melhorar o mundo precisam ser perenizados e, para tanto, sugiro que os profissionais da imprensa adotem esta ideia: a criação de uma COMENDA ALBERTO DINES, para homenagear em vida as pessoas que como ele fazem o mundo ser melhor compreendido através do jornalismo ético e competente. Me coloco à disposição para desenvolver o protótipo desta comenda (a escultura), juntamente com meu irmão Paulo, pois paralelamente às nossas atividades também desenvolvemos um trabalho de artes plásticas e criaremos com satisfação esta justa homenagem. A quem homenagear…. – com a palavra os seus colegas de profissão e amigos…