30 de junho de 2026

Déficit zero derrubará juros, dizia Mantega em 2005

Mantega destacou que não é suficiente atacar apenas o aspecto fiscal. São necessárias também uma reestruturação da dívida pública
Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

De 4 de agosto de 2005

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

Déficit zero derrubará juro, diz Mantega

LUCIANA BRAFMAN
DA SUCURSAL DO RIO
Após reunião com o deputado federal Antonio Delfim Netto (PP-SP), o presidente do BNDES, Guido Mantega, afirmou que o déficit nominal zero pode fazer os juros reais caírem dos atuais 14% ao ano para cerca de 3%, o que permitiria uma melhor relação dívida/PIB. Na visão de Mantega, esse ajuste fiscal deve ser feito com base na redução de gastos previdenciários, compras governamentais e contratação de serviços, entre outros, mas com a preservação dos gastos sociais e do investimento.

Segundo Mantega, é preciso haver mecanismos que garantam uma redução permanente da relação dívida/PIB, independentemente dos governos que assumam a Presidência da República nos próximos períodos.

Mantega destacou que não é suficiente atacar apenas o aspecto fiscal. São necessárias também, segundo ele, uma reestruturação da dívida pública, com a diminuição dos títulos de curto prazo, e uma política monetária mais eficaz, que permita resultados na contenção da inflação com pequenas alterações nos juros.

Mantega disse que é preciso adotar medidas de aperfeiçoamento da política econômica para que o país possa crescer a taxas vigorosas, além dos 3,5% previstos para este ano. Ontem, a diretoria do BNDES e economistas do banco se reuniram com Delfim para debater o tema. “Esse ajuste fiscal que está sendo feito é consistente, mas pode ser melhorado, não com aumento do superávit primário, mas com a qualidade do ajuste fiscal, reduzindo despesas de custeio e aumentando investimentos”, disse Mantega.

“A proposta de déficit nominal zero vem para que os juros caiam para patamares mais civilizados.”

Receba os artigos de Luís Nassif pelo WhatsApp

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

6 Comentários
...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  1. Miriam Maciel Lopes

    14 de agosto de 2024 7:26 am

    Adiantou?

  2. Miriam Lopes

    14 de agosto de 2024 7:28 am

    Adiantou?

  3. Milton

    15 de agosto de 2024 9:39 am

    Até as curvas da estrada de Santos sabem que o grande nó é a brutal transferência de recursos públicos para uns poucos via juros do BC.
    Arrancar com a contenção de gastos sociais é mais do mesmo.
    O desmedido avanço dos juros é a causa maior do atraso no desenvolvimento.
    Isto significa a manutenção do viés elitista – herança do período colonial – do Estado para poucos.
    A redução à metade da Selic mais um programa de investimentos resultaria em recursos substanciais estruturantes e de apoio à capacitação tecnológica e industrialização.
    O difícil é enfrentar os campos néscios que abundam no Brasil . . .

  4. José Carvalho

    15 de agosto de 2024 1:56 pm

    A dificuldade para essas questões continua a mesma, não adianta pensar em déficit fiscal zero sem que o País tenha maior volume na sua economia. Durante todo esse tempo o País quase não saiu do lugar. A capacidade da economia brasileira de sustentar crescimento, continua não existindo e com uma leve piora, pois nem mesmo aqueles vôos de galinha acontecem mais. A relação da dívida X PIB vai encurtando e as condições do País não mudam. As formas de produção de riqueza não são multiplicadas e o universo dos beneficiários se reduz. As obrigações com a dívida comprometem cada vez mais os orçamentos públicos que vão sendo cada vez mais pressionados a “enxugar a máquina” para poder cumprir essas obrigações; todos os olhares se mantém nesse tema, enquanto toda a economia sofre as consequências que atingem a sociedade inteira. Essa relação se reduz com o crescimento do PIB causando um ajuste dessas obrigações. Se a busca pela redução do gasto público por um lado com o cumprimento das obrigações, a diminuição dessa relação traria também um impacto sobre a expansão do PIB e portanto da própria economia brasileira. O dilema nesse caso fica sobre a quem serve a economia do País. Caso a resposta inclua a todos os brasileiros, o rumo precisa mudar.

  5. Fábio Cunha

    15 de agosto de 2024 8:07 pm

    A questão é uma só, uma Dívida Pública na qual pelo menos 70% dela foi forjada! Uma auditoria dessa dívida colocaria as coisas no lugar, mas quem tem coragem de mexer com isso? E com esse congresso? E com essa mídia, funcionária do sistema financeiro? O resto é perfumaria…

  6. José de Almeida Bispo

    17 de agosto de 2024 7:33 am

    Ou ele era um inocente, pueril; ou tava fazendo jogo com a plateia pra ver se pegava no tranco.
    O problema é que a cafua nacional – os banqueiros – é tão esperta, mas tão esperta que nem ousa botar as asinhas de fora das nossas fonteiras. E aqui, deita e rola, dando sonoros pqp para o país, entretendo-o com slogans tipo “O Agro é Pop”, copas do mundo e outros badulaques.

Recomendados para você

Recomendados