Morreu nesta terça-feira, 2 de setembro, o jornalista ítalo-brasileiro Demetrio Carta, mais conhecido como Mino Carta, aos 91 anos. Internado há duas semanas na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, o comunicador enfrentava problemas de saúde há mais de um ano.

Nascido em Gênova em 6 de setembro de 1933, chegou ao Brasil em 1946. Aqui, reinventou o jornalismo ao fundar Quatro Rodas, Jornal da Tarde, Veja, IstoÉ e, em 1994, lançar a CartaCapital, que se tornaria referência pela independência editorial.
Para Luís Nassif, não há comparação possível entre Mino e outros diretores de redação: “Não há termos de comparação entre Mino e outros comandantes de redação. Ele é dotado da grandeza épica dos grandes jornalistas, aquele que sabe da importância crucial da independência da jornalística, da redação como um corpo autônomo, em tensão permanente com a empresa”, afirmou em artigo publicado no GGN.
E acrescenta: “Carta Capital foi uma trincheira relevante na luta contra o jornalismo de esgoto.”
Com sua morte, o Brasil perde mais que um jornalista: perde um guia ético, um exemplo de resistência e visão. Fica a pergunta que atravessa gerações: a imprensa brasileira seguirá à altura da integridade que Mino defendeu?
Mário Mendonça
2 de setembro de 2025 9:42 amO maior jornalista que li e ouvi!
Fábio de Oliveira Ribeiro
2 de setembro de 2025 10:46 amLamentável. Uma grande perda não apenas para o jornalismo, mas para o país.
Rui Ribeiro
2 de setembro de 2025 11:09 amEu fico a pensar com meus botões: É do conhecimento até do mundo mineral que a ditadura brasileira mataria mais resistentes do que a argentina, a chilena e a uruguaia, se entendesse ser preciso
Mas o Elio Gaspari discorda do Mino Carta. Dita nos olhos dos outros é branda nos olhos da Band