22 de junho de 2026

Morre o ministro Gilson Dipp, padrinho de Sergio Moro na magistratura

Dipp atuou na magistratura por 25 anos. Só no STJ passou 16 anos, onde também presidiu a 5ª Turma

O ex-vice-presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro aposentado Gilson Dipp, morreu nesta segunda-feira (28) aos 78 anos. A informação foi confirmada pela Corte, que não divulgou a causa da morte. Dipp deixa três filhos.

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Gaúcho, natural de Passo Fundo (RS), Dipp integrou o STJ por 16 anos, onde foi vice-presidente e presidente da 5ª Turma. Ele se aposentou em dezembro de 2014. 

Considerado um dos grandes nomes da luta anticorrupção, foi Dipp quem militou pelas varas especializadas em lavagem de dinheiro, dando a titularidade de uma delas para o ex-juiz Sergio Moro.

Dipp chegou a dizer que as varas especializadas “se constituíram no maior capital político do Judiciário brasileiro em todos os tempos.” Segundo ele, sem as varas especializadas, jamais haveria operações como a Lava Jato, que ficou marcada pelo lawfare praticado contra o ex-presidente Lula.

Dipp também indicou Sérgio Moro como assessor especial da ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF), durante o julgamento do mensalão. Dipp revelou ao jornalista Luis Nassif, do GGN, que considerava Moro muito “técnico” em suas sentenças.

O apadrinhamento de Dipp em relação a Moro mudou profundamente a história contemporânea do País. 

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Trajetória

Entre 2008 e 2010, Dipp atuou como corregedor nacional de Justiça. Já de 2011 a 2013, integrou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Em 2012, coordenou a Comissão Nacional da Verdade, que investigou violações dos direitos humanos durante a ditadura. 

Formado em ciências jurídicas e sociais pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Dipp atuou na magistratura por 25 anos e também foi professor de direito civil. 

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

5 Comentários
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  1. CRISTIANO GOBBI

    29 de novembro de 2022 2:32 pm

    Gilson Dipp era um magistrado da mais alta competência e integridade. À frente do CNJ foi fundamental para que muitas falcatruas do TJ baiano viessem à tona, por exemplo. Não creio que imaginava os rumos que a Lava Jato tomaria, por isso acho o título da matéria um tanto forçado. Além do mais, o nome da cidade Natal de Dipp é Passo Fundo.

  2. Mário Mendonça

    29 de novembro de 2022 5:34 pm

    Mouro, o caso Banestado, conduzido por Moro é um mistério que nunca saberemos seu resultado, afinal, por envolver a plutocracia patropi, jamais sairá da gaveta, graças a Ellen Gracie! Como dizia Márcio Thomaz Bastos, aquilo é o fim do mundo!

  3. AMBAR

    29 de novembro de 2022 6:35 pm

    Passa para o Senhor mais um lídimo arconte, cujo falecimento não teve causa revelada. Terá sindo um desgosto profundo? Uma culpa, uma decepção, talvez, ilações nossas. Captado pelo irresistível carisma de Sérgio Moro, fez dele um herói nacional, um político e um mito. Dipp pode ter sido grandioso em seus julgamentos enquanto magistrado, mas para julgar pessoas, a sua falta de talento foi inegável. Se como magistrado tinha por definição uma reputação ilibada, a ascensão de Sérgio Moro por seu intermédio foi capaz de macula-la. Enfim, descanse em paz e nós também.

  4. Rui

    30 de novembro de 2022 6:42 am

    Que pena ele ter apadrinhado um cachorro

  5. vinicius Porto da silva

    30 de novembro de 2022 7:34 am

    Que vá pro quinto dos infernos. E serginho o capeta te espera lá!

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