24 de junho de 2026

O retrato do velho, de novo no mesmo lugar, por Carlos Motta

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O retrato do velho, de novo no mesmo lugar

por Carlos Motta

Sucesso no Carnaval de 1951, a marchinha “Retrato do Velho”, de Haroldo Lobo e Marino Pinto, na voz de Francisco Alves, parece que foi feita para a folia deste ano.

Afinal, tem muita gente saudosa do tempo em que havia pleno emprego no país, o crediário era barato e farto, o preço da gasolina e do gás de cozinha estava praticamente congelado, a educação superior não era um sonho impossível, assim como a casa própria – o futuro parecia, enfim, ter chegado aos brasileiros, e ele era doce.

O velho de então era Getúlio Vargas, que iria voltar à presidência, já ocupada por ele de 1930 a 1945, depois de vencer a eleição de 1950.

O velho de agora é Luiz Inácio Lula da Silva, que aparece em primeiro lugar em todas as pesquisas de intenção de voto para a disputa presidencial deste ano – se houver -, mesmo sofrendo a mais impiedosa perseguição do aparato midiático-policial-judicial da história do Brasil.

Lula, como Getúlio, encarna as esperanças do povo mais pobre, desprotegido, espoliado e vítima de uma desigualdade que envergonha o país perante as outras nações do mundo.

Por isso, 67 anos depois, a esperança é que o seu retrato resgate a democracia, tão vilipendiada pela quadrilha que tomou de assalto o Brasil.

Bota o retrato do velho, outra vez,
Bota no mesmo lugar,
O sorriso do velhinho,
Faz a gente trabalhar ( oi )

(bis)

Eu já, botei o meu,
E tu, não vai botar ?
Já enfeitei o meu,
E tu vais enfeitar ?
O sorriso do velhinho,
Faz a gente trabalhar ( oi )

 

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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3 Comentários
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  1. jose carlos lima...

    1 de fevereiro de 2018 12:33 am

    Vamos divulgar prá matar a Globo de raiva…

    https://www.youtube.com/watch?v=pfCf2Ue5GrI

    Ai o link para você no zap zap, face, instagram…

    Ouça por ai, nos locais de trabalho, na fila de recadastramento do TRE, nos carros, no churrasco dos parentes…

    A nossa resistência tem que ser feita com alegria e não com banzo, medo e tristeza, como consórcio midiático-penal nos injeta
    a todo momento.

    Vamos divulgar prá matar a Globo de raiva…

    Se virar hit deste carnaval eles infartam…rsss

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=pfCf2Ue5GrI%5D

  2. Paulo Dantas

    1 de fevereiro de 2018 9:45 am

    Getúlio foi

    Getúlio foi um ditador , este fato não deveria ser esquecido.

    Ainda que a “esfinge” tenha modernizado o país.

    1. ze sergio

      1 de fevereiro de 2018 12:29 pm

      Getulio….

      Caro Paulo Dantas, o Brasil é de muito fácil explicação. Getulio Vargas foi um Ditador sanguinário que matou Estudantes Paulistas desarmados que exigiam uma Constituição e Leis Democráticas para este país. Mas são rotulados como elite. E são rotulados por Forças e Ideologistas Esquerdopatas, que já naquela época foram beneficiados pelo conluio com o Caudilho. A Excrecência de Imposto Sindical Obrigatório que perdura por mais de 70 anos. Carlos Prestes que teve a Mulher deportada para campos nazistas e se dizia inimigo do Governo de representação militar, foi ser um dos membros deste Governo.  Não à toa e simbolo e herói desta latrina. O sucesso de Getulio foi retornar às práticas que vinham sendo implantadas durante o maior período democrático deste país, da Primeira República. Período em que o Brasil era o país que mais se desenvolvia, entre todas as Nações. Pobres, miseráveis, descamisados, a procura de uma Terra e um futuro melhor, desembarcavam no Poirto de Santos, fugindo da miséria dos Estados Unidos, Alemanha, Japão, Italia, Espanha, Ucrania, Russia, Polonia, Suiça, …Tudo isto foi perdido com a Ditadura Getulista. Eleições livres e facultativas, condizentes com o período histórico do começo do século passado, só foi conseguido naquele período. Mas retorna a Industrialização Brasileira por pressão das bancadas paulistas encabeçadas por Monteiro Lobato, fazendo surgir Empresas como a Petrobrás. Desde então tornou-se, como prática corriqueira, a censura e o atraso, que perduram até hoje. Não existe Fatalismo. Somos o produto da aceitação de ideais ditatoriais e imbecilizados. Apenas isto. A vangurada e o progresso já estiveram em nossas mãos.  

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