
Jornal GGN – Na tentativa de aproximar o governo do mercado financeiro, o ministro da Fazenda Joaquim Levy realizou um encontro com os principais banqueiros do país. Na terça-feira (11), Levy recebeu em Brasília nomes como Roberto Setúbal, presidente do Itaú, Luiz Carlos Trabuco, presidente do Bradesco, Alexandre Abreu, do Banco do Brasil, e André Esteve, do BTG Pactual, entre outros.
Para a presidente Dilma Rousseff, o governo precisa sair do isolamento e enfrentar a crise, e, para isso, é necessário dialogar e se entender com os bancos. Levy e os executivos discutiram a crise econômica e o pacote de reformas do presidente do Senado, Renan Calheiros. De acordo com a Folha de S. Paulo, os banqueiros gostaram do que ouviram do ministro da Fazenda.
Um convite por telefone e o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, conseguiu colocar de um dia para o outro os principais banqueiros do país em sua sala, para discutir a crise econômica e o pacote de reformas apresentado pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).
O encontro, realizado na terça (11) em Brasília, faz parte de uma tentativa da presidente Dilma de aparar as arestas com o setor financeiro, com quem ela esteve às turras no primeiro mandato e na campanha eleitoral.
A presidente avalia que, para sair do isolamento e enfrentar a crise, seu governo precisa se entender com os bancos. Levy fez os convites na segunda (10), um dia depois da reunião dos ministros com a presidente sobre instabilidade política e recessão.
Participaram dez executivos do setor financeiro, entre eles os presidentes do Itaú, Roberto Setúbal; do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco; do Banco do Brasil, Alexandre Abreu; do JP Morgan, José Berenguer; e do BTG Pactual, André Esteves.
Na visão dos banqueiros presentes ao encontro, o ministro se empenhou em convencê-los de que há unidade do governo em torno do ajuste fiscal, embora as medidas provoquem arrocho, prejudiquem a popularidade da presidente e enfrentem resistência no PT.
Levy repetiu algumas vezes que a Fazenda está alinhada com os Ministérios do Planejamento e Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. A atitude foi vista como um esforço para afastar rumores de racha na equipe econômica.
O ministro pediu informações sobre a situação de vários setores empresariais monitorados de perto pelos bancos. Ouviu que os produtores de açúcar e álcool continuam mal, assim como a indústria óleo e gás. O setor de energia elétrica parece ter parado de piorar e este ano ainda deve ser bom para o agronegócio.
CÂMBIO E INFLAÇÃO
Houve um consenso de que o câmbio está se ajustando e de que em algum momento a inflação vai ceder. O maior risco é o fracasso do ajuste fiscal, que pretende reduzir os gastos do setor público.
O ministro avaliou com os banqueiros a chamada “Agenda Brasil”, conjunto de ações e medidas econômicas e sociais apresentadas pelo presidente do Senado.
Os pontos mais relevantes, para Levy e para os banqueiros, são de difícil implementação, como a reforma do ICMS, aumento da tributação sobre setores que foram desonerados pelo governo, adoção de idade mínima para aposentadoria e cobrança do SUS para faixas de renda.
São medidas que contrariam vários interesses e têm custo social elevado. Levy disse que o governo vai insistir. Os banqueiros gostaram.
naldo
13 de agosto de 2015 11:38 amÈ o governo “trabalhista”,
È o governo “trabalhista”, disfarçado e de araque, pedindo a benção para os verdadeiros patrões.
Andre Araujo
13 de agosto de 2015 11:55 amCom banqueiros? Reunir para
Com banqueiros? Reunir para que? Eles estão com otimos balanços, não precisam de reformas.
As REFORMAS que o Brasil precisa todo mundo sabe quais são, não precisa mais OUVIR, já tem diagnosticos demais, agora é hora de AGIR. Reunião para ouvir é mais uma desculpa para perder tempo e empurrar o errado com a barriga.
Ana Dias
13 de agosto de 2015 2:24 pmConcordo.
essa reunião é um
Concordo.
essa reunião é um escárnio.
Seu Madruga
13 de agosto de 2015 1:20 pmDiscutir a crise com o unico
Discutir a crise com o unico setor que está lucrando com a crise. Que beleza
O Físico
13 de agosto de 2015 1:37 pmOs patrões mandaram chama-lo
Por que ele não vai discutir a crise com o varejo e o setor produtivo? Vê se ele vai à Fiesp ou Fierj discutir como empregar, produzir mais e mais barato e exportar mais. Ele não aprendeu que produzir mais também reduz a inflação, sem desempregar e sem entregar as reservas nacionais ao rentismo. Não fosse a crise política instalada, o governo estaria usando a inteligência para sair da crise ao invés de contemporizar com o rentismo dos Bancos Privados. Esse ministro é Patético…
Doney
13 de agosto de 2015 2:47 pmÉ lógico que eles gostaram do
É lógico que eles gostaram do que ouviram. O (ex ?) funcionário do bradesco continua trabalhando firmemente para que seus antigos donos tenham todo o lucro possível enquanto a economia afunda a olhos vistos.
O governo Dilma é de alto a baixo uma vergonha. Se engana quem quer.